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O QUE SOBROU DO CA-JU?

Enviado Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 às 16:00:56 | Nenhum comentário »

Gols de Palácio evitaram o pior para o Caxias e ajudaram a afundar o Ju. Foto: Rodrigo Fatturi
Quando o Caxias empatou o Ca-Ju, em dois gols, aos 49 minutos do segundo tempo, através de Palácios, o Caxias, além de estar ajudando a deixar o Juventude com uma corda no pescoço pronto para ir rumo ao cadafalso, estava se livrando desta possibilidade que poderia acontecer na rodada deste fim de semana.
 
E como isso poderia ocorrer? Bastaria o Verdão derrotar a Chapecoense, neste domingo, no Jaconi, e o Caxias perder para o Criciúma, em Santa Catarina, neste fim de semana. O Ju iria para nove pontos e o Caxias pararia nos sete, ingressando na zona do rebaixamento. Claro que o Caxias, por ter um jogo a menos, poderia se recuperar, mas ficaria embretado.
 
Então, o gol de Palácios foi de extrema importância para o Caxias e terrivelmente nefasto para o Juventude, cujas dificuldades, agora, para evitar o rebaixamento, se multiplicaram. O time terá que vencer, custe o que custar, a Chapecoense, neste domingo, e depois tentar mais uma vitória contra o Criciúma lá. Com duas vitórias iria para 10 pontos e ainda teria alguma chance de não ser rebaixado dependendo do resultados paralelos.
 
Porém, se o Ju não vencer a Chapecoense domingo, as esperanças de ainda fugir do rebaixamento vão se esvair. Para um time que em 2010 só ganhou dois jogos, um no Jaconi, em janeiro, diante da Universidade, e outro fora contra o Inter, em Santa Maria, além de não vencer nenhum jogo na Série C até agora, fica muito difícil imaginar-se que o time tenha condições de reverter sua angustiante situação..
 
Porém, ganhar da Chapecoense é o que restou para o Verdão continuar respirando e por tubos. E depois vencer o Criciúma lá. Ai pode ter alguma chance de afastar-se da Série D. E também secar seus adversários que percam o maior número de jogos.
 
Diante disso, eu também me insiro entre aqueles que acham que o Ju está poucos passos do inferno da Serie C. Só basta um empurrão. Ou um milagre para safar-se desta situação dramática. Rezar para São Pedro padroeiro do clube é uma das saídas.
 
Em relação ao Caxias, com oito pontos, ainda nove a disputar, o time necessitaria mais duas vitórias, ir pára 14 pontos para tentar garantir a classificação para a outra fase da C. Ou talvez mais duas vitórias e um empate e ir para 15 para garantir definitivamente sua passagem.
 
A situação do Caxias é ainda braba. Ele terá que vencer o Brasil, no Centenário, na última rodada, e obter um novo triunfo, ou contra o Criciúma ou contra a Chapecoense, ambos os jogos em Santa Catarina e contra dois clubes que querem as duas vagas. E talvez mais um empate.
 
A pergunta que não quer calar: se o Juventude chegar na última rodada contra o Criciúma, já rebaixado,qual será o comportamento do Verdão, neste jogo, especialmente se o Caxias depender de uma vitória do Ju ou mesmo de empate, para se classificar? O Caxias pode ficar nas mãos do Ju na rodada final?
 
Se tem um jogador que não pode se queixar, tantas foram as oportunidades que já teve no Inter, é o Everton. Até agora, no entanto, ele não as aproveitou e sua saída, até do banco, está por um fio. Everton não consegue ter uma atuação convincente, além de não ter marcado nenhum gol. Parece que camisa do Inter pesou no ex-atacante do Caxias. Deve perder a posição para o garoto Marquinhos, uma das apostas do colorado.
 
Lédio Carmona, comentarista da SporTV, o mesmo que chamou o atacante Cristian Borja, ex-Caxias, e hoje no Flamengo, de “Polvo”, disse que “ o Everton é um jogador que tem que ligar uma usina para poder acender uma lâmpada”, referindo-se ao esforço e a correria que ele faz dentro do campo, e cujo resultado final é praticamente nulo. Para o Caxias, porém, Everton fez e faz ainda muita falta. Mas, no Inter, o cavalo passou encilhado varias vezes e ele, até agora, não montou.

EM NOME DO GETÚLIO

Enviado Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 às 10:58:47 | Nenhum comentário »

Em ano eleitoral o político Getúlio Vargas é ainda mais lembrado. Foto Divulgação

O que não faz o velho Getulio Vargas mesmo depois de 56 longos anos de sua trágica morte. Mesmo passado tanto tempo, todos os anos, no dia 24 de agosto, aqui no RS e em Caxias também, existe a famosa romaria ao monumento do “velho”, localizado na Avenida Júlio de Castilhos. E quando é ano eleitoral a platéia aumenta. O monumento foi colocado para homenageá-lo pela sua providencial intervenção quando da construção da BR-116. cujo traçado original não privilegiava Caxias, mas Gramado, Canela.São Chico. Getúlio autorizou o seu desvio e colocou Caxias no mapa do Brasil. Pois bem, voltando a Caxias e o aniversário dos 56 anos de sua morte, na última terça-feira, dia 24, ao cair da tarde, por volta das 17h30min, o PDT caxiense esteve no local quando o vice-prefeito e candidato à Assembléia Alceu Barbosa Velho, colocou uma coroa de flores no monumento. Até aí, nada mais, porém, como estamos  às vésperas da eleição, notou-se a ausência do outro candidato do partido à Assembleia, o vereador Vinicius Ribeiro, que naquele horário estava na “Casa” do Povo”, cumprindo sua obrigação de participar da sessão.
 
A FOTO
É estranhável que o PDT não tenha programado as homenagens num horário onde Vinicius que, além de ser candidato, é o seu vereador mais votado, pudesse também ter participado. Mas o que mais chama a atenção é que enquanto Vinicius estava na Câmara, cumprindo sua obrigação, outras pessoas que naquele horário, 17h30min, deveriam também se fazer presente no legislativo ou na prefeitura, marcavam presença no monumento, como registrou a foto publicada na Coluna Mirante, do Pioneiro, na edição de 25 de agosto. Por exemplo, o diretor da Câmara de Vereadores e presidente do PDT, Luiz Carlos Muniz, Joel Ribeiro, assessor da bancada do PDT, Silvio Kobieski, assessor da bancada do PDT, Agenor Basso, que, além de funcionário da prefeitura, é assessor de gabinete do vice-prefeito e o próprio vice Alceu Barbosa Velho. Embora não possa assumir a prefeitura, pois ficaria inelegível, continua mantendo seu gabinete no Centro Administrativo. Se o Vinicius, ou a bancada do PDT, ou mesmo a Câmara, quisessem informações, teria ou teriam que se deslocar até o monumento do Getúlio na BR-116?
 
RIGOTTO TERIA SIDO MELHOR CANDIDATO DO QUE FOGAÇA?
 
Dentro do PMDB gaúcho há quem já levante a tese de que o ex-governador Germano Rigotto teria sido um candidato melhor do que José Fogaça ao governo do Estado. Antes da eleição, em pesquisas realizadas, Rigotto aparecia com um índice de preferência maior do que Fogaça no estado. É provável que esta tese seja real, até porque, por ter sido governador, teria mais penetração no interior onde está concentrado o maior número de eleitores. Fogaça, sabe-se, tem sua trajetória política sedimentada sempre em Porto Alegre. Mas dizer que ele, Rigotto, teria mais condições do que Fogaça é um pouco temerário. O PMDB ficou um pouco escaldado com o fato de que Rigotto, em 2006, mesmo como governador, não foi nem para o segundo turno.
 
TARSO E A TESE DA
 VERTICALIZAÇÃO
Rigotto, embora seja um dos favoritos, está enfrentando dificuldades para conseguir sacramentar sua eleição ao Senado onde faz uma disputa parelha com Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT). Em todo caso, as pesquisas não têm sido favoráveis a Fogaça . Se for para o segundo turno terá que depender da transferência dos votos de Yeda para vencer. Isto se Tarso, a exemplo de Dilma, não aumentar mais ainda sua vantagem sobre Fogaça. Na pesquisa Data Folha, publicada na sexta, 27, Társio tem 42% 27% de Fogaça e 14% para Yeda, o que pode projetar uma vitória do petista ainda no primeiro turno, dentro da tese da verticalização, de que é bom para o Rio Grande ter o mesmo governador do presidente da República. Se a onda aumentar, pró-Tarso, esta tese pode se materializar.
 
GAZETA NA CÂMARA
Repercutiu na Câmara a matéria da Gazeta, publicada na edição de 21 a 27 de agosto e que tratou da aprovação por parte do executivo do substitutivo que regularizou a implantação de postos na área central de Caxias. O vereador Eloi Frizzo (PSB) criticou a Gazeta por ter afirmado que o Legislativo estaria se intrometendo na livre concorrência.  
 
FISCALIZAÇÃO
Rebateu também a opinião deste colunista quando afirmei que a aprovação ao substitutivo oficializa o fechamento da cidade para novos postos de combustível. Para ele mais postos não significam, necessariamente, preços menores. Para o vereador o problema reside na fiscalização à formação de cartéis no setor, que estimulam a manutenção de faixas de preços entre concorrentes.
 
BASE REAL
Disse também que não há base real para essa afirmação, de que mais estabelecimentos representariam diminuição de 15 centavos no preço. Lembrou que vereador Daneluz sequer fez menção a isso, durante a discussão do projeto. “Apenas no Anel Central do município, já existem 60 postos. Com certeza, mais 10 ou 20 postos a mais não significam, de maneira alguma, redução de preços”, observou.
 
BARATEAMENTO
Ana Corso (PT), que votou contrária ao projeto substitutivo, reforçou que o aumento de concorrência abre precedente para o barateamento do combustível. Essa legislação interessa, unicamente, aos atuais donos de postos, que podem fazer a manutenção da tabela de preços semelhante, sustentou. Segundo ela, novos empreendimentos poderiam praticar preços mais acessíveis.
 
 
Na verdade, não se fala de que com a lei, que impede, na prática, novos postos, não dão oportunidade de se abrir o monopólio dos postos existentes. Se dessem oportunidades, como dão para todas as categorias de serviços, não regulando, se constataria se os preços baixariam ou não. Talvez este seja o receio maior, de constatar na prática que eles diminuíram.
 
DANELUZ CONFIRMA
Não sabemos se Daneluz não afirmou no encontro com a comissão de que os preços baixariam até 15 centavos. Porém, sabemos que várias vezes, citou, inclusive durante esta semana, quando conversou com a Gazeta e reafirmou que  seu projeto diminuiria o preço em até 15 centavos ao litro confirmando a informação da Gazeta..
 
FLEXIBILIZAÇÃO
Não temos nada para acrescentar ou retirar do que já foi afirmado na edição passada quando dissemos que o projeto original de Marcos Daneluz e da bancada do PT, flexibilizava a instalação de novos postos e promovia novas concorrências, permitia a diminuição de lucros e baixava preços.
 
RESERVA MERCADO
Citávamos que o substitutivo aprovado mantém a reserva de mercado para os atuais postos em toda a área populosa da cidade, onde tem gente, determinando que não se pode mais instalar postos, só com a condição de ter 1.000 metros longe de outro. Além do mais, não pode ter uma igreja próxima, uma escola, hospital, que sempre estão localizados no centro dos aglomerados urbanos, inclusive do interior.
 
FECHAMENTO
Dizíamos que diante disso, o substitutivo aprovado oficializa o fechamento da cidade para novos postos, dizem que são mais de 80 e tantos estabelecimentos, mas que estão de posse de mais ou menos de duas dezenas de proprietários, já que muitos deles possuem mais do que um posto. A ideia do projeto de Daneluz era reproduzir o que aconteceu nas últimas duas décadas, dois postos que tiveram tradição dos menores preços, foram os últimos, Carrefour e Posto da Júlio, hoje dois gigantes, fruto da publicidade de menores preços.
 
ARRANHOU
Lembrávamos que isto arranhou e diminuiu a margem de lucro dos postos tradicionais e antigos da cidade. Dizíamos que esta porta foi fechada com o surgimento de novos postos, por um projeto de lei estranhamente e suspeitamente apresentado no ano de 2003, aprovado pela Câmara da época não sancionado pelo prefeito de então e promulgado pela Câmara.
 
TABELA DE PREÇOS
Afirmávamos ainda que o projeto da época, com a desculpa de que eram muito postos na área central, criou legislação que fecha a cidade para novos proprietários ou investidores do negócio Posto de Combustível Lembrávamos que se os detentores de postos atuais resolverem formar uma tabela de preços quase uniforme, é impossível a população achar defesa a esse suposto abuso visto não serem permitidos novos empreendedores instalarem comércio com menor preço.
 

EM BUSCA DA VITÓRIA

Enviado Sexta-feira, 27 de agosto de 2010 às 17:37:51 | Nenhum comentário »

No Ca-Ju do turno, no Jaconi, um melancólico empate sem gols (Foto: Edgar Vaz)

EM BUSCA DA VITÓRIA

O Ca-Ju que será disputado neste domingo, 15h3min, no Centenário, terá de um lado o Caxias, sete pontos, na terceira colocação, atrás do Chapecoense, nove pontos, e Criciúma, sete, que precisa vencer para ir a três pontos e ainda sonhar com uma classificação para a outra fase, de outro, um Ju em sobressalto, na última colocação, com três pontos, três empates e duas derrotas, sem que seu ataque tenha marcado um mísero gol, e que precisa vencer para ir a seis pontos e ainda ter chances de fugir do rebaixamento ou ao menos evitar seu rebaixamento praticamente oficial em caso de derrota. Um empate é péssimo para ambos, o Ju vai apenas para quatro, não melhora sua situação e o Caxias deixa de vencer em seu estádio, vai para oito pontos e pode até ser superado pelo Brasil se este vencer neste sábado, no Bento Freitas, o Chapecoense, pois o time xavante iria para nove e se igualaria aos catarinenses na primeira colocação. O Criciúma está de folga na rodada. Quando o Caxias jogar com o Juventude, neste domingo, ele já saberá o resultado de Brasil e Chapecoense. E o Ju também.

 

PROJEÇÕES BOAS, RUINS E PÉSSIMAS

O Caxias, depois do Ca-Ju, jogará duas vezes seguidas fora contra os maiores rivais para a classificação, Criciúma e Chapecoense. E na última  rodada pega, no Centenário, o Brasil. Para o Ju, só restará mais um jogo no Jaconi, contra a Chapecoense e na última irá a Criciúma. Na verdade, quem perder o Ca-Ju pode se ferrar, mais ferrado ainda ficará o Juventude que, aí sim, pode começar a projetar a D em 2011. Vejam que se o Ju vencer o Ca-Ju e depois recebe em seu estádio o Chapecoense, iria para nove pontos. O Caxias depois vai a Criciúma onde, se voltar a perder, ficaria na última colocação do seu grupo, o que o rebaixaria para a D. Porém, se o Caxias vencer o Ca-Ju e conseguir no mínimo dois empates fora com Criciúma e Chapecoense e derrotar o Brasil na última rodada no Centenário vai para 15 pontos e se classifica. O Ca-Ju abre perspectivas para todos, algumas boas, outra ruins, outras péssimas e outras desesperadoras. Bom proveito!

 

QUAL É O FUTURO DO  JU SE FOR PARA A D?

Os juventudistas estão amargurados, tristes, aborrecidos. O que é compreensível para uma torcida apaixonada que até 2007 via seu time participar da Série A, por 13 anos ininterruptos, jogar contra os maiores clubes do futebol brasileiro, o que se constituía numa agradável rotina e que agora vê uma sombra ameaçadora pairar sobre o Jaconi, que é disputar a desprezível e odiada Série D, em 2011. A pergunta que mais eu ouvi nesta semana foi a seguinte: o que Juventude fará caso ele for para a Série D? Sinceramente não consegui responder para ninguém o que o Verdão fará se realmente isto acontecer. E você, leitor, sabe? Como se manterá? De onde virão os recursos? Quem irá querer assumir a presidência em 2011? Qual será a motivação do torcedor?  Na verdade, em termos de desmotivação a Série D não é muito diferente da C, só que na C o próximo degrau é a B. Na história centenária do Ju o clube já teve momentos de imensas dificuldades para sobreviver, como ocorreu na década de 40 quando o então presidente Percy Vargas de Abreu e Lima, diante da falta de apoio e de recursos, chegou a sugerir o fechamento do Departamento de futebol.

 

COMPETIÇÕES DE PONTA

Ou em 1971, quando a situação financeira era tão crítica que a direção não hesitou em fazer fusão de seu futebol com o Flamengo e formar a Associação Caxias. Mas eram tempos diferentes, o limite do Ju nos anos 40 era ganhar o campeonato da cidade ou disputar o estadual por região. Eram tempos quase amadores. No início dos anos 70 era disputar o Gauchão, enfrentar dupla Gre-Nal em Caxias para ganhar uma boa grana, vencer os Fla-Jus e fazer uma boa campanha e evitar o rebaixamento. Agora os tempos são diferentes, um clube com a estrutura e as ambições do Juventude, só sobrevive e cresce estando em competições de ponta do futebol brasileiro, a Série A ou a B, e em nível regional sempre disputando e projetando vencê-lo. Fora disso é a pequenez, o ostracismo e o esquecimento. A Série D desgraçadamente indica este caminho modesto e obscuro para um clube como o Ju. Daí porque tentar sair desse aparente beco sem saída é a meta do Ju a partir do Ca-Ju deste domingo.

 

 

 

MUDAR

Como se explica as boas atuações do Ju contra o Criciúma e o Brasil nos dois primeiros jogos e depois a brusca queda? A irresponsável expulsão do Madureira também ajudou a afundar o Ju contra o Brasil. Veio novo treinador, mas parece que não mudou nada. Neste domingo mudará? O ataque fará gols?

 

DURA REALIDADE

Em 2007 o Juventude estava na Série A, e quem afirmasse que em 2011 ele poderia estar na Série D seria considerado um maluco. Mas eis que quatro anos depois a dura realidade está aí. Com três pontos o Ju, hoje, seria rebaixado. E há quem diga que até com sete, oito e com nove, pode ir para a D em 2011. Que situação. Mas, na verdade, tudo o que está ocorrendo não se trata de azar ou obra de acaso. O Ju está colhendo os erros e os equívocos que vem desde quando o time ainda estava na Série A, muito antes da administração Sérgio Florian.

 

FORTUNAS PESSOAIS

Na verdade, depois da saída da Parmalat o Ju sempre se manteve graças à ajuda de alguns pesos pesados do clube que investiram grana, muitos de suas fortunas pessoais, uma espécie de empréstimo que depois teve que ser devolvido. O Ju montou times fortes, com salários elevados, uma folha de pagamento acima da realidade e as dívidas inevitavelmente se avolumaram, obrigando o cube a vender parte de seu patrimônio.   

 

AMEAÇA

O Caxias que abra o olho também, pois ainda não está nem um pouco garantido para passar a outra fase. Embora tenha chances excelentes ainda, o Caxias tem inimigos perigosos como o Chapecoense, Criciúma e até o Brasil de Pelotas. Se perder o Ca-Ju pode também ficar ameaçado, já na outra rodada, de entrar na zona do rebaixamento.

 

PENSAMENTO MÁGICO

Escrevi há uns 15 dias que o Grêmio não pode ficar na base do pensamento mágico e de que Renato, por ser o maior ídolo do clube, iria melhorar o time gremista de uma hora para outra. É impossível tirar água de pedra. A biografia de Renato como treinador é ainda limitada, não tem nenhuma grande conquista. Como jogador foi um ídolo, mas querer relacioná-lo a isso com sua atividade de treinador e achar que vai dar tudo certo é uma grande temeridade.

 

CREDENCIAL

Se ídolo fosse credencial para dar certo como treinador, Falcão e Figueroa deviam ter feito o maior sucesso quando treinaram o Inter. E o que dizer do Zico, que deveria ser o treinador eterno do Flamengo, não é? Apenas para citar três nomes, mas a lista é enorme.

 

SEMELHANÇAS

O Grêmio está muito semelhante ao Inter dos anos 80 e 90, que estava sempre buscando desculpas e justificativas para seus fracassos como falta de sorte, azar, etc, quando, na verdade, eram montados times modestos, contratações aos montes e de pouca qualidade, além da ausência de um planejamento mais sério no futebol por parte dos dirigentes. Acho que o Grêmio não vai ser rebaixado, tem times infinitamente piores, deve ficar num grupo intermediário. Renato ainda pode dar certo, mas a direção deveria lhe dar alguns reforços de qualidade, tempo para montar o time. O que talvez não haja diante das circunstâncias.

 

“PERSEGUIDO”

Luiz Felipe Scolari está dizendo que ele tem sido vítima dos problemas políticos que o Palmeiras enfrenta com a CBF porque o clube votou em Fabio Koff e não no candidato do Ricardo Teixeira. Por causa disso ele atribui que está sendo “perseguido” pelas arbitragens que o tem até expulsado do túnel por suas constantes reclamações, e gestos teatrais tentando jogar a torcida contra a arbitragem. Ora Felipão, não é por causa do problema político, é por tua causa mesmo.

 

PROFESSORES

Quem conhece o Felipão sabe que ele gosta de dirigir as arbitragens como poucos treinadores no mundo, como também é um expert em invadir gramados. Quando era um vigoroso e tosco zagueiros nos anos 70 na SER Caxias, especialmente, ele teve bons professores na casamata. É só lembrar alguns treinadores como Marco Eugenio. Daltro Menezes, Chiquinho, que fizeram história e folclore no futebol gaúcho por suas reclamações e invasões de gramado. Com professores assim só podia dar nisso.

 

E O FELIPÃO?

Por falar em Felipão, que momento ruim dele e do Palmeiras! Levar 3x0 do lanterna da Série A, o Atlético Goianense, no Pacaembu, no dia dos 96 anos do Verdão, é dose. Será que o Felipão não é mais o mesmo?

 

TORINO

O Torino FC, uma das glórias do esporte amador de Caxias, disputará as finais da Recopa (Copa dos clubes campeões). Esta competição é a mais importante da modalidade de Futebol 7, já que somente participa o clube que foi campeão em alguma competição organizada pela FGF 7. O Torino passou da fase eliminatória vencendo domingo passado a AABB pelo placar de 3 x 0. A AABB é a atual campeão Gaúcha. Foi a estreia de Luciano Almeida (ex Caxias, Inter e Botafogo), o qual teve excelente participação. O Torino completou no ano passado 60 anos.

EM NOME DO GETÚLIO

Enviado Sexta-feira, 27 de agosto de 2010 às 17:31:34 | Nenhum comentário »

Em ano eleitoral Getulio é ainda mais lembrado

O que não faz o velho Getulio Vargas mesmo depois de 56 longos anos de sua trágica morte. Mesmo passado tanto tempo, todos os anos, no dia 24 de agosto, aqui no RS e  em Caxias também, existe a famosa romaria ao monumento do “velho”, localizado na Avenida Júlio de Castilhos. E quando é ano eleitoral a platéia aumenta. O monumento foi colocado para homenageá-lo pela sua providencial intervenção quando da construção da BR-116. cujo traçado original não privilegiava Caxias, mas Gramado, Canela.São Chico. Getúlio autorizou o seu desvio e colocou Caxias no mapa do Brasil. Pois bem, voltando a Caxias e o aniversário dos 56 anos de sua morte, na última terça-feira, dia 24, ao cair da tarde, por volta das 17h30min, o PDT caxiense esteve no local quando o vice-prefeito e candidato à Assembléia Alceu Barbosa Velho, colocou uma coroa de flores no monumento. Até aí, nada mais, porém, como estamos  às vésperas da eleição, notou-se a ausência do outro candidato do partido à Assembleia, o vereador Vinicius Ribeiro, que naquele horário estava na “Casa” do Povo”, cumprindo sua obrigação de participar da sessão.

 

A FOTO

É estranhável que o PDT não tenha programado as homenagens num horário onde Vinicius que, além de ser candidato, é o seu vereador mais votado, pudesse também ter participado. Mas o que mais chama a atenção é que enquanto Vinicius estava na Câmara, cumprindo sua obrigação, outras pessoas que naquele horário, 17h3o0min, deveriam também se fazer presente no legislativo ou na prefeitura, marcavam presença no monumento, como registrou a foto publicada na Coluna Mirante, do Pioneiro, na edição de 25 de agosto. Por exemplo, o diretor da Câmara de Vereadores e presidente do PDT, Luiz Carlos Muniz, Joel Ribeiro, assessor da bancada do PDT, Silvio Kobieski, assessor da bancada do PDT, Agenor Basso, que, além de funcionário da prefeitura, é assessor de gabinete do vice-prefeito e o próprio vice Alceu Barbosa Velho. Embora não possa assumir a prefeitura, pois ficaria inelegível, continua mantendo seu gabinete no Centro Administrativo. Se o Vinicius, ou a bancada do PDT, ou mesmo a Câmara, quisessem informações, teria ou teriam que se deslocar até o monumento do Getúlio na BR-116?

 

RIGOTTO TERIA SIDO MELHOR CANDIDATO DO QUE FOGAÇA?

 

Dentro do PMDB gaúcho há quem já levante a tese de que o ex-governador Germano Rigotto teria sido um candidato melhor do que José Fogaça ao governo do Estado. Antes da eleição, em pesquisas realizadas, Rigotto aparecia com um índice de preferência maior do que Fogaça no estado. É provável que esta tese seja real, até porque, por ter sido governador, teria mais penetração no interior onde está concentrado o maior número de eleitores. Fogaça, sabe-se, tem sua trajetória política sedimentada sempre  em Porto Alegre. Mas dizer que ele, Rigotto, teria mais condições do que Fogaça é um pouco temerário. O PMDB ficou um pouco escaldado com o fato de que Rigotto, em 2006, mesmo como governador, não foi nem para o segundo turno.

 

TARSO E A TESE DA

 VERTICALIZAÇÃO

Rigotto, embora seja um dos favoritos, está enfrentando dificuldades para conseguir sacramentar sua eleição ao Senado onde faz uma disputa parelha com Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT). Em todo caso, as pesquisas não têm sido favoráveis a Fogaça . Se for para o segundo turno terá que depender da transferência dos votos de Yeda para vencer. Isto se Tarso, a exemplo de Dilma, não aumentar mais ainda sua vantagem sobre Fogaça. Na pesquisa Data Folha, publicada na sexta, 27, Társio tem 42%  27% de Fogaça e 14% para Yeda, o que pode projetar uma vitória do petista ainda no primeiro turno, dentro da tese da verticalização, de que é bom para o Rio Grande ter o mesmo governador do presidente da República. Se a onda aumentar, pró-Tarso, esta tese pode se materializar.

 

GAZETA NA CÂMARA

Repercutiu na Câmara a matéria da Gazeta, publicada na edição de 21 a 27 de agosto e que tratou da aprovação por parte do executivo do substitutivo que regularizou a implantação de postos na área central de Caxias. O vereador Eloi Frizzo (PSB) criticou a Gazeta por ter afirmado que o Legislativo estaria se intrometendo na livre concorrência.  

 

FISCALIZAÇÃO

Rebateu também a opinião deste colunista quando afirmei que a aprovação ao substitutivo oficializa o fechamento da cidade para novos postos de combustível. Para ele mais postos não significam, necessariamente, preços menores. Para o vereador o problema reside na fiscalização à formação de cartéis no setor, que estimulam a manutenção de faixas de preços entre concorrentes.

 

BASE REAL

Disse também que não há base real para essa afirmação, de que mais estabelecimentos representariam diminuição de 15 centavos no preço. Lembrou que vereador Daneluz sequer fez menção a isso, durante a discussão do projeto. “Apenas no Anel Central do município, já existem 60 postos. Com certeza, mais 10 ou 20 postos a mais não significam, de maneira alguma, redução de preços”, observou.

 

BARATEAMENTO

Ana Corso (PT), que votou contrária ao projeto substitutivo, reforçou que o aumento de concorrência abre precedente para o barateamento do combustível. Essa legislação interessa, unicamente, aos atuais donos de postos, que podem fazer a manutenção da tabela de preços semelhante, sustentou. Segundo ela, novos empreendimentos poderiam praticar preços mais acessíveis.

 

 

Na verdade, não se fala de que com a lei, que impede, na prática, novos postos, não dão oportunidade de se abrir o monopólio dos postos existentes.  Se dessem oportunidades, como dão para todas as categorias de serviços, não regulando, se constataria se os preços baixariam ou não. Talvez este seja o receio maior, de constatar na prática que eles diminuíram.

 

DANELUZ CONFIRMA

Não sabemos se Daneluz não afirmou no encontro com a comissão de que os preços baixariam até 15 centavos. Porém, sabemos que várias vezes, citou, inclusive durante esta semana, quando conversou com a Gazeta e reafirmou que  seu projeto diminuiria  o preço em até 15 centavos ao litro confirmando a informação da Gazeta..

 

FLEXIBILIZAÇÃO

Não temos nada para acrescentar ou retirar do que já foi afirmado na edição passada quando dissemos que o projeto original de Marcos Daneluz e da bancada do PT, flexibilizava a instalação de novos postos e promovia novas concorrências, permitia a diminuição de lucros e baixava preços.

 

RESERVA MERCADO

Citávamos que o substitutivo aprovado mantém a reserva de mercado para os atuais postos em toda a área populosa da cidade, onde tem gente, determinando que não se pode mais instalar postos, só com a condição de ter 1.000 metros longe de outro. Além do mais, não pode ter uma igreja próxima, uma escola, hospital, que sempre estão localizados no centro dos aglomerados urbanos, inclusive do interior.

 

FECHAMENTO

Dizíamos que diante disso, o substitutivo aprovado oficializa o fechamento da cidade para novos postos, dizem que são mais de 80 e tantos estabelecimentos, mas que estão de posse de mais ou menos de duas dezenas de proprietários, já que muitos deles possuem mais do que um posto. A ideia do projeto de Daneluz era reproduzir o que aconteceu nas últimas duas décadas, dois postos que tiveram tradição dos menores preços, foram os últimos, Carrefour e Posto da Júlio, hoje dois gigantes, fruto da publicidade de menores preços.

 

ARRANHOU

Lembrávamos que isto arranhou e diminuiu a margem de lucro dos postos tradicionais e antigos da cidade. Dizíamos que esta porta foi fechada com o surgimento de novos postos, por um projeto de lei estranhamente e suspeitamente apresentado no ano de 2003, aprovado pela Câmara da época não sancionado pelo prefeito de então e promulgado pela Câmara.

 

TABELA DE PREÇOS

Afirmávamos ainda que o projeto da época, com a desculpa de que eram muito postos na área central, criou legislação que fecha a cidade para novos proprietários ou investidores do negócio Posto de Combustível Lembrávamos que se os detentores de postos atuais resolverem formar uma tabela de preços quase uniforme, é impossível a população achar defesa a esse suposto abuso visto não serem permitidos novos empreendedores instalarem comércio com menor preço.

 

Serra cometeu um“suicídio político”?

Enviado Segunda-feira, 23 de agosto de 2010 às 17:24:51 | Nenhum comentário »

Serra pode ser derrotado ainda no primeiro turno

Se o Serra acha que pelos primeiros programas de tevê e rádio ele vai mudar o favoritismo de Dilma, que pode ganhar ainda no primeiro turno,  está equivocado.

 

Nos primeiros programas, Dilma e Serra estão com um discurso semelhante, todos prometem investimentos na saúde, educação, segurança, etc. etc. Ambos falam em seguir adiante e  falaram muito mais deles, de suas biografias, de seus feitos, do que qualquer outra coisa. Teoricamente Dilma está  certa em sua estratégia,  mas Serra está se equivocando.

 

VÍNCULOS

Serra não bate em Lula, muito pelo contrário, enche a bola do presidente, cuja aprovação beira aos 100% e dá a entender que “com o Zé na presidência o governo Lula vai continuar”. Não fez nenhuma critica aos 8 anos de Lula em Brasília. Quer se vincular de todas as formas ao presidente, o que ele obviamente não vai conseguir. Elogia o Lula e bate na Dilma, numa estratégia sem nenhum nexo. Ora, o eleitor sabe que a candidata do Lula é a Dilma e não o Serra. Afinal, ela é governo, é do PT e Lula e o seu maior avalista.

 

LIGTH

Serra tem sido muito ligth e confundido os seus eleitores cuja grande maioria gostaria que ele batesse mais no governo federal e fizesse uma efetiva oposição como ele e o PSDB se apresentaram no início da campanha. Com essa política de elogiar o governo Lula – que na verdade acaba sendo um elogio a candidatura de Dilma - , Serra se encaminha para o fundo do poço.

 

ESTRELA

Afinal, Serra quer enganar a quem? A grande estrela dos primeiros programas, embora não participe dos mesmos, foi o presidente Lula. Mesmo fora do horário ele foi o mais lembrado, o mais badalado, com o cordão de puxa-sacos sendo cada vez maior. Inclusive do Serra, que parece ignorar que Lula é seu adversário nesta eleição. Acha que ele é seu aliado.

 

PESQUISAS

A se confirmarem os números das últimas pesquisas, onde Dilma chega estar com 17 pontos percentuais na frente de Serra, a eleição à presidência se encaminha para acabar no primeiro turno mesmo. A cada pesquisa  Dilma aumenta sua vantagem, Serra desce e Marina definha. Se porventura houver segundo turno todas as pesquisas mostram a vitória fácil de Dilma.

 

OPORTUNISMO

Foi vergonhosa e deprimente a adesão de muitos prefeitos do PMDB gaúcho à Dilma, no último dia 18. Estes mesmos prefeitos, até  um tempo atrás, quando Serra era o favorito, não escondiam sua simpatia pelo tucano. Mas, agora, como constataram que Serra está caindo despenhadeiro abaixo e que Dilma deverá se eleger, mudaram de posição, e passaram a achar que Dilma é o máximo, é o nome da simpatia deles. Ora, qualquer idiota sabe que este apoio não tem nada de ideológico ou de altruístico para o bem do país, mas sim de puro oportunismo para tentar tirar proveito pessoal no futuro.

 

RATOS

Um comportamento típico do PMDB nacional que nestes últimos 25 anos sempre se alinhou ao lado do poder ou de  quem pode chegar ao poder. Ou alguém duvida que Sarney, Temer, Calheiros e Cia, caso Serra estivesse liderando as pesquisas e com chances de se eleger presidente, não estariam se bandeando para o lado do tucano e como ratos abandonando o barco de Dilma e do PT? Alguém já disse, e com razão, que o PMDB é um tumor maligno da política brasileira. Um tumor que tem sobrevivido em cima de muitas cirurgias, quimioterapias, e alta dosagem de poderosos medicamentos.

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