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Jesus Terceiro Milênio: fé e religiosidade

Enviado Segunda-feira, 28 de março de 2011 às 11:48:53 | Nenhum comentário »

Jesus Terceiro Milênio: um marco turístico de Caxias e região
O Monumento Jesus Terceiro Milênio é uma das grandes atrações no Parque da Festa da Uva e que marca a fé e religiosidade do nosso povo. 
 
A obra foi idealizada pelo escultor caxiense Bruno Segalla (1922/2001), com o semblante voltado para a Catedral, traz a impressão de proteção para a cidade ou como diz o ensinamento bíblico: “Ele (Jesus) está no meio de nós”. A monumental obra pesa 1,5 toneladas, 27 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares, 930 metros quadrados de área livre para visitação e teve um custo aproximado de R$ 1 milhão. A obra foi construída na administração do presidente da Festa da Uva Ovídio Deitos.

Fé, emoção e religiosidade marcaram sua inauguração no dia 6 de fevereiro de 2004. O discurso do então governador Germano Rigotto, a missa rezada pelo bispo Dom Paulo Moretto e a participação do religioso Padre Marcelo Rossi marcaram o evento que teve a presença de milhares de pessoas, na inauguração do novo marco histórico de Caxias do Sul e da região. Nestes sete anos de sua inauguração, que ocorre neste dia 6, milhares de turistas já visitaram o Monumento Jesus Terceiro Milênio.

“A uva representou para Caxias o que Getúlio representou para o País”

Enviado Segunda-feira, 28 de março de 2011 às 11:43:05 | Nenhum comentário »

Prefeito José I. Sartori ao lado de Dilma
Para o prefeito de Caxias, José Ivo Sartori (PMDB), a Festa da Uva ao comemorar 80 anos “é um evento plural que une Caxias do Sul”
 
Sartori diz que “a diversidade étnica que hoje é Caxias e consequentemente a Festa da Uva vem de sua primeira realização quando sob a liderança e visão do luso- brasileiro Joaquim Pedro Lisboa, e com o apoio de descendentes de italianos, ela se materializou. O prefeito lembra que na Festa da Uva de 2006, a primeira de sua administração, com o título “A alegria de estarmos juntos”, abriu definitivamente a participação para todas as raças”.
Para o prefeito, “a Festa da Uva, ao longo de seus 80 anos, foi a alavanca para o desenvolvimento de Caxias do Sul. A uva foi para Caxias o que o presidente Getúlio Vargas foi para o país. A guerra, o trem, depois a BR/116, acabaram contribuindo para o processo de industrialização de Caxias, porém a base de tudo, onde tudo começou foi a uva. Getúlio, nos seus 15 anos de poder, 1930/19345, plantou as bases da industrialização com a construção da Usina da Volta Redonda”.
Ele cita um exemplo da importância da uva nos primórdios de Caxias lembrando que “enquanto a esposa de Abramo Eberle, a sua esposa, a lendária Gigia Bandera, exercitava a função de funileira, Abramo cuidava de sua produção de uvas”.
 
 
 
“A Festa da Uva tem que
   valorizar suas origens”
 
 
 
Para Sartori “a tendência é que a Festa da Uva diminua cada vez mais o aspecto Feira e se torne um evento onde as atrações serão a uva, a gastronomia, os shows, os espetáculos, as festas como o Salão Paroquial Santa Teresa, os desfiles dos carros alegóricos, escolha da Rainha, a alegria e a confraternização das pessoas consolidando a imagem que ela tem com justiça de ser uma das maiores festas populares do Brasil”.
O prefeito observa que “as feiras industriais devem se inserir dentro dos eventos que existem e são realizados com grande sucesso no Parque, no Centro de Eventos, onde a pujança, a economia e a indústria de Caxias do Sul são mostrada para todo o país e exterior”.
A Festa da Uva, porém, assegura Sartori, “tem que valorizar suas origens. As pessoas que vêm a Caxias querem ver as coisas simples e é para este imenso potencial turístico que temos que trabalhar e nos preparar, como aprimorar cada vez mais as nossas realizações e consequentemente viabilizarmos cada vez mais o Parque. Temos que nos adequar cada vez mais a realidade para que a Festa da Uva se torne efetivamente num grande acontecimento popular”.

Sartori ressalta que “todos os que trabalharam nestes 80 anos de Festa da Uva, cada um em sua época, com os problemas inerentes do seu tempo, procuraram com esforço, dinamismo e idealismo, levarem adiante este maravilhoso projeto que orgulha Caxias, o Rio Grande e o Brasil. A Festa da Uva, como disse no início, é um evento plural, de todas as etnias que unidas trabalham com amor e dedicação quando chamadas para darem sua contribuição ao nosso maior evento”.

A sempre vitoriosa Festa da Uva precisa reinventar-se a cada dois anos

Enviado Segunda-feira, 28 de março de 2011 às 11:41:47 | Nenhum comentário »

Olimpíadas Colôniais, um resgate de costumes dos primeiros colonizadores de Caxias do Sul
A história do maior evento propulsor do enorme conceito e respeito que possui hoje, nossa Caxias do Sul, no cenário estadual, nacional e internacional está sendo parcialmente contada neste caderno especial que celebra e comemora os 80 anos de existência e celebração de nossa FESTA DA UVA.
 
A história destas vinte e oito celebrações passadas, feitas por milhares de mãos e cabeças da comunidade caxiense e regional, está sendo correta e brilhantemente contada por tantos de seus expoentes brilhantes e históricos.
Ouso, como leigo apaixonado pelo evento e cidade, arriscar-me em opinar e tentar pensá-la daqui para seu futuro.
Dizer que a Festa da Uva foi construída até aqui pelo Trabalho, Superação, Entrega, Boas Intenções, União e Sucesso dos Caxienses de todos seus tempos é repetir o óbvio e repetir tantos mais letrados e merecedores de frases maiúsculas como a que propositadamente escrevo. Cada membro de cada Comissão Dirigente, Organizadora ou Comunitária, além de suas Soberanas, fez e faz o melhor que pode, o que de melhor consegue, o possível para mantê-la grande, vitoriosa, representativa e atual.
Mas ouso escrever que, apesar da história de sucesso destes 80 anos, é preciso e necessário a cada dois anos repensá-la, melhorá-la, modificá-la, reinventá-la.
Escrevo e falo com pouca experiência em relação a tantos mais que viveram e respiraram muito mais Festa da Uva do que eu, mas também tenho alguma autoridade de opinião, por tê-la vivido sempre intensamente nos últimos 50 e poucos anos e dirigi-la comercial, administrativa e financeiramente em edições passadas. E de sucesso de público, obras e resultados.
A Festa da Uva, dirigida por sua Comissão Comunitária desde 1994, está desde o evento de 2000 (divisor histórico no acréscimo de patrocínios) praticamente dependente de três tipos de receitas que a viabilizam e lhe garantem sucesso de público e satisfação. A saber:
1. Média de 40% de suas receitas/despesas é fruto de Patrocínios Privados e Institucionais.
2. Média de 30% de suas receitas/despesas é fruto de Venda de Espaços Comerciais e Institucionais no Parque e Eventos.
3. Média de 30% de suas receitas/despesas financiadas pela Bilheteria/Estacionamento.
 
Repensá-la, reinventá-la, tentar modificá-la é antes de tudo ouvir o que dizem suas pesquisas de opinião e satisfação, sempre feitas na última década. E elas apontam em pouco ou nenhum acréscimo de público de turistas/visitantes de outros estados, pela cada vez menor atratividade com o nome trabalhado, costumes e a história da colonização italiana de 1875 e suas descendências contado durante a estada.
 
Penso ser positivo e atraente que se direcionem as atrações populares/turísticas cada vez mais no sentido de relembrar e celebrar as raízes da colonização italiana e mesclá-la com lazer, arte e eventos dos novos habitantes da metrópole do século XXI, suas dezenas de novas miscigenações, amantes de cavalos, laço, rodeios e trabalho.
 
Quase 100% dos visitantes da Festa desaprovam o que chamam de Camelódromo da Festa, pouco mais de 150 espaços comerciais que rendem algo como 12 a 15% da receita do evento e o deslustram e chocam em muito no sentido de satisfação e encantamento. Além de prejudicarem o comércio estabelecido local.
 
É preciso substituir esta pequena receita e substituí-la por atrações culturais, históricas e de entretenimento que incrementem a receita de patrocínios que quase sempre são conquistados pelo apelo histórico, popular e de força da cidade nas instâncias de poder político e financeiro. Com coragem e decisão, fica mais fácil conseguir.
 
Um pretensioso raio X da Festa na atualidade demonstra:
A Festa da Uva, junto com a Octoberfest de SC são os eventos populares de maior concentração de público e lazer do Sul do Brasil. Mesmo assim os números de 700 ou 800 mil participantes é exagerado e insustentável, embora compreensível que se use pelas repetições de pessoas participantes em vários tipos e dias de eventos, o que a reduz a 200 mil pessoas a mais (desfiles de rua, evento de escolha da rainha e convidados/cortesias no parque) do que o público pagante divulgado ao final para prestação de contas. O que dá um número espetacular de mais ou menos 500.000 participantes. O que é ótimo e suficiente para ampliá-la a cada evento se todos falarmos que ela estava ou está maravilhosamente bela, e sua história envolvente e bem contada.
O turista/visitante de fora da região nordeste do Estado do RS não chega mais a 10% deste público, o que precisa melhorar, mexendo nas principais insatisfações expressas. O camelódromo que choca e decepciona e o ainda pouco, embora crescente nas últimas festas, apelo/atuação histórica em cima da uva e da colonização.
Listo sugestões simples recolhidas de tantos:
1- É preciso transferir e retomar as disputas das Olimpíadas Coloniais para todos da Festa, fazendo-as acontecer na praça e no Parque de Exposições da Festa. O concurso de arremesso de queijo, a corrida de carriola, a corrida de tratores, o concurso de amassamento das uvas, o de descascar milho, fazer bigoli, quem sabe a corrida da Carreta de bois, da galinha, do porco, do canto do papa-banana e do sabiá poderiam satisfazer novos apreciadores entre os visitantes.
2- A difusão das atrações do parque de exposições por gringos e pelos-duros da terra com seus sotaques e expressões típicas alegrando e divertindo permanentemente quem o visita dariam um clima de Festa da Uva na metrópole industrial.
3- A valorização e visita guiada às réplicas de 1875, do coreto e igreja históricos e a permanente exibição do espetáculo Som & Luz ajudaria a encantar-nos a todos que o visitam.
4- A história e visitação guiada ao monumento e parque do Jesus Terceiro Milênio, Via-Sacra, Capela do Cristo, Museu de Artes Sacras e Gruta de N.Sra. do Caravággio, tudo no complexo próprio, é atrativo apreciado e diferente, afora a vista privilegiada da cidade e seus entornos.
5- A retirada da casa da RBS do local tradicional que desenlustra o complexo histórico e substituição pelo Museu da Festa da Uva, a organização de modelos de estantes “estilo Festa da Uva” com apelo colonial/histórico para os principais apoiadores institucionais do evento escolherem entre eles, também dariam um ar diferente ao novo Centro de Eventos, local privilegiado e moderno, que por si só se impõe como fator da pujança industrial/comercial da cidade.
6- Ocupar o local do chamado Camelódromo (quente e relativamente desconfortável) com a degustação abundante de uvas gratuitas comuns, venda das uvas e vinhos finos, lembranças da festa e cidade, padarias coloniais, pastelarias, grostolis, café colonial, salamaria colonial, queijaria idem, museu e comércio de objetos antigos, sebo, bonecas, campeonatos de bochas, triset, quatrilho, canastra, bisca, escovão e todos tipos de atividades de trabalho e lazer que atraiam os que querem aprender e usufruir dos prazeres dos colonizadores. Cursos de degustação de vinho, educação no trânsito, preservação ambiental, agronegócio orgânico e exposição de nosso potencial hídrico e de coleta e reciclagem do lixo local também ocupariam bem este espaço nobre e importante.
7- Ocupar os restaurantes existentes preferencialmente com comida típica colonial ou ativar diariamente o novo espaço do Salão Paroquial pode ajudar, e muito, na nota de satisfação do visitante/turista.
8- Espalhar, como já está acontecendo, humoristas, embaixatrizes, colonos e esquetes teatrais pelo parque todo em pequenos quiosques ou tendas para alegria, entretenimento e passagem da história de Caxias do Sul, para quem por ela se interessar ou oportunizar. Dará cultura e satisfação/publicidade ao participante e evento.
9- Mesclar toda esta história, em local próprio, com os novos tempos da Caxias do século XXI, dos torneios de vaca parada, dos 3 tambores, do laço mirim, prenda, peão e pai e filho é atrair, agradar, reconhecer os novos tempos e moradores da cidade que evoluiu e cresceu fruto do trabalho de todos.
 
 
 A D Ú V I D A,
O E N I G M A,
O D E S F I L E.
 
 
10 - Sobre os nove itens acima que englobam mais de duas centenas de ações de ação/marketing/trabalho/organização tenho quase nenhuma dúvida a pensar, embora tudo a melhorar e aprender, mas chego no “imbróglio” perigoso e necessário de cada tempo de festa que se aproxima.
O local certo para o Desfile de Carros Alegóricos seria a Rua Sininbu, passando pelo centro de Caxias ou seria a Av. Perimetral Norte, da Moreira César até o complexo do Jesus Terceiro Milênio?
Administrei, sob as ordens e liderança do presidente Ovídio, a construção e inauguração do Jesus do 3º Milênio, do projeto à inauguração com o mirante, Museu de Artes Sacras, Via-Sacra e Missa Inaugural Nacional. Por isto deveria dar-me por impedido. Mas como é uma colaboração com a cidade e sua festa maior, e dentro do estilo corajoso e destemido que muitos me dizem tê-lo, arrisco-me a dizer que penso ser hora de concentrar toda a Festa na área da Festa e cercanias. Fico com a Perimetral Norte, sem segurança e convicção total, mas pelos argumentos e modificações abaixo:
 
A MANTER:
 
1- Conforto, arquibancadas confortáveis, distribuição de uvas finas, água e lembrança da Festa e cidade, para os portadores de ingressos pagos que nos visitam.
2- Temas históricos para os Carros Alegóricos e conjunto de pessoas que percorrem a avenida do desfile.
3- Música permanente e uva em todo o trajeto do Corso.
4- Foco e importância principal no Carro da Rainha, como apogeu e autoridade representativa maior da Festa Popular.
5- Reaproveitamento de Festa em Festa dos trajes típicos usados, para com novos temas e soluções, baratear o enorme custo de atividade essencial e predominantemente gratuita da Festa da Uva.
 
 
A MODIFICAR/INCREMENTAR:
 
1- A apresentação dos mestres de cerimônias das últimas ou todas as festas está errado ou subaproveitada. Em vez do caráter político ou técnico das escolhas, é preciso “dialeto vêneto, toscano e romano” no púlpito principal, é preciso mesclar com historiadores, músicos, trovadores dos dois mundos envolvidos, humoristas dialetos para o tempo entre blocos ou carros e algum teatro “brigão” entre eles para disputar o que é mais importante e atraente. Os nomes não são importantes aqui, mas pensem que temos Iotti e seus personagens, Maneco e Nadir e seus Miseri Coloni, Ladir e seu Sul Paion, Michielon, Cleodes, Tânia e Migot e suas histórias e Corais típicos que fazem sucesso entre o clima criado pela festa. O sotaque, a música e a alegria farão acontecer.
2- Parece necessário que voltem as carretas de bois, os moinhos de farinha, os navios, o carro dos caçadores, da uva, da nona, a religiosidade e por fim a rainha, princesas e o luxo roxo de seu carro triunfal.
3- Informar/divulgar durante o desfile, as outras atrações da cidade (turísticas, gastronômicas, notívagas) no intuito de levar o movimento financeiro do parque, explorado em mais de 60% por profissionais de outros centros, profissionais que pouco deixam aqui e muito daqui levam, para o comércio de rua e shoppings locais, incrementando e expandindo a festa para todos os pontos da cidade.
4- Fazer coincidir a data da Festa e dois de seus desfiles com o período de Carnaval dos anos pares, para aproveitamento do enorme potencial de viagens de grupos que não apreciam a festa momesca e a 3ª idade, grande viajante e consumidora.
5- Terminar o desfile em “gran finale” que deixe seus espectadores propícios a bem avaliar e recomendar a cidade e seu evento, com criatividade, beleza e surpresa.
 
E TRABALHAR COM FÉ, CRITÉRIO E ORGANIZAÇÃO.
“avanti”

Zila, para sempre Rainha

Enviado Segunda-feira, 28 de março de 2011 às 11:40:12 | Nenhum comentário »

Zila Turra entre os presidentes Giovanni Gronchi, da Itália, e Juscelino Kubitschek, do Brasil, em 1958

Zila Turra é a mais antiga rainha caxiense da Festa da Uva. Ela não gostava muito de participar de concursos, mas quando foi convidada a concorrer ao título de Rainha da VIII Festa da Uva em 1958, foi incentivada pelo pai a participar para poder homenagear seus antepassados.
Seu envolvimento e de sua família com a festa era tão grande que todo domingo iam à colônia para acompanhar a colheita, ali acontecia outra grande festa, a vizinhança inteira comparecia. Além das visitas aos colonos. O que mais marcou a trajetória de Zila como Rainha da Festa da Uva foi a presença, mesmo que atrasada por seis meses, do presidente da época Juscelino Kubitschek e que veio a Caxias acompanhar a visita do presidente da Itália Giovanni Gronchi.
Zila comentou que atualmente têm muitas festas comemorativas: da vindima, do moranguinho, do kiwi. Por isso a Festa da Uva deixou de ser tão prestigiada pelos moradores da região, e passou a chamar mais a atenção de pessoas de fora do estado, e que a questão da festa ocorrer de dois em dois anos também favorece para a diminuição de participação por parte dessas pessoas. Ela acha que se devia ter um espaço de tempo maior entre uma festa e outra.
Também ressalta que na região de Caxias temos de tudo no que diz respeito à indústria, mas os stands da festa se tornaram muito caros, só mesmo as grandes empresas como Randon, Marcopolo, Agrale e algumas outras têm condições de expor seus produtos/serviços para os frequentadores do evento.
 
 
“Na minha época de Rainha
havia exposições maravilhosas”
 
 
“Em certa ocasião da Festa da Uva, uma senhora me perguntou onde poderia achar malhas de qualidade, e fiquei sem saber o que dizer, acabei recomendando lojas fora do evento” diz ela, e acrescenta: “A Festa da Uva sempre teve um enfoque muito comercial, mas na minha época de Rainha tinham exposições maravilhosas como da Eberle, por exemplo.”
Conta Zila que desde sua época os desfiles da festa já eram na Sinimbu, os Carros Alegóricos eram belíssimos, mas não tinham como tema específico a Festa da Uva, como é hoje, alguns deles eram desenhados pelo saudoso figurinista e artista plástico Darwin Gazzana, e confeccionado por Issac Menegotto. Os vestidos da época, assim como os de hoje, também eram lindos, porém eram curtos e mais práticos para o dia-a-dia das soberanas. Era de responsabilidade da Soberana e sua família arcarem com o custo de seu traje, assim como com as despesas de viagens feitas pela região, por gramado, Pelotas e uma vez ou outra a São Paulo para alguma entrevista.
E naquele tempo a festa era feita onde se localiza a Prefeitura atualmente, num espaço bem menor do que os Pavilhões, a distribuição de uva era feita pelos carros alegóricos e não era tão farta, nem havia esses eventos paralelos à festa, como shows, parque de diversões, gincanas e outros mais que podemos desfrutar nas Festas de hoje. “Quando vinham pessoas de fora, hospedávamos em nossas casas, e adorávamos. Hoje as pessoas chegam a viajar na época do evento para não ter que hospedar ninguém”, desabafa a ex-soberana.
Zila foi ainda muito jovem a Porto Alegre para estudar, formou-se em Pedagogia. Após seu reinado na Festa da Uva tornou-se Relação Social do evento, e mais ou menos uma década depois de ter sido Rainha trabalhou na secretária da educação. Chegou a ser convidada a concorrer a Miss Rio Grande do Sul, mas recusou, alguns também a convidaram e incentivaram a ingressar na política, mas ela nem se imaginava nesse mundo.
Ela acredita que se não tivesse sido Rainha, além das experiências que adquiriu, nada teria mudado, porque tudo o que conquistou foi por mérito dela mesma e não de seu título. Por fim, Zilá deixou um recado aos caxienses: “Desejo que nas próximas festas da Uva, uma supere a outra, que venham cada vez mais visitantes e que valorizem todo nosso potencial”.
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