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80 anos de Festa: sucesso e prestígio

Enviado Quarta-feira, 23 de março de 2011 às 11:23:28 | Nenhum comentário »

Embaixatrizes da Festa de 2008 desfilam na Sinimbu


A Festa da Uva chega aos seu 80 anos, cada vez mais jovem e revigorada. Ela já adquiriu sua maioridade há muitos anos. Ela começou timidamente em 1931, mas as sementes plantadas eram sadias e crescerem viçosas, tanto que passadas oito décadas a Festa da Uva é hoje um dos maiores e bem sucedidos eventos populares do Brasil.
Não é por nada que desde 1950, quinze presidentes da República já estiveram em Caxias para inaugurar a Festa da Uva, numa prova inconteste do prestígio e do fascínio que ela desperta em todo o país, inclusive no exterior atraindo cada evento milhares de pessoas.
A Festa da Uva ao longo destes 80 anos colocou Caxias no mapa do Brasil. Ela tem mostrado a cada dois anos o que somos e de onde viemos. Ela tem mostrado a pujança econômica, mas também as coisas mais simples que fazem a nossa história, a nossa cultura, as nossas raízes, o nosso trabalho, o dinamismo, a iniciativa, o empreendedorismo e a criatividade da nossa gente em todos os seus segmentos sociais e étnicos.

Nesta edição histórica dos 80 anos da Festa da Uva, que acontecem neste dia 7 de março, lembramos, através da história, de depoimentos, esta longa e magnífica jornada, homenageando a todos os que de uma forma ou de outra contribuíram para que a Festa da Uva chegasse aos seus 80 anos.

'1931- O Começo de Tudo'

Enviado Quarta-feira, 23 de março de 2011 às 11:05:41 | Nenhum comentário »

Edson Humberto Nespolo Vice-presidente da Festa da Uva
Essa frase que identifica a primeira Festa da Uva de Caxias do Sul. Surgia em 1931 a celebração de uma colheita de sucesso, não só da uva, mas de uma cidade que crescia e se desenvolvia. A história de ousadia e de determinação da Festa da Uva, iniciada sob a batuta de Joaquim Pedro Lisboa, completa 80 anos. Nas últimas oito décadas, o mundo passou por profundas mudanças. Lá se vão uma guerra mundial, a ida do homem à lua, o primeiro bebê de proveta, a transformação do mundo numa aldeia global e, logo depois, a transformação do mundo no quintal da nossa casa, por conta das tecnologias e mídias digitais.
Com o mundo em movimento, normal que a nossa Festa também passasse por grandes transformações. Esteve no epicentro da segunda guerra e, por isso mesmo, foi interrompida por mais de uma década. Recebeu a visita de muitos Presidentes da República e saiu da praça central para ganhar um espaço próprio. Quando finalmente a televisão já era realidade, a Festa da Uva foi palco da primeira transmissão a cores gerada em solo brasileiro.
Em mais de uma ocasião, quando os tempos eram de crise e pareciam intransponíveis, a Festa da Uva continuou dando provas de que era maior do que as dificuldades econômicas. Mesmo quando passava por discussões de gerenciamento administrativo, a Festa não capitulou. A cada dificuldade que se anunciava, a população caxiense correspondia com gestos corajosos para reinventar a sua própria invenção. População essa, que é a origem e a essência da Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul. A nossa festa não é o conjunto de pavilhões, réplicas e outras construções que formam o Parque de Eventos Festa da Uva. Não é, igualmente, a soma da cultura italiana e das empresas que levam seus produtos para exposição. É, sim, o conjunto de pessoas que trilharam a história dessa festa e que são protagonistas de seu sucesso.
Temos aprendido, ao longo desses oitenta anos, que a Festa da Uva deixou de ser um evento de Caxias do Sul e se tornou um patrimônio cultural do país. De uma ideia vindimeira, temos hoje um evento que reúne centenas de milhares de pessoas, que movimenta negócios e que leva o nome de Caxias do Sul para fronteiras longínquas. Junto com seu crescimento, afloraram os desafios. O desafio de continuar grande e economicamente rentável. O desafio de continuar crescendo, sem perder a sua origem colonial. E, especialmente, o desafio de continuar quebrando fronteiras e ainda assim, fomentar o envolvimento da população caxiense.
A Festa da Uva iniciou sua existência comemorando o sucesso da colheita, mas hoje ela semeia a cultura, o entrelaçamento, o desenvolvimento e perpetua a autoestima coletiva do povo caxiense. Este foi o sonho nas origens. Este deve continuar a ser o nosso sonho.

Os líderes que fizeram a história da Festa da Uva

Enviado Quarta-feira, 23 de março de 2011 às 10:59:42 | Nenhum comentário »

Lula esteve na Festa da Uva em 2004 e 2006

Foram 29 presidente nas 29 edições da Festa da Uva a partir de 1931. Alguns deles, porém, presidiram o evento em duas oportunidades. Entre eles Joaquim Pedro Lisboa que foi o primeiro em 1931 e voltou a presidir em 1934; Ottoni Minghelli foi o presidente em 1937 e 1965; Júlio Ungaretti presidiu em 1950 e 1954; Mario Vanin em 1984 e 1986; Nestor Perini em 1994 e 1996. Ricardo Golin em 1998 e 2000.
Gelson Palavro foi o presidente 2006 e 2010 e será o de 2012, quando pela terceira vez comandará o evento, um recorde nos 80 anos da história da Festa da Uva.
Os demais presidentes foram os seguintes: Dante Marcucci, em 1932; Celeste Gobatto, em 1933; João Conte, em 1958; Bertilio Wiltgen, em 1961; Lívio César Gazola, em 1969; Mário Bernardino Ramos, em 1972; Humberto Bassanesi, em 1975;
Flavio Ioppi, em 1978. Flávio Salomoni, em 1981; Luiz Zamboni Neto, em 1989; Alexandre Wisintainer, em 1991; Valter Minúscoli em 2002; Ovídio Deitos, em 2004 e Reomar Slaveiro, em 2008.  Flávio Ioppi presidente da Festa da Uva de 1978 é o mais antigo que ainda está entre nós e todos esperam que seja ainda por muitos anos.
25 jovens usaram
a coroa de rainha
 
 
25 belas jovens reinaram na história octogenária da Festa da Uva, sendo que em apenas três eventos não aconteceu a escolha da rainha. Foram nas suas duas primeiras festas, em 1931 e 1932 e na de 1937. Apenas em uma oportunidade a escolha teve caráter regional com a participação de todos os municípios da região italiana. Foi em 1950, e o júri, com convidados do Estado e do País, acabou elegendo a representante de Bento Gonçalves, Olívia Terezinha Morganti, o que provocou uma grande confusão e polêmica. Os caxienses não aceitaram a escolha e queriam que Bia Vial, do Clube Juvenil fosse a eleita. Mas o bom senso acabou prevalecendo e Olívia acabou sendo a grande Rainha da Festa da Uva de 1950.
A primeira Rainha foi eleita na Festa de 1933, e foi Adélia Eberle Luppo. Em 1934 foi a vez de Odila Zatti; em 1950, foi eleita Olívia Terezinha Morganti; Em 1954, a Rainha foi Maria Elisa Eberle; Em 1958, a escolhida foi Zila Turra; Em 1961, a Rainha foi Helena Luiz Robinson; Em 1965, a Rainha escolhida foi foi Silvia Ana Celli; Em 1969, coube a Elizabete Maria Menetrier ser coroada Rainha; Em 1972, a escolhida foi Margaret Tervisan; Em 1975, Tânia Slongo foi a rainha;
Em 1978, a Rainha foi Ana Méri Brugger; Em 1981, coube a Marília Conte receber a coroa de Rainha; Em 1984, a Rainha foi Marisa Dotti; Em 1986 Silvia Slomp foi a Rainha. Em 1989, a escolhida foi Catiana Rossatto; Em 1991, coube a Deliz de Zorzi ser coroada Rainha; Em 1994, a Rainha foi Cristina Briani; Em 1996, o júri escolhia Patrícia Horn Pezzi a Rainha da Festa da Uva; Em 1998, foi a vez de Patrícia Roth dos Santos;  
Em 2000 a coroa passou para Fabiana Bressanelli Kock; Em 2002, foi a vez de Juliana Marzotto ser a escolhida; Em 2004, a eleita foi\Priscila Caroline Tomazzoni; Em 2006, a Rainha foi Júlia Brugger de Carli; Em 2008, a eleita foi a Rainha Andressa Grillo Lovato.
E, finalmente, em 2010, no último evento, a Rainha escolhida foi Tatiane Frizzo. De todas as Rainhas caxienses da Festa da Uva, que ainda estão entre nós, Zila Turra, é a mais antiga delas. Foi eleita em 1958 e esperamos que ainda durante muitos anos ela conviva com a comunidade caxiense.
Os presidentes  da
República nas Festuvas
 
 
A presença de presidentes da República na abertura da Festa da Uva passou a acontecer em 1950. Nas primeiras cinco realizadas entre 1931 a 1937 as festas eram mais locais e as autoridades presentes eram em nível municipal e estadual.
Na história da Festa da Uva apenas dois presidentes deixaram de comparecer: Juscelino Kubitschek, em 1958, e Fernando Collor de Mello, em 1989. Os demais, no mínimo uma vez aqui estiveram. O primeiro presidente da República a visitar a Festa da Uva foi Eurico Gaspar Dutra, em 1950; em 1954 foi a vez de Getúlio Vargas, que aproveitou para inaugurar o Monumento Nacional ao Imigrante; Em 1958, o presidente Juscelino Kubitschek não compareceu; Em 1961, Jânio Quadros aqui esteve; em 1965 começou o ciclo dos militares. Esteve em Caxias o Marechal Castelo Branco; em 1969, o general Costa e Silva veio para o encerramento; em 1972 foi a vez do general Emílio Médici; Em 1975 esteve aqui o General Ernesto Geisel que repetiu sua visita em 1978; Em 1981 e 1984 foi vez do general João Figueiredo e com ele encerrava-se o ciclo ditatorial. Em 1986 vinha a Caxias José Sarney;
Em 1989, Fernando Collor de Mello não veio e não compareceu também em 1991. Em 1994 foi a vez de Itamar Franco estar presente; em 1996 veio Fernando Henrique Cardoso, mas ele não compareceu em 1998, 2000 e 2002, mandando representantes; Luiz Inácio Lula da Silva abriu as festa da uva de 2004 e 2006; em 2008 e 2010 Lula não compareceu mandando a ministra e futura presidente da República, Dilma Rousseff como representante. Todos esperam que em 2012 Dilma venha como presidente para abrir o grande evento caxiense.

“Mais festa, menos feira, porém sustentável”

Enviado Quarta-feira, 23 de março de 2011 às 10:54:38 | Nenhum comentário »

Daneluz, que foi vice-presidente de infraestrutura da Festa da Uva de 2004, participa da Olimpíada Colonial daquele ano
O Presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Daneluz (PT), que já foi vice-presidente de infraestrutura da Festa da Uva de 2004, tendo como presidente Ovidio Deitos. Daneluz fala sobre os 80 anos do evento e de sua importância para Caxias do Sul 
 
Daneluz, que é filho de agricultores, criado no interior, portanto mais identificado com as origens da Festa da Uva, diz que “se hoje celebramos 80 anos da Festa Nacional da Uva, temos de reconhecer e agradecer àqueles que ousaram criá-la. No passado, ela significou uma opção para comemorar a safra da uva, fruto do trabalho de agricultores que transformaram uma natureza íngreme, em colheita”.
O presidente da Câmara salienta que “nas últimas oito décadas os fundamentos da Festa da Uva amadureceram, a ponto de ganhar visibilidade nacional e até de outros países. Dito isto, poderíamos nos considerar privilegiados e simplesmente gozar dessa popularidade. Entretanto, como filho de agricultores e oriundo das colônias de Santa Lúcia do Piaí, acredito que temos a obrigação de resgatar as origens vindimeiras desta festa”.       
Conforme o presidente do legislativo caxiense, “a festa deu e continua dando lições de empreendedorismo, e não podemos desmerecer ou subjugar esse viés. As potencialidades econômicas de Caxias do Sul devem, sim, fazer parte do evento. Assim como a colheita, o desenvolvimento e o crescimento deste município, também são motivos de comemoração e orgulho”.
Daneluz alerta que “para continuar consolidando esse sucesso, devemos nos voltar a algo fundamental que foi construído com o esforço do povo caxiense. Nesse momento precisamos, enquanto coletividade, repensar a vocação de nosso maior evento. Precisamos ser capazes de vencer as dificuldades, trazendo de volta os valores, hábitos e costumes daqueles que impulsionaram a sua criação. Vencer o desafio de tornar a Festa Nacional da Uva mais festa e menos feira”.
 
 
 
 
“A simplicidade e 
 o despojamento
devem permear o
espírito da Festuva”
 
 
 
 
Segundo Marcos Deneluz, “o desafio deve ser prioridade, sob pena de afugentarmos os visitantes e, transformar o nosso Parque de Eventos num grande abrigo de comércio popular. Tornar a festa mais atrativa e, economicamente sustentável, assim como reconquistar o envolvimento dos caxienses são outros desafios a serem vencidos”.
Ressalta que “de qualquer forma, a simplicidade e o despojamento devem permear o espírito da Festa da Uva. Não se trata de regredir, mas sim de revisar os valores coloniais, culturais e gastronômicos, que são a essência e também o grande atrativo para os nossos visitantes. Os tempos exigem renovação, mas o espetáculo não pode ser ocultado por corredores abarrotados de mercadorias, disponíveis em Caxias do Sul, assim como em qualquer outra feira do país”.
Daneluz ressalva que “a Festa deve nos remeter ao sucesso da vindima, nos transmitir a alegria dos artistas locais, nos apresentar a força cultural desse município, nos saciar com uma boa polenta e nos brindar com uma taça de vinho. O espírito que acelerou o ritmo de vida de uma pequena cidade e a fez crescer deve continuar impulsionando a emoção e o orgulho de sermos parte da Festa Nacional da Uva”.
 
Conselheiro
Por outro lado, Marcos Daneluz revela que recebeu convite do presidente da Festa da Uva, Gelson Palavro, para integrar o quadro de conselheiros da empresa. A Festa da Uva está sofrendo uma reestruturação e entre estas mudanças a presença de novos conselheiros. Daneluz disse que ficou honrado com o convite e aceitou.

Uma celebração do trabalho

Enviado Quarta-feira, 23 de março de 2011 às 10:49:41 | Nenhum comentário »

Feldmann: “várias etnias contribuíram para essa história”
O Secretário Municipal da Cultura Antônio Feldmann lembra a 1° Festa da Uva que ocorreu em um domingo, 8 de Março de 1931 nos Salões do Clube do Recreio da Juventude.
 
Segundo informações em um jornal da época, teve um discurso com o Prefeito Celeste Gobato, a primeira Festa da Uva esteve brilhante, com uma exposição de variedades de uva. A festa surgiu como uma celebração do trabalho do agricultor; já fazia 21 anos que tinha a estação ferroviária, por onde eram transportados o vinho, a uva, as produções para outros lugares.
A cada edição, comenta Feldman, a Festa da Uva relembra o sacrifício de homens e mulheres para construir a cidade. Lembra, também, os imigrantes italianos que chegaram há 135 anos.
 
 
“Olhos voltados
 para o futuro”
 
 
O Secretário comenta que a festa não celebra apenas os Imigrantes italianos, mas também a construção de outros povos, de outras raças, culturas que contribuíram para o desenvolvimento de Caxias do Sul.

A Festa da Uva sempre tem a uva a mostrar, seu produto principal, mas também o que Caxias é hoje, sendo o segundo pólo metal-mecânico do Brasil. Feldmann se refere à Festa como um resgate do passado, mas sempre com os olhos voltados para o futuro. Relembra todas as culturas, etnias representadas, os Imigrantes italianos, os alemães, homem do campo, o gaúcho, povos que contribuíram para essa história.

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