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Colunista
Elói Frizzo
Elói Frizzo
Vereador
eloifrizzo@caxiasnet.com.br www.eloifrizzo-imprensa.blogspot.com

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Acesso Restrito

O “Factóide” e o “Segundo”

Enviado Segunda-feira, 06 de abril de 2009 às 10:44:47 | 1 comentário »

 

Amordaçada e perseguida durante o regime militar, a imprensa de modo geral – rádio, jornal e TV –, com o advento da redemocratização, passou a cumprir importante papel na elevação da consciência crítica da população e no resgate da cidadania.

Junto com esse papel, decorrente do avanço de uma imprensa livre e democrática, também surgiram os abusos e a manipulação da notícia, de acordo com os interesses do “dono” do veículo de comunicação ou mesmo de seus subordinados, em conluio com o beneficiário da notícia manipulada.

Foi, sem dúvida, o que aconteceu com o “factóide” criado pelo jornal Pioneiro, através do jornalista Roberto Carlos Dias, em parceria com o Vereador do PSDB, Daniel Guerra. O jornal, valendo-se de uma informação prestada “segundo” a fonte Daniel Guerra, publicou que este Vereador, na condição de Presidente da Casa, mancomunado com os demais 15 Vereadores, prepararam, às escondidas, um reajuste de 50% nos salários dos Cargos em Comissão (CCs) da Câmara, em razão de que idênticos cargos no Executivo perceberem tais valores.

Conforme o “segundo”, tal ação teria sido noticiada em reunião de líderes partidários, com forte posicionamento contrário do próprio “segundo”. Depois, em nova versão, desmentindo-se, disse em sessão ordinária que o assunto foi tratado superficialmente (transcrição dos Anais da Câmara) em reunião geral dos Vereadores no início da atual legislatura, que tinha por objetivo discutir outros temas.

Embora 16 Vereadores tenham desmentido a realização de qualquer reunião para tratar de verba de representação, reiterando que o assunto nunca fora tratado por esta legislatura, inclusive com documento firmado por todos os parlamentares, o desmentido não foi publicado, e a falsa notícia foi transformada em verdade perante a população. A notícia ainda hoje repercute nos demais veículos de comunicação com graves prejuízos à imagem do Legislativo.

A Câmara Municipal de Caxias do Sul tem priorizado sua atuação, ao longo da história, pela lisura e transparência, diferente de outros poderes que hoje se encontram denunciados por atos de clientelismo, uso descarado da máquina pública e de favorecimentos pessoais. Esse, definitivamente, não é o caso do nosso Poder Legislativo.

Foram os  “factóides”, oportunismos e interesses escusos, de uma parte da mídia brasileira, que permitiram a criação de falsos mitos e heróis que, com o passar do tempo, foram desmascarados por essa mesma imprensa e rebaixados à condição de “vilões”.

 Um jornalismo hipócrita e tendencioso já foi capaz de criar exemplos pouco dignificantes de homens públicos, como os Collors, Barbalhos e Renans da vida. Esse mesmo jornalismo, tempos depois, motivado por interesses pouco nobres, foi capaz de reduzir a pó aqueles que ajudou a subir no pódio. Pelo visto, aqui na nossa tão amada Caxias estão querendo criar mais um.

 

 

 

Vereador Edio Elói Frizzo

Presidente da Câmara Municipal de Caxias do Sul

A Bolha Imobiliária Caxiense

Enviado Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 às 18:36:54 | Nenhum comentário »
Um pouco exagerado, mas guardadas as devidas proporções, comparada a “Bolha Imobiliária Americana” que teve como pressupostos fundamentais o crédito fácil e a supervalorização dos preços dos imóveis com conteúdo nitidamente especulativo, assistimos em nosso Município um fenômeno semelhante, uma “Bolha Imobiliária Caxiense”.
 
            Especialmente de uns dois anos para cá, por conta do “Fator Abyara” os preços dos imóveis, especialmente de terrenos urbanos e apartamentos, tiveram seus preços majorados a margens superiores a cinquenta por cento (50%), sendo que notadamente terrenos localizados em áreas “nobres”, bem localizados, tiveram seus valores para compra e venda elevados à estratosfera, de forma completamente artificial e oportunista.
 
            Tal acréscimo nos valores dos imóveis, se comparados com outras cidades de mesmo porte e características econômicas e sociais parecidas, como Blumenau/SC, Londrina/PR, Juiz de Fora/MG, entre outras, não deixam dúvidas de que em Caxias do Sul os preços dos imóveis se encontram totalmente fora da realidade de mercado, com uma super-valorização inconcebível, digna de estudos mais aprofundados e criteriosos, adentrando-se inclusive em análises de práticas monopolistas.
 
             O incremento nos preços dos imóveis, ocorrido especialmente a partir do momento em que Grupos Empresariais de fora da cidade passaram a investir em Caxias, anunciando, e nem sempre cumprindo, o lançamento de novos prédios residenciais, condomínios de luxo e imóveis para as faixas de menor renda, se analisados sob a ótica de uma maior concorrência, ao invés de terem sido elevados, ao natural deveriam ter baixado seus valores, o que não ocorreu, tornando proibitivos a compra de imóveis novos e até mesmo imóveis usados que, na carona, elevaram também seus preços, com repercussões inclusive nos valores dos alugueis novos.
 
            Resumo da ópera, os que se precipitaram e adquiriram imóveis contraindo financiamentos altos, com prestações elevadas por conta de um período relativamente estável de crescimento da economia caxiense, logo ali adiante, com o agravamento da crise a nível mundial e seus desdobramentos a nível local, deverão enfrentar extremas dificuldades em saldar os débitos contraídos.
 
            Passado também o “Fator Abyara”, os preços dos imóveis, com a relevante contribuição do Município, através das alterações ocorridas a partir do novo Plano Diretor Municipal -PDM, de modo especial, com a ampliação do perímetro urbano e o novo zoneamento, articulados com a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, creio, fará com que os preços dos imóveis entrem num patamar mais realista e mais adequado ao poder aquisitivo médio da população caxiense. Vamos aguardar.
 

Falando em crise... Quem pagará a conta?

Enviado Sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 às 17:14:49 | 1 comentário »

Em 1983, numa das capas do jornal Tribuna da Luta Operária, lembro a seguinte manchete: Aqueles que fizeram a crise que paguem a crise. Até hoje tenho na memória esse refrão, porque de fato aqueles que fazem a crise sempre procuram transferir para as costas dos trabalhadores o seu  pagamento, mantendo seus lucros. Isso é um absurdo.

 

Aliás, quero cumprimentar o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, porque foi firme nessa questão, do ponto de vista de dizer aos empresários: “Vocês pegaram bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador, dinheiro do Fundo de Garantia, para financiar a venda de veículos, para baixar juros, e agora querem reduzir salários?” Já não chega o banco de horas, que é uma violência contra os trabalhadores – e os sindicatos tiveram que engolir –, agora querem reduzir salários, horas e pessoas. Isso é um absurdo, é um acinte. Acho que o governo não pode permitir, e os sindicatos não podem concordar, sob hipótese alguma, com a redução de salários. Que os empresários agora, quem sabe, dividam um pouco do lucro que tiveram durante todos estes anos. Que dividam um pouco o lucro, pois sempre sobra para os trabalhadores o preço da crise da qual não são responsáveis.

 

A imprensa noticiou que no ano passado, só no Rio Grande do Sul, ao contrário do resto do Brasil, a indústria automobilística vendeu 25% a mais de veículos. Portanto uma contradição estarem segurando os veículos nos pátios das fábricas e forçando as revendas a reduzirem suas taxas, forçando a comercialização.

 

Há muitos empresários, lamentavelmente inclusive na nossa cidade, que se aproveitam dos momentos de crise para fazer o chamado rodízio, tirando o máximo proveito da desgraça dos outros. Demitem de uma empresa o sujeito que está ganhando R$ 2 mil, forçando-o a buscar emprego em outra empresa que vai pagar R$1,5 mil, talvez muito, muito menos. E as outras empresas fazem a mesma coisa, forçam o salário para baixo. Essas questões os sindicatos têm denunciado. A população de Caxias do Sul precisa ser solidária e denunciar esse tipo de situação. Muitas vezes as empresas só reduzem o seu quadro para fazer rodízio. Logo em seguida contratam outros trabalhadores por salários menores, aproveitando a fila do desemprego que está lá fora para faturar ainda mais e lucrar ainda mais nas costas dos trabalhadores.

 

Portanto aqueles que fizeram a crise que a paguem.

Mudanças ousadas para o trânsito caxiense

Enviado Sexta-feira, 23 de maio de 2008 às 16:20:20 | Nenhum comentário »
No dia 17 de maio deste ano, foi realizado o Seminário Municipal de Transporte Coletivo Urbano, promovido pela União das Associações de Bairros de Caxias do Sul - UAB. O sistema foi debatido e avaliado por inúmeros profissionais de planejamento urbano, por vereadores, secretários municipais e principalmente pelos comunitaristas. Participamos dos debates, que defenderam que a integração total do sistema de transporte coletivo de Caxias do Sul, prevista para 2014, seja antecipada. É uma fase de transição de um modelo para outro de transporte na cidade, e o poder público deveria tentar diminuir o prazo, pois a demora é um dilema para a população.
Os participantes do seminário sugeriram uma série de mudanças para o trânsito caxiense, pois inúmeros são os gargalos causados pela excessiva quantidade de veículos. Nesse sentido, algumas medidas urgentes precisam ser tomadas. Essas medidas não são de caráter essencialmente técnico, mas de vontade política. A discussão já foi feita na Comissão de Transportes da Câmara e através de pronunciamentos de vereadores na tribuna legislativa. É mais do que urgente a criação da terceira pista tanto na Sinimbu como na Pinheiro Machado, com a conseqüente retirada do estacionamento em toda a extensão dessas vias e a proibição de algumas conversões à direita que prejudicam as pistas exclusivas do transporte de passageiros – Sinimbu para a Dr. Montaury, Pinheiro Machado para a Visconde de Pelotas e outras mais - , que precisam ser priorizadas. Essa medida vai propiciar a absorção do trânsito mais intenso e é uma reivindicação dos transportadores, como também de inúmeros usuários. É extremamente urgente facilitar e privilegiar o transporte coletivo, que está excessivamente truncado nos dia de hoje.
Para retirar mais veículos do centro da cidade, principalmente da Sinimbu, foram propostas ações mais ousadas, como a transformação da Tronca em via rápida, de mão dupla, com divisor central e com a retirada do estacionamento dos dois lados da rua. A Tronca absorveria todo o trânsito da região do Rio Branco, que hoje é pela Sinimbu.
Ficaremos aguardando mudaças!

A QUEDA DE QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE CORREIO EM CAXIAS

Enviado Sexta-feira, 07 de março de 2008 às 16:14:51 | Nenhum comentário »
Quem de nós não ouviu dizer que os Correios (EBCT) eram uma das poucas instituições estatais com alto grau de respeitabilidade e credibilidade em nosso país e que uma carta, fosse de barco, de bicicleta, de avião, etc., jamais deixaria de ser entregue, se as informações fossem suficientes?
Em nossa cidade já não podemos fazer tal afirmação, dada a permanente queda de qualidade dos serviços prestados, seja pelos constantes movimentos de paralisação, que têm origem nos baixos salários pagos aos carteiros, seja pelo acúmulo de trabalho, em razão da falta de nomeação de novos carteiros.
Milhares de correspondências são postadas diariamente em nossa cidade sem que o alto crescimento e desenvolvimento da cidade, com taxas de mais de 10% em 2007, tenha de parte dos Correios o devido acompanhamento, do ponto de vista da ampliação dos serviços e do seu quadro de pessoal.
A liberação de recursos humanos para Caxias do Sul para a distribuição de correspondências segue de fato qual orientação estratégica? A afirmação dos gestores da EBCT em audiência pública realizada em 24 de setembro de 2007 era que suas ações dependiam da administração centralizada em Brasília. Nessa mesma época a Coordenação de Atividades Externas da EBCT, em documento encaminhado à Câmara Municipal de Vereadores reconhece que: “Não estamos atendendo a população de Caxias do Sul nos bairros São Lucas, Vila Brasil, Villágio Iguatemi, Oriental, Santa Carolina, Millenium, Colina do Sol, Vinhedos II, De Zorzi, Castelo, Iracema, Serrano, Altos Santiago, Santa Marta, Fiorina Millani, Caravaggio, Santos Dumont II, Parque das Rosas, Boa Ventura, Pedancino, Santo André, Brandalise, Treviso, Vitória, Paiquerê, Vila Lobos, Solar Mazotti, Santa Clara, Monte Carmelo, Assis Mariani, Dionísio Adami, Cavinatto, Adamati, São Luis e Portinari”. Sabemos de outros que também não estão sendo atendidos. Podemos imaginar a quantidade de recursos financeiros desperdiçados e não cumprindo com seu objetivo? O cidadão despacha suas correspondências acreditando que elas chegarão ao destino e, sem mais nem menos, recebe-as de volta.
Mas a rua existe, tem CEP, é oficial, diz o desesperado cidadão! A malfadada resposta do carteiro registra: “FORA DO PERÍMETRO” ou outra desculpa qualquer para não efetuar a entrega. O selo, no meu entendimento, representa uma contratação de serviços que aqui poderíamos discutir e avaliar, e, se não executado a contento, representa uma quebra de contrato.
Os neoliberais e as viúvas de FHC já estão por aí a defender a privatização dos Correios, de olho em altos lucros, à custa da cidadania. Não defendo tal postura, pois acredito na gestão pública competente. Ainda acredito piamente que as coisas públicas podem e devem funcionar com agilidade e qualidade.
Portanto é hora de cobrar das autoridades responsáveis a imediata contratação de mais carteiros e melhor qualidade nos serviços. Botar a culpa na prefeitura, na eventual falta de identificação de uma rua, etc., é desculpa à incompetência da atual direção dos Correios em nosso Estado. Vamos para cima deles que a coisa melhora: 08005700100 ou gevar-rs@correios.com.br
Todos podem ajudar nesta nossa luta para garantir um serviço de acordo com a necessidade de nossa população. Escreva! Proteste! Mande sua carta a eles, que essa, por certo, deverá chegar ao seu destino. Vamos agir?
Veja mais  Min: 15 - Max: 24
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