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Edson Nespolo
Edson Nespolo
Professor e Secretário Municipal do Planejamento

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Acesso Restrito

Meio Ambiente Respeitado

Enviado Sexta-feira, 30 de novembro de 2007 às 17:38:42 | Nenhum comentário »
Nos últimos anos Caxias do Sul tem tido significativos avanços na questão ambiental. A atual administração está aplicando políticas de preservação ao meio ambiente importantes para a qualidade de vida de seus cidadãos. Neste artigo vou destacar o trabalho que vêm sendo realizado pela Secretaria do Meio Ambiente, pela Codeca e pelo Samae.
A Codeca com a instalação dos contêineres coloca Caxias como cidade modelo para o Brasil na separação e reciclagem do lixo seletivo. Introduziu campanhas importantes de recuperação e recolhimento de determinados materiais extremamente agressivos ao meio ambiente, como o óleo de cozinha, pneus velhos, lâmpadas, reatores e baterias usadas, produtos que normalmente as pessoas querem se desfazer e agora encontram o correto modo para sua destinação.
A Secretaria do Meio Ambiente lançou nesta semana o projeto do Parque Mato Sartori. Gravado no Plano Diretor como “área de interesse paisagístico” de nossa cidade, as obras e melhorias no Mato Sartori representarão mais preservação ambiental, novo espaço de lazer e educação. Ainda, a SEMMA tem trabalhado intensamente para a conclusão das obras do Jardim Botânico, espaço que deverá ser inaugurado neste mês de dezembro.
Além disso, são três milhões de mudas de árvores e flores plantadas e cuidadas com muito zelo. O aterro sanitário possui uma área verde em que nada lembra um “lixão”. São Giácomo tem servido de exemplo e local de visitação de estudantes e pessoas de outros municípios que verificam como se administra bem o lixo em nossa cidade.
Caxias tinha a três anos atrás em torno de 4% do esgoto tratado, estamos chegando no final de 2007 com 12%, o que significa um aumento de 200%. Este é o trabalho eficiente dos técnicos e diretores do Samae. Neste sábado será inaugurada a estação de tratamento do Cânyon, que vai ajudar a despoluir o Arroio Maestra. A estação de tratamento do Tega está em obras e foi assinada a ordem de início dos trabalhos de despoluição do Arroio Pinhal. Tudo isso é motivo de comemoração, pois, saneamento representa, na visão de alguns, simplesmente “enterrar canos”, mas por traz dessa atividade está a preocupação na garantia de mais um passo rumo a qualidade ambiental e, por conseqüência, a saúde da população.
Há certeza de que o aquecimento global é causado pelas atividades humanas, que seus efeitos no clima já começaram e que continuarão pelos próximos séculos. Para avaliar os riscos reais que corremos, para saber como evitá-los, precisamos conhecer os mecanismos das complexas relações entre os seres vivos e o ambiente. Precisamos estar conscientes das mudanças que precisam ser promovidas pelo homem em seu modo de encarar seu próprio planeta, tanto em nível governamental, quanto individual, para podermos sobreviver sem medo de que a vida em nosso planeta esteja por um fio.

Por todos esses exemplos e outros que poderiam ter sido mencionados, fica evidente a importância das ações que esta administração municipal está implantando, com notáveis e imprescindíveis colaborações de seus técnicos, servidores e secretários que tem trabalhado, juntamente com o Prefeito, pensando num futuro melhor para todos os caxienses.

Contradições, incoerências e afins...

Enviado Quinta-feira, 01 de novembro de 2007 às 14:09:52 | Nenhum comentário »
“Adeus ideais, utopias, sonhos! Viva o pragmatismo, a política de resultados, a cooptação, as maracutaias operadas com esperteza”. (Frei Beto, ex-assessor do Governo Federal).
Fica cada dia mais difícil entender ou fazer alguma avaliação do governo brasileiro. Que as ações do atual governo federal não correspondem mais ao seu programa partidário, não é nenhuma novidade. Tampouco chega a ser notícia nova, o fato de o Presidente ter alterado o discurso, desde que deixou de ser candidato, para se tornar o Presidente do Brasil. Mesmo assim, é um exercício de paciência entender as contradições e incoerências protagonizadas pelo governo federal. Atitudes e defesas, que num passado não muito distante eram alvo de críticas contundentes, hoje são assumidas e defendidas sem nenhum pudor.
Como se explicam tantas incoerências? Sinceramente não sei, mas o fato é que elas existem, por mais que muitos tentem descaracterizar a discussão. Um caso recente é a privatização de sete trechos de rodovias federais. Cerca de 12 mil quilômetros de estradas foram entregues a grupos privados. O que podemos afirmar até o presente momento, é que as empresas que ganharam a concessão, na sua maioria estrangeiras, ficaram satisfeitas e o governo achou o resultado “espetacular”.
O que dizer então de todos os escândalos de corrupção, tendo sempre o Palácio do Planalto envolvido direta ou indiretamente nos principais episódios. Quando não estava no epicentro do cataclismo, estava agindo para tentar diminuir seus efeitos, um exemplo é o caso Renan Calheiros, quando o governo interviu até o último momento para salvá-lo da cassação e, conseguiu. Considerando que, se tais episódios tivessem acontecido há alguns anos, o partido do presidente estaria fazendo todo o tipo de barulho para rechaçar a prática. O que vimos nesses últimos tempos, entretanto, foi um ensurdecedor silêncio, além da total incapacidade do governo em eliminar ou punir os envolvidos.
Na mesma linha, aparece um dos principais e mais gritante exemplo da incoerência palaciana: a abominável CPMF. Essa, aliás, tem gerado incongruências de todos os lados. Observando-se a lista de quem votou a favor e quem foi contra, para a prorrogação da CPMF na Câmara Federal, temos um retrato fiel das contradições da política brasileira. Até cinco anos atrás, o PSDB era o maior defensor da CPMF. Hoje, é contra. Já o PT que era radicalmente contra o imposto, agora é favor. O Presidente Lula é tão a favor que faz discursos emocionados em favor da continuidade do imposto até 2011. Aliás, trata-se de um ano emblemático, pois Lula não estará mais no poder e talvez volte a ser contra a CPMF.
A lista de contradições não para por aí. A nova reforma da previdência vem gerando uma série de críticas por retirar benefícios dos aposentados, diminuir pensões, entre outras perdas. A política econômica em andamento no país segue o mesmo modelo de FHC, tão combalida em tempos idos. A regra de reajuste para o salário mínimo não mudou. O governo Lula vem sendo acusado de ter assumido a agenda neoliberal. Mudou o Presidente. A cartilha é a mesma. A novidade fica por conta da mudança de postura.
Frei Beto terminou um de seus artigos referindo-se a esquerda brasileira, da seguinte forma: ”Bom salário, função de chefia, mordomias, eis o ingrediente para inebriar o esquerdista em seu itinerário rumo à direita envergonhando-a que age como tal, mas não se assume. Logo o esquerdista muda de amizades e caprichos. Troca a cachaça pelo vinho importado, a cerveja pelo uísque escocês, o apartamento pelo condomínio fechado, as rodas de bar pelas recepções e festas suntuosas”. Nessas circunstâncias cabe a indagação: O poder deve se sobrepor a coerência fundada em princípios éticos e morais?
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