PP CAXIENSE PRESTIGIA PRÉ-CANDIDATURA DE ANA AMÉLIA
Enviado Sexta-feira, 30 de abril de 2010 às 19:57:33 |
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Ricardo Golin, Adriana Francisco e Mário Vanin com Ana Amélia Lemos
Numa carta enviada ao nosso diretor Odir Frrizzo e este colunista, o ex-prefeito Mário Vanin (PP) informou que esteve em Porto Alegre, sábado, dia 24, para o lançamento da pré-candidatura da jornalista Ana Amélia Lemos a uma das vagas do Senado. Vanin lembra que “quando estava na prefeitura (1993/1996) a ela devo muita ajuda ao município. Fiquei impressionando com a aceitação em pesquisa do PP. Antes do pré-lançamento Ana Amélia já estava com 43% de intenções de votos”. Vanin acredita que ela tem chance de ocupar uma das duas vagas no senado destinadas ao RS. Vanin esteve em Porto Alegre acompanhado do presidente do PP de Caxias, Ricardo Golin. O ex-presidente da Festa da Uva (1998/2000), segundo se comenta, pode ser uma opção do PP caxiense para concorrer à assembleia. Estavam presentes ainda Adriana Francisco (a Drica) que é chefe de gabinete do presidente da Famurs, e o jovem Prefeito do PP, Almeida.
PAIM E RIGOTTO SURGEM COMO
ADVERSÁRIOS DE ANA AMÉLIA
Embora a jornalista Ana Amélia Lemos surja como um fato novo na política gaúcha, e, portanto sem os desgastes históricos dos políticos tradicionais, não é difícil entender que ela poderá ter dificuldades para se eleger ao Senado, diante do fato de que deverá ter como adversários o atual senador Paulo Paim (PT) e o ex-governador do RS, Germano Rigotto (PMDB). Paim deve ser o único nome do PT gaúcho. Rigotto, com a desistência de Eliseu Padilha, também deverá ser o único nome do PMDB do RS. Paim, cujo nome foi homologado na pré-convenção do PT, embora depois da confirmação de que será o único candidato ao Senado tenha amenizado suas cobranças ao governo na questão do reajuste salarial dos aposentados, tem ainda uma grande penetração junto aos trabalhadores. Rigotto, pelas pesquisas internas do PMDB, aparece como a melhor opção do partido para se eleger. Mas como são políticos tradicionais, e parte da população está descontente com esta categoria, que ambos abraam o olho, pois Ana Amélia pode ser um poderoso e incômodo fato novo ao Senado.
Foto Rigotto e Paim Foto Rigoto: Nabor Goulart e Foto Paim: Maiara Calgaro
Ana Amélia ameaça Rigotto e Paim?
LULA, O MAIS INFLUENTE
O presidente Lula já andava com a bola cheia com as pesquisas internas sobre sua popularidade onde tem alcançado índices recordes na história do país, agora deve estar vivendo momentos de grande euforia. Afinal, durante a semana a conceituada revista Time dos Estados Unidos, publicou uma pesquisa apontando as 100 mais influentes pessoas do mundo e eis que o nosso presidente ocupou o topo sendo escolhido como a pessoa mais influente do mundo, ao lado de outras personalidades como Barak Obama, o poderoso presidente dos Estados Unidos. Segundo o polêmico cineasta Michel Moore, que elaborou o perfil de Lula para revista Time, “Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana que esteve preso por liderar uma greve”. Para Moore, o trabalho de Lula tem conseguido levar o Brasil “ao primeiro mundo”. Nunca um brasileiro atingiu tão alto conceito em nível internacional. Mesmo os que não simpatizam com Lula, mas gostam do Brasil, deve estar orgulhoso com seu notável feito. Claro que há muito choro e ranger de dentes pela inveja que tal feito proporciona. Ainda mais num ano eleitoral.
150 METROS
Numa entrevista dada a TV COM, na noite do último dia 25, o jornalista Carlos Bastos, ex-editor de ZH e repórter político da extinta Última Hora nos anos 60, e também responsável pela secção de Porto Alegre do Jornal Nacional, nos anos 70/80, revelou uma série de dados envolvendo o ex-governador Leonel Brizola, o movimento da Legalidade e o golpe de 1964. Bastos revelou que depois do golpe de 1964, Brizola ficou ainda mais um mês em Porto Alegre, residindo num apartamento a pouco mais de 150 metros do Palácio Piratini sem que ninguém soubesse. Ele ficou no apartamento de uma irmã de Adjail Lemos, que havia sido vice-prefeito de Brizola, na eleição de 1955.
CORONEL
Pois bem, para fugir para o Uruguai, segundo Bastos, Brizola saiu do apartamento vestido de coronel da Brigada sem que ninguém o reconhecesse. Foi até Cidreira onde um avião de pequeno porte o esperava para levá-lo ao Uruguai. O avião teve sempre um vôo rasante para que o radar não o detectasse. Brizola era considerado o inimigo público número 1 do novo regime. Era o mais procurado e até jurado de morte pelos militares mais radicais. Centenas de barreiras foram feitas pelo exército em todas as entradas e saídas do RS e de outros estados do país, para prendê-lo. Fato patético é que durante 30 dias ele residiu a uma quadra e meia do Piratini sem quem ninguém descobrisse ou o molestasse.
400 JORNALISTAS
Outro fato que Bastos revelou é que durante a Legalidade, em 1961, cerca de 400 jornalistas, entre repórteres, cinegrafistas, fotógrafos do Brasil e do exterior estavam presentes nos porões do Palácio Piratini fazendo a cobertura. Quando Jango retornou ao Brasil e estava disposto a aceitar a proposta da instalação de um regime parlamentarista, com Tancredo Neves como primeiro ministro, os jornalistas se rebelaram em Porto Alegre e ficaram ao lado de Brizola que queria, na marra, que o sistema presidencialista fosse mantido mesmo que houvesse necessidade de uma guerra civil.
BARRETÃO
O líder do movimento entre os jornalistas foi o então repórter Luiz Carlos Barreto, da revista O Cruzeiro, a mais bem sucedida publicação semanal do país naqueles idos, Luiz Carlos Barreto. O hoje “Barretão” fez um discurso inflamado pedindo a Jango que voltasse atrás. Jango, porém, alegou que no momento era o melhor que se podia fazer para evitar uma guerra civil. Sua atitude frustrou a todos. Luiz Carlos Barreto iria se tornar depois um cineasta famoso. Entre seus filmes mais badalados estão Dona Flor e Seus Dois Maridos, O Quatrilho e mais recentemente Lula, o Filho do Brasil.
CARNIFICINA
Em 1964, o episódio se repetiu. Brizola queria resistir e contava com o apoio do comandante do III Exército, mas Jango não aceitou “para evitar um grande derramamento de sangue”, segundo revelou depois. Bastos disse que na época estava no auge de sua mocidade, estava entre aqueles que achavam que Brizola tinha razão e Jango estava errado, mas com o tempo começou a revisar seu pensamento achando que “teria sido uma grande carnificina, pois os golpistas estavam muito mais aparelhados porque contavam com o apoio dos EUA e de suas forças armadas”.
12 HORAS
Revelou ainda que Brizola e Jango ficaram, por causa deste episódio, de relações cortadas por quase dez anos, mesmo no Uruguai. Brizola o culpava pela vitória dos golpistas em 1964 e por sua falta de ousadia para enfrentar os militares e os que os apoiavam. Quem os reaproximou foram os intelectuais Josué Guimarães e Tarso de Castro, numa visita ao Uruguai. Bastos conta que Brizola e Jango ficaram mais de 12 horas trancados num quarto lavando a roupa suja até se reconciliarem. Jango voltou morto ao RS em 1976.
OPERAÇÃO CONDOR
Hoje há documentos que provariam que ele teria sido assassinado pela famigerada Operação Condor, formada por militares latinoamericanos, argentinos, chilenos e brasileiros, com a ajuda da CIA, cujo objetivo era eliminar lideranças civis populares que poderia ameaçar as ditaduras existentes no Cone Sul. O governo brasileiro, mesmo que existam documentos comprovando o fato, pouco tem feito para apurar a veracidade, e, se for o caso, punir os responsáveis.
HUMANIDADE
E agora, com a decisão do Supremo, na questão da Lei da Anistia, é provável que tudo vá para cesta do lixo da história. Enquanto isso, na Argentina, o último ditador militar, Reynaldo Bignone, passará os próximos 25 anos em uma cadeia comum em Buenos Aires. A Justiça argentina o condenou por crimes contra a humanidade especificamente por sequestros e tortura de 56 pessoas Na Argentina, todos os generais ditadores foram punidos por crimes contra a humanidade.
MÉDICOS
Está correta a decisão da justiça de determinar o fim da greve dos médicos que atendem pelo SUS e que a questão salarial deles deve ser tratada junto ao Sindicato dos Servidores Municipais, categoria que eles também fazem parte na medida em que, quando foram contatados se submeteram a esta norma. Como médicos eles fazem parte do sindicato de sua categoria, porém como servidores municipais, fazem parte do SINDISERV que é o órgão legal junto à administração municipal para pleitear reajustes salariais.
SURDINA
A Prefeitura, através da Procuradoria do Município, trabalhou na surdina, pois desde o dia 22 ela já estava encaminhando para a justiça a questão. Na quarta-feira, no Postão 24 horas, uma criança com febre de 40 graus, conforme denúncia que saiu na RBB-TV, ficou um longo tempo para ser atendida por falta de médicos por causa da greve da categoria. O Sindicato dos Médicos, por outro lado, está garantindo que vai ingressar na Justiça e que as negociações serão a partir de agora através do judiciário. Durma-se com um barulho desses! Espera-se apenas que crianças e idosos não sejam as maiores vítimas.
JU TEM TRADIÇÃO COM URUGUAIOS
Enviado Sexta-feira, 30 de abril de 2010 às 19:35:37 |
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Ismael e Cristian: uruguaios no Jaconi
As contratações que a dupla Ca-Ju está fazendo não têm empolgado os torcedores. Fica a sensação de que mais uma vez executa-se a política de se contratar atletas aos montes na política do ”bastantão”, mas cuja qualidade é duvidosa. Com atletas onde a grande maioria poucos viram jogar, embora os dirigentes assegurem que todos eles foram exaustivamente observados. Este é um filme antigo que nestes últimos anos tem se repetido na dupla Ca-Ju. O Juventude contratou, nesta semana, dois jogadores uruguaios, o meia Cristian e o atacante Ismael, indicações feitas por Vanzini, um uruguaio que atuou no Juventude no último ano que o clube disputou a Série A em 2007 e cuja passagem não deixou saudade para ninguém. A direção está admitindo que não conhece os atletas. No passado, o Ju foi bem sucedido com atletas vindos do Uruguai.
SUCESSO
Nos anos 20 e 30, vários deles aqui estiveram e fizeram muito sucesso, como foi o caso de Martinez, Bortagaray, Conrado Ros, Bado. Jogaram durante muitos anos e com sucesso e acabaram se tornando ídolos dos torcedores do Juventude, naquele idos. E todos eles acabaram permanecendo em Caxias onde criaram famílias e raízes. Nos anos 80, o zagueiro Dorotéo Silva se tornou ídolo de papada. Se Cristian e Ismael mantiverem a tradição será uma boa para os papos. Porém, como os tempos mudaram é melhor ficar com o freio demão puxado. O último uruguaio a jogar no Jaconi foi Vanzini, que, depois de impressionar favoravelmente nos primeiros jogos, acabou caindo vertiginosamente de produção não deixando saudade para ninguém.
O BOM GUILHERME FOI
REFORÇAR O INIMIGO
O Caxias, que já perdeu a sua maior referência técnica durante o Gauchão, que era o Everton, cedendo-o ao Inter, onde, provavelmente, não terá maiores oportunidades, agora negociou com o Criciúma, uma de suas maiores promessas, o atacante Guilherme Ozelame, que teve excelente participação no Gauchão defendendo o São José, mostrando um futebol ofensivo, técnico e elegante. O Criciúma, como se sabe, é um dos adversários mais temidos do Caxias pela luta de uma das duas vagas do grupo na Série C. O Caxias estaria reforçando o seu inimigo?
Ao que parece sim. O clube está vendendo 50% dos direitos federativos do jogador a um grupo de investidores de São Paulo. Em caso de uma transação maior no futuro o Caxias ainda teria 50%.
Claro que o Caxias necessita de recursos financeiros como qualquer clube precisa -, embora alguns exagerem a dose, como é o caso do Inter, de Porto Alegre, que mais se assemelha a um banco do que um clube de futebol -, a justificativa do presidente Voges para transacioná-lo, ao Criciúma é, no mínimo, curiosa quando afirmou ao jornal Pioneiro que “sei que ele queria jogar no Criciúma e eu não iria trancar a sua carreira”.
Nada contra o Criciúma, que é um clube tradicional, mas que, também, a exemplo do Caxias, vai disputar a Serie C. Se Guilherme estivesse indo para um clube da Série A ou até mesmo da B, aí até dava para entender que ele estava realmente querendo dar um salto em sua carreira. Mas, ao sair do Caxias, e ir para o Criciúma é quase trocar o seis por meia dúzia. Talvez a diferença básica é que no Criciúma ele deverá ter as devidas oportunidades. O que parece, ele não teria se permanecesse no Caxias.
OS GAÚCHOS E A
COPA DO MUNDO
Faltam 40 dia para o início da Copa do Mundo na África e provavelmente teremos dois jogadores nascidos no RS na seleção. Trata-se dos laterais Maicon e Michel Bastos, que não forjaram seu futebol jogando no seu estado natal, mas sim fora daqui. Michel Bastos teve uma passagem sem brilho pelo Grêmio. Gaúcho que começou e teve fama no RS foi o treinador Dunga, mas como jogador do Inter. Se Ronaldinho Gaúcho for convocado ele será o mais famoso jogador que nasceu no RS na seleção. Nilmar e Lúcio, que abriram as portas para o sucesso no RS, jogando no Inter, não são gaúchos. Nilmar é paranaense e Lúcio pernambucano.
LUIZ LUZ
O Brasil é o único país que participou de todas as copas do mundo realizadas desde 1930. Será a 19ª participação brasileira. E também é o que mais títulos conquistou, cinco, seguido da Itália, com quatro. Jogadores gaúchos, jogando no RS ou em clubes de outros estados, quase sempre se fizeram presentes. O primeiro a ser convocado para uma Copa do Mundo foi Luiz Luz, na Copa de 1934, zagueiro do Americano de Porto Alegre, depois foi para o Grêmio. Na verdade, o primeiro gaúcho a ser convocado para uma seleção brasileira foi o atacante (ponta esquerda) Alvariza, do Brasil de Pelotas, campeão gaúcho de 1919. Alvariza foi titular da seleção no Sul-Americano de 1920 no Chile.
1950
O maior contingente de atletas gaúchos foi na Copa de 1950. Nena e Adãozinho, do Internacional, Juvenal, do Flamengo, Chico do Vasco e Noronha do São Paulo. Chico e Noronha haviam jogado no Grêmio, Juvenal, no Cruzeiro de Porto Alegre. O maior de todos, Tesourinha, que foi titular absoluto da seleção entre 1944 a 1948, jogando no Inter, e depois vendido para o Vasco, em 1949, não pôde atuar aquela Copa porque teve que operar os meniscos, em maio de 1950, as vésperas do início da competição sendo cortado. Um ano antes, em 1949, ele foi escolhido o melhor atacante sul-americano. Foi substituído por Friaça, do São Paulo.
ORECO/EVERALDO/FELIPÃO
O primeiro gaúcho a ganhar uma Copa foi Oreco. Ele foi revelado pelo Internacional, onde jogou de 1950 a 1957, estava no Corinthians, em 1958, na Copa da Suécia. Oreco foi reserva de Nilton Santos. Em 1970, Everaldo foi o primeiro jogador atuando no futebol gaúcho, Grêmio, a ganhar uma Copa. Três treinadores nascidos no RS comandaram a seleção brasileira. Cláudio Coutinho, em 1978, na Argentina, e Luiz Felipe Scolari, em 2002, na Ásia. Felipão foi o primeiro e único treinador gaúcho a ganhar uma Copa. O terceiro é Dunga, agora, na Copa da África.
OUTROS I
Outros atletas gaúchos que estiveram em copas: Paulo Almeida, o Paulinho, revelado pelo Internacional, mas estava no Vasco, na Copa de 1954. Alcindo, do Grêmio, na Copa de 1966; Paulo César Carpeggiani e Valdomiro, ambos do Inter, na Copa de 1974; Batista, do Inter, na Copa de 1978. Batista, na Copa de 1982. Ele estava jogando no Grêmio.
OUTROS II
Falcão jogou aquela Copa, mas não nasceu no RS, e sim em Santa Catarina; Dunga, Taffarel, Mauro Galvão e Renato Gaúcho estavam na Copa de 1990, os três primeiros titulares. Na Copa de 1994, Dunga, Taffarel e Branco. Na Copa de 1998, Dunga, Taffarel; Na Copa de 2002 Ronaldinho Gaúcho, Emerson, e Anderson Polga. Na Copa de 2006 Ronaldinho Gaúcho e Emerson.
LAURO I
Pessoalmente acredito que a direção do Ju está certa em definir a situação do Lauro convidando-o para trabalhar na área de futebol ou marketing, mas não mais como atleta. É que o clube pretende realizar um amistoso internacional para sua despedida. Só não via quem não queria que Lauro já não era mais o mesmo há muito tempo. Sua marca registrada sempre foi vigor físico e doação impressionantes e uma determinação incomum. Mas a idade já não ajudava mais. E como Lauro não tomou a iniciativa para parar, a direção o fez, mesmo que isso tenha causado alguns constrangimentos.
LAURO II
É inegável que Lauro é um dos símbolos da história do Juventude, pelos longos anos servindo a camisa verde e branca. Ele ganhou os maiores títulos que o clube conquistou, Série B, Gauchão, Copa do Brasil, mas nos últimos anos participou também dos debacles da Série B e C. A papada será eternamente grata pelo que ele fez. Lauro merece uma inesquecível festa de despedida, se assim ele desejar.
CALUDIO LUIZ
Quando fechávamos a edição o Caxias estava contratando o zagueiro Claúdio Luiz que disputou o Gauchão pelo Novo Hamburgo. A informação é que ele será apresentado apenas nesta semana.
POPULAÇÃO MAIS POBRE É A GRANDE VITIMA DA GREVE
Enviado Sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 19:57:39 |
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Oscar, o “Mão Santa”, uma das legendas do nosso basquete, é palestrante no encontro da Marcopolo
Os médicos contratados pela prefeitura, para atenderem pelo SUS, prometem parar por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira. Recentemente eles já haviam paralisado por uma semana, prejudicando dessa maneira os milhares de usuários do SUS de Caxias do Sul. Até recentemente havia mais de 11 mil consultas pelo SUS atrasadas. Vai estourar, caso se confirme a paralisação, mais uma vez, na camada mais pobre e desassistida da população. Os médicos estão reivindicando um reajuste de 242% nos seus salários, que passariam a R$ 7 mil. Na verdade, para um médico, o salário de R$ 7 mil, no serviço público, seria baixo especialmente se comparamos os pagos na função pública neste país para funcionários que não têm a mesma importância e o mesmo significado social que um profissional da saúde tem no contexto geral e recebem quantias muito mais elevadas. Porém, quando eles foram contratados, no nosso caso, pela prefeitura, eles se submeteram aos salários e às condições impostas e também passaram a fazer parte da entidade sindical do município e não a dos médicos, que é quem comanda a greve.
REALIZAÇÃO PESSOAL
Os médicos aceitaram as regras do jogo e não as estão cumprindo. Claro que é um direito de qualquer trabalhador sempre reivindicar melhores salários e até o direito de greve pode ser exercido neste sentido, os médicos também são trabalhadores, mas fica no ar que os nobres objetivos desta atividade ficam relegados a um segundo plano. Recentemente, li uma declaração de um conceituado médico do centro do país, que “a atividade médica precisa ser exercida como uma realização pessoal e que dê satisfação”, destacando o lado humanitário, acima do mercantilista. Claro que seria o ideal, mas sabemos que se trata de uma utopia. O que chama a atenção também é a dificuldade como a prefeitura trata da questão como se fosse refém dos médicos. Se eles efetivamente ingressarem de greve qual será a estratégia da prefeitura para amenizar os problemas que serão enfrentados pelas pessoas que procurarão os postos de saúde do município, especialmente as crianças e os idosos que são os que mais sofrem?
MARCOPOLO MOBILIZA SETE MIL
COM PRESENÇA DO “MÃO SANTA”
Os mais de 7 mil colaboradores da Marcopolo, sem nenhuma exceção, vão parar a produção da empresa na próxima sexta-feira, dia 30, conforme está revelando José Carlos Secco, da Assessoria de Imprensa da empresa. Não se trata de uma greve ou de algum protesto, mas sim conforme Secco de uma ação inédita a partir das 16h45min muito mais do que uma palestra motivacional. A equipe será transportada por 165 ônibus que se deslocarão até a sede do ginásio do Sesi onde haverá uma palestra com Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, um dos maiores atletas de todos os tempos do basquete brasileiro. Um grande esquema de segurança e logística está sendo organizado pela Marcopolo. A intenção da direção da empresa é reapresentar o Sistema Marcopolo de Produção Solidária (SIMPS).
DIVISOR DE ÁGUAS
O programa foi implantado em 1996, após viagem de Paulo Bellini, presidente do Conselho de Administração da Marcopolo, ao Japão.
A gestão com a participação dos funcionários, colaboradores, tem sido considerada um divisor de águas na campanha e responsável pelo grande sucesso obtido em todo o mundo. No encontro os diretores abordarão a nova fase do SIMPS. O principal objetivo é tentar revigorá-lo junto aos funcionários. Conforme levantamento da empresa cerca de 90% da atual equipe não é mais a mesma da década de 80. Na quinta-feira, dia 29, os executivos da Marcopolo, num almoço, às 11h30min, com a presença da imprensa e convidados farão uma explanação do encontro do SIMPS que acontecerá no dia 30.
AUSÊNCIA
Chamou atenção a ausência do ex-secretário dos Transportes, agora vereador, Vinicius Ribeiro (PDT), quando da entrega de várias obras viárias no último dia 17, por parte da prefeitura. Vinicius não foi convidado e não compareceu. E também não teve seu nome citado durante a solenidade. Se o Vinicius não teve nenhuma participação nas obras inauguradas, foi justo...
GREVE
Com o gancho da elaboração e aprovação do novo Código de Ética Médica, o vereador Gustavo Toigo (PDT) explanou sobre a paralisação dos médicos servidores. Salientou que, apesar de ser uma reivindicação de classe, os servidores sabiam das condições de trabalho ao se inscreverem no concurso público.
QUEDA DE BRAÇO
“A reivindicação é justa, e a greve, um direito legal. Mas a população não pode ficar vulnerável à queda de braço entre poder público e classe médica. Além disso, o descontentamento com o salário não é motivo para muitos profissionais não cumprirem o horário de trabalho, com a justificativa de vencimentos insatisfatórios. A causa da paralisação deve ser ao menos razoável”, disse Toigo”.
SARNEY
Mauro Pereira (PMDB) salientou que, para ser aprovado num concurso público, o candidato precisa estar preparado, e conhecer o Estatuto do Servidor. Disse que o “sindicato cumpre o seu papel, porém, nem na época do Governo Sarney um reajuste de 242% seria aplicado”.
DIALOGAR
Para Ana Corso (PT) as reivindicações da área não são locais, e é histórico o papel do Sindicato lutar por melhorias nas condições de trabalho da classe. Mas salienta que “é preciso dialogar, e assim impedir a paralisação, o que não está sendo feito pelo atual governo”.
ANA RECH
Começam surgir os primeiros sintomas dos saudosistas pela emancipação de Ana Rech? A tentativa de recuperar a pirâmide símbolo de Ana Rech – Município Cassado - e as memórias que seguem em torno dela, fizeram com que a Associação dos Amigos de Ana Rech lançassem um abaixoassinado para fazer com que os seus moradores se inteirem do assunto. Se inteirar de quê? De um novo movimento emancipatório? A pirâmide que virou símbolo do movimento frustrado do final dos anos 80 para que Ana Rech se emancipasse havia sido retirado em 2009. Dizem que foi a pedido do prefeito José Ivo Sartori (PMDB) a o proprietário da área de terra onde estava o símbolo acatou o pedido.
RESSENTIMENTOS
Agora, os moradores estão querendo que a pirâmide seja recolocada no seu lugar. O que chama atenção é que este movimento começa a ter inclusive o apoio discreto, de certo setor da mídia, cujos donos nem estavam em Caxias na época do ocorrido e que provocou duras divergências, ressentimentos, ódio, choro e ranger de dentes. Para Caxias, na verdade, uma suposta perda de Ana Rech seria um baque na economia, pois perderia uma grande área onde estão instaladas importantes empresas e marcas tradicionais caxienses.
DEPENDÊNCIA
Na verdade a maioria das localidades que se emanciparam nestes últimos anos na região criaram municípios, cujo futuro continua incerto e a possibilidade de crescer e se desenvolver também. Beneficiados foram apenas algumas pessoas que se locupletaram com empregos públicos.
PDT
O PDT estadual vai decidir na última hora a sua nominata à Assembleia. Provavelmente só haverá a definição em junho. Assim, persistirá a dúvida se o vice-prefeito Alceu Barbosa Velho, que foi indicado pelo diretório regional, terá a companhia ou não dos vereadores Vinicius Ribeiro e Gustavo Toigo, que estão pleiteando a indicação através da convenção estadual.
NEGOCIAÇÃO
O PDT local, que não conseguiu eleger ninguém nestes últimos anos com os votos caxienses, poderá mergulhar, mais uma vez, numa aventura eleitoral. Especulava-se, nesta semana, embora nada fosse confirmado, que o vice Barbosa Velho, cujo projeto é concorrer à prefeitura em 2012, poderia negociar com Vinicius e Toigo, no caso especifico com Vinicius, que se ele apoiá-lo, à prefeitura, sua candidatura à Assembleia seria retirada. Será?
PULMÃO
Depois de mais de 30 anos o Mato Sartori vai ser entregue à comunidade. Isto deve acontecer ainda no mês de maio. Embora as visitas tenham que ser agendadas, o que talvez seja um equívoco, o chamado “pulmão” da área central de Caxias agora será efetivamente da comunidade. Ele foi urbanizado e preservado e não servirá mais de lixeira como foi até pouco tempo atrás. As atuais e futuras gerações agradecem.
O FIM DO CELIBATO
Até o século X, a Igreja Católica Apostólica Romana permitia o casamento dos padres. Não estaria na hora da Igreja Católica revisar esta proibição? O Celibato não tem mais sentido, considerando-se uma pessoa normal e costumes comuns a todos os seres humanos. Por isso, quanto mais tabu cercar esta questão, pior. Basta ver os lamentáveis casos de pedofilias. Na verdade, a igreja católica não pode ignorar o mundo em que vivemos. Precisa se atualizar permanentemente.
DEMORA
A vereadora Denise Pessoa (PT), queixou-se da demora para que um Projeto de Lei, de sua autoria, que trata sobre a elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIV) para a obtenção de licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento de empreendimentos e atividades, privados ou públicos, na área urbana do Município de Caxias do Sul seja debatidos na Câmara.
UM ANO
Ela informou que faz mais de um ano que o seu projeto foi protocolado, durante esse período passou pela Comissão de Constituição e Justiça e foi encaminhado ao Executivo. Denise encaminhou um ofício ao Presidente Moisés Paese (PDT), para que ele faça uma intermediação junto ao Poder Executivo e saiba em que instância está o Projeto.
UMA COPA MÁGICA I
Enviado Sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 19:42:38 |
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A seleção de 1958. De pé, da esquerda para a direita, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagalo. Massagista: o lendário Mário Américo.
Nesta segunda faltam 45 dias para o início da Copa do Mundo na África quando milhões de brasileiros esperam que a seleção canarinho conquiste o hexa mundial. Já me perguntaram qual foi a melhor Copa e a melhor seleção que eu testemunhei, não é difícil responder. Foi a de 1958 e é fácil para explicar. Foi a primeira Copa que me recordo, na de 1954 nada ficou na minha memória de criança. Minha memória clara é a de 1958, quando vencemos de forma brilhante com Garrincha, Pelé, Nilton Santos, Zito, Didi, Gilmar, Vavá e Cia. A Copa de 58, acompanhada pelas ondas do rádio, foi pura magia e emoção, pois ela, por não podermos vê-la ao vivo, transcendia o nosso imaginário.
E também, porque, pela primeira e única vez, uma seleção que não era da Europa vencia no velho Continente. Recordo que era um domingo frio e nublado, o jogo começou por volta das 11h. Era 29 de junho de 1958, dia de São Pedro e São Paulo. Se lamentava porque tinha caído num domingo. O dia 29 de junho era sempre feriado estadual em homenagem ao padroeiro do Rio Grande do Sul. Não se ouvia o zunido de uma mosca, apenas o eco da voz metálica e vibrante de Mendes Ribeiro narrando o jogo de forma emocionada pelas ondas da Rádio Guaíba de Porto Alegre. Pela primeira vez uma emissora gaúcha transmitia uma Copa e o Rio Grande inteiro a sintonizou. Alguns dia depois tínhamos a chance de assistir embevecidos os gols e os melhores lances no cinema quando era exibido o filme.
Vibrei depois que Pelé e Garrincha assumiram a titularidade e patrolamos todos com duas goleadas de 5x2 sobre a França e Suécia. Saímos às ruas para comemorar. O Brasil fez a maior festa de sua história até então. Tínhamos exorcizado todos os fantasmas do passado. A autoestima do povo brasileiro, sempre tão debilitada, tínhamos a imagem de sermos um país de fracos, estava em alta. E o futebol tinha sido o responsável.
UMA COPA MÁGICA II
Recordo que os mais velhos falavam da tragédia do Maracanã, em 1950, da “tremedeira” de Barbosa, Bigode e Juvenal, na derrota para o Uruguai por 2x1; da nossa eliminação da Copa de 1938, diante da Itália, 2x1, com Domingos da Guia sendo acusado de falhar clamorosamente no gol da vitória da azzurra. No fiasco de 1954 na Suíça se soube depois que havia um relatório após a Copa de que jogadores negros e os mulatos eram frouxos, despersonalizados e que devem ser evitados de assumirem a titularidade das futuras seleções. O que acabou sendo confirmado na arrancada da Copa de 1958, na estreia contra a Áustria havia apenas um jogador negro, Didi, os demais eram todos brancos, inclusive com quatro deles de descendência italiana, De Sordi, Bellini, Dino Sani e Mazola. Enfim, a nossa imagem como nação e como povo era péssima. Mas foi o negro Pelé, e o mulato Garrincha que seriam decisivos para o Brasil dar uma volta por cima. Nossas duas primeiras atuações contra a Áustria, vitória de 3x1, e o empate melancólico com a Inglaterra, por 0x0, deixaram todos apavorados. Para enfrentar a Rússia, meio na marra, foi feita uma grande mudança na seleção. Saíram Dino Sani, Joel, Dida, Mazola e Pepe. Entraram Zito, Garrincha, Pelé, Vavá e Zagalo. No jogo final saiu De Sordi e entrou o negro Djalma Santos. E tudo mudou, notadamente com Pelé e Garrincha.
A tese de que negros e mulatos eram fracos e frouxos foi devidamente detonada. Por isso e muito mais que foi a minha Copa inesquecível, embora a seleção de 1970 também foi notável. Uma conjugação, a exemplo da de 1970, de técnica exuberante, grandes talentos, força e disciplina tática. A de 1982 também foi excelente, mas faltou disciplina tática e força, acreditou que ganharia apenas com técnica e talentos. E acabou sendo eliminada por uma Itália que tinha estas virtudes. Embora a de 1970 conquistasse o nosso tri, já éramos viciados em títulos de copas. Daí porque a que mais me marcou, foi aquela que ganhou, pela primeira vez, na Suécia dos vikings, no longínquo junho de 1958.
CLUBE DOS 13
Até o momento que fechamos a edição não tínhamos a informação de como ficara a reunião do Clube dos 13 com a presença também da dupla Ca-Ju. Tomara que se tenha encontrado uma boa saída para o futebol brasileiro sem a presença maléfica da CBF e de Ricardo Teixeira. Mas está difícil.
QUEM SÃO?
Acredito que são raros os torcedores e até os colegas de imprensa que conheçam o meia Cristiano e o zagueiro Rafael, jogadores do Metropolitano de Santa Catarina, que foram apresentados no Jaconi. Mas a direção garante que eles foram exaustivamente observados. Ainda não havia sido concretizada a vinda do goleiro Jonatas e do zagueiro Bruno Salvador, ambos do Pelotas. Não está fácil acertar contratações, pois o mercado está cada vez mais exigente e a grana anda curta.
MADUREIRA
Júlio Madureira é um bom jogador, mas, juntamente com o Denner, deixou o Caxias na mão em 2009. Espera-se que Madureira, que gosta de contar vantagem, dê ao Ju uma boa resposta. Madureira tem boa técnica, é veloz, tem boa presença de área e finaliza com os dois pés. O time vai precisar dele e de seus gols na Série C.
LATERAIS
Anderson Pico, lateral esquerdo despontou como uma grande e promissora revelação do Grêmio, alguns chegaram a dizer que ele era o novo Everaldo, mas aí surgiu uma pedra no meio- do caminho e o futebol do jogador desapareceu. Tanto que o Grêmio o emprestou ao modesto e esquecido Santo Ângelo. O Caxias está tentando contratá-lo, mas ainda não conseguiu fechar as negociações. O mesmo vale para Heider, outro lateral esquerdo que pertence ao Grêmio, mas está no Sertãozinho de São Paulo. Ambos foram crias do Julinho, nas categorias de base do Grêmio.
REFORÇOS
O treinador Julinho Camargo quer entre quatro ou cinco reforços para a Série C. Ele terá, porém, à disposição três jogadores que não foram aproveitados no Gauchão que são o volante Renan, ex-Ju, o meia Diogo, ex-Inter e o atacante colombiano Palácios. Trata-se de três jogadores experientes que poderão ajudar o Caxias na C. Por falar em C há quem diga que o Criciúma está montando o time mais forte da chave da dupla Ca-Ju. Vamos ver se na prática isto se confirma.
EVERTON I
Dizem que o Everton anda meio calado lá pelo Beira Rio. Como se ele estivesse longe de seu habitat. Everton foi criado no Grêmio onde ficou por longo período e deve estar se sentindo como um peixe fora da água ainda mais com a rivalidade que existe no RS entre a dupla Gre-Nal. Poucos prestaram atenção, quando do jogo entre Caxias e Inter, no Centenário, vencido pelos grenás, por 2x0, no momento que Everton marcou um dos gols do Caxias.
EVERTON II
O que ele fez? ao invés de ir comemorar com a massa grená, o que seria o normal, ele corre em direção a torcida colorada para tirar sarro dela, talvez lembrando seus tempos de Grêmio. Se estivesse sabendo do interesse do Inter, acredito que nunca teria tido este comportamento. Mas não passava pela cabeça do Everton que um dia ele iria para o Beira Rio. O Everton terá que superar alguns obstáculos para se impor no Inter. Futebol, para isso, ele tem, mas terá que deixar no passado o lado emocional. E obviamente quebrar as tradicionais “panelas” que existem em grandes clubes.
BETO ALMEIDA I
Acho o Beto Almeida um bom treinador, um estudioso no futebol. O conheci ainda no distante 1979 quando bem jovem chegou para treinar o Juventude, uma de suas primeiras experiências. O Beto tem, talvez, a mais longa trajetória como treinador pelo interior do RS. Nunca teve oportunidades na dupla Gre-Nal.
BETO ALMEIDA II
Talvez se ele vier a treinar Caxias ou Ju tenha condições no futuro de dar este salto. Até porque, coincidência ou não, os treinadores gaúchos que acabariam indo para a dupla Gre-Nal e depois abriram mercado no futebol brasileiro, nestes últimos anos, saíram de Caxias. Senão vejamos: Tite, Celso Roth, Mano Menezes, isto sem esquecer Luiz Felipe Scolari, cuja primeira experiência como treinador foi no Ju, e até mesmo o Daltro Menezes que saiu do Ju em 1969 para comandar o início do octacampeonato do Inter, nos anos 70.
NEYMAR/GANSO
Tudo bem que o Neymar e o Ganso estão arrebentando e acho que eles até deveriam ser convocados para a seleção, especialmente porque ao que parece vai ser difícil Dunga contar com Kaká. Embora aí, pela maior experiência, Ronaldinho Gaúcho possa ser o preferido. Agora, se eles jogassem, por exemplo, em Minas e no RS, haveria toda esta pressão da imprensa do centro do país, especialmente a paulista?
FALCÃO
Em 1978, quando Cláudio Coutinho, absurdamente, deixou Falcão no esplendor de seus 24 anos em Porto Alegre, para levar o truculento Chicão, as críticas no centro do país foram tímidas. Afinal, o Chicão era do São Paulo. Imaginem se volante do Inter jogasse no Fla ou no Corinthians e o Coutinho não o convocasse? Quem iria ser dispensado seria o treinador.
CORTE IMPERIAL
E em 1986, se Eder e Renato Gaúcho, no auge de suas formas, jogassem no Rio, Fla, ou Corinthians, em São Paulo, e não do Grêmio e Atlético MG, Telê teria sido tão duro com eles e dispensá-los da seleção por um excesso de zelo e moralismo e por falta de jogo de cintura? Na verdade, a grande mídia do centro do país se omitiu nas questões Falcão, Eder e Renato, porque eles jogavam em clubes fora da corte imperial do Rio e São Paulo. Sempre foi assim e sempre será. Falcão, para ser reconhecido, teve que ir para a Europa.
UNANIMIDADE
O mesmo vale para Ronaldinho Gaúcho que quando jogava no Grêmio sofria restrições de setores da mídia do centro do país. No Barcelona ele passou a ser uma unanimidade nacional. Hoje, ele atravessa um momento sem muito brilho. Mas não tenho dúvida, se Ronaldinho tivesse sua origen no Fla ou Corinthians ou qualquer outro grande clube do Rio e São Paulo, e não no Grêmio, duvido que o Dunga não o teria convocado, a exemplo do que fez com Robinho, que também não jogou nada na Copa de 2006 e que não estava jogando absolutamente nada na Inglaterra. Vejam o caso do Adriano do Flamengo, vive alcoolizado, não treina, está gordo, mas continua sendo convocado.
DILMA E A DEMOCRACIA
Enviado Sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 20:21:18 |
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Dilma lutou pela democratização do país
Dilma Rousseff, que esteve em Caxias na sexta, onde palestrou na CIC, além de ter visitado as crianças no Centro de Convivência Nossa Senhora da Paz, e de ter passado por Porto Alegre, destacou com ênfase a consolidação da democracia. Isto, na verdade, estaria deixando inconformados os setores que não aceitam a abertura no país. Dilma tem sido criticada, através da Internet, acusada de ter feito parte de grupos que no passado assaltaram bancos, provocaram atos de terrorismo durante a ditadura. Ela define esta campanha como insidiosa, porque, segundo a presidenciável, as pessoas pouco ou nada se lembram sobre aquela época onde tudo era proibido.
VITORIOSA
Dilma garantiu que não fez nenhuma ação armada e que sua participação foi para derrubar a ditadura que se instalara no país e que derrubara um governo legitimamente eleito. Ela definiu sua geração como vitoriosa e que o governo Lula é um resgate do que foi usurpado no passado. Na verdade, Dilma foi uma mulher corajosa nos anos de chumbo, quando combateu a opressão, a tortura e as perseguições dos que haviam se apropriado do poder. A geração dela teve o destemor de não desistir na luta para que o país voltasse a ser uma democracia. A maioria das pessoas que criticam seu comportamento tem culpa em cartório, pois sempre avalizaram e estiveram ao lado dos que mergulharam o país na escuridão e no arbítrio.
UM PROJETO POLÊMICO
A votação do projeto de lei que concedeu R$ 100 mil para a realização de um documentário sobre Caxias, aprovado por maioria de votos pela Câmara, foi algo inédito. Todos os vereadores assistiram ao trailer do filme, e depois votaram e por maioria aprovaram. Acredito que a produtora escolhida tem todas as condições de realizar um bom trabalho. Talvez se a prefeitura tivesse publicado um edital de concorrência, a escolha teria sido mais transparente. Mas já houve, no passado, outras aprovações em projetos semelhantes e por unanimidade, como o memorial Irmão Bertussi e do Monumento ao Cavalo. A Prefeitura buscou a legalização do projeto na Câmara e conseguiu o seu intento.
MAIORIA
Para conhecer melhor a historia, a Câmara aprovou por maioria de votos o Projeto de Lei, do Poder Executivo, que concede R$ 100 mil a Cícero Aragon dos Santos, da Infoco Filmes de Porto Alegre, para a realização do documentário denominado Caxias do Sul – Tradição e Inovação de um Povo. Votaram contrários ao Projeto os Vereadores Ana Corso (PT), Rodrigo Beltrão (PT), Denise Pessôa (PT), Marcos Daneluz (PT), Renato Nunes (PRB) e Daniel Guerra (PSDB). Os dois vereadores do PC do B, Assis Melo e Renato de Oliveira votaram favoráveis ao projeto, o que prova que a suposta esquerda (ela ainda existe?) não estaria tão unida assim a nível municipal...
FESTIVIDADES
O filme-documentário integrará as festividades de Caxias do Sul neste ano, que incluem os 100 anos de elevação à cidade e da chegada do trem, os 120 anos da municipalização e os 135 anos da imigração italiana. O longa retratará as influências sociais, econômicas, políticas e culturais que contribuíram no desenvolvimento do município. Antes da votação, produtores do documentário, acompanhados do secretário da Cultura Antonio Feldmann, apresentaram um trailer de três minutos do filme para os Vereadores e imprensa presentes na Casa.
DESRESPEITO
Na Câmara a aprovação do projeto causou polêmica. A vereadora Ana Corso (PT) considerou o projeto um desrespeito aos artistas e produtores locais. Ela defendeu a abertura de edital público, transparente, como fez o Ministério da Cultura sobre os 50 anos de Brasília. Ana salientou que “não duvidamos da competência da produtora, porém, não podemos aceitar o método utilizado para o repasse da verba, sem critérios, onde produtores locais foram desprestigiados”.
FORMAS LEGAIS
Ana lembrou que existem duas formas legais de repasse de recursos à cultura: o Financiarte e a Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A Vereadora também comentou a renúncia de três dos cinco integrantes da Comissão de Avaliação, Seleção e Fiscalização do Financiarte referente à área de cinema e vídeo por não concordarem com a forma de repasse da verba.
CREDIBILIDADE
Mauro Pereira (PMDB) defendeu a credibilidade do projeto que teve a aprovação junto ao Ministério da Cultura, Ancine e Lei Rouanet. A Secretaria avalizou a credibilidade de um projeto que já havia passado pelo Governo Federal. Confio na competência da equipe da Secretaria da Cultura e nos técnicos federais que avaliaram o Projeto. Acredito que o filme será da melhor qualidade, e bastante aproveitável para o município.
BURLANDO
Rodrigo Beltrão (PT) questionou os argumentos de Mauro Pereira. O documentário foi aprovado em leis específicas, como a Rouanet, para captação de recursos junto à iniciativa privada e não para vir buscar recursos na administração municipal. Para Beltrão a forma de repasse dessa verba está burlando a lei das licitações. Isso não pode ser ignorado.
MENSALÃO
A líder do Governo, Vereadora Geni Peteffi (PMDB), pediu respeito às diferentes opiniões. Geni também rebateu as declarações de Ana Corso. Quem aprova o mensalão não pode duvidar da honestidade e da transparência de Feldmann. O governo Sartori foi eleito e tem a prerrogativa de fazer o que achar melhor.
CRITÉRIOS
Assis Melo (PCdoB) destacou que projetos dessa natureza já tiveram aprovação unânime da Casa, lembrando do Memorial dos Bertussi e do Monumento ao cavalo, ambos construídos no interior do município. Ele lembra que “uma licitação não caberia nesse caso, pois não há como definir critério e não foi uma iniciativa que partiu do poder público. Cabe adquirir uma cota”.
LEGITIMIDADE
Gustavo Toigo/PDT defendeu a legitimidade do projeto, porque o executivo buscou o aval da Câmara. Toigo destacou projetos importantes da Secretaria da Cultura. Ele enfatizou que “celebramos importantes feitos, e um documentário dessa natureza traz frutos para a população. Outras iniciativas que chegarem ao Legislativo serão analisadas”.
PUBLICIDADE
Por que a direção da Festa da Uva não divulgou no balanço apresentado os números dos investimentos feitos em publicidade no evento de 2010? Comenta-se nos bastidores que a maioria do bolo ficou com uma das maiores empresas de comunicação do Estado. E mesmo assim há quem diga que a presença de público foi aquém do esperado.
ECONOMIA SOLIDÁRIA
Aconteceu no último dia 10 em Bento Gonçalves a Conferência Regional da Economia Solidária. No dia 7 já havia ocorrido em Caxias a 2ª Conferência Municipal onde estavam presentes os vereadores Rodrigo Beltrão (PT) e Ana Corso (PT) e o Secretário Guilherme Sebben. Segundo o levantamento nacional sobre os empreendimentos de economia solidária realizada pela SENAES, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, Caxias é o município do Rio Grande do Sul com maior número de empreendimentos, totalizando 107 iniciativas que envolvem 1.125 trabalhadores.
GERAÇÃO DE TRABALHO
Os empreendimentos da economia solidária (EES) caracterizam-se pelo trabalho coletivo, pela geração de renda e pela gestão também coletiva. Esta nova força tem se tornado um importante canal para a geração de trabalho e renda para as mulheres, principalmente no meio urbano. Dos 107 empreendimentos de Caxias, 48 envolvem apenas mulheres, seis apenas homens e 47 são mistos.
DIFICULDADES
Entre as principais dificuldades relatadas pelos participantes, estão a definição de espaços para a comercialização (feiras) dos produtos, o acesso ao crédito e a criação de um espaço de formação sobre economia solidária, com os recursos viabilizados pela emenda parlamentar do Deputado federal Pepe Vargas (PT). Para isto, valeu a pressão sobre os vereadores e o secretário lá presentes.
ÁRTICO DIZ QUE TIME DA C SERÁ BASE PARA A B EM 2011
Enviado Sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 20:13:42 |
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Juarez Ártico, o vice de futebol do Juventude, está garantindo que o time terá qualidade para disputar a Série C e que o projeto não será apenas para esta competição, mas também para o Gauchão de 2011 e para Serie B. Ártico esbanja otimismo e confiança em relação ao futuro do time. Como o clube conseguirá dinheiro para trazer estes reforços de qualidade, o dirigente diz que “até agora a preocupação foi colocar em dia as pendengas financeiras, mas que, a partir de agora, vamos investir no futebol”. Embora as declarações otimistas de Ártico, sabe-se que não será fácil contratar jogadores de qualidade que possam, num curto espaço de tempo, dar uma resposta forte.
Há necessidade de uma grana reforçada, pois a concorrência é grande no mercado. E pelo fato de estar na C muitos atletas preferem não vir, pois não é boa a vitrine nesta competição. Entre os possíveis reforços está o atacante Fausto do Linense, São Paulo. Ele tem a melhor marca de gols no país em 2010, com 20 gols. Quando fechávamos a edição, as negociações estavam avançadas. Mas como o homem forte do futebol do Ju está dizendo que o time que será organizado para a Série C será a base para o Gauchão e Série B de 2011, ele está antecipando que o Ju conseguirá na C, que começa em julho, vaga para a B. E a conclusão lógica é que o time deverá ser forte.
O QUE O CAXIAS PERDEU
Lá pelo Centenário ainda se ouvem algumas lamentações e lamúrias, pela maneira como o Caxias foi afastado da fase mais importante do Gauchão. As maiores lamentações foram as chances perdidas pelo Caxias e ir mais longe no Gauchão, além de ter ganho uma grana forte; As projeções diziam que se o Caxias tivesse passado pelo Ypiranga teria enfrentado o Inter no Centenário com um público no mínimo de 20 mil pessoas. Se passasse pelo Inter voltaria a jogar no Centenário contra Pelotas, também com um grande público. E, finalmente, se fosse para a final enfrentaria o Grêmio no primeiro jogo decisivo ainda no Centenário, com um estádio superlotado. Depois iria ao Olímpico para o segundo e decisivo jogo.
O estádio do Grêmio também lotaria. Quer dizer: se o Caxias tivesse se classificado e seguido adiante jogaria três vezes consecutivas no Centenário e uma no Olímpico. Ora, tecnicamente teria sido uma enorme vantagem. Nos jogos em casa ficaria com 60% da arrecadação, no jogo fora com 40%. Seria uma baita grana. Além, obviamente, a chance de conquistar o bi-gaúcho e colocar o Caxias em destaque na mídia nacional. Mas, nestas alturas, não adianta lamentar muito e sim tentar projetar, mais uma vez, um time forte para, através da C, chegar a B em 2010.
REFORÇOS
O zagueiro Marcelo Oliveira, ex-São Luiz de Ijuí, e o meia atacante Baltazar, que estava no futebol suíço, são os novos reforços grenás. Baltazar chegou a jogar com o treinador Julinho Camargo no extinto RS Futebol Clube de Alvorada, em 2002. A apresentação dos jogadores do Caxias acontece neste sábado, dia 17. Serão cinco semanas de trabalho no Centenário. E uma ou duas em Santa Catarina, onde serão realizados alguns amistosos. A última semana será novamente no Centenário quando também fará um amistoso.
SANTIAGO/FAUSTO
O zagueiro Santiago, ex-Duque de Caxias, já estava acertado com o Ju, mas aí surgiu o Brasiliense, que disputa a Série B e o zagueiro voltou atrás. É O Preço de estar na Série C. Quando fechávamos a edição, o Juventude estava encaminhando a contratação do atacante Fausto, do Linense, do São Paulo, com 20 gols, considerado o maior atacante do país em 2010. Tudo muito bem. Mas a sempre uma pergunta chata: se ele é tão bom assim como é que os grandes clubes de São Paulo ainda não demonstraram interesses no jogador?
BETO
Havia fortes rumores, pelas bandas do Jaconi, de que Beto Almeida teria sido sondado para treinar o Ju, após a participação do Pelotas, no Gauchão. Na verdade, estava demorando para que tal especulação ocorresse. Pelas afirmações dos dirigentes, no entanto, me parece que Osmar Loss está firme no comando do time. Embora tenha se falado nos últimos dias que o Loss ainda vai ser observado nos amistosos. Observado como? Com um time em formação? Se realmente isto é verdade, com a direção ainda colocando o treinador sob suspeita, não seria melhor mudar logo o treinador para que o novo possa ter tempo para começar o seu trabalho?
GOZAÇÃO
Os gozadores do futebol são implacáveis. Depois da eliminação do Caxias do Gauchão surgiu um gaiato que lascou: “A Uva Mecânica se transformou em Grapete Mecânica?”.
INTER X PELOTAS
O Internacional não é um time confiável. Ele parece atuar como se estivesse dentro de uma “camisa de força”, tudo é realizado com imenso esforço e dificuldade. Os meias do time jogam distanciados, são obrigados a recuar para marcar e quando chegam na frente estão sempre atrasados porque o time joga na base da ligação direta e com chutões para a área. O Fossati tem ganhado alguns jogos por causa da qualidade técnica de alguns jogadores, não porque o time está bem postado taticamente, na verdade, o Inter é uma grande desorganização como time, passados quase quatro meses do ano. E como deve jogar com um time, parece que o colorado não está tão a fim do Gauchão. Isto, me parece, aumentam as chances do Pelotas.
PROJEÇÃO
Além disso, é bom lembrar que o Pelotas é um time experiente, com bons jogadores e com um treinador, Beto Almeida, capaz e estudioso do futebol. E em três jogos seguidos na capital, Inter, Grêmio e São José, não perdeu, acabando inclusive com a banca do Grêmio dentro do Olímpico.
Se retirar os espaços do colorado e marcar suas principais jogadas além de explorar as deficiências táticas do time de Fossati, pode até projetar sua ida para a final com o Grêmio.
PELOTAS CAMPEÃO
Se o Pelotas passar pelo Inter e decidir o Gauchão com o Grêmio ele terá oportunidade de poder sagrar-se campeão gaúcho pela segunda vez. O Lobão ganhou o seu primeiro título no distante 1930, portanto a 80 longos anos. E a conquista, coincidentemente, foi obtida em cima do Grêmio. Ele havia vencido o primeiro jogo na Princesa do Sul, e precisava de apenas um empate em Porto Alegre. O Pelotas chegou ao título num jogo de muita confusão. Ela chegou depois de empatar em três gols com o Grêmio no Estádio dos Eucaliptus, do Inter, que havia sido inaugurado em 1930.
3x3
O campeonato só foi decidido em marco de 1931, porque em outubro de 1930 eclodiu a Revolução liderada por Getúlio Vargas. O Rio Grande se mobilizou ao lado de Vargas e até jogadores famosos da época como o lendário goleiro Eurico Lara, do Grêmio, juntaram-se às fileiras revolucionárias. No jogo decisivo, o Grêmio chegou a estar vencendo por 2x0, mas o Pelotas empatou em dois gols, o Grêmio fez o terceiro, o Pelotas, porém, através de uma penalidade máxima, empatou.
GRÊMIO RETIRANTE
O Grêmio não se conformou com a marcação do pênalti e se retirou do gramado faltando 15 minutos para o seu término. O árbitro mandou cobrar sem goleiro e o Pelotas, obviamente, empatou. Depois, em reunião realizada na noite de 30 de março de 1931, a Federação confirmou o resultado, dando o título de campeão gaúcho ao Pelotas. Conseguirá o Pelotas, 80 anos depois, repetir a façanha? Primeiro terá que ultrapassar o Inter e depois duas vezes o Grêmio. Seria uma baita façanha.
QUARENTÃO
Se o Internacional passar pelo Pelotas e depois vencer o Gauchão em cima do Grêmio, conquistará seu 40º título gaúcho. O Campeonato Gaúcho começou em 1919 e o Inter só venceu, pela primeira vez, em 1927. Depois repetiu a dose em 1934. Entre 1919 a 1939 o colorado só conquistou dois campeonatos, o mesmo número do Guarani de Bagé.
TÍTULOS
Neste período de 20 anos o Grêmio foi o maior vencedor com cinco conquistas. Mas, a partir de 1940, o Inter, com o chamado “Rolo Compressor”, começou a empilhar campeonatos. Em 16 anos ganhou 13. Na década de 70, chegou a um inédito octacampeonato. O Grêmio, atualmente, está com 35 títulos, se vencer o de 2010 obterá sua 36ª conquista. O grande momento do tricolor foi entre 1956 a 1968, quando, em 13 anos, venceu 12.
NOSTALGIA
Alguns torcedores, especialmente do Juventude, ainda não se deram conta de que o Verdão está na Série C e que isto significa o obscurantismo dentro do futebol brasileiro. Muitos ainda acham que estão vivendo os dias gloriosos da Série A ou no mínimo ainda acham que o clube deveria ter por parte da mídia uma maior consideração pelos 13 anos na A. Na verdade, no futebol, como na vida, vive-se sempre o presente, o passado geralmente é só para curtir a nostalgia, embora os triunfos obtidos nunca serão esquecidos e apagados.
AGRURAS
Mas, no caso do Ju, e obviamente vale também para o Caxias, só a Série B ainda pode dar uma melhor transparência. Porém, nada melhor do que a Série A. Em relação à torcida do Caxias, ela está acostumada, no mínimo, dede 2006 a amargar as agruras da insignificante Série C. E a última vez que o clube participou da Série A foi no distante 1978. A grande maioria de seus torcedores atuais não tinha nascido ou eram crianças naqueles idos tempos. Que dizer nunca curtiram o clube na elite do futebol brasileiro.
DERROTAS
Na verdade, a vitória de Fábio Koff, na eleição do clube do 13, não foi apenas uma derrota da CBF, que apoiou abertamente Kleber Leite, mas também um debate da Globo, que apoiava o ex-presidente do Flamengo. Mas a manutenção de Koff, ou mesmo a eleição do Kleber, mudará ou mudaria algo no futebol brasileiro? Os privilégios de sempre serão alterados? Não acredito.
COOPTAÇÃO I
A CBF cooptou uma série de clubes, um total de oito para tentar eleger o Kleber Leite. Emprestou, a perder de vistas, R$ 8 milhões ao Botafogo para votar no Leite. Dizem que o Inter também foi procurado. A CBF, acreditem, teria proposto ao colorado que se votasse no Kleber o Beira-Rio poderia passar a ser candidato para a abertura ou até para o final da Copa de 2014.
COOPTAÇÃO II
A direção do colorado não topou, até porque ela nunca se concretizaria. O Corinthians deu o voto ao Kleber e coincidentemente dois dias depois, como prêmio, o seu presidente André Sanches foi informado que chefiará a delegação brasileira na África na Copa deste ano. O que podia se esperar do Sanches, que também fez parte da mafiosa direção do timão de 2005?
Alberto Oliveira pode concorrer à prefeitura de Flores da Cunha
Enviado Sexta-feira, 09 de abril de 2010 às 18:51:04 |
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Alegando estar decepcionado com a política e com os políticos o deputado estadual Alberto Oliveira (PMDB), anunciou que não pretende mais concorrer à reeleição. É difícil alguém assumir publicamente como Oliveira fez. Na teoria é bom para a candidata Maria Helena Sartori, esposa do prefeito Sartori, que a única candidata do PMDB caxiense à Assembléia, se eleger. A área fica livre para ela obter os votos que seriam dados à Oliveira.
DESISTÊNCIA
Porém, pode-se fazer outras leituras da desistência de Oliveira. Ele sai fortalecido com sua desistência pelos motivos que aconteceu, em nome da moralidade na vida pública e na política. É bom lembrar que em 2012 teremos eleições municipais e Oliveira, que já foi prefeito em Flores da Cunha, pode voltar a política concorrendo novamente ao cargo. Dizem que na terra do galo os comentários são que ele deverá ser o candidato ao paço municipal da antiga Nova Trento.
SIMECS/ACORDOS
Os diretores Getúlio Fonseca e Odacir Conte irão viajar à Itália para estreitar o acordo envolvendo o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul - SIMECS e a Associação Industrial de Vicenza. Para tanto, o SIMECS aplicou uma pesquisa junto às suas empresas visando identificar as principais necessidades no processo técnico-comercial. As empresas do SIMECS que responderam a pesquisa desejam desenvolver novos produtos, melhorar os atuais, melhorar o processo de qualidade e o desenvolvimento de novas tecnologias.
PARCERIAS
Além de Vicenza, o SIMECS possui parceria com a Associação Industrial de Belluno e AIMAP de Portugal. A propósito, o SIMECS recebeu a visita de representantes do Instituto Italiano para o Comércio Exterior o qual manifestou interesse em firmar parceria técnico-comercial entre UCIMO - Associação de Fabricantes Italianos de Ferramentas, Máquinas, Robótica e Automação Industrial e o SIMECS. Durante encontro no SIMECS, os representantes italianos Mattia Puppi e Ronaldo Padovani foram recebidos pelos diretores Odacir Conte, João Cláudio Pante e Getúlio Fonseca.
PDT I
O vice-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), candidato á reeleição por indicação do partido em Caxias, não gostou nem um pouco da decisão do ex-secretário Vinicius Ribeiro de também concorrer a deputado estadual tentando sua candidatura através da convenção estadual. Para Alceu, “Vinicius é jovem, ele tem tempo ainda para concorrer e se eleger”. Para o vice-prefeito, mais do que um candidato à Assembleia, pode significar que o PDT não elegerá ninguém novamente”.
PDT II
Vinicius, porém, alega que tem o apoio da Juventude Trabalhista Estadual e da Coordenação Regional do PDT. Ele lembra que em 2006 foi para o sacrifício concorrendo à Câmara dos Deputados quando fez mais de 30 mil votos.
PMDB ASSANHADO I
Dizem que depois do desempenho de José Serra (PSDB), na última pesquisa, onde começa a se distanciar de Dilma Rousseff, alguns peemedebistas, em Brasília, já começam a ficar assanhados com o tucano. Não se surpreendam se nas próximas pesquisas Serra confirmar e aumentar sua vantagem, se muitos peemedebistas hoje “apaixonados” por Dilma não vão se jogar nos braços do Serra, numa traição explícita.
PMDB ASSANHADO II
O PMDB se assanha todo quando se trata de ficar próximo do poder, dos empregos, dos cargos, das benesses, das vantagens. O PMDB se alia até com Belzebu se for para tirar proveito. E não há exorcismo que o tire do corpo. Não duvidem se o PMDB não se jogar nos braços de Serra se sentir que ele é o cara. Sempre com a velha justificativa “de ajudar a manter a governabilidade”.
(SÓ PARA O SITE
SARNEY PRESIDENTE
20 anos depois de deixar o Palácio do Planalto, José Sarney (PMDB) ex ARENA e UDN, volta a ocupar o trono imperial de presidente da República no Palácio do Planalto. Ele assume na segunda e permanece até quarta, substituindo ao presidente Lula que estará nos Estado Unidos neste período. Quem diria, que o político que no ano passado foi envolvido num mar de lama com denúncias de corrupção comprovadas, de lavagem de dinheiro, de tráfico de influência, de nepotismo, ainda seria o nosso presidente por três dias. Dizem que o presidente da França, Charles de Gaulle não teria dito que “o Brasil não é um país sério”. Mas e daí, precisava dizer?
ECONOMIA SOLIDÁRIA
Aconteceu no dia 07 último a II Conferência Municipal de Economia Solidária de Caxias, antecedendo a Conferência Regional, que será neste dia 10, em Bento Gonçalves. Além dos responsáveis pelos empreendimentos de economia solidária, estavam presentes os vereadores Rodrigo Beltrão (PT) e Ana Corso (PT) e o Secretário Guilherme Sebben. Segundo o levantamento nacional sobre os empreendimentos de economia solidária realizada pela SENAES, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, Caxias é o município do Rio Grande do Sul com maior número de empreendimentos, totalizando 107 iniciativas que envolvem 1.125 trabalhadores.
GERAÇÃO DE TRABALHO
Os empreendimentos da economia solidária (EES) caracterizam-se pelo trabalho coletivo, pela geração de renda e pela gestão também coletiva. Esta nova força tem se tornado um importante canal para a geração de trabalho e renda para as mulheres, principalmente no meio urbano. Dos 107 empreendimentos de Caxias, 48 envolvem apenas mulheres, 6 só homens e 47 são mistos.
DIFICULDADES
Entre as principais dificuldades relatadas pelos participantes, estão a definição de espaços para a comercialização (feiras) dos produtos, o acesso ao crédito e a criação de um espaço de formação sobre economia solidária, com os recursos viabilizados pela emenda parlamentar do Deputado federal Pepe Vargas (PT). Para isto, valeu a pressão sobre os vereadores e o secretário lá presentes.
QUE LÁSTIMA CAXIAS!
Enviado Sexta-feira, 09 de abril de 2010 às 18:45:11 |
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Este time será mantido e reforçado para a Serie C?
Com 75 dias de invencibilidade, 14 jogos consecutivos sem perder, o Caxias se estatelou todo, longo contra o Ypiranga. O que adiantou toda esta bela biografia? Nada contra o bravo time de Erechim, mas os grenás não podiam ter desperdiçado a oportunidade de seguir adiante no Gauchão. O Ypiranga não tem mais time do que o Caxias. Ele só foi mais competente. Os grenás jogaram em seu estádio, tinham a torcida a seu favor, mas acabaram morrendo na praia. Que lástima Caxias! Tem gente se consolando porque o Grêmio também foi eliminado pelo Pelotas. É pensar pequeno. O empate em dois gols, e a absurda derrota nas penalidades máximas, desperdiçando três delas cobradas bisonhamente de forma apática, sem tesão, fez com que o Caxias, além de sair da mídia, deixasse de ganhar uma bela grana.
Imaginem, neste sábado, no Centenário, contra o Inter, que baita público e que baita renda. E se passasse adiante todos os holofotes estariam sobre o clube, não apenas em nível estadual, mas também em nível nacional. Mais uma vez uma imensa frustração desabou sobre amassa grená. Ate parece que depois de 2000, com a conquista do Gauchão, baixou um olho grande sobre o clube que não conseguiu chegar a lugar algum embora muitas vezes estivesse bem próximo.
JU AGORA TEM TEMPO
PARA ACERTAR TIME
Depois de ter sido eliminado do Gauchão, com a derrota de 2x1, para o Grêmio (o resultado mais justo teria sido um empate), o Juventude está totalmente voltado agora para a Série C que começa depois da Copa do Mundo. Portanto, o clube tem um longo tempo para acertar o time e fazer uma grande campanha e que permita sua volta a B em 2011. Anuncia-se que vários jogadores serão dispensados, como também várias contratações, cerca de sete ou oito. Não há outra alternativa, o Ju precisa recomeçar tudo de novo e agora com o tempo que não teve no início do ano quando tudo foi feito às pressas e sem nenhum planejamento. Mas, as contratações que serão feitas precisam ser bem encaminhadas. Não pode-se continuar com a política de contratar-se aos montes, sem maiores critérios. E o treinador Osmar Loss, que foi mantido, precisa participar delas também. Tempo para se organizar um time forte existe. Sabe-se que o clube enfrenta duras dificuldades econômicas, mas, também, sabe-se que será feito um esforço em termos de recursos para buscar jogadores qualificados. Ao menos esta é ambição do presidente Milton Scola que é um dirigente vencedor no clube e cujo sonho é recolocar o Verdão na Série B em 2011.
PENALIDADES
Fiquei com a nítida impressão de que o Caxias não se preparou para a possibilidade de que a decisão fosse através de penalidades máximas. Será que treinaram durante a semana? Demorou quase 10 minutos para o treinador Julinho Camargo definir os cinco primeiros batedores. Ora, isto já não devia ter sido definido durante a semana e os escolhidos treinado as cobranças?. Teria havido uma certa soberba grená, achando que o jogo seria definido ao natural dentro do campo? Sabe-se que em jogos mata-mata há necessidade de se treinar, e bastante, cobranças de penalidades máximas. Isto é o trivial no futebol.
FILME TRISTE
O Caxias tinha tanta certeza que passaria pelo Ypiranga (e quem não tinha?) que chegou a enviar o competente e organizado Jorge Roth para Novo Hamburgo, a fim de filmar o jogo entre NH e Inter, e principalmente as nuances táticas dos dois times. Roth retornou na quinta de manhã triste e com um filme inútil para o Caxias, mas valeu a intenção. Jorge Roth é o maior conhecedor da história do Flamengo/Caxias. Tem um acervo impressionante de fotos e de filmes. É um trabalhador do futebol caxiense especialmente da SER Caxias.
DESFALQUES?
Três jogadores importantes podem estar saindo do Caxias. São eles o Cristian Borja, Everton e o Edenilson, três dos melhores e quase insubstituíveis, a médio prazo. E, curiosamente, os três pertencem ao empresário Jorge Machado, que é quem tem montando os times do Caxias ultimamente. Comentava-se, na sexta, que o Inter teria interesse em Everton e Edenilson oferecendo em troca quatro ou cinco jogadores. O presidente Osvaldo Voges garantiu que este tipo de proposta não interessa ao Caxias. Ótimo!
PREOCUPAÇÕES
Falava-se muito, na sexta, de que além do Inter há outros clubes interessados, como o Goiás e o futebol europeu e que eles podem sair. Se isto acontecer, embora as promessas de reposição á altura, não será fácil de encontrar jogadores da qualidade deles. Há uma certa preocupação de alguns setores de que o Caxias possa ter montando um time forte para o Gauchão e que talvez não repita na Série C, que é o grande projeto de 2010. Mas...
ERA VOGES
A Era Voges, lamentavelmente, não tem dado certo dentro do campo. Fora, o Caxias se organizou administrativamente, honrando seus compromissos, pagando em dia, recuperando a credibilidade, investindo pesado na área patrimonial. No futebol, só decepções, a não ser uma quase esquecida Copa Amoretty, em 2007, o Caxias, várias vezes, chegou bem pertinho da glória, mas, inexplicavelmente, sempre, por um motivo ou outro, não consegue completar a.ligação.
FALTA UMA ALEGRIA
Agora, o Caxias vai disputar aquilo que sempre priorizou, tentar ter uma das vagas na C para estar na B em 2011. Se conseguir manter o time e reforçá-lo, e não pipocar mais uma vez na hora da verdade pode chegar lá. Acredito que seja o melhor time montado por Osvaldo Voges, desde que assumiu, para participar da Série C. Tem tudo para ir longe, desde que ele seja mantido e reforçado, e dar uma grande alegria para a imensa massa grená que tem passado momentos de grande tristeza e frustração nestes últimos anos. É quase uma questão de honra para a direção e o grupo de jogadores dar esta alegria a torcida grená.
PAPOS ALEGRES?
É inegável que a eliminação do Caxias deixou os papos alegres dentro da saudável concorrência que deve existir no futebol para que ele possa crescer. Os juventudistas andavam um tanto acabrunhados e tristes com o Ju e também com a campanha do Caxias. Mas não dá para comemorar muito a eliminação grená, pois o Verdão fez uma péssima campanha no Gauchão e por um triz não foi rebaixado. E o futuro é ainda incerto.
GRÊMIO I
51 jogos de invencibilidade no Olímpico desabaram na noite de quinta quando o Pelotas, de Beto Almeida, derrotou o Grêmio, por 2x1, tirando as chances do tricolor de ganhar o Gauchão se vencesse a Copa Fábio Koff. Quando o campeonato começou o Lobão despontava como o time do interior mais organizado. Mas, depois, não confirmou. Porém, nos últimos jogos, cresceu, tanto que, recentemente, empatou com o Inter, no Beira Rio. Agora, decide com o São José em Porto Alegre a vaga para ir a final da Fabio Koff e, depois, tentar decidir o Gauchão, com o Grêmio, em dois jogos e buscar o bi gaúcho. O Pelotas foi campeão gaúcho em 1930.
Grêmio II
O Grêmio, que em nunca achei que tinha toda a bola que setores da imprensa da capital diziam que tinha (afinal, no único jogo em que enfrentou um adversário de sua estirpe, havia perdido o Gre-Nal) pode ter dado uma chance para o diabo. Agora, terá que decidir o Gauchão em dois jogos na final. E adversário, nestas alturas, pode ser o Inter, embora as surpresas estão aí para acontecer.
O DRIBLE
Saiu a primeira edição do jornal O DRIBLE, que trata das coisas do esporte amador de Caxias O jornal, em seu início circulará mensalmente. Tem como editor o jornalista Miguel Brambilla Jr e como gerente comercial Paulo Amarildo da Silva. Vida longa ao DRIBLE!
A CONSULTA ACADÊMICA PRECISA TER UMA MAIOR VALORAÇÃO
Enviado Quinta-feira, 01 de abril de 2010 às 17:33:57 |
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Estudantes fizeram manifestação contra decisão do Conselho
Claro que há um estatuto e ele diz que cabe ao Conselho da FUCS definir o nome do reitor e que apenas nove conselheiros votam e que o voto é secreto. Tudo isto é perfeitamente legal. E foi o que aconteceu na última segunda-feira quando o Conselho se reuniu e por oito votos a um reelegeu Isidoro Zorzi, não acatando a votação da consulta acadêmica que havia elegido a professora Nilva Stedile que mais de 50% dos sufrágios dos mais de 10 mil votantes. Tudo dentro daquilo que os estatutos dizem. Não se questiona a competência de Zorzi que fez uma boa administração na UCS nos últimos quatro anos e tem condições de dar continuidade a ela. Porém, ficou no ar uma sensação desagradável de mal estar porque milhares de pessoas foram votar crentes que poderiam definir alguma coisa, mas na hora da verdade ficaram sabendo que o voto não teve nenhum valor e que a consulta lamentavelmente não passou de uma grande encenação, pois as cartas já estavam marcadas.
FALSA DEMOCRACIA
Se Zorzi vencesse na consulta, ótimo, ele seria homologado e se não vencesse ele seria eleito também, como acabou acontecendo. Acredito que se a consulta for mantida para dentro de quatro anos haverá necessidade de algumas mudanças, sob pena de não ter mais nenhum sentido. A votação acadêmica, para se manter a consulta, precisará ter uma maior valoração, que possa dar ao vencedor um respaldo maior para se eleger através do Conselho. Porque, se não for assim, de que o mais votado na consulta não tem direito a nada, o melhor a fazer é acabar com ela para não querer se passar a falsa imagem de democracia na instituição. Ao menos para que as milhares de pessoas que vão votar não fiquem com a sensação de que foram usadas, enganadas, logradas. A consulta foi um avanço na UCS. Mas ela precisa avançar mais, dar a ela mais credibilidade, mais valoração, e mais transparência.
CORLATTI CANDIDATO
A PREFEITO EM 2012?
Quem está revelando esta possibilidade em primeira mão é o Odir Frizzo, na sua lidíssima coluna da Gazeta, página 5, desta edição. O nome de Corlatti teria a simpatia do prefeito Sartori, do presidente do PMDB, Guerino Pisoni, e do presidente da Festa da Uva, Gelson Palavro. Comenta-se, inclusive, que Corlatti estaria sendo preparado também para ser o próximo presidente da Festa da Uva que, coincidentemente, ocorrerá em 2012, no ano da eleição à prefeitura. O que poderá atrapalhar a candidatura de Corlatti seria se Maria Helena Sartori, esposa do prefeito, se eleger deputada estadual. A partir daí ela poderia despontar como um nome forte à prefeitura. Ou mesmo o vereador Mauro Pereira, se conseguir se eleger deputado federal, também pode passar a ser uma opção.
REGISTROS
Na história das eleições de Caxias, a partir de 1947, não há registros que um empresário, mais especificamente um presidente da CIC, tenha conseguido se eleger prefeito da cidade. Um dos exemplos mais famosos aconteceu em 1968, quando o empresário Idorly Zatti, um dos mais influentes e poderosos da época, e favorito para ganhar as eleições daquele ano, concorrendo pela ARENA, acabou sendo derrotado pelo então candidato do MDB, o então desconhecido Victorio Trez. Mas é inegável, se as informações se confirmarem, o PMDB viria como peso pesado respeitável em 2012.
LIDERANÇA FORTE
Sabia-se que o PMDB de Caxias iria tentar buscar uma solução para a eleição de 2012 à prefeitura. Como Sartori não poderá mais concorrer à reeleição, escassearam as lideranças com perfil para manter a Prefeitura a partir de 2013. Daí porque, nos bastidores, se comenta que o partido, através de seus dirigentes, está buscando uma alternativa forte. E ela passaria pelo nome de Milton Corlatti, que vem se destacando nestes últimos anos como presidente da CIC.
PEPE/MARISA
Nos bastidores do PT, crescem as possibilidades do deputado federal Pepe Vargas voltar a concorrer à prefeitura em 2012. Pepe tentaria sua terceira eleição ao paço municipal. Outro nome que começa despontar é a da deputada Marisa Formolo que tem recebido muitos elogios por sua dinâmica atividade como deputada estadual posicionando-se sempre com posturas fortes ao lado das reivindicações comunitárias como no caso dos pedágios, entre outros. Marisa foi a única conselheira que votou favorável à manutenção da consulta acadêmica que deu a vitória a Nilva Stedile para a reitoria do UCS.
E O PDT?
Se Corlatti e Pepe vierem como candidatos em 2012, o PDT terá candidato ou vai querer ser mais uma vez a noiva cortejada para ser vice?
STEDILE
Por falar em empresários candidatos, na eleição de 1982, o então prefeito Mansueto Serafini Filho, na época filiado ao PDT, tentou, nos bastidores, uma jogada de mestre. Conseguiu a muito custo convencer Francisco Stedile, na época o mais influente e popular empresário caxiense especialmente por sua forte ligação com a SER Caxias, para ser o candidato do PDT à prefeitura. Mansueto foi a sua residência para oficializar o convite. Depois de alguns dias de espera, Stedile informou que só aceitaria se houvesse unanimidade da forças do PDT.
DESISTÊNCIA
Porém, o que tem sido praxe na história do PDT caxiense, algumas forças contrárias, ou por inveja ou pela linha de quanto pior melhor, se uniram impedindo que isso ocorresse. Ao saber dos movimentos, Stedile desistiu na hora. O anúncio de que ele poderia ser candidato nunca foi feito. Dizem que Stedile era o único nome que poderia impedir o triunfo de Victório Trez (PMDB), que depois se elegeria facilmente.
REPERCUSSÃO
Não repercutiu bem em setores da esquerda o voto do petista histórico Roque Grazziotin, um dos representantes do Ministério da Educação que acabou votando em Isidoro Zorzi não acompanhando o voto de sua companheira de Ministério, a deputada Marisa Formolo, que votou na professora Nilva.
SEMINARISTAS
Roque disse que inicialmente iria votar em Nilva, mas depois pensando melhor entendeu que Zorzi, por ter feito um bom trabalho, deveria permanecer por mais quatro anos. Na verdade, é bom lembrar que Roque Grazziotin, que é sacerdote, foi colega de Isidoro Zorzi no seminário, que também em ter outros seminaristas tinha o prefeito José Ivo Sartori (PMDB). Talvez as lembranças do passado tenham influenciando no voto do Padre Roque.
CARTAZES
Comenta-se, nos bastidores, que foram montados cartazes com as fotos dos nove conselheiros com críticas aos conselheiros que votaram contra o resultado da consulta. Será?
ERRATA
Na capa da edição passada da Gazeta de Caxias no texto da chamada envolvendo a sentença da Justiça Federal contra Guinchos Kabika colocamos que além da empresa ter 30 dias para retirar-se da área, a juíza Adriane Battisti aplicou uma multa de 300 reais por dia a partir de 2006. Na verdade a multa é de 300 reais por mês. Na matéria ampliada publicada na página 12 o texto saiu com a informação correta.
MULTA
Por outro lado o advogado da União Marcelo Roberto de Oliveira ainda não foi informado oficialmente sobre a sentença, mas já analisou o documento. Ele não concorda que a multa seja de 300 reais por mês. Segundo ele, a lei 9.636/98 estabelece que a multa seria de 10% do valor do terreno por ano de ocupação irregular. O terreno estaria estimado numa avaliação em 800 mil reais.
UVA MECÂNICA
Na início da semana, o Caxias foi chamado de Uva Mecânica, depois da vitória sobre o Internacional, nua alusão da “Laranja Mecânica” da Holanda de 1974.. Para não se cometer injustiças, é bom lembrar que esta é uma expressão antiga, no mínimo tem longos nove anos. Coube ao jornalista e radialista Gerson Ben, chamar o Caxias de Uva Mecânica pela primeira vez. Em 2001, ele era o narrador (um dos melhores que já passou pelo rádio caxiense) da Rádio Caxias. Empolgado com a notável campanha que o Caxias fazia na Série B (quase foi para A, perdeu para o Figueirense e para o STJD), Gerson lascou:: “O Caxias é a Uva Mecânica do futebol gaúcho”. Nove anos depois a denominação voltou, ma o pai dela é o Gerson.
CAXIAS PRECISA VENCER SÃO LUIZ PARA ALARGAR VANTAGEM
Enviado Quinta-feira, 01 de abril de 2010 às 17:30:57 |
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Jogadores grenás vibram com momento do time
O Caxias faz uma campanha magnífica no Gauchão. Já garantiu o primeiro lugar do Grupo dois com 16 pontos, depois de vencer o Internacional por 2x0 e o São José empatar com a Universidade em dois gols. O São José está em segundo, está com 11. O time grená pode perder para o São Luiz neste domingo, 16h, em Ijuí, que não será alcançado pelo São José na Copa Fábio Koff. Em termos de classificação geral o Caxias está com 31 e o São José com 30. Isto significa dizer que o Caxias precisaria vencer o São Luiz ir para 34, pois se os zequinhas vencerem o Pelotas, no Passo da Areia, chegarão ao máximo aos 33. Se isso ocorrer e o Caxias for para a semifinal jogará também no Centenário porque terá maior pontuação geral. Há outro detalhe, o Internacional, embora esteja na quinta colocação do Grupo dois da Copa Fabio Koff, com oito pontos, e fora da outra fase, tem ainda um jogo em Porto Alegre, contra a Universidade, que é seu adversário direto.
PARA NÃO SER SURPREENDIDO
O Inter tem também 30 pontos, na soma geral, e se vencer também chega aos 33 pontos, podendo superar o Caxias se este perder ou empatar com o São Luiz. O mesmo ocorre com o São José, que também iria para 33 pontos se vencer o Pelotas, e ficará com uma colocação melhor do que o Caxias se este empatar ou perder. O que Caxias garantiu com seu primeiro lugar, até agora, é que jogará sua primeira partida, nas quartas de final, em casa. Para jogar no Centenário, também nas semifinais, precisaria vencer o São Luiz para não ser surpreendido pelo São José ou Inter, na soma geral. No momento, o único time que leva vantagem sobre o Caxias na soma geral é o Grêmio, que está com 35 pontos e terá todas as partidas no Olímpico. E se vencer a Copa Fábio Koff será o campeão antecipado de 2010 não havendo necessidade de dois jogos finais, onde também, se terminasse hoje, teria seu segundo confronto dentro do Olímpico.
COMO AINDA PODEMOS
TER CAJU NA OUTRA FASE
Depois de perder para o Avenida por 1x0 o Juventude praticamente se despediu do Gauchão 2010. Com seis pontos e na sexta colocação, o Verdão precisaria além de vencer o Grêmio no Jaconi neste domingo, 16h, torcer para tropeços do Ypiranga que tem oito e do Avenida que também tem seis mas tem melhor saldo. O Ypiranga joga em Erechim contra o Inter SM e o Avenida vai a Porto Alegre enfrentar o time do mesmo nome. Convenhamos, trata-se de uma façanha quase impossível, a começar por uma vitória diante do Grêmio, pelo atual e péssimo momento do Verdão e a grande fase do tricolor. Um empate não chegaria. Só uma vitória e dois tropeços de seus adversários mais diretos. Pois bem, se isso acontecer teríamos CA-JU no Centenário nas quartas de final.
PELA HONRA
O que o Ju precisa fazer neste domingo é jogar pela honra e tentar derrubar o imbatível Grêmio e dar uma alegria aos seus tristes e frustrados torcedores e depois seja o que Deus quiser. Na verdade, lá pelo Jaconi se pensa no que o clube fará a partir de agora para melhorar na Série C. Muitas mudanças devem ocorrer e uma das primeiras degolas deve ser o treinador Loss, que embora tenha pegado um abacaxi em janeiro, parece que não tem mais clima para ser o comandante da retomada do Ju na formação de um novo grupo. E muitos jogadores, cujo futebol foi uma decepção, também devem ser desligado e outros contratados. A campanha no Gauchão foi péssima e faltou pouco para não ingressar na zona do rebaixamento. Só uma grande campanha na C salva o ano do Ju.
DENNER
Marcos Denner realiza seu último jogo com a camisa do Ju, neste domingo, contra o Grêmio. Depois, ele sai. Denner, como todo o restante do time, se deu mal no Gauchão. Na verdade, como o jogo deste domingo é contra o Grêmio, é provável que o grupo do Verdão tente se superar. Afinal, jogar contra o Grêmio e vencê-lo é sempre uma grande vitrine.
NA MIRA
Já focalizei este assunto na edição passada, mas não custa repetir a tese de que a cada vitória e a cada manchete positiva do Caxias neste Gauchão, mais valoriza seus atletas, que, obviamente, mais ficam na mira de outros clubes. Além de Cristian Borja, Everton, Edenilson, Marcelo Costa, contra o Internacional despontou o Anderson Bill. A imprensa da capital se derreteu de elogios ao zagueiro.
DESMANCHE
Recordo-me, em 2000, logo após o time ter ganhado o Gauchão, propostas vieram de todos os lados e metade do time acabou indo embora. O então presidente Nelson D’Arrigo anunciou que o time seria desmanchado ainda quando todos faziam uma tremenda festa pelas ruas da cidade, na gelada noite do dia 22 de junho. Agora, se o Caxias conseguir manter este grupo além de reforçá-lo, sua ida para a Série B em 2011 estará bem encaminhada. Mas, se perder vários jogadores a reposição sempre é difícil.
CAUTELA
Ainda é cedo para se projetar que o Caxias é candidato ao título. Acho que se o time continuar mantendo o futebol, a organização e a pegada que tem demonstrado no Centenário e fora dele, vai longe. Mas, quanto ao título, deve-se ter cautela. A outra fase dos mata-matas é muito perigosa. E não custa lembrar que o Grêmio tem todas as vantagens de decidir sempre no Olímpico, onde não perde há mais de um ano. Em todo o caso, o Caxias está no caminho certo. Precisa manter e melhorar se possível o estágio de seu futebol e não deixar-se assombrar pelos elogios que serão fartos a partir de agora.
VEXATÓRIA
A situação do Inter é delicada. O grupo de 4 milhões de reais está na vexatória quinta colocação do Grupo 2 e ameaçado de ficar fora do Gauchão, se não vencer a Universidade, quarta colocada, neste domingo, no Beira Rio. Com oito pontos o colorado tem a mesma pontuação da Universidade e do Pelotas que é o terceiro, mas perde no saldo.
PROJEÇÕES
Pois bem, se vencer o time de Canoas pula para 11 pontos e, no mínimo, se classifica na quarta posição. Mas se o Pelotas perder para o São José no Passo da Areia ou mesmo empatar, aí o colorado ficaria na terceira, isto se vencer. Se ficar em quarto dá Gre-Nal, no Olímpico. Se ficar em terceiro deve enfrentar o Novo Hamburgo lá. A vitória diante do Cerro e a liderança do grupo na Libertadores pode dar um novo ânimo ao colorado se vencer a Universidade.
ARMANDO
O jornalista Armando Nogueira, que faleceu na última segunda, aos 83 anos, vítima de câncer, tinha um texto magnífico e marcou na imprensa do centro do país. O Armando, na verdade, sempre me deu a impressão de que não tinha muita simpatia pelo futebol gaúcho, Raríssimas vezes ele elogiou o nosso futebol, nossos craques, que foram muitos, mesmo quando dávamos de relho nos times do Rio e São Paulo, em várias decisões em nível nacional e internacional.
FUTEBOL ARTE
O seu mundo do futebol era o Rio e São Paulo, especialmente o Rio. Sua visão de futebol era utópica, ter um time cuja única preocupação seria atacar, driblar, fazer firulas e jogar o chamado futebol arte, e que o Maracanã seria o palco ideal para este projeto. Um grande delírio ofensivo com Garrincha do seu Botafogo comandando o espetáculo. Quase como o genial, mas boçal Nelson Rodrigues quando dizia que “a vida inteligente no país, terminava no Pão de Açúcar”, dando a entender que fora do Rio só havia imbecis.
JORNAL NACIONAL
Como diretor de jornalismo da Rede Globo ele foi um dos responsáveis a mando de Roberto Marinho na execução da linha editorial do poderoso Jornal Nacional que, durante anos e que especialmente nos anos de ditadura, fez a cabeça, o coração e a mente de milhões de brasileiros. Nogueira foi personagem de um episódio marcante em termos negativos da história da tevê brasileira.
GATO ANGORÁ
Em 1982, durante as eleições ao governo do estado, os estúdios da Globo foram praticamente invadidos pelo candidato Leonel Brizola que, irado, denunciou que a apuração dos votos estava sendo manipulada, num caso que ficou famoso. Nogueira tentou explicar, mas não convenceu. Naquela eleição, a Globo apoiava o candidato Moreira Franco, que Brizola chamava de “gato angorá”. No final, mesmo tendo a Globo como adversária, Brizola venceu a eleição derrotando Moreira Franco.
GRÊMIO
O Grêmio é o maior favorito para vencer o Gauchão deste ano. Deve decidir tudo no Olímpico, onde não perde há horas. Tenho, porém, dúvidas se este time do Grêmio pode ir mais longe, em nível nacional. Até porque, no único teste que ele teve até agora contra um adversário de seu porte, perdeu, foi no Gre-Nal, de Erechim, quando o Inter venceu por 1x0.