Enviado Sexta-feira, 27 de março de 2009 às 16:20:49 |
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Assim como o consumo desenfreado de drogas, os acidentes de trânsito são a outra triste epidemia que a cada dia assola o Estado, gera vítimas e destroi famílias. Embora não existam soluções para eliminar definitivamente o registro de acidentes, algumas medidas contribuem para facilitar o fluxo de veículos, evitar novas ocorrências e proporcionar o bem-estar das comunidades, como a realização de obras de recapeamento asfáltico, implantação de rótulas na confluência de rodovias, colocação de sinalização adequada e de trevos de acesso.
Buscando melhorar a malha viária do Rio Grande do Sul, o governo do Estado anunciou recentemente a pavimentação de 17 acessos municipais, onde serão recuperados mais de 700 quilômetros de estradas em 2009. Mas para a surpresa dos moradores da região da Serra, a conclusão do trevo da RS-122 com a RST-453, que liga Caxias do Sul com a Rota do Sol, não foi contemplada neste pacote. Considerada a obra mais aguardada pela região e prevista para estar finalizada até fevereiro deste ano, este trecho é um dos mais graves e antigos problemas de trânsito local devido ao número alarmante de acidentes e à ocorrência sistemática de grandes congestionamentos que transtornam a vida dos cidadãos.
Se o Estado aplicar apenas 1% do total de R$ 1,2 bilhão previsto para investimentos no Orçamento de 2009, resolverá uma das principais questões da região, que contribui com 16% da arrecadação de ICMS. Somente o IPVA recolhido pelos municípios da Serra chegou a R$ 143 milhões, no ano passado, valor muito superior aos R$ 12 milhões necessários para o asfaltamento do trecho e para a finalização da rótula no cruzamento das duas rodovias.
Para manifestar nossa preocupação com o tema, encaminhamos documento ao governo, juntamente com outros cinco deputados, solicitando atenção especial para o término deste trecho. Ao associarmos todos os esforços nesta causa, visamos mobilizar prefeituras, câmaras de vereadores, entidades empresariais, sindicais e lideranças políticas dos municípios da Serra, a fim de sensibilizar o Estado para a adoção de uma postura mais firme, no sentido de acelerar a conclusão da obra. Basta ação e vontade política. Agora, a comunidade da Serra fica na espera por esta compreensão.
* Deputado estadual (PMDB), ex-prefeito de Flores da Cunha
Enviado Segunda-feira, 02 de março de 2009 às 16:16:05 |
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A história do Rio Grande do Sul é, sem dúvida, singular. Tendo como momento decisivo para o futuro do Estado a Revolução Farroupilha, a mais longa e maior revolta brasileira ocasionou experiências sociais e políticas que têm, até hoje, efeitos na sociedade gaúcha. O espírito patriótico rio-grandense demonstrado na Guerra dos Farrapos e a vontade de lutar pela produção agropecuária gaúcha e por uma maior liberdade administrativa para o Rio Grande sinalizavam que os nossos comandantes eram diferenciados e detentores de personalidade própria, já naquela época, características que persistem presentes no comportamento ético dos líderes gaúchos no século XXI.
Os fatos políticos mais recentes de nosso Estado têm demonstrado que os ideais farroupilhas, como o descontentamento com as atuações dos agentes públicos, se fazem presente nos dias de hoje. As decisões da sociedade a cada eleição e a fiscalização incansável da imprensa sobre as atividades parlamentares e executivas, bem como o espírito associativista gaúcho e a responsabilidade social de nossa gente, são características marcantes herdadas dos nossos revolucionários e que, a cada dia, ganham destaque no país.
Lamentavelmente, o noticiário gaúcho ganhou manchetes registrando escândalos e fraudes na máquina pública. Mas nesse processo, é necessário que a população saiba diferenciar fatos e boatos, verdades e mentiras, punindo comportamentos que não contribuem para a valorização da classe política e reconhecendo, ao mesmo tempo, os atos justos e retos de seus representantes. Nesse cenário, devem prevalecer a cobrança, a firmeza e a exigência de nossos cidadãos sobre a verdade, e não sobre a dúvida.
À sociedade cabe a tarefa de fiscalizar, cobrar e estar permanentemente vigilante a eventuais desvios de conduta, rechaçando e repelindo qualquer irregularidade. Dos agentes políticos exige-se que primem pelos princípios da representatividade, da legalidade, da transparência, da boa-fé, cumprindo sua função social com responsabilidade e coerência. À Comissão de Ética do Parlamento compete notabilizar a verdade - seja ela qual for, não dando espaço ao exercício da dúvida -, punir atitudes delituosas e valorizar a dedicação dos deputados à causa pública, servindo como instrumento da democracia.