| Home | Notícias |
Colunas e Blogs
| Sobre a Gazeta | Anuncie | Assine | Fale Conosco |
Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.

Colunista
Germano Rigotto
Germano Rigotto
Ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador da Reforma Tributária no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (www.germanorigotto.com.br)


Outras Colunas
Acesso Restrito

RS: vocações novas e revigoradas

Enviado Sexta-feira, 10 de outubro de 2008 às 10:46:24 | Nenhum comentário »
O Rio Grande do Sul segue colhendo os frutos dos novos pólos produtivos que conquistamos durante todo o nosso governo. Também aparecem os resultados de um trabalho que realizamos na recuperação de setores tradicionais, cuja situação se encontrava historicamente debilitada, especialmente na metade sul do Estado. Somados à situação macroeconômica positiva que o país atravessa e às boas condições climáticas dos dois últimos anos, esses fatores estão permitindo que o Rio Grande do Sul organize melhor suas finanças e recupere sua capacidade de investimento.
 
 
 
A indústria naval é um belo exemplo disso. Sua vinda partiu de uma decisão correta tomada pelo governo federal, ainda quando o Ministério de Minas e Energia estava sob o comando da ministra Dilma Rousseff: construir plataformas oceânicas e petroleiras em solo nacional. A partir daí, entramos numa disputa acirrada com os estados do Rio de Janeiro e de Pernambuco para atrair os investimentos da área, momento em que concedi, como governador, os incentivos fiscais necessários para atrair o empreendimento e garanti a área no porto. Vencemos finalmente o embate, e eis o pólo naval de Rio Grande, que há poucos dias concluiu a plataforma P-53 e garantiu a montagem da P-55. É apenas o começo de um novo tempo de emprego, renda e desenvolvimento naquela região.
 
 
 
A recuperação da cadeia leiteira é outro bom exemplo. Nossa política de atração de investimentos, à qual me dediquei pessoalmente, auxiliado por uma competente equipe técnica e política, agregou novos empreendimentos para o Estado, que estão exigindo triplicação da nossa capacidade produtiva de leite. Garantimos as novas plantas da CCGL, da Embaré, da Nestlé e da Italac, sem falar no incentivo às empresas que aqui já estavam, como a Bom Gosto, a Elegê e a Consulati. O Rio Grande do Sul caminha para ter a maior bacia leiteira do país, passando, inclusive, Minas Gerais, com o processamento de 12 milhões de litros de leite ao dia. O efeito cascata é visível, pois outras empresas deste setor já anunciam investimentos em nosso Estado.
 
 
 
Enfim, haveria ainda outros tantos exemplos a serem citados: como o pólo florestal - com os investimentos da Aracruz Celulose, da Stora Enso e da Votorantim -, a duplicação da GM em Gravataí, os novos frigoríficos, o Centro de Distribuição da Toyota em Guaíba, as plantas da John Deere em Montenegro e Horizontina, a fábrica da Schincariol em Igrejinha, a Santa Fé Vagões de Santa Maria, os investimentos em biodiesel e em energia alternativa - que transformaram o Rio Grande do Sul num exemplo para o país. Ao lado dessa bem sucedida política de desenvolvimento, ainda enxugamos a máquina administrativa e a tornamos mais eficiente. Tudo isso – vale lembrar – enfrentando as estiagens devastadoras de 2004 e 2005 – esta última, a pior da história do Estado.
 
 
 
Este é o Rio Grande do Sul: um Estado que tem passado, tem história e que pode comemorar um recente acúmulo de conquistas. Redescobrindo nossas vocações produtivas e renovando os setores tradicionais, nosso governo criou as bases para um novo tempo. Agora, o combate ao déficit fiscal e estímulo ao crescimento são esforços que não podem parar.

Eleição: cidadania e desinteresse

Enviado Sexta-feira, 03 de outubro de 2008 às 10:05:16 | Nenhum comentário »
Os Estados Unidos não são exemplo para uma séria de coisas. Até aquele complicado sistema eleitoral, que já chegou a eleger um candidato com menor número de votos, não serve de modelo para nós. No que diz respeito à justiça eleitoral, a propósito, o Brasil tem muito a ensinar não só aos americanos, mas a quase todos os países do mundo. Nosso voto eletrônico virou sinônimo de sucesso e é imitado em diversos lugares.
Há um aspecto nas eleições daquele país, entretanto, que chama muito a atenção: a mobilização popular. Não apenas dos partidários ou militantes, mas especialmente da própria sociedade civil. A disputa na urna vai ocorrer só em novembro, só que já agora há um amplo envolvimento das pessoas em torno do pleito. Claro que uma campanha muito longa tende a se tornar mais cara, mas, independente disso, o que se nota é que o assunto interessa tanto à imprensa quanto à opinião pública.
As convenções dos republicanos e dos democratas são acompanhadas com interesse proporcional ao de Copa do Mundo ou de uma Olimpíada para os brasileiros. É isso mesmo! Passa ao vivo na televisão, é recorde de audiência. As pessoas pegam suas bacias de pipoca, reúnem a família e ficam horas assistindo um evento partidário. O episódio eleitoral, então, se transforma numa festa, num grande acontecimento cívico do país, do qual participam os políticos – sim –, mas especialmente os cidadãos norte-americanos.
Nesse ponto, infelizmente, vivemos uma realidade muito pior. Assistimos, no Brasil, a uma espécie de demonização da política, uma onda de antipolítica. Em vez de um esforço para compreender os problemas mais a fundo, separando o joio do trigo, ganha força uma perigosa cultura de generalização. Mal percebem os desavisados que o desinteresse da sociedade pela política é exatamente o grande sonho de todo o mau político! E assim se move a nação, lamentavelmente insuflada por alguns formadores de opinião, como se nada tivesse a ver com a eleição ou a tratando como algo menos importante.
A hora do voto está chegando e as ruas, especialmente das grandes cidades, estão quase silenciosas. No mínimo, estão muito mais apagadas do que em outros tempos. Sinceramente, isso é algo que me preocupa. Talvez a legislação eleitoral tenha inibido demais a campanha, mas pode haver causas ainda mais graves por trás disso. Quanto mais a sociedade abrir mão da cidadania, mais a política estará tomada por pessoas de baixa categoria moral e humana. Portanto, 5 de outubro está aí... Não perca essa oportunidade de melhorar o lugar em que você vive. Porque, como diz o meu amigo Alceu Collares: “o voto é a tua única arma!”. 
Veja mais  Min: 15 - Max: 22
» Busca
 
Empregos
 
 
Home | Notícias | Colunas e Blogs | Sobre a Gazeta | Assine | Anuncie | Fale Conosco
Copyright 2010, Gazeta de Caxias. Fone:(54) 3027-1996| Política de Privacidade | Termo de Uso | Mapa do Site