Enviado Terça-feira, 24 de março de 2009 às 16:31:12 |
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O avanço mundial da globalização econômica e tecnológica sentencia os países subdesenvolvidos a uma condição de coadjuvante, submetendo-os a estarem à margem do processo evolutivo. Esmagados culturalmente, atrasados sócio, político e economicamente, os mesmos sofrem enormes pressões de organismos financeiros internacionais, resultando em dependência econômica e na lenta e subordinada inserção ao mercado mundial.
Os efeitos da globalização são antagônicos. Enquanto algumas potências contabilizam lucros astronômicos, outras ainda sofrem e se arrastam enfrentando dívidas, bloqueios econômicos, concorrência desleal e seguindo estritamente as diretrizes dos credores estrangeiros.
A globalização nada mais é do que a internacionalização do capital, que desconhece “pátria” e submete os estados nacionais aos seus serviços expansionistas. Não é neutra, imparcial, inevitável e nem decorrente do progresso científico tecnológico, insere-se ao capitalismo desde o princípio e hoje assume proporções imensuráveis. No caso da América Latina, essa dependência e subordinação acabam refletindo internamente, gerando um déficit quantitativo e qualitativo em diversos setores econômicos, além de conduzir uma enorme parcela da população à completa e humilhante miséria e degradação social e intelectual.
No mundo globalizado, se torna quase que inadmissível tanta disparidade econômica, social e intelectual, com tantos recursos científicos e tecnológicos disponíveis. Porém, parece-me que aí existe uma enorme contradição, ou seja, quanto mais avançamos tecnologicamente, mais aumenta a exclusão social, uma enorme parcela da população mundial se encontra completamente alijada e afastada desses recursos, pessoas que não possuem condições para as necessidades básicas, quanto menos para a qualificação.
O naturalista e evolucionista inglês Charles Darwin, em sua obra “Seleção Natural das Espécies”, citava que, para sobreviver, as diversas espécies tinham que se adaptar ao habitat natural, estar aptas aos desafios da natureza e dos predadores, caso contrário seriam eliminadas por outras espécies com maior aptidão. Esta teoria se encaixa perfeitamente à condição atual da humanidade, onde o avanço e as rápidas transformações científicas, genéticas e tecnológicas requerem do homem constante capacitação e qualificação para o mercado de trabalho, caso contrário será excluído do sistema. Só terá seu espaço aquele indivíduo que corresponder plenamente às exigências do novo e mutante mercado globalizado.
A nossa condição de ser está relacionada ou submetida à qualidade do próprio ser. O ser social depende do ser intelectual.