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Li esta semana um artigo de Gustavo Cerbasi, que é consultor financeiro e autor do livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, que descreve a forma racional com que orientava seus clientes, principalmente na arte de economizar muito para, no futuro, terem uma média ou grande fortuna. Ele passou grande parte de sua vida ensinando clientes a reduzirem seus gastos com restaurantes, viagens, roupas, bebidas e outros “supérfluos”. Economizar num cafezinho por dia seria suficiente para comprar um automóvel novo em 30 anos.
Alguns clientes, muito motivados, passaram do ponto de equilíbrio e começaram a poupar bem mais do que o sugerido, sonhando com metas ousadas, como conquistar o primeiro milhão em poucos anos. Com o passar do tempo, percebeu-se que fazer poupança significava, para muitos, privar-se da felicidade presente para tê-la no futuro. E a infelicidde acabava com a motivação de poupar.
Mudou sua forma de atuar e orientar, observando hoje, que é uma vida feliz e segura que garante a poupança, e não o contrário. Por isso, a pergunta recorrente: “vale a pena”? Trabalhar como louco, privar-se do convívio simples de amigos e familiares para resolver problemas e ambições particulares, muitas vezes de caráter individualista, vale a pena? Apagar incêndio, contemporizar, servir como elo de ligação, integrar, pensar no coletivo, quando ao seu redor, com raras excessões, cada um só pensa em si, vale a pena?
Quantas vezes ouvimos frases do tipo “trabalhou tanto e se foi tão cedo”. Ou outra do tipo “agora que podia aproveitar a vida”. As fortunas reais estão nas coisas simples e verdadeiras. Viver bem o momento presente é a melhor forma de preparar a chegada do futuro. A ansiosa preocupação com o futuro prevê males que, na maioria das vezes, jamais acontecerão. Por mais que lamentemos o passado, ele jamais voltará, por mais que nos preocupemos com o futuro, ele nunca virá por antecipação.
Com o passar dos anos, aprendemos com experiências simples do dia-a-dia. O consultor financeiro Cerbasi mudou sua forma de orientar, observando a reação de seus clientes e afirma: “o futuro é importante, mas também é a simples continuação de sua vida presente. Valorize mais seu hoje, sem esquecer o amanhã”.
No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a vida humana é muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se as doenças e morte. Portanto, devemos viver nossos dias com sabedoria , pois a vida é uma só, uma única e poderosa oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores nos outros e principalmente em nós mesmos.
