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ALCEU, NESPOLO E VINICIUS: NA MESMA CHAPA DO PDT

Enviado Sexta-feira, 29 de abril de 2011 às 17:17:41 | Nenhum comentário »

Alceu Barbosa, Edson Nespolo e Vinícius Ribeiro: os três na mesma chapa

O PDT de Caxias escolhe neste domingo entre as 9h e 17, na Câmara de Vereadores, seu novo diretório integrado por 45 membros e sua nova executiva municipal. A eleição deste domingo deve definir o novo presidente do partido em Caxias e a partir daí traçará os rumos da eleição municipal de 2012. Na Chapa 3, aquela que aparece como favorita para vencer, estão incluídos todos os nomes  considerados “figurões” do partido, aqueles de maior representatividade, como é o caso de Alceu Barbosa Velho, Edson Nespolo, Vinicius Ribeiro, Gustavo Toigo, Pedro Incerti, Jaison Barbosa, Kalil Sehbe, entre outros. A Chapa 1 tem como integrantes o vereador Moises Paese, o ex-vereador Renato Paese, e o atual presidente do partido Luiz Carlos Muniz. Na Chapa 2 há representantes do Movimento Comunitário do PDT, como  Clenau  Soares, César Moraes  Arcébio Roque. Inicialmente foi sugerido que os sete integrantes acima da Chapa 1, e mais o vereador Moisés Paese, que formavam o grupo dos oito, seriam indicados para assumir a executiva.

 

CHAPA TRÊS

É A FAVORITA

Teria havido resistências de alguns setores da base do partido, que resolveram criar a chapa 2. Paese acabou saindo do grupo participando da chapa 1 com seu pai Renato Paese, e o presidente do PDT, Luiz Carlos Muniz. Nos bastidores, se comenta que a chapa 3 deve sair vencedora e o nome mais provável para ser o presidente do PDT é o do secretário Edson Nespolo, o que abriria caminho para uma possível candidatura de Alceu ou Nespolo à prefeitura. Chama atenção também que Nespolo e Vinicius, que vinham divergindo de Alceu, estão na mesma chapa, o que, segundo analistas, é o início do entendimento visando às eleições de 2012. Será que depois de muitos anos o PDT caxiense poderá sair fortalecido para as eleições municipais? Pelos nomes que compõem a chapa 3  há um sinal evidente que algo novo, ao que parece, está surgindo entre os trabalhistas. Alceu Barbosa Velho não participará da convenção, pois está viajando ao exterior.

 

GUERRA I

Recebemos do vereador Daniel Guerra (PSDB) o seguinte: “Tendo em vista o que consta na matéria veiculada na edição de 23 a 29 de abril de 2011, sob o título “DESCASO COM O PATRIMÔNIO PÚBLICO”, dando conta , no tópico “Na Câmara, pedido de informações foi rejeitado”, que o Ver. Daniel Guerra não votou porque estava ausente. A mesma matéria foi publicada em seu site no dia 20/04. Entendendo que a informação tenha sido colhida no sítio eletrônico da Câmara Municipal, no dia 20/04, tenho a informar-lhe que não procede e é inverídica, o que ali constou. Isso porque o Ver. Guerra, exceto por doença, em 2009, nunca esteve ausente de qualquer votação da Ordem do Dia”.

 

GUERRA II

E prossegue: “A publicação no sítio eletrônico, da informação ensejou por parte do vereador líder da bancada, ofício ao Presidente Marcos Daneluz (PT), nos termos que seguem: “Ontem, às 21h e 31min foi publicado incorretamente no sítio eletrônico da Câmara Municipal de Caxias do Sul, no endereço www.camaracaxias.rs.gov.br/site/?idConteudo=56&idNoticia=2253, assim como no link deliberação das sessões, quanto à votação do Requerimento 33/2011, que este Vereador estava (ausente no plenário)”.

 

GUERRA III

Continua Guerra; “Saliento que houve omissão de meu nome pelo Presidente da Sessão, no momento da votação, motivo pelo qual levantei "Questão de Ordem" para que fosse consignado meu voto favorável ao Requerimento, o que restou deferido. Assim, resta o prejuízo a este Vereador que, jamais esteve ausente da Ordem do Dia, exceto quando justificadamente impedido por motivo de saúde. Isso porque, dados após lançados na rede mundial, é como pedra quando saí da mão; a palavra quando sai da boca, ou o tempo: jamais voltarão.

 

GUERRA IV

Concluindo sua nota, o tucano diz: “Entendo, salvo melhor juízo, que deve haver responsabilidade quando se fornece ou se publica informações, sejam elas quais forem, mormente quando se tratar de Processo Legislativo. Tal não se verifica, posto a publicação inverídica presente”. Guerra também solicitou à presidência da Casa “providências no sentido de serem evitadas novos ‘equívocos’ ou ‘erros’ deste gênero, quer com o Requerente, como com qualquer Vereador, pois inaceitável na medida em que profissionais são os responsáveis pelas informações expedidas e veiculadas por esta Casa Legislativa”.

 

NOTA I

Recebemos da Assessoria de Imprensa da Câmara o seguinte: “Em atendimento ao ofício em anexo, de autoria do Vereador Daniel Guerra, quero esclarecer o que segue: Desde a normatização da Resolução de Plenário 226/A, a Assessoria de Comunicação - Setor de Imprensa vem informando os votos nominais nas matérias produzidas para a página da internet e para os veículos de comunicação, bem como a votação nominal também no campo Deliberações constante no índice à esquerda do site da Câmara; A lista de votos nominais é anotada pela própria equipe do Setor de Imprensa, que acompanha os votos divulgados pelo Presidente da Câmara, através do sistema de som interno da Casa, com o auxílio de fones de ouvido.

 

NOTA II

“No dia em que foi informada, erroneamente, a situação do Vereador Daniel Guerra, diante da votação do requerimento nº 33/2011, o Presidente registra uma série de nomes, mas não cita o referido Vereador, conforme o trecho extraído dos anais: A explicação se faz necessária para contextualizar a situação que levou ao erro. A pessoa que escrevia a matéria e acompanhava os votos entendeu que o assunto havia sido encerrado na primeira questão de ordem, retirando o fone de ouvido, sem perceber a questão de ordem levantada pelo Vereador Daniel Guerra, que pedia a inclusão do seu nome e o registro de sua posição favorável ao requerimento”.

 

NOTA III

“Tão logo fomos informados pelo Diretor-Geral da Casa, Airton Ciro de Carvalho, sobre o ofício do Vereador que apontava o equívoco, tratamos de corrigir a informação na matéria postada no site, bem como, no campo de Deliberações, o que ocorreu na noite do dia 20 de abril, por volta das 19 horas. De qualquer forma, assumo que o Setor de Imprensa cometeu um erro de informação. Declaro, entretanto, que tal equívoco não foi causado por má-fé ou intenção dolosa. A partir da solicitação do Vereador, letra “c” do ofício, encaminho o texto da nota de esclarecimento para colocação dos dois campos citados, bem como, o envio dela aos veículos de comunicação, com este conteúdo”.

 

ESCLARECIMENTO I

Recebemos da jornalista Eloá Nespolo, Coordenadora de Comunicação da Câmara de Vereadores o seguinte: “A Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores esclarece que errou ao informar que o Vereador Daniel Guerra/PSDB estava ausente do Plenário, no momento da votação do Requerimento nº 33/2001, que solicitava informações ao Poder Executivo Municipal sobre a poda das Palmeiras Imperiais localizadas na Praça Vestibular no entorno do Monumento Imigrante, na Sessão Ordinária do dia 19 de abril de 2011”.

 

ESCLARECIMENTO II

E prossegue: “A informação correta é a de que o Vereador estava presente e votou favoravelmente à aprovação do requerimento. Solicitamos, neste sentido, que seja feita a divulgação da nota e a recuperação das informações repassadas anteriormente. Diante da situação criada, em nome do setor de Imprensa, quero registrar, de forma expressa, o nosso pedido de desculpas e nos colocar à disposição para demais esclarecimentos e providências”.

 

ESCLARECIMENTO III

O Presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Daneluz (PT) enviou a seguinte nota: “Em atendimento ao ofício acima referido, esta Presidência informa que adotou as providências requeridas por Vossa Senhoria, a fim de evitar esse tipo de ocorrência. Em anexo, inclusive, segue a resposta da Coordenação da Assessoria de Comunicação, explicando o contexto e relatando as medidas já adotadas. Registramos que não houve, por parte dos profissionais envolvidos, a intenção de causar prejuízos à imagem do Vereador. Também temos ciência de que, como seres humanos, somos passíveis de erro. Reiteramos que, de parte desta Presidência, existe a determinação de que o tratamento seja isento e equânime em relação aos entes políticos desta Casa Legislativa”.

                       

SURPRESO

Recebemos do vereador Mauro Pereira (PMDB) o seguinte: “Leitor assíduo da Gazeta de Caxias, fiquei surpreso ao ler a matéria "O fim do trânsito de veículos na Júlio". Ocorre que fui citado como membro da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação, fato verídico. Porém, a forma como foi colocada esta informação na matéria causa a impressão que sou a favor desta mudança. Até o presente momento, não houve uma reunião desta comissão para tratar do referido assunto”.

 

CONTRÁRIO

E prossegue: “quero esclarecer que minha posição é contrária a esta mudança. Sou favorável, sim, à revitalização da via, através da melhoria dos passeios públicos e iluminação, bem como,  a mudança da rede elétrica, que deverá passar a ser subterrânea. Ressalto que sou a favor da abertura das ruas que hoje encontram-se bloqueadas, postura esta adotada durante minha permanência frente à Secretaria de Obras do Município”.

 

 

 

 

MACUGLIA QUER CAXIAS NA B EM 2012

Enviado Sexta-feira, 29 de abril de 2011 às 16:58:15 | Nenhum comentário »

Experiente, Guilherme Macuglia quer levar o Caxias a voos maiores

Guilherme Macuglia, 49 anos, depois de ter iniciado sua carreira de treinador em 1992 e ter já comandado 23 clubes chega ao Centenário para tentar levar o Caxias para a Série B em 2012. Entre os clubes que o gaúcho Macuglia já dirigiu a partir de 1992 quando iniciou sua carreira no São Luiz de Ijuí, sua terra natal, estão o Coritiba, Figueirense, Guarani de Campinas, São Caetano, os times B da dupla Gre-Nal.

Guilherme foi um excelente atacante no final dos anos 70 e na década de 80 tendo atuado no Grêmio entre outros clubes. No Esportivo chegou a ser um dos artilheiros do Gauchão. Macuglia chega com o objetivo principal de conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro da Série B no segundo semestre. “A minha intenção é de conquistar o título do Campeonato Brasileiro da Série C. O Caxias é uma equipe que vai entrar forte dentro desta competição. Espero que todos se engajem neste objetivo”.

 

TRÊS MESES PARA

 ACERTAR O TIME

Espera-se que finalmente o Caxias, depois de trocar um treinador a cada quatro meses consiga com o Macuglia o esperado ajuste. Ele vai ter quase três meses para preparar o time, ajustá-lo visando a Série C. Na derrota para o Coritiba por 1x0 na quinta à noite, quando o time foi eliminado da Copa do Brasil, uma imagem de que Macuglia vai ter que trabalhar muito para melhorar o time. Há evidente falta de qualidade no grupo. O Caxias só volta a jogar no dia 16 de julho, sábado, 16h, quando fará sua estreia na Série C, contra a Chapecoense no Centenário. Até lá serão cerca de dois meses e meio para acertar o time.

 

PICOLI DEVE FICAR

Os atacantes Ismael Espiga, e Jean Coral e o meia Rodrigo foram dispensados pela direção do Juventude. O clube também deu férias aos atletas de 20 dias depois de serem eliminados da final da Taça Farroupilha ao perderem para o Internacional por 2x1. O que parece estar perfeitamente consolidado é a permanência do treinador Picoli, conforme afirmações feitas pelo vice de futebol Raimundo Demore. Picoli é o treinador que teve a melhor média de todos os que trabalharam no Juventude desde 2009 e isto o credencia a permanecer para a disputa na Série D que começa para o Verdão em julho.

 

EVERTON

Para dupla Ca-Ju começa um longo e tenebroso inverno sem futebol e sem dinheiro, obviamente, pois não haverá futebol, apenas treinamentos e alguns amistosos desinteressantes. Diante disso, com a justificativa de que o clube precisa se manter nos próximos três meses, o presidente do Caxias Osvaldo Voges, está anunciando que no mínimo dois jogadores serão vendidos. O primeiro deve ser Everton, a melhor referência técnica do time. Dois clubes estão interessados no jogador, ambos são de Curitiba, o Atlético e o Coritiba. O Grêmio chegou a cogitar Everton, mas depois não se falou mais sobre o assunto. Everton está saindo.

 

ROTINA

Na verdade, tem sido rotina nestes últimos anos no Caxias a liberação, logo após o Gauchão, de jogadores insubstituíveis no grupo para poder fazer caixa e manter o clube em dia com seus compromissos financeiros. Isso geralmente acaba trazendo prejuízos quando o time começa a participar da Serie C. Tem se organizado times mais fortes para disputar o Gauchão do que a Série C que é, ou teria que ser, a prioridade grená. Em todo o caso, como há um longo tempo espera-se que mesmo com a venda de Everton e de mais outro jogador importante do grupo, a direção providencie a vinda de atletas que tenham condições de substituí-los à altura. É o que a torcida espera.

 

D’ALESSANDRO/VICTOR

Ninguém tem sido mais importante do que o argentino D’Alessandro em clássicos grenais a partir de 2008. Ele tem sido o autêntico “homem Gre-Nal”. Além de quase sempre se destacar como a grande figura do clássico, geralmente ele deixa sua marca nas redes gremistas no Beira-Rio ou no Olímpico. Contrariamente, o goleiro Victor tem sido uma espécie de jogador “anti-Grenal”, falhando em lances decisivos, e uma das vítimas preferidas de D’Alessandro. Diante disso, sua ausência no clássico deste domingo talvez não seja tão sentida assim pela torcida tricolor.

 

MANDANTE?

O Cruzeiro abriu mão da possibilidade de ir para final da Taça Farroupilha pela renda do jogo com o Grêmio. O regulamento permitia que o Cruzeiro jogasse no Estrelão (apenas na final o local tem que ter no mínimo capacidade para 10 mil lugares), mas preferiu (pressionado é verdade pelo Noveleto e o grupo que patrocina o gauchão) jogar no Passo da Areia e entregar o estádio para a torcida do Grêmio e assim perder sua condição de mandante. No Estrelão, onde o Cruzeiro é quase imbatível, perdeu apenas um jogo, as torcidas seriam divididas e a partir daí o Cruzeiro poderia levar muito mais vantagem em treinos técnicos, do que o jogo no Passo da Areia.

 

TERCEIRA FORÇA?

O que se viu no Passo da Areia foi o mandante ter cerca de 500 torcedores e o visitante com mais de 8 mil. Quem tinha a torcida seu favor era o Grêmio, como se estivesse jogando no Olímpico. Um absurdo. E depois ainda tem gente na capital que levanta a tese de que o Cruzeiro é a terceira força do futebol gaúcho. Terceira força que abre mão da possibilidade de ser campeão pela renda de um jogo?

 

INTER

O empate em um gol com Peñarol, no Centenário, foi um bom resultado para o Internacional que agora decide tudo no Beira-Rio sua passagem para a outra fase da Libertadores, que se conseguir, enfrentará o Grêmio ou a Universidade Católica. Mas a atuação do colorado não foi boa, deixou a desejar. Falcão continua insistindo em Andrezinho e D’Alessandro jogando juntos. Já foi provado, e isto vem desde os tempos que o Tite era o treinador, que há dificuldades quando ambos atuam juntos porque geralmente ocupam a mesma faixa do gramado. Deixar Oscar no banco é um crime lesa-futebol. A defesa do Inter, especialmente a zaga, e com destaque para Bolívar, que a cada jogo parece um ex-atleta, é um problemão, sem esquecer as limitações do lateral Nei.

 

GRÊMIO

O Grêmio ficou numa situação ruim na Libertadores depois da derrota por 2x1, para a Universidade Católica, no Olímpico. Terá que reverter a situação no Chile onde a decantada imortalidade terá que entrar em campo. A tarefa é ingrata, mas não impossível. O grande problema é que o time tem mostrado evidentes sinais de decadência nos últimos jogos e não contará com aquele que é a melhor opção ofensiva depois da saída de Jonas, o Borges, que foi expulso em Porto Alegre.

 

MISSÕES

O treinador Renato tem duas missões complicadas pela frente, tentar derrotar o Inter, neste domingo, 16h, no Beira-Rio, no Gre-Nal da Taça Farroupilha. Se vencer, ganha o Gauchao, mas se perder terá dois clássicos para decidir o campeonato. Depois, na quarta, tentará reverter, no Chile. Pode ser uma semana decisiva para o treinador, caso não obtiver vitórias. Ele já estaria encontrando resistências entre conselheiros e inclusive dirigentes.

 

EDERSON MOREIRA

Ederson Moreira, que foi mandado embora do Inter B com pecha de incompetente, faz grande campanha na Libertadores dirigindo o Fluminense e  pode, se ambos continuarem seguindo adiante, se enfrentar na semifinal. Moreira, na verdade, quando treinou o time B do Inter teve que se submeter ao mesmo esquema retranqueiro adotado por Roth no time titular, jogando com apenas um atacante e três volantes. Então, quando a direção colorada o mandou embora e ficou com Roth cometeu um equívoco.

 

VILÃO

O vilão era o treinador do time titular, e só os  dirigentes não sabiam que o time titular tinha um esquema confuso, e Roth queria que o time B também o adotasse para padronizar. No Fluminense, Moreira adota o seu esquema, o que ele pensa do futebol, joga com dois meias, dois atacantes e com dois laterais, que apóiam constantemente. No Inter, seguindo ordens do Chefe Maior, ele jogava com três volantes e apenas um atacante. E foi demitido injustamente.

 

TIME/SELEÇÃO

Pelé e Maradona, os dois maiores jogadores da história do futebol, ao menos foram os dois que eu tive o privilégio de ver jogar, arrebentavam nos seus times e nas seleções brasileira e argentina. Messi tem arrebentado cada vez mais no Barça, mas não consegue repetir quando defende a Argentina. Uma boa chance para reverter a situação e mostrar que ele não é apenas jogador de time, mas também de seleção. No Sul-Americano que será disputado em breve no seu país.

 

 

DESCASO COM O PATRIMNONIO PÚBLICO

Enviado Quarta-feira, 20 de abril de 2011 às 17:48:15 | Nenhum comentário »

Ana Corso lamentou que Gelson Palavro, que ocupa um cargo público, tenha ignorado a necessidade de licença ambiental

A poda de três palmeiras imperiais localizada na Avenida Júlio de Castilhos, próximas a BR/116, a mando do empresário e presidente da Festa da Uva, Gelson Palavro, é o exemplo claro de como se descumprem leis e um autêntico descaso com o patrimônio público. As palmeiras podadas foram plantadas no longínquo 1939, ainda na administração de Dante Marcucci (1936/1945) e os trabalhos foram executados pelo então Mestre de Obras da municipalidade José Mattana, na distante época da construção da BR/116. Palavro é dono de um conjunto de lojas ao lado das palmeiras e, segundo ele, as folhas caem e quebram as telhas entupindo calhas. Chegou a dizer que já gastou cerca de R$ 10 mil para indenizar os inquilinos das lojas por perdas de mercadoria sempre que chove e venta forte.

E o mais grave nisso tudo é que Palavro admitiu que  executou este trabalho de poda de forma irregular, ferindo a lei em três oportunidades, sem autorização da Secretaria do Meio Ambiente. Como se nada tivesse acontecido, Palavro chegou a afirmar que nunca houve problemas porque as folhas sempre voltaram, mas admite que “agora houve certo exagero, mas em seis meses elas voltam”. O Secretário do Meio Ambiente Adelino Teles, que promete que irá multar Palavro, na verdade é o mínimo que ele pode fazer. Num momento de fúria, lascou: “se for preciso, multo até o prefeito”. Será? As multas variam de  150 a 1.250 VRMs, cada uma delas tem o valor de 20 reais. Até o momento que fechávamos esta edição na quarta, dia 20, não se tinha um posicionamento oficial da prefeitura, mas ainda na terça, dia 19, o chefe de gabinete Edson Nespolo praticamente antecipava qualquer decisão ao dizer que “pode ter havido um erro individual, mas nada que comprometa a trabalho do Gelson na condução da Festa da Uva”.

 

CAMINHÕES DA

PREFEITURA

RECOLHERAM AS

FOLHAS DA PODA?

 

A vereadora Ana Corso (PT) disse na quarta-feira, dia 20, recebeu denúncia de que caminhões da prefeitura  estiveram no local recolhendo as folhas das palmeiras depois que a poda foi realizada e inclusive com o fechamento do trânsito para que tudo fosse executado . “Quero saber se isso realmente aconteceu e onde estava a fiscalização da prefeitura.” disse Ana. Ele revelou que iria solicitar ao Ministério Público uma investigação à regra, pois se trata de um patrimônio da comunidade sobre o caso. É provável que o MP mande o empresário plantar outras palmeiras em outros locais da cidade. Como também é provável que ele sofra uma multa, nada que ele, obviamente, não possa pagar, pois ele está assumindo publicamente que podou sem autorização.

Por outro lado, a vereadora disse que não tinha conhecimento se o conjunto de lojas próximas às palmeiras podadas estavam  de acordo com que estabelece a faixa de domínio que é de 15 metros da rodovia. “Não tinha me dado conta, não estou a par, mas prometo que pretendo investigar”, disse a vereadora. Já o secretário de Urbanismo, Francisco Spiandorello, garantiu que “a construção, pelo que pude apurar, está dentro do que estabelece a lei, mas se houver necessidade de mais informações, poderemos repassá-las depois do feriadão”.  Na semana que vem a Gazeta deverá dar andamento ao assunto das construções às margens ou próximas à BR/116. Vamos querer saber, por exemplo, por que na extensão da BR/116 há locais onde existe a duplicação da rodovia e em outros a área está sufocada”.

 

 NA CÂMARA, PEDIDO DE

INFORMAÇÕES FOI REJEITADO

A poda das palmeiras gerou debate. O pedido de informações na sessão da Câmara do dia 19, proposto pela vereadora Ana Corso (PT), a respeito da poda de palmeiras imperiais, localizadas no entorno do Monumento ao Imigrante, bairro Lourdes, acabou sendo rejeitado por nove votos a seis. O vereador Daniel Guerra (PSDB) não votou porque estava ausente. O documento questionava a razão da poda, já que, segundo técnicos agrícolas consultados por Ana, a poda, nesses moldes, pode comprometer a sobrevivência das plantas. Ana Corso lamentou que Palavro, ocupante de um cargo público, tenha ignorado a necessidade de licença ambiental para o procedimento. Segundo a parlamentar, o pedido de informações seria uma forma do Executivo se justificar quanto à participação no episódio. O vereador Moisés Paese (PDT) referiu que o pedido de informações não cabe nessa situação, visto que Ana já tinha acesso aos dados solicitados no documento. Da mesma maneira, a líder do governo, vereadora Geni Peteffi (PMDB), afirmou que Ana, inclusive, forneceu informações que não eram do conhecimento dos demais vereadores.  Já o vereador Guiovane Maria (PT) defendeu que a aprovação do pedido de informações seria útil por, em sua opinião, esclarecer os desdobramentos do caso. Rodrigo Beltrão (PT) citou o que considera ser o perfil da atual administração, de não amparar questões de cunho ecológico. Beltrão disse que esperava uma reação mais enérgica da prefeitura por ter um funcionário envolvido numa irregularidade ambiental. 

 

PUERTO VALLARTA

A vereadora Ana Corso (PT) não teve apenas o pedido de informações da poda das palmeiras rejeitado. Os vereadores rejeitaram, também na sessão do dia 19, o pedido de informações à prefeitura acerca da alteração de projetos do conjunto residencial Puerto Vallarta, próximo ao aeroporto regional Hugo Cantergiani. O assunto havia sido retomado na sessão da última quinta-feira (14).

 

SAIA JUSTA

Ana questiona, no requerimento aprovado hoje, se os projetos da construção foram alterados. O documento solicita, ainda, que sejam enviadas ao Legislativo as cópias dessas adequações. A vereadora havia declarado, ainda que falte rigor técnico, do município, para a liberação de empreendimentos. Ana se queixou dizendo que “todas as vezes que deixamos a prefeitura numa saia justa, os vereadores que defendem o governo municipal não aprovam os nossos pedidos”.

 

OUTRA TORRE

No mesmo debate, o vereador Elói Frizzo (PSB) havia relatado que o responsável pela construção próxima ao aeroporto encaminhou a proposta para a construção de outra torre e que, posteriormente, deverá se reunir com os proprietários.

 

É VILA OLIVA I?

O ex-vereador Vitor Hugo Gomes (PT) está discordando nesta edição (página 5) das posições do seu companheiro do PT, deputado Henrique Fontana, que defendeu a área de Monte Bérico para o novo aeroporto regional. Gomes defende que o local escolhido tem que ser em Vila Oliva. E ele tem plena convicção que assim será.

 

É VILA OLIVA II?

Todos sabem que Gomes sempre foi o mais fiel escudeiro do governador Tarso Genro em Caxias do Sul, muitos anos antes de ele ser ministro de Lula e hoje governador do Rio Grande do Sul. Ambos pertencem a mesma tendência do PT, que é o PT Amplo. Sua defesa por Vila Oliva seria o sinal de que Tarso deverá se definir pela área nos próximos dias, como também, ao que parece, aposta de foram convicta a CIC de Caxias? Quem viver, verá?

 

BR/116

Por que ao longo da extensão BR/116 existem lugares duplicados e outros sufocados?  Uns seguem a faixa de domínio e outros não? Um bom assunto para a Gazeta na próxima semana.

 

IMAGINEM...

Imaginem PMDB e PT unidos, em 2012, em Caxias, com Ana Corso, Pepe Vargas, Rodrigo Beltrão, Alfredo Tatto, Zé do Rio e outros petistas subindo no mesmo palanque com Sartori, Guerino Pisoni, Geni Peteffi, Ary Dallegrave e outros peemedebistas? Houve quem lembrasse durante a semana a famosa frase, aquela do sargento Garcia prendendo o Zorro.

 

PRESENTE

Um belo presente de páscoa para as crianças caxienses que precisam do atendimento médico pelo SUS. Entramos feriadão adentro e a radicalização dos médicos e da prefeitura não foi equacionada. Lamentável sob todos os ângulos.

UM JUVE-NAL COMO NOS VELHOS TEMPOS

Enviado Quarta-feira, 20 de abril de 2011 às 17:42:07 | Nenhum comentário »

Picoli e Falcão: um duelo que promete ser empolgante neste domingo de Páscoa

Dois anos depois de Juventude ter decidido o Gauchão de 2008 com o Inter, vencendo no Jaconi por 1x0 e levado 8x1, no Beira-Rio, os clubes voltam a se enfrentar num jogo realmente a valer e cujo vencedor se habilita a ir à final da taça Farroupilha. E se o vencedor desta Taça não for o Grêmio, o vencedor dela se habilitará, aí sim, a decidir o Gauchão 2011 com o Grêmio em dois jogos. Vejam só a situação do Verdão, se ele derrotar o colorado e depois tiver que enfrentar o Grêmio caso este passar pelo Cruzeiro o jogo será novamente no Jaconi. E aí em caso de nova vitória decidiria o título gaúcho com o Grêmio em dois jogos, sendo o primeiro no Jaconi e o decisivo no Olímpico, pois o Grêmio teria a maior pontuação nos dois turnos. Então é fácil ver-se a importância que terá este jogo com o Inter e obviamente também para o colorado que caso vencer o Ju poderá decidir a Taça Farroupiha ou com o Grêmio ou com o Cruzeiro. Se passar por qualquer uma delas decidiria o Gauchão com o Grêmio em dois jogos. O Ju só não decidiria no Jaconi a Taça Farroupilha se por caso o Cruzeiro derrotar o Grêmio nos noventa minutos, pois o time da capital ficaria com uma maior pontuação com 18 pontos, contra 17 do Verdão.

 

JUVENTUDE PRECISA

FAZER SUA PARTE

Mas, se o Ju vencer o Inter e o Cruzeiro empatar com o Grêmio e depois eliminá-lo nas penalidades máximas a decisão viria para o Jaconi porque o Ju ficaria com 20 pontos e o Cruzeiro com 19.  Se o Grêmio eliminar o Cruzeiro nos noventa, basta um empate do Ju com o colorado e depois vencê-lo nas penalidades para ir às finais da Taça Farroupilha. Como Grêmio e Cruzeiro jogam no sábado, o Juventude já saberá o resultado antecipadamente. Então, como se observa, cabe ao Juventude apenas fazer a parte dele e tentar vencer o Inter para garantir-se na final contra o Grêmio ou contra o Cruzeiro e depois tentar vencer a Taça Farroupilha para aí, sim, em dois jogos, decidir o Gauchão com o Grêmio. O jogo, não se precisa dizer, independente se o Inter não tiver seu melhor jogador o D’Alessandro é extremamente difícil. Sob o comando de Falcão, embora ainda mostre alguns defeitos, especialmente em seu setor defensivo, e ainda esteja engessado, herança deixada por Roth, o time é muito forte do meio para frente e todo cuidado é pouco. Mas se o Ju manter suas boas atuações, sua pegada e sua determinação e com o apoio da papada que também poderá ser decisivo poderá derrotar o colorado e dar uma grande alegria neste domingo de Páscoa.

  

PÚBLICO

Qual o público que estará no Jaconi neste domingo? Espera-se     lotação, porém, é bom lembrar que ele será realizado no dia 24, no final do mês. São 4.800 ingressos para os colorados e o mesmo para os juventudistas que não são associados a um preço de 40 reais e isto pode até afugentar um pouco o público. Em todo o caso, o espetáculo anunciado é de alto nível. Não é todo dia que temos um Juven-Nal a valer no Jaconi.

 

SHOW

Esta história de que “O show tem que continuar” não é a melhor maneira pata começar a vencer o Inter. O Ju não tem que se preocupar em dar show, mas sim em jogar um futebol sério e organizado como vem fazendo quando obteve cinco vitórias seguidas. O que não pode acontecer é repetir a má atuação que teve no segundo tempo contra o Lajeadense quando perdeu o controle do jogo e todos os rebotes e só não levou gols porque o seu goleiro fez grandes defesas.

 

O MELHOR

HORÁRIO

É bom que o Juve-Nal tenha sido marcado para domingo, 16h. Um jogo desta envergadura merecia um domingo à tarde, já em fim de feriadão, e com tevê para todo o Rio Grande do Sul. O Ju, com raras exceções, só tem jogado à noite. Sabe-se que o Juve-Nal foi marcado para domingo porque o Inter deve estrear na outra fase da Libertadores, na próxima quarta, e fora, e o Grêmio na terça em Porto Alegre, daí porque seu jogo com o Cruzeiro ficou para sábado, 18h30min, no Passo da Areia. Um Juve-Nal decisivo e num domingo e Páscoa e às 16h, aí estão os ingredientes para um Jaconi lotado.

 

D’ALESSANDRO I

Além de decidir com o Inter, no Jaconi, outra boa notícia para o Juventude é ausência do meia D’Alessandro, que recebeu  o terceiro cartão amarelo contra o Santa Cruz (uma reclamação desnecessária, como se estivesse provocando para não vir a Caxias, ele que já teria revelado que não gosta de jogar no interior por sentir-se vítima da violência). D’Alessandro, é, indiscutivelmente, o melhor jogador do grupo colorado. É o craque do time, o diferenciado. Seus passes são milimétricos deixando quase sempre os atacantes na frente do gol, além de ser um jogador talentoso que pode decidir um jogo num lance individual, num drible, num chute certeiro. O Inter é um time com ele e outro sem ele.

 

D’ALESSANDRO II

Um bom exemplo de sua importância foi no gol do Inter, contra o Santa Cruz. Todos exaltaram a jogada de linha de fundo do Andrezinho e o cruzamento para o Damião marcar. Mas poucos falaram do  lançamento do D’Alessandro, de quase 50 metros, nas costas do lateral do Santa Cruz, para que Andrezinho fosse a linha de fundo e cruzasse. Até eu, quando jogava no futebol amador, e fui um razoável ponteiro, iria à linha de fundo e cruzaria depois de um lançamento daqueles. Se o Inter não puder contar também com o Oscar ou se este voltar sem suas melhores condições físicas, as coisas podem ficar melhores ainda para o Verdão, pois o Inter perderia muito em qualidade no seu meio de campo. Andrezinho e Zé Roberto estão muito distantes dos dois titulares.

 

FOCADOS

O fato do Inter ter jogo no meio da semana e fora pela Libertadores, fase mata-mata, pode ser bom para o Ju?. Pode ser sim, pois os jogadores do colorado podem estar mais focados na Libertadores do que o Gauchão. Começa pelas divididas para evitar lesão.

 

CHORADEIRA I

Torcedores do Inter reclamando sem razão quando dizem que por ter a melhor campanha num todo o jogo deveria ser em Porto Alegre. Ledo engano, uma desinformação. O regulamento fala na Taça Farroupilha e não na soma geral do campeonato. A soma geral só vale para os jogos finais decidir o mando de campo, tanto que se o Grêmio não vencer a Taça Farroupilha mesmo assim ele decidirá o Gauchão no Olímpico.

 

CHORADEIRA II

Os colorados, na verdade, devem reclamar do Celso Roth, cujo time empilhou empates em cima de empates, inclusive no Beira-Rio, o que tirou do Inter a condição de fazer a maior pontuação. Se de todos os empates que o Roth obteve tivesse vencido apenas um jogo, teria acabado na frente do Verdão na soma geral. Por outro lado, o Juventude empilhava vitórias em cima de vitórias tendo uma campanha melhor e uma pontuação também. Só isso, o Ju foi mais competente por isso que joga no Jaconi neste domingo.

 

ARGEL

Quando fechávamos esta edição na quarta, dia 20, o Caxias podia estar desistindo do Argel. Ocorre que  ele estava exigindo que o clube contratasse toda  a comissão técnica que vem trabalhando com ele. O clube não teria aceito tanto que ainda na quarta anunciou a contratação da preparador físico Darlan Schneider o que seria um sinalizador de que cle estaria desistindo de Argel Se isso acontecer é uma pena, pois seria a oportunidade que o Caxias não lhe deu em 2009 para disputar a Serie C. Depois de perder por 8x1 para o Inter na decisão do Gauchao ele acabou sendo demitido alguns dias depois. Há quem garanta que a responsabilidade do clima ufanista que se instalou no Centenário naquela semana não foi só dele.

 

MELHOR TIME

Naquela semana instalou-se principalmente entre determinados dirigentes, com reflexos imediatos no grupo de jogadores e no treinador obviamente, a certeza de que o Caxias venceria o Inter, pois depois de derrotar o Grêmio pro 4x1 no Centenário e o Juventude por 2x1 no Jaconi, ninguém mais seguraria os grenás. A  falta de humildade não foi apenas do treinador. Alguns dirigentes achavam que o Caxias tiinha o melhor time do RS.  O treinador e os jogadores também acabaram acreditando que era isso mesmo.

 

MELHOR RESPOSTA

E o que se viu foi um Caxias se expondo contra o Inter dentro do Beira-Rio e levando uma das maiores goleadas de sua história. Mas, mesmo assim, no período que ele treinou o time foi aquele que deu as melhores respostas dentro da era Voges e provavelmente se tivesse sido mantido para a Série C o Caxias poderia ter ido mais longe. No ano passado Argel fez um excelente trabalho no Criciúma levando aquele clube de volta para a Série B.  Se Argel não vier, se falava em  Agenor Piccinini, ex-Ypiranga, e até em Leocir Dall’Asta, do Cruzeiro, e Guilherme Macuglia, que está em Santa Catarina.

 

REVERTER

O Caxias conseguirá  reverter os 4x0 do Coritiba, nesta quinta, dia 28, no Centenário, pela Copa do Brasil?

NÃO SE PODE BRINCAR COM A SAÚDE DAS PESSOAS

Enviado Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 17:01:07 | Nenhum comentário »

A população mais pobre da cidade é a maior vitima da radicalização

É triste  se ver que não há nenhuma luz no fim do túnel para se encontrar uma solução para o fim das greves dos médicos, que lamentavelmente passou a se tornar rotina nestes últimos anos, trazendo graves prejuízos no atendimento das pessoas mais pobres de Caxias, que são a grande maioria. Quando tudo funciona normalmente já é um problema o atendimento pelo SUS, imaginem com a maioria dos médicos em greve. Os médicos estavam até dispostos a aceitar um abono de 60%  sobre o salário atual de R$ 2.257,00 para voltarem ao trabalho e sentarem numa mesa de negociação para discutirem  as propostas. Mas a prefeitura não aceitou (matéria na página 14). Ela aguarda, confiando que a Justiça determine novamente o retorno dos médicos ao trabalho como já aconteceu no ano passado. São saídas que na verdade não resolvem o impasse para o futuro, pois a qualquer momento a greve pode retornar. O que precisa ser feto é buscar-se uma solução definitiva, não se pode brincar e abusar-se da saúde  das pessoas. Claro que a prefeitura tem suas razões, os médicos quando foram contratados aceitaram as regras do jogo, se submeteram ao salário e ao horário de trabalho.

 

O AVANÇO DA

RADICALIZAÇÃO

É óbvio também que não se pode negar o direito a qualquer categoria de tentar melhorar sua situação. O que tem se visto é o avanço da radicalização de ambas as partes.. Daí, porque, acredito que a prefeitura não deveria se apegar apenas na Justiça para acabar com a greve. Pois ai o Sindicato cassa a decisão e volta tudo como era antes, num jogo de empurra e de desgastes. E as coisas podem engrossar, pois o Conselho Municipal de Saúde (CMS), está querendo uma audiência com o prefeito. Participariam também uma série de outras entidades caxienses, entre elas a UAB. Nesta audiência com Sartori, se ele  sair, o CMS pretende buscar soluções para acabar com a greve  e discutir e debater soluções. Entre elas, que se dê continuidade  de um acordo estabelecido em novembro de 2010 entre o prefeito em exercício, Alceu Barbosa Velho (PDT), e o sindicato dos médicos e a direção do SINDISERV, e que sacramentava que a prefeitura iniciaria um estudo  para viabilizar um Plano de Carreira. A entidade alega que o acordo não foi cumprido. Segundo se comenta nos bastidores, se não houver a audiência, ou se ela acontecer, mas que não leve a solução alguma os próximos dias podem ser bastante tumultuados e com fortes manifestações. Seriam para que Prefeitura e o Sindicato dos Médicos cheguem a um acordo definitivo.

 

E A CÂMARA?

Os vereadores não deveriam liderar um movimento de intermediação entre a prefeitura os médicos para tentarem encontrar uma saída para acabar com a greve?. É numa hora dessas que o legislativo deveria entrar em campo para ser o grande negociador entre o executivo e os médicos, Claro que se trata de uma questão que precisa ser resolvida pelo executivo, é ele que tem o poder da caneta de dizer sim ou não. Mas politicamente a Câmara poderia usar seu poder de fiscalização e entrar na discussão e no debate. Até porque os vereadores foram eleitos também com muitos votos dados por pessoas que se utilizam os serviços do SUS e agora estão sendo prejudicados.

 

DESGASTES

DIVIDIDOS

Será que esta ronha entre os médicos e a prefeitura se estenderá até 2012, ano da eleição municipal?  Nesta história toda os desgastes começam  a ficar divididos, No primeiro ano de greve  todas as críticas eram endereçadas aos médicos. Agora, a prefeitura começou também a receber duras cobranças nas filas do Postão, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela cidade.

 

DANELUZ/PRÉ

Alguém já disse que ninguém é candidato de si mesmo. Daí porque o lançamento oficial da pré-candidatura do vereador e presidente da Câmara Marcos Daneluz (PT), à prefeitura, em 2012, foi o fato marcante na política caxiense durante a semana. É o primeiro nome que está sendo lançado oficialmente na cidade às eleições de 2012 à prefeitura e por um grupo de militantes do PT, no caso a tendência chamada de Ação Democrática (AD). Mais de 200 pessoas da AD reunidas na semana passada lançaram o nome de Daneluz (Matéria pagina 12).

 

40%

Segundo o vereador Guiovane Maria (PT), um dos integrantes da AD e entusiasta da candidatura de Daneluz, “cerca de 40% dos integrantes do Diretório  e da Executiva municipal pertencem a Ação Democrática.

Guiovane também polemizou quanto as possíveis candidaturas de Pepe Vargas e Marisa Formolo, dizendo que “Pepe e Marisa tem um mandato a cumprir e não seria bom para o partido abrir as vagas na Câmara Federal e Assembléia”. Para Guiovane Maria “chegou a hora do PT construir um novo nome e ele é o de Daneluz para recuperar a Prefeitura”.

 

PEPE

Em janeiro de 2011, em entrevista exclusiva à Gazeta, o presidente do PT caxiense, Alfredo Tatto, em seu nome pessoal lançou o nome do deputado Pepe Vargas como pré-candidato à prefeitura defendendo todo o PT se unisse em torno dele o mais rápido possível para vencer as eleições de 2012. Mas Tatto não falou em nome do parido que ele preside e nem por sua tendência, a Esquerda Democrática (ED)  mas em seu nome pessoal..

 

DIFERENÇA

Diferentemente de agora com o lançamento do nome de Daneluz que vem alicerçado e apoiado publicamente por uma forte tendência do PT, a Ação Democrática.  Claro que este lançamento não o credencia ainda como o candidato oficial do PT em 2012. Ele terá que passar pelo crivo do diretório. Porém, ele sai na frente e promete incomodar bastante, no bom sentido.

 

PASSARELA

Uma reivindicação antiga está sendo atendida que é  a construção de uma passarela na BR-116 e o local escolhido é em São Ciro próximo a Agrale.. O Prefeito José Ivo Sarrori foi comunicado pelo secretario estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque (PSB), de que a obra foi autorizada pelo governo federal, através do Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), Hideraldo Caran, e do diretor do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DAER), Marcos Leddermann.

Houve um acerto entre o DNIT e o DAER, no sentido de assumirem a responsabilidade conjunta.

 

MAIS TRÊS

Os recursos para a construção da passarela viriam de emenda parlamentar, de autoria da deputada federal Manoela D'Ávila (PCdoB), da ordem de R$ 320 mil. Há quem ache que por este valor não dá para se construir uma passarela no local e que a liberação dos recursos teria que ser maior. Há quem entenda também que além de São Ciro poderiam ser construídas maus  duas ou três passarelas na BR/116, em trechos de grande movimento, uma delas nas proximidades do Monumento ao Imigrante.

 

ARQUIDIOCESE I

O Rio Grande do Sul deverá ter mais três arquidioceses além de Porto Alegre. Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo serão contempladas pelo Vaticano. A Diocese de Caxias continuará subordinada a Arquidiocese de Porto Alegre, mesmo que nossa região tenha um dos índices mais elevados de católicos do RS e do país.. Na verdade, mais uma vez, Caxias continua a margem dos acontecimentos.

 

ARQUIDIOCESE II

Já acontece há décadas em relação a uma Universidade Federal, antiga reivindicação de Caxias e da região. Recentemente, o nome de uma liderança empresarial caxiense  teve  seu nome boicotado para assumir a presidência da FIERGS. Caxias só serve para empanturrar os cofres públicos de dinheiro. Caxias é o município mais populoso depois de Porto Alegre, tem o maior colégio eleitoral do interior, e sedia uma da regiões mais católicas do RS e do Brasil, mas todo isso parece que não tem efeito algum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JU PODE DECIDIR TUDO NO JACONI

Enviado Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 16:47:08 | Nenhum comentário »

Picoli fez uma revolução no time do Ju que pode decidir tudo no Jaconi

O Juventude pode ter os seus três próximos jogos seguidos no Jaconi, o que aumenta suas chances reais de até sonhar com o título da Taça Farroupilha. É fácil explicar. Se ele vencer, neste domingo, 18h30min, o Lajeadense, no Jaconi, enfrentará o Internacional ou o São Luiz no domingo de Páscoa novamente em seu estádio. Se por acaso derrotar o Inter ou o Santa Cruz e ter que enfrentar o Grêmio, por exemplo,  no jogo final da Taça Farroupilha, este também seria no Jaconi.

A única possibilidade de ter que decidir fora de casa seria se o adversário for o Cruzeiro, o único que teria uma pontuação maior do que o Juventude desde que, obviamente, também vença seus dois próximos jogos e vá para final. É fácil explicar, nesta fase dos mata-matas, o que vale é a soma dos pontos independente se o time ficou em primeiro lugar ou não  de seu grupo. O Inter, por exemplo, foi o campeão do Grupo I, somou 13 pontos, enquanto que o Juventude, que ficou em segundo, no Grupo 2 somou 14 pontos. O Cruzeiro é o primeiro colocado com 15. O Grêmio é o segundo do Grupo 2 com 13 pontos.

 

 É IMPORTANTE VENCER O

LAJEADENSE NOS NOVENTA

Ju e Cruzeiro são os dois times que mais pontuaram na fase de classificação da Taça Farroupilha e por isso levam a vantagem nesta fase dos mata-matas, desde que continuem vencendo os seus jogos, pois a contagem de pontos continua valendo para definir o local dos jogos. Então, se o Ju vencer o Lajeadense no tempo normal jogará novamente no Jaconi, no domingo de Páscoa, provavelmente contra o Internacional, que enfrenta o Santa Cruz, no Beira-Rio, neste sábado, 18h30min e aparece como favorito. Isso não acontecerá se o Ju empatar, nos 90 minutos e depois vencer nas penalidades e o colorado derrotar o Santa, no Beira-Rio. Pois bem, aí o Ju iria para 15 pontos e o Inter para 16 e o jogo ficaria marcado para Porto Alegre e não mais em Caxias. Vejam como é importante vencer o Lajeado nos 90 minutos. A partir daí pode desencadear todos os jogos no Jaconi com o apoio da papada para conquistar a Taça Farroupilha e depois decidir o Gauchão 2011 com o Grêmio em dois jogos.O Grêmio já está na final e se vencer também a Taça Farroupilha será sagrado campeão. 

 

INVIABILIZADO

Os 4x0 que o Caxias levou do Coritiba praticamente inviabilizaram qualquer reação grená para o segundo jogo no Centenário na noite do próximo dia 28. Nos primeiros minutos ficou a sensação de que o Caxias poderia surpreender. Houve até um lance sobre o Everton que pela tevê me deu a impressão de penalidade máxima, que até podia ter mudado o panorama do jogo. Mas depois as sucessivas falhas de marcação, de cobertura, de maus posicionamentos defensivos provocaram a goleada. E podia ter sido mais, o Coritiba parece que se desinteressou pelo, jogo depois dos 3x0. A Copa do Brasil é o que restava ao Caxias neste primeiro semestre.

 

MASSACRES

Já fazia  alguns anos que o Caxias não tinha mais um jogo seu exibido para todo o Brasil.  Desde os tempos em que estava na Série B quando ter jogo direto era rotina. Depois de tanto tempo 4x0 não foram nada agradáveis. Um torcedor me perguntou, na segunda, o que eu achava do jogo em Curitiba. Respondi que para um time que leva 3x0 do São Luiz no Centenário não há por que esperar muita coisa, inclusive uma nova goleada.  Na verdade, o Caxias tem sido seguidamente “massacrado” por seus adversários, 5x2 do São José, 4x2 do Ypiranga, 3x0, do São Luiz  e agora 4x0 do Coritiba. Se incluirmos também o gol que sofreu do Botafogo-PB são 17 nos últimos cinco jogos.   

 

AMADORA

Parece que mais uma vez o Caxias encarou as coisas de forma amadora. Foi para uma Copa do Brasil sem um treinador contratado depois do vexame da vida do Ferreira. Por mais que o Cobalchini se esforce ele não é um treinador, mas um auxiliar. Na verdade, o Caxias não consegue manter um mesmo grupo por mais de quatro meses. Quando o time parece estar se encaminhando para dar certo sempre acontece alguma coisa para “estragar” tudo, ou o grupo perde os melhores jogadores ou mesmo perde um técnico que estava dando certo. Por que isso acontece?

 

VISIBILIDADE

Se o Caxias tivesse passado do Coritiba provavelmente enfrentaria o Palmeiras na próxima fase, o que poderia lhe dar uma grande visibilidade nível nacional além de uma grande arrecadação no jogo do Centenário. Agora para chegar a isso terá que vencer por 4x0 e depois decidir nos pênaltis com o Coritiba, ou vencer por 5x0 para eliminar o Coxa e seguir adiante. Alguém acredita? O que sobra é aquela máxima do gaúcho “não está morto, quem peleia”.

 

ENIGMAS

Os dois grandes enigmas do Centenário, nestes últimos dez anos são as saídas do treinador Edson Gaúcho em 2001 na reta final da Série B quando o Caxias se encaminhava para ir para Série A e a surpreendente demissão do Lisca O Edson foi demitido, mas o Lisca se demitiu. Na verdade, embora   as justificativas e desculpas nenhuma delas convenceu até hoje. O que realmente aconteceu com eles e mais precisamente, porque o Lisca pediu demissão, disse que era por que sua família,estava sofrendo ameaças, mas depois voltou atrás.

 

ESPORTIVO I

Nesta segunda feira um acontecimento histórico. No dia 18 de abril de 1971, portanto há 40 anos, o Esportivo derrotava o Grêmio por 5x2 na Montanha pelo Gauchão. O tricolor estava invicto a 24 jogos. O caxiense Lairton Giovanella marcou três gols para o time de Bento. Algum tempo depois ele foi vendido para o Santos e foi jogar ao lado do Pelé. O grande Ênio Andrade era o treinador do Esportivo e o carioca Otto Glória, que em 1966 havia treinado a seleção de Portugal na Copa do Mundo na Inglaterra, ficando em terceiro lugar, dirigia o Grêmio. Os 5x2, até hoje, são a maior goleada que o Grêmio levou no interior pelo Gauchão desde sua estadualização em 1961.

 

ESPORTIVO II

Na sexta-feira, dia 15 de abril, outro fato marcante envolveu o futebol gaúcho e novamente teve como protagonista o Esportivo há 38 anos. Na tarde de 15 de abril de 1973, o alvi-azul acabaria com a invencibilidade de quatro anos do Internacional, contra clubes do interior dentro do Beira-Rio, que havia sido inaugurado em abril de 1969. Ainda com o genial Ênio Andrade de treinador (ele treinou o time de 1971 a 1974) o Esportivo venceria o Inter por 2x1, com dois gols do atacante Décio Frozi.  Fato marcante daquele jogo é que serviu de estreia oficial de um jovem de apenas 19 anos chamado Paulo Roberto Falcão no time titular do colorado.

 

HERANÇA

Falcão pode ter seu teste mais forte na sua arrancada como treinador no Jacini no domingo de Páscoa se for confirmado o Juve-Nal. Para isso basta que o Inter vença o Santa neste sábado e o Ju o Lajeadense, neste domingo. Será uma da tantas heranças complicadas que o Falcão herdará do Celso Roth ao novo treinador, pois enquanto  Picoli empilhava quatro vitórias seguidas, o Inter de  Roth acumulava vários empates seguidos inclusive dentro do Beira-Rio. Como consequência, o Inter terminou com 13  e o Ju com 14. Falcão sabe que jogar no Jaconi, num jogo a valer, é tarefa das mais ingratas.

 

OUTRO TIME

Comprovadamente o Grêmio quando joga fora do Olímpico é outro time. Os 3x0 contra o modesto Oriente Petroleiro na Bolívia pela Libertadores segue esta linha  de  não ter boas atuações fora de casa. Não ganhou nenhum jogo fora pela Libertadores e pelo Gauchão perdeu para o NH, Juventude e empatou com o Santa Cruz. Claro que teve várias ausências na Bolívia, entre eles o Douglas, que é quem faz a diferença no time. O América do México é o provável adversário gremista, na outra fase. Se tivesse vencido o Oriente o Grêmio teria acabado como o líder de seu grupo e levaria vantagens. Agora terá o segundo jogo fora de casa nas oitavas.

 

QUINTO SEGUIDO

O Grêmio joga, neste domingo, 16h em Erechim, contra o Ypiranga. Será o quinto domingo seguido que a emissora que comprou, e manda no campeonato, transmitirá ao vivo um jogo do Grêmio. O último domingo que não teve que não teve a participação do Grêmio foi no distante 13 de março quando jogaram no Centenário, Caxias e Internacional no empate em três gols.

 

“O IMPORTANTE É MANTER O PROJETO”

Enviado Sexta-feira, 08 de abril de 2011 às 16:07:52 | Nenhum comentário »

Alceu poderá ter o apoio de Sartori na eleição municipal,de 2012?

Após o resultado das eleições do ano passado a Gazeta antecipava que o então eleito deputado estadual Alceu Barbosa Velho (PDT)  despontava como o nome ais forte da atual estrutura (15 partidos) que apoiavam o prefeito José Ivo Sartori (PMDB) para concorrer a prefeito em 2012. Divulgávamos também que Maria Helena Sartori (PMDB), que havia também se elegido deputada estadual, só poderia concorrer à prefeitura se Sartori renunciasse seis meses antes do pleito, isto é, em abril de 2012. Ocorre que por ser esposa de Sartori e diante do fato de que ele não pode mais concorrer a reeleição, a única alternativa para Maria Helena candidatar-se a prefeitura seria o prefeito renunciar seis meses antes da eleição. Que em outras palavras significaria não retornar mais ao paço municipal cujos últimos nove meses de seu mandato seriam completados pelo presidente da Câmara de Vereadores que assumiria o cargo. Sabe-se que Sartori nunca  cogitou esta possibilidade. Pois bem, durante a semana em  visita feita ao Senador Pedro Simon (PMDB) em  Brasilia, Sartori acompanhado dos secretário Antonio Feldmann e Celso Burigo, dois nomes cogitados nos bastidores para concorrerem a prefeitura pelo partido,  conversaram com Simon que passou a maior parte como ouvinte do que falou. Nos bastidores, porém, Simon teria aconselhado sobre a importância de manter a aliança que venceu em 2008, isto é que é importante manter o projeto que poderia ter a seguinte interpretação, segundo alguns analistas: “se o PMDB não tem um nome confiável para vencer, buscas-se um outro, que é nosso aliado desde 2004”.

 

SARTORI PODE SER

O GRANDE ELITOR?

Nos bastidores se comentou de que como o PMDB não teria hoje um nome catalisador, o nome de Alceu que foi vice de Sartori durante seis anos e que estaria despontando como uma presença forte nas eleições de 2012, poderia ser a saída para que o projeto seja mantido e que a chamada oposição não recupere o poder em Caxias. Mas, para isso, o PMDB que sempre teve candidato desde os tempos do MDB, abrisse mão do  nome a prefeito e entrasse no mínimo com o vice. Haveria um certo receio caso isso não ocorra que Alceu, se tiver seu nome homologado pelo PDT,  firmar alianças com o PT ou o PCdoB se for ignorado pelo PMDB e ainda trazer para si muitos dos 15 partidos que em 2008 apoiaram Sartori. Daí porque há que entenda que Sartori pode ser o grande eleitor em 2012. Na verdade, o grande condutor do pleito. Ele, a exemplo do que aconteceu com Lula, não vai querer entregar o governo a oposição. Sartori é o único que pode liderar os ajustes e a partir daí convencer que a poderosa aliança dos 15 partidos seja mantida, até porque praticamente as principais lideranças destas agremiações estão na prefeitura onde as negociações podem ser melhor conduzidas  A fórmula é simples: Ter um nome que possa vencer e assim todos os que lá estão permaneceriam por mais quatro anos. Claro que toda estas análises acima estão embasadas  na teses que circulam entre os peemedebistas especialmente que o importante é manter o projeto. 

 

É óbvio que desde já a resistências históricas para que a tese que Alceu Barbosa possa ser candidato a prefeito com o apoio do PMDB e do prefeito Sartori especialmente e assim conseguir manter a aliança dos 15 partidos que elegeram Sartori..E as resistências começam pelo PDT onde todos sabem que há divergências de alguns de seus integrantes com Alceu que ficaram evidentes na eleição de 2010. No momento Alceu tem a maioria do Diretório, mas ele deverá sofrer mudanças nos próximos meses com uma nova eleição de seus membros;E há que diga nos bastidores que pode haver surpresas Como todos sabem quem homologa os candidatos é o Diretório.

 

Alguns peemedebistas históricos tamem não estariam vendo com simpatia a tese de entregar a candidatura a prefeito a alguém que não seja do partido. Qubrando uma trdaiao de 45 anos em Caxias.. Há que dega nsl anbdlers quw poior da htess deveras e teart cnvebcet oe xpgvenador Geno Rigtto acncorrer. E hpa atem quem degan i mjnke de Geni eteffi.

 

 CANCELAS DOS

  PEDÁGIOS I

O deputado Alceu Barbosa (PDT), 2º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, ao participar da audiência pública da Comissão de Segurança e Serviços, destacou que o melhor modelo para substituir os pedágios em 2013 pode ser a possibilidade de não termos as “cancelas dos pedágios”.- “Assim sendo, a primeira opção é a da criação do Fundo Rodoviário o Estadual (solução proposta há mais de dez anos pelos engenheiros David Ovádia, aposentado pelo DNER especializado em economia rodoviária e Sérgio Bohrer Simões, responsável pelas concessões rodoviárias do DAER, em depoimento na CPI dos Pólos de Pedágios em 2007).

 

CANCELAS DOS

 PEDÁGIOS II

“Tal solução”- esclareceu o parlamentar - eliminaria a necessidade das praças de pedágios no RS, pois os valores da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), hoje recebidas pelo Estado, todo ou parte do IPVA e mais o acréscimo de alguns centavos sobre os valores dos combustíveis e lubrificantes ou dos valores incidentes sobre ICMS, fornecerá dinheiro suficiente para realizar obras necessárias de infra-estrutura rodoviária, mantê-las e melhorá-las, tendo um Estado sem cancelas e com justiça econômica e social”. Alceu Barbosa salientou que “se houver necessidade de aporte de valores extras, então, após estudos técnicos e econômicos adequadamente feitos e apresentados para as comunidades envolvidas, se optará pelo pedágio comunitário ou seja, público”.

 

IPAM

Na edição passada a Gazeta fez matéria com o Presidente do SINDISERV, João Dorlan da Silva, que denunciou déficit de R$ 2,6 milhões  no IPAM. Agora a Câmara de Vereadores está convidando (ou seria convocando) o Presidente do Instituto, Alberto Machado, para tratar da questão no Legislativo. Para Gazeta, |Machado deu uma série de justificativas  para o IPAM  chegar a esta situação. Dorlan disse que temia  pela falência em cinco anos se a situação não for revertida.

 

GLOBO REPÓRTER

Porque o Globo Repórter não fez a explosiva matéria sobre a lamentável e caótica situação da saúde pública no país, e que causou indignação e revolta junto a opinião pública, pelo péssimo atendimento, pela situação dos hospitais, falta de conservação,  demora de exames, desvio de recursos,  em setembro ou em outubro de 2010, por exemplo? Na época, durante a campanha eleitoral, o presidente Lula disse várias vezes que o atendimento da saúde pública no Brasil,.era excelente. Mudou tudo agora de uma hora para outra?. Em setembro era excelente, em março é um horror? Ou esta situação revelada pela Globo, em março de 2011, já existia em setembro e outubro de 2010 e foi sonegada pela emissora?

 

 

 

CAXIAS NÃO DEPENDE SÓ DELE. O JU SIM

Enviado Sexta-feira, 08 de abril de 2011 às 16:05:04 | Nenhum comentário »

Comemoração do primeiro gol grená contra o Botafogo na vitória por 3x1.

O Juventude está muito mais próximo para passar para a outra fase do Gauchão do que o Caxias. Depois das duas humilhantes goleadas que sofreu  do São José, 5x2, e Ypiranga, 4x2, ficou numa situação crítica, ao contrário do Ju que em três vitórias seguidas, no Jaconi, deu um salto notável para passar a outra fase. Todos os jogos  da Taça Farroupilha serão disputados no domingo,às 16h. O Caxias recebe, no Centenário, o São Luiz, enquanto que o Juventude vai ao David Farina enfrentar o VEC. O que o Caxias, que tem seis pontos e ocupa a última colocação do Grupo I, precisa para ainda se classificar? Em primeiro lugar precisa vencer o São Luiz que tem sete pontos e depois  torcer para que o  Canoas perca ou empate com o Internacional, no Beira-Rio, que ocorra um empate entre São José e Ypiranga no Passo da Areia e derrota ou empate do Novo Hamburgo, em casa, contra o Lajeadense  Terá também chances se golear por 5x0 desde que  o Canoas não vença o Inter e o Lajeadense perca por  2x0, 2x1, 4x2. Como se observa, missões para Hércules. O Caxias criou esta lamentável situação e  agora que a embale. Mas enquanto ainda há chances os grenás devem tentar e contar com o apoio da torcida.

 

VERDÃO BEM PRÓXIMO

A situação do Juventude é muito melhor. Na terceira colocação com 11   pontos, o Verdão não apenas pode se classificar como também pode lutar pelo título do interior e tentar garantir uma vaga na Copa do Brasil em 2012. Para esta conquista o Ju precisa vencer e não depender de nenhum outro resultado. Empatar desde que o Cruzeiro não vença o Pelotas. Pode até perder desde que  Cruzeiro e São José não ganhem. Para conseguir a classificação na Taça Farroupilha necessita vencer para ficar em primeiro desde que o Cruzeiro não ganhe do São José e o Grêmio não vença o Santa Cruz, nos Plátanos. Vitória para ficar em segundo lugar desde que  o Grêmio ou o Cruzeiro não vença. Empate ou derrota simples para ficar em terceiro ou quarto no grupo. Pode até perder por 4x0 desde que o  Santa Cruz perca e o Pelotas não ganhe. Como se observa  a situação do Juventude é de uma certa tranqüilidade, pois para não se classificar teria que levar uma goleada do VEC e ainda ocorrer resultados paralelos. O J, na verdade, pela sua notável recuperação merece estar lá. Depois tudo pode acontecer. Ate sexta, a papada tinha lotado cinco ônibus para ajudar o time. Pode fazer a diferença

  

É O COXA!

O Caxias, que tem muitas dificuldades para conseguir seguir adiante no Gauchão, vai, muito bem, na Copa do Brasil. Depois de vencer por 3x1 ao Botafogo da Paraíba, no Centenário, está confirmado nas oitavas de final quando enfrentará o Coritiba, em dois jogos. O sorteio realizado na CBF determinou que o primeiro é no Couto Pereira, na quinta, dia 14, às 20h30min, e o segundo, dia 26, às 19h30min, no Centenário.

 

PALMEIRAS

Se o Caxias passar ele vai enfrentar o vencedor de Palmeiras e Santo André, nas quartas de final. Enfrentar o coxa, invicto em 2011, não será tarefa das mais fáceis. Mas se o Caxias conseguir um bom resultado, um empate com gols ou mesmo uma derrota por 2x1, terá todas as condições  de se classificar no jogo de volta. Uma vitória será praticamente meio caminho andado para seguir adiante. Parece que com o Ricardo Cobalchini o Caxias recuperou seu futebol.  Se repetir às atuações contra o Grêmio e Inter pode seguir adiante.

 

RECORDAÇÕES

Recordo-me de uma grande vitória do Caxias, no Couto Pereira, até porque eu estava lá como repórter da Rádio São Francisco. Foi no distante dezembro de 1977, num sábado à noite, pelo brasileirão da Série A. O Caxias, treinado por Francisco Neto, venceria o Coritiba, por 2x1, com dois gols de Luiz Freire. Com a vitória, o Caxias passou para a outra e decisiva fase do brasileirão de 1977, que prosseguiria em janeiro de 1978. O Grêmio foi o outro clube gaúcho a se classificar. Juventude e Internacional foram eliminados. O São Paulo, treinado por Rubens Minelli (que havia vencido com o Inter em 1975/1976), conquistaria o seu primeiro título brasileiro.

O Caxias tinha um time muito forte com Bebeto e Luiz Freire formando uma dupla inesquecível.

 

LAMBANÇAS

No pouco tempo que ficou no comando do Caxias, Luiz Carlos Ferreira botou os pés pela cabeça e fez a maior lambança que me recordo de um treinador ao dirigir o clube nestes últimos anos. E olha que o Caxias teve muitos treinadores, com passagens meteóricas e que não deixaram saudades para ninguém. Lembra-me a tresloucada passagem do Marinho Perez, pelo Juventude, em 2003, que muito semelhante a de Ferreira no Caxias agora.  

 

ESTÁTUA

Até hoje se comenta as incríveis histórias envolvendo Marinho, que foi um notável zagueiro, introdutor da linha de impedimento no futebol brasileiro, mas que como treinador é lembrado mais por situações folclóricas criadas por ele. Ferreira chegou aqui, estava por fora de tudo, adotou um sistema de jogo antigo e resolveu arrogantemente mudar todo o que estava certo no time para tentar mostrar que era tudo com ele mesmo. Lamentável. Mas ele não foi o maior responsável. Quem o indicou e o contratou merece ume estátua no estádio.

 

INVENÇÕES

O atacante Lima estava com tanta raiva do treinador Ferreira que ao entrar e marcar o gol quase furou as redes do Ypiranga tamanha a gana como ele chutou. Deixar o artilheiro do Caxias e um dos artilheiros do Gauchão  no banco e só escalá-lo depois que estava perdendo por 4x0 foi uma das tantas

Invenções, e absurdos, cometidos pelo treinador em sua malfadada passagem pelo clube. Quando ele anunciou que não escalaria o Lima não era o caso de ter havido uma intervenção da direção no vestiário antes do jogo começar? Aí estava diagnosticado que ele estava perdido. Não tinha mais solução.

 

O PRIMEIRO

Neste domingo, a SER Caxias comemora seus 76 anos. Se alguém me perguntasse quais foram os maiores times que eu vi jogar, citaria quatro. O primeiro foi o Flamengo treinado por Francisco Neto, o Chiquinho,  1970/1971 que tinha, entre outros, Gaspar, Darlan, Sidney, Osmar, Techio, Zangão, Jarinha, Yauca, Roberto, Paulinho Patê, André Heinz. O Fla quando fechou seu departamento de futebol em 1972, para a formação da Associação Caxias, dividia o titulo de melhor time do interior com o Esportivo, que era treinado por Ênio Andrade.

 

O SEGUNDO

O segundo foi o Caxias de 1976/ 1977/1978, dirigido por Marcos Eugênio, Francisco Neto, o Chiquinho, e Carlos Froner, que contava com jogadores do nível de Bagatini, Cedenir, Luiz Felipe Scolari, Jorge Tabajara, Luiz Freire, Bebeto, Jurandir, Clóvis Duarte, Paulo César Tatu, João Carlos, entre outros Este grupo fez memoráveis campeonatos brasileiros da Série A de 1976, 1977 e 1978. Há quem diga e fica difícil discordar que este foi o melhor time da história do clube e que só não foi campeão gaúcho naquela época  porque o Inter, entre 1975/1979, era  melhor time do Brasil tendo  conquistado três vezes o campeonato brasileiro.

 

O TERCEIRO

O terceiro, 1989/1990, era treinado por Orlando Bianchini, que foi vice-campeão gaúcho de 1990, e que só não foi campeão porque num jogo decisivo, na reta final, com o Grêmio, no Olímpico, em que vencia por 1x0, o tricolor da capital empatou no fim através de uma falta não marcada sobre o goleiro grená sob os olhares complacentes da arbitragem. A vitória dava ao Caxias a liderança a uma rodada do final do Gauchão e o jogo decisivo seria no Centenário. Tinha jogadores como Barbirotto, Marques, Caçapava, Ricardo, João Carlos, Nilson Aragão, Edelvan e outros.

 

O QUARTO

O quarto time foi o campeão gaúcho de 2000, mas cuja base foi montada ainda em 1999, pelo Adenor Bachi, o Tite, e que tinha Gilmar, Jairo Santos, Gil Baiano, Titi, Ivair, Maurício, Jajá, Adão  Daria para citar ainda o time de 2001 que tinha como base o de 2000 e que quase conseguiu a vaga para Série A, se tivessem deixado o Edson Gaúcho no cargo até o final da competição.

 

TIMAÇO

Os mais antigos falam de um timaço do Flamengo entre 1951/1952 e 1953, que teve como treinador Carlos Froner, que contava com jogadores da qualidade de Sinval, Victor, Torres, Ladi e Sadi Costamilan, e do uruguaio Guizoni, entre outros. Torres e Victor foram para o Grêmio em 1954. Victor foi o primeiro centroavante negro da história gremista, 51 anos depois de sua fundação. (1903/1954). E foi quem marcou o primeiro gol no Olímpico, no seu jogo inaugural, contra o Nacional do Uruguai, vencido pelo Grêmio, por 2x1. Este time do Flamengo eu não vi jogar. Parabéns SER Caxias. 

 

A MORTE DO GUERREIRO

Enviado Sexta-feira, 01 de abril de 2011 às 16:21:25 | Nenhum comentário »

Projeto de Alceu Barbosa promete polêmica na Assembleia Legislativa

O Brasil perdeu uma de suas figuras mais estimadas na última terça-feira, dia 29, com a morte do ex- vice-presidente José Alencar (PRB). Ele lutava contra um câncer há 13 anos submetendo-se a várias cirurgias e internações hospitalares no país e no exterior. Seu corpo foi cremado em Minas Gerais no dia 31. Sua morte na verdade comoveu o país. Alencar era considerado um guerreiro por sua luta e determinação no combate a sua longa enfermidade e também pela maneira discreta e humilde, sempre evitando a tentação dos holofotes e da promoção gratuita, como sempre se conduziu no cargo de vice-presidente. Um verdadeiro modelo que deveria ser seguido pela classe política. Por duas vezes eleito vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alencar foi uma espécie de avalista do governo junto às classes empresariais e conservadoras do país que viam na eleição de Lula a presença da chamada esquerda no poder com temor e receio diante dos exaustivos discursos de mudanças profundas que caracterizaram a história do PT. Alencar foi, na verdade, uma espécie de freio fazendo com que o governo de Lula criasse um sistema equilibrado de governar sem as radicalizações esperadas e anunciadas por diversos setores. Lula teve a sensibilidade de escolher um vice que pudesse ser este ponto de equilíbrio entre os setores mais radicais e os mais moderados. 

  

PROJETO PROPÕE TROCA

DE PARDAIS POR LOMBADAS

O deputado estadual Alceu Barbosa Velho (PDT) ingressou na Assembleia Legislativa com um projeto polêmico quando for à votação. Ele está propondo a troca de todos os pardais instalados nas estradas gaúchas por lombadas eletrônicas depois das denúncias de corrupção com o escândalo dos pardais onde milhares de multas teriam sido cobradas nestes últimos anos de forma irregular. As lombadas eletrônicas, além de oferecerem uma maior segurança para evitar fraudes, trazem também mais segurança para os motoristas. Eles são obrigados, na marra, sob pena de sofrerem uma pesada multa, de diminuírem a velocidade dos veículos ao se aproximarem delas. Parece-nos ser um bom projeto. Não se sabe se ele será aprovado na Assembléia. Mas diante das denúncias de corrupção o momento pode ser favorável. Até porque os pardais instalados há muitos anos nunca resolveram o problema da falta de velocidade e a diminuição dos acidentes. Parece que esteve apenas resolvendo o bolso de algumas pessoas pela cobrança de multas irregulares. Espera-se que tudo isto seja devidamente esclarecido e os responsáveis punidos.

 

RECORDISTAS

Como o prefeito José Ivo Sartori (PMDB) não pode se reeleger, Pepe Vargas (PT) não estaria muito disposto a candidatar-se, o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) também estaria descartado e os ex-prefeitos Mansueto Serafini Filho(PTB) e Mário David Vanin afastados há anos desta possibilidade, podemos ter um fato histórico em 2012. Depois de quase 40 anos, nenhum desses nomes seriam candidatos à prefeitura. Sempre um deles concorreu neste longo período. Sartori e Pepe foram candidatos em quatro oportunidades cada. Daí porque é provável que um novo nome pode despontar na eleição de 2012 caso isso se confirmar. De todos os citados, apenas Rigotto não se elegeu. Concorreu duas vezes, em 1988 e 1996, e foi derrotado em ambas.

 

PATERNIDADE

A mineira Rosemary de Morais, 55 anos, que pede na Justiça o reconhecimento de paternidade de José de Alencar, desistiu de ir ao velório do ex-vice-presidente. Sua desistência foi para evitar constrangimentos para a família neste momento de dor, segundo o advogado Geraldo Jordan, que é o advogado da suposta filha de Alencar. Conforme Jordan, o processo para esclarecimento está em andamento e devem ser ouvidos os familiares.

 

DNA NEGADO

Em julho do ano passado, Alencar foi reconhecido oficialmente pai de Rosemary, depois do julgamento de uma ação de reconhecimento de paternidade que fora ajuizada por ela ainda em 2001. Na ocasião o juiz José Antonio de Oliveira Cordeiro, da comarca de Caratinga (MG), determinou que ela passasse a usar o mesmo sobrenome dele. A professora alega ter sido fruto de um romance entre Alencar e a enfermeira Francisca Nicola de Morais, em 1954, quando ambos moravam em Caratinga. Alencar negou-se a reconhecer Rosemary como filha e a fazer exames de DNA, que poderia ter elucidado o caso.

 

GURUS

O deputado federal Jair Bolsanaro (PP-RJ) foi o autor de declarações lamentáveis durante a semana. Considerado um político de extrema-direita saudosista e apoiador do golpe de 1964, Bolsanaro disse, entre outras coisas, que “seus gurus na política são todos os presidentes da ditadura militar e que sente saudades daquela época”.

 

NAZISTÓIDE

E foi mais longe, exercitando seu racismo latente, de fazer inveja às ideias nazistóides e fascistóides, “de que seus filhos não ‘correm risco’ de namorar negras ou virar gays, porque foram ‘muito bem educados’”. Estas declarações foram dadas num programa de televisão. Bolsanaro, como se sabe, foi militar, capitão do exército e da linha duríssima.

 

DEITANDO

E ROLANDO

Se o Brasil, quando se redemocratizou, tivesse tomado as mesmas posturas da Argentina e Chile, que colocaram na cadeia os golpistas, ditadores, torturadores e os criminosos daqueles regimes, figuras como o Bolsanaro não estariam na mídia com saudades da ditadura e assumindo suas posturas racistas, sem que nada aconteça.

 

TAPETE

Mas como aqui não houve o ajuste de contas, se jogou tudo para debaixo do tapete da história, com a omissão dos governantes (leia-se também Poder Judiciário) que foram eleitos neste país, os bolsanaros da vida estão aí mesmo deitando e rolando. E se não abrirem o olho eles voltam ao poder qualquer dia desses. Num país sério, suas declarações racistas no mínimo seriam motivos suficientes para que ele perdesse o mandato.

 

REPÚDIO

A vereadora Denise Pessôa (PT) decidiu retirar o regime de urgência sobre a moção de repúdio às declarações do deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), veiculadas em um programa da TV Bandeirantes, no início da semana. A moção seria apreciada na sessão de quinta-feira (31). Porém, com a retirada, a proposta deverá ser votada em plenário na próxima semana. A intenção de Denise é destinar um tempo maior para que os demais vereadores analisem o conteúdo do documento.

 

BAIXARIA I

Na última segunda-feira (28), durante quadro do Programa CQC, da TV Bandeirantes, o deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) respondia a perguntas feitas pelo público, quando expressou suas opiniões sobre questões como ditadura, racismo e homossexualidade. Na entrevista, Bolsonaro afirmou que, por seu passado, Dilma Rousseff jamais poderia ter sido eleita presidenta, e que sente falta de governos como o dos ditadores Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo.

 

BAIXARIA II

O deputado também chegou a dizer que nunca “correu o risco” de ter um filho gay porque sempre foi um "pai presente" e que deu uma "boa educação". Lamentável também o destaque que a emissora de tevê deu para esta deplorável figura. Na verdade, as emissoras de tevê, especialmente as de São Paulo, como a Bandeirantes, Rede TV e Record fazem qualquer coisa para obter audiência. A baixaria corre solta na telinha.

 

POSTURA POLÍTICA

No último dia 31, quando foram registrados os 47 anos do Golpe Militar, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Madureira, Luiz Pizzetti, relembrou, no espaço da Tribuna Livre, a história da Ditadura Militar e das pessoas que lutaram por mudanças na sociedade. O vereador Elói Frizzo (PSB), reconheceu a contribuição de Pizzetti para a história do município. “O senhor sempre foi figura presente, participante, com posições”, disse.

A postura política do líder comunitário também foi parabenizada pelos vereadores Mauro Pereira (PMDB) e Denise Pessôa (PT). Aos 87 anos, Luiz Pizzetti, está ativo no movimento comunitário e na defesa dos direitos de sua comunidade.

 

COMUNISTA

HISTÓRICO

É o mais antigo comunista vivo em Caxias. Durante quase toda a sua vida militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) o antigo “Partidão” sendo contemporâneo entre outros de Percy Vargas de Almeida, cujos 38 anos de sua morte ocorreram no mês de março. Em 2007 a Gazeta fez extensa matéria com Pizzetti, com o título “O último dos comunistas”, quando ele falou sobre sua trajetória, especialmente sobre os duros anos da ditadura militar, assumindo, mais uma vez, sua condição de comunista histórico e lamentando pelo fim do antigo PCB.

 

JU RESSUCITA NO GAUCHÃO

Enviado Sexta-feira, 01 de abril de 2011 às 16:18:50 | Nenhum comentário »

Depois da memorável vitória sobre o Grêmio, Ju dá salto para classificação

O Juventude está conseguindo aquilo que muitos consideravam, uma semana depois da derrota de 3x1, para o Cruzeiro, em Porto Alegre, quase que impossível, a de se encaminhar para a classificação para outra fase do Gauchão, depois de duas retumbantes vitórias no Jaconi, a goleada sobre o Inter-SM, por 5x0, e derrotar de forma inesquecível e de virada o Grêmio por 3x2, chegando a 8 pontos e  na quarta colocação do Grupo 2, um ponto atrás do Grêmio e do Cruzeiro e a dois do líder, Santa Cruz. Picoli, que chegou quase a pegar o boné e se mandar depois da derrota para o Cruzeiro, está revigorado e  mais fortalecido do que nunca. A própria direção que afastou três jogadores experientes do grupo e que sofreu algumas restrições, também saiu encorpada em sua decisão porque a partir daí o time começou a vencer seus jogos e mostrar evolução dentro do campo, notadamente com o lançamento de alguns jovens jogadores que começaram a dar uma resposta positiva, como é o caso de Bressan, Ramiro, Teles e Alex, todos campeões estaduais de juniores num processo de renovação do grupo. Neste domingo, 18h30min, no Jaconi, o Verdão terá de somar mais três pontos quando receberá o Porto Alegre, time já rebaixado. Diante disso é lógico se esperar que o time tenha mais uma vitória, vá para 11 pontos e comece a se habilitar a uma das quatro vagas. Na última rodada vai ao David Farina enfrentar os sempre temível VEC, quando ele atua em seu estádio. Vencer o Porto Alegre é quase uma obrigação. E a presença da papada ao estádio também.

 

CAXIAS PREOCUPA

O Caxias preocupa, depois da humilhante goleada sofrida pelo São José em Porto Alegre, por 5x2, onde, mais uma vez, o time foi faceiro, levou gols de contra-ataque e empatou com o Novo Hamburgo sem gols lá. O empate com o NH pode ser considerado um resultado normal, afinal não é fácil jogar contra o Nóia em seu estádio. Que o diga o Grêmio que perdeu por 2x0 na Taça Piratini, no primeiro turno. A preocupação gira em torno da atuação. Parece que perdeu a embocadura e a excelente organização demonstradas diante do Grêmio, ainda com Lisca, e no empate com o Internacional, onde mesmo que Lisca já tivesse saído, sua influência ainda foi forte na concepção tática do time. Embora Luiz Carlos Ferreira tenha estreado contra o Botafogo-PB, pela Copa do Brasil, o time venceu e o dedo do Lisca ainda se fazia sentir. Porém, a partir do jogo contra o Canoas quando, depois de estar vencendo por 3x1, permitiu o empate em jogadas de contra-ataque e só venceu graças a um gol contra, começou a mostrar defeitos e desorganização tática. Diante do São José apesar de ter dado no início a falsa impressão de que poderia recuperar seu futebol, o Caxias acabou sendo goleado por 5x2, especialmente pela faceirice do seu meio de campo. Contra o NH, Ferreira escalou três atacantes e mesmo assim o time pouco finalizou porque havia dificuldades para a bola chegar aos atacantes diante da falta de criatividade do meio de campo. Ele tem mudado o time constantemente tentado deixar sua marca e assim afastar o fantasma do Lisca, mas não tem dado certo. Neste domingo o Caxias joga outra fora e contra o Ypiranga, 16h. Se vencer dará um salto notável para se classificar. Hoje ocupa sexta colocação com seis pontos. O líder Internacional tem nove, portanto é um grupo bem equilibrado. Pode confirmar no jogo final contra o São Luiz no Centenário, 16h, 10 de abril, data dos 76 anos de fundação do clube. Mas tem que melhorar.

  

GRÊMIO

Está certo que o Grêmio, depois que fez 2x1, relaxou, o Ju estava com dez jogadores, e achava que o jogo já estava finalizado, tanto que foi retirado William Magrão que era um dos melhores do time. Mas é bom ressaltar que O Grêmio é apenas um bom time, não tem nada de extraordinário, como muitas vezes a mídia da capital tenta passar. É bom lembrar que a derrota para o Juventude foi a terceira no Gauchão. Já perdeu para o NH e o Cruzeiro, por 2x0 em ambos os jogos. Foi derrotado também pelo Junior de Barranquilla e empatou com o modesto Leon do Peru.

 

4x3 EM 2000

Na noite do dia 10 de setembro de 2000, um domingo, o Juventude enfrentou o Grêmio, pela Copa João Havelange, no Jaconi. O Grêmio tinha um grande time com Zinho, Ronaldinho Gaúcho e outros. Chegou a estar vencendo por 3x1, mas no segundo tempo, o Verdão venceria por 4x3 naquela que foi a maior virada do clube nestes últimos anos, embora a de quarta, na vitória de 3x2, também foi sensacional.

 

PÚBLICO

O público que foi assistir Juventude e Grêmio podia ter sido maior. Mas entraram alguns detalhes. O jogo foi transmitido pela TV COM, Canal 36 do Cabo, para todo o RS, inclusive para Caxias. Com o tempo ameaçando chuva e tendo a possibilidade de assistir na sala de casa, esta opção foi óbvia. O que chama a atenção é que até então a TV COM nunca havia transmitido numa quarta-feira um jogo direto. Como também essa emissora nunca transmitiu jogos diretos da dupla Gre-Nal, ficando essa atribuição à RBS-TV. A alegação, segundo consta, é que teria sido uma quarta-feira atípica.

 

TABELA

O Caxias tem enfrentado barras pesadas. A tabela tem sido madrasta para os grenás que depois de enfrentarem o São José, em Porto Alegre, o NH, em Novo Hamburgo, agora vão a Erechim jogar com o Ypiranga. Três jogos seguidos fora de casa. Diferentemente do Juventude que teve três jogos seguidos em casa culminando com este de domingo com o Porto Alegre. O fator local numa competição de tiro curto como essa é decisiva. Em compensação quando se joga três partidas seguidas fora, pode se fatal. 

 

ATIPICO?

Dá para dizer que foi um resultado atípico, não é comum, o São José não tem time para golear o Caxias, por 5x2, num jogo normal, só que aconteceu. É bom lembrar que sofrer goleadas atípicas acontecem sempre, mesmo com grandes clubes. Recordo-me que uma vez o Grêmio, que estava invicto há 23 jogos, levou 5x2 do Esportivo, em Bento Gonçalves. O Ju já aplicou duas goleadas históricas no Internacional: 5x1, no Jaconi, e 4x0, no Beira-Rio. Goleadas são rotineiras. Mas deve-se saber tirar lições delas. Como, por exemplo, não se pode jogar faceiro fora, dando espaços para o adversário, como foi contra o São José.

 

PROMESSA

O treinador Luiz Carlos Ferreira assumiu depois do jogo com o NH que o Caxias vencerá o jogo em Erechim. Tomara que suas previsões se confirmem porque um novo tropeço pode colocá-lo na linha de tiro.

 

COPA DO BRASIL

O Caxias teve uma boa notícia. O clube não fará a segunda partida contra o Botafogo da Paraíba marcada para o dia 6 de abril no Centenário pela Copa do Brasil. A CBF confirmou que o clube paraibano está eliminado por ter escalado irregularmente o atacante Edmundo no primeiro encontro entre os dois times em João Pessoa. O Botafogo está prometendo ingressar na justiça desportiva com um efeito suspensivo para tentar anular a decisão da CBF. O Caxias ganhou o primeiro jogo disputado na Paraíba e jogaria por um empate para passar adiante.

 

CORITIBA

A se confirmar que o segundo jogo não se realizará mais, os grenás vão esperar pelo Coritiba que ao vencer por 3x1 o Atlético Goianense se classificou. O Coritiba havia vencido o primeiro jogo em Goiânia, por 2x1.

Como se sabe, o campeão da Copa do Brasil consegue uma das vagas para a Copa Libertadores. É um dos melhores atalhos para chegar-se a esta disputa internacional, cujo vencedor decide o mundial de clubes no final do ano.

 

INVICTO

O Coxa está invicto a 26 partidas. Será um jogo dificílimo. Mas se o Caxias conseguir recuperar seu bom futebol e tiver um esquema tático eficiente pode ganhar no Centenário e depois administrar no Couto Pereira. Quem jogou de igual para igual com Inter e Grêmio tem condições de encarar, e bem, o clube do Paraná.

 

BRASIL

A Escócia é uma seleção de terceira categoria na Europa, mas, ao vencermos por 2x0, os exageros, os ufanismos tradicionais e as patriotadas da imprensa do centro do país voltaram com força. Vamos esperar quando tivermos que pegar seleções mais qualificadas da Europa, para termos uma melhor avaliação. Para os gaúchos, havia certa expectativa sobre Leandro Damião. Saiu-se bem naquilo que ele sabe melhor fazer, que é de posicionar-se dentro da área e cabecear de fazer parede. Se jogasse num grande clube do Rio e São Paulo teria recebido mais destaque da mídia.

 

O SEU PETRY

Entrevistei algumas vezes o Rudy Armin Petry, mais comhecido como “Seu Petry” histórico dirigente do Grêmio que faleceu na última terça-feira, aos 91 anos. Por mais “venenosa” que fosse a pergunta, ele sempre as respondia com tranqüilidade, com uma frieza digna de sua origem alemã, nunca dava qualquer sinal de irritação ou censura, sempre de forma elegante.  

 

ESTILO

Como dirigente do Grêmio, por seu estilo de tratar e se relacionar com as pessoas e os adversários, e a maneira como conduzia o futebol, contribuiu, a partir dos anos 50, decisivamente, para que o clube se tornasse mais popular e tirasse ou no mínimo diminuísse o ranço elitista e conservador, de clube fechado, que, foi uma marca durante quase meio século e que tinha conotação preconceituosa e racista. Petry foi um dos maiores dirigentes da história centenária do Grêmio e um dos maiores desportistas da história do futebol gaúcho.

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