NO PASSADO A ESCOLHA DA RAINHA JÁ FOI POLÊMICA
Enviado Sexta-feira, 28 de agosto de 2009 às 20:00:40 |
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1950 - Rainha: Olivia Terezinha Morganti
A eleita na noite deste sábado será a 24ª rainha da Festa da Uva, uma tradição que começou em 1933, com Adélia Eberle, há 76 anos. Normalmente, a escolha da rainha sempre foi num clima de festa e alegria e sem contestações. Houve duas, porém, que marcaram pela polêmica. E curiosamente elas envolveram as duas mais antigas soberanas que ainda felizmente estão entre nós, que são Olívia Terezinha Morganti, eleita em 1950, e Zilá Turra, em 1958. A que provocou os debates mais ásperos foi a de 1950, em que se comemoravam os 75 anos da chegada dos imigrantes italianos ao Estado. Para registrar a data resolveu se promover uma escolha com representantes de todos os municípios da região. A caxiense Bia Vial, que representava o Clube Juvenil, era obviamente a favorita dos caxienses. Só que o corpo de jurados, integrado por personalidades do estado e do centro do país, entre eles o jovem presidente da Assembléia, o deputado Leonel de Moura Brizola (PTB), acabou escolhendo a representante de Bento Gonçalves, Olívia Terezinha Morganti, filha de um oficial do exército, 1° Batalhão Ferroviário, que estava sediado naquela cidade.
VOTAÇÃO POPULAR
Dotada de uma beleza serena, de excelente nível cultural e intelectual, atributos decisivos para sua escolha, Olívia, jovem de descendência luso/brasileira, acabou conquistando os jurados. Mas, sua escolha deixou furiosos alguns caxienses, que ameaçaram não permitir sua posse. Os de Bento também reagiram furiosamente, no entanto, a turma do bom senso entrou em ação e tudo foi acertado. Olívia assumiu e tornou-se uma rainha digna do evento, encantando a todos. Outra polêmica, menor do que essa, evidentemente, ocorreu em 1958, com a eleição de Zilá Turra. Segundo o livro “História da Festa da Uva”, de autoria do escritor e jornalista Mário Gardelin, houve dois sufrágios, um de cunho popular em que o povo indicou suas candidatas. Neste, as quatro mais votadas passariam pelo crivo de uma comissão criada especialmente para escolher a rainha. O povo votou em massa. A última apuração dos votos populares deu o seguinte resultado: Rosemary Spinatto com 259.640 votos; Zilá Lourdes Turra, 216.849 votos; Dione Basso, com 125.436 votos e Vera Maria Pasquali, com 44.139 votos. Dia depois, na sede do Recreio da Juventude, a comissão encarregada se reuniu e deu o titulo a Zilá Turra. Evidentemente muitos dos que votaram em Rosmery ficaram aborrecidos. Mas embora não tivesse sido a preferida da população na votação popular, Zilá foi recebida com carinho e emoção pelos caxienses e foi uma digna rainha que entrou para a história.
UM NÃO PARA YEDA
Esta história da transferência das rodovias pedagiadas no RS para União fazendo que o governo Federal assuma também uma suposta dívida de mais de um bilhão de reais, por conta do desequilíbrio financeiro que ninguém sabe o que realmente é, repassar o ônus e ficar com o bônus. Já antecipávamos, nesta coluna, na edição passada, que o líder do governo Lula na Câmara dos deputados, Henrique Fontana, estava discordando da proposta de Yeda e levantava a suspeita de que esta dívida está sendo forjada e que ela não existe, ou se existe, os números estão superfaturados. Na quinta-feira, o governo federal se pronunciou oficialmente através do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, rejeitando o pedido de Yeda dizendo que “não interessa à União receber por delegação as rodovias estaduais incluídas nas concessões, e além do mais com dívidas”. Neste lengalenga como ficarão nossas estradas daqui para diante. O descaso será total? Na verdade, a partir da instalação das praças de pedágio, com o aval do governador Britto e da Assembléia, no final dos anos 90, nenhum outro governador que o sucedeu (Olívio, Rigotto e Yeda) resolveu o problema, todos lavaram as mãos. Em relação a Yeda, o agravante é de que ela tentou entregar um enorme talão de cheque em branco para as concessionárias na tentativa frustrada de implantar o famigerado Duplica-RS.
APOSENTADOS SEM VOZ
As centrais sindicais, cuja credibilidade está no fundo do poço, sem a presença da entidade nacional dos aposentados, resolveu aceitar um acordo com o governo que anunciou 6, 4% de aumento a partir de janeiro. Como é que se decide um tema tão grave como esse e que interessa milhões de pessoas sem que os maiores interessados participem das decisões? Sabe-se que um enorme exército de aposentados está com seus salários defasados em alguns casos em até 100 por cento. Esta semana li a sugestão num jornal de que os aposentados cuidem bem do seu 13° salário. Cuidar bem como? Guardá-lo debaixo do colchão para comprar remédios? No mínimo, as centrais deveriam bater pé no projeto do senador Paulo Paim (PT), que prevê a reposição das perdas ou exigir que o governo repasse, a partir do ano que vem os mesmos índices, que serão pagos para quem ganha até um mínimo o que durante um período foi adotado pelo governo FHC. Governo que o PT gostava de malhar quando era oposição e exigia reajustes maiores. E o Paim acabou capitulando aceitando o acordo e parece que começou a jogar na retranca. Será que a exemplo do que aconteceu com o Mercadante, ele também foi devidamente “amolecido”?
MAURO PEREIRA I
Até o momento que fechávamos esta edição não se tinha ainda conhecimento se o Tribunal Regional Eleitora (TRE) tinha aceitado o agravo de instrumento do vereador Mauro Pereira (PMDB) cujas contas eleitorais da eleição de 2008, quando ele se elegeu vereador, foram desaprovadas além de ter sido negado um recurso especial sob a alegação que se trata de uma matéria administrativa. A alegação da justiça está baseada de que o vereador cometeu afronta à legislação eleitoral insanável ao ter recebido doação de fonte vedada, no caso de um cartório de Caxias e que pode inclusive provocar sua inelegibilidade para a eleição de 2010, onde ele já foi escolhido candidato à Câmara Federal pelo PMDB em pré-convenção.
MAURO PEREIRA II
No último dia 19 de agosto, através do seu advogado, Pereira ingressou com um agravo de instrumento no TRE tentando reverter à situação. Pereira voltou a repetir que está sendo vítima de uma injustiça. Ele destaca que o dono do cartório se equivocou ao doar o dinheiro pelo cartório e não por sua pessoa física e que ele reconheceu o erro devolvendo inclusive o dinheiro.
MAURO PEREIRA III
“O tabelião do cartório tem fé pública, o dinheiro foi doado antes de iniciar o processo, houve um equívoco, os juízes, desembargadores deviam considerar que o proprietário está assumindo a culpa”, observa Pereira. Ele lembra ainda que o valor de R$ 2 mil não teve influência para sua eleição e que caso o agravo de instrumento não for aceito pelo TRE “iremos buscar no TSE a reparação desta injustiça”. Na edição passada da Gazeta fizemos ampla matéria sobre o tema nas páginas 8 e 9.
PALOCCI
Alguém esperava outra decisão do Supremo Tribunal Federal em relação ao caso Palocci a não ser a sua solene absolvição mesmo que houvesse provas contra o ex-ministro do Lula. Sobrou para o caseiro que se tornou o vilão da história?
CPI
Alguém acredita que a CPI da corrupção instalada no Assembléia vai atingir seus objetivos?
JU: BUSCAR NOVE PONTOS
Enviado Sexta-feira, 28 de agosto de 2009 às 19:54:55 |
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Lopes e Denner, as armas do Verdão
Com quatro pontos obtidos nos dois últimos jogos, vitória de 4x1 sobre o Guarani, no Jaconi, e empate com o Ceará, em um gol, no Castelão, fazem com que o Juventude volte a respirar fora da zona do rebaixamento, mas para isso terá que, obrigatoriamente, vencer, neste sábado, 16h10min, no Jaconi, o Duque de Caxias. Se vencer, o Verdão vai para 26 pontos e terá conseguido sete nos últimos nove disputados, média que, se mantida, poderá dar novas projeções ao time dentro da competição. Depois terá uma semana de folga só volta a jogar dia 5 de setembro, em Natal, contra o ABC, um dos rebaixados no momento, em jogo onde a vitória também deve ser priorizada, somar mais três pontos. Na volta, no dia 8, no Jaconi, recebe o Brasiliense, em confronto onde o time também tem todas as condições de vencer e somar mais três pontos. Se conseguir vencer o Duque em Caxias, ABC e o Brasiliense, iria para 32 pontos e passaria a fazer uma campanha de time que ainda pode chegar no G-4. São três jogos importantíssimos, dois deles em Caxias. É a chance de mandar para o espaço o rebaixamento e ainda sonhar com a possibilidade de brigar por uma das quatro vagas à Série A.
A MESMICE DE SEMPRE
Em todos os anos que estou na imprensa nunca testemunhei um fato igual. Um clube de futebol libera seu treinador para buscar outro clube, mas ao mesmo tempo acena com a possibilidade de ele permanecer. Se tivesse sido dito que as portas para Iser continuarão abertas no futuro tudo bem, mas dizer que ele pode procurar um clube e deixar em aberto que ele continue como técnico, nunca vi nada igual. O Caxias estaria lançando um novo estilo para dispensar um técnico? Fassbinder alegou que Iser assumiu a equipe numa situação difícil, sozinho, sem trazer ninguém. Tem caráter e é uma grande pessoa. Se voltar vai poder indicar auxiliar e preparador físico. Vamos avaliar. No mínimo, se a questão é avaliar e acenar com a chance dele continuar ainda este ano a direção não devia ter dito a ele que procurasse outro clube. Os dirigentes poderiam avaliar e na volta das férias tomar a decisão. Não é?
É por isso e outras coisas que o futebol do Caxias não decola. Não sai da mesmice de sempre. Acredito que o Gilmar não será o treinador grená. Especialmente pela sua vacilante e equivocada participação nos jogos decisivos com o Guaratinguetá, quando ele botou os pés pela cabeça em esquemas táticos confusos, notadamente no jogo em São Paulo. Já tinha se quebrado com o Juventude no Gauchão. Ele me parece ser um treinador hesitante e de poucas convicções embora se tenha que dar um desconto pois o Caxias não tem sido um bom modelo para alguém poder trabalhar no futebol. Não acredito, porém, que o Gilson Kleina, cujo nome tem sido citado, seja a solução. A maneira lamentável como o Caxias saiu da Série C, em 2008, sob o seu comando, não lhe dá um bom aval para retornar assim tão rapidamente. Seria repetir um equívoco.
DENNER I
Marcos Denner é o novo ídolo da papada. Ela já havia sido da massa grená. Fato raro na cidade, de um atacante ser ídolo dos torcedores da nossa dupla e num mesmo ano. Com seis gols, quatro nos últimos dois jogos, Denner virou atração no ataque do Verdão e no momento desbancou o até recentemente intocável Mendes no comando do ataque verde. Denner se movimenta, se desloca, corre, vem buscar a bola, parte para cima da zaga como fez em muitos jogos do Caxias. Ele tem feito a diferença e se mantiver o ritmo vai ainda dar muitas alegrias a papada.
DENNER II
Dizer que o Caxias cometeu um grande equívoco ao liberá-lo, juntamente com o Júlio Madureira, é chover, no molhado. A dupla foi o que de melhor o Caxias teve em todo o Gauchão. Era o que tinha dado certo e tinha que ter sido feto um esforço para mantê-la. Sinto-me a vontade de falar, pois neste espaço, na semana que Denner saiu registrei que o Caxias estava cometendo um erro em não fazer um esforço para garanti-lo para a Serie C pois não seria fácil, como não foi, encontrar alguém com sua experiência e talento.
R$ 100 MIL I
Pelo que sei haviam prometido ao jogador o pagamento de R$ 100 mil para permanecer no clube. Porém, esta promessa acabou não sendo cumprida o que descontentou o jogador, e me parece que até teve reflexos nas suas últimas atuações onde ele estava desmotivado. Surpreendentemente, as vésperas do Caxias estrear na Série C, foi anunciando de que Denner não era mais jogador do clube, de que ele tinha sido desligado do grupo. Caiu como uma bomba.
R$ 100 MIL II
A alegação, entre outras coisas, era de que o Caxias não ia poder cumprir o compromisso financeiro com o atleta. Mas, sabe-se que nesta reta final da Serie C foram arrecadado cerca de R$ 200 mil pára dar ao grupo caso conseguisse a classificação para a Série B. A coleta deste dinheiro teve as parceria de algumas pessoas ligadas ao clube que se cotizaram Ora, não podia ter sido feito um esforço igual para obter os R$ 100 mil e manter o Denner? Quem sabe estes R$ 100 mil teriam sido decisivos para o Caxias poder ter obtido o passaporte da B.
EQUÍVOCOS I
Entre as dispensas do Caxias, destaque para os atacantes Maiquel e Rivaldo. Eles chegaram como soluções, ao som de fanfarras, para as saídas de Marcos Denner e Júlio Madureira. Seus treinamentos acabaram ganharam grande destaque na mídia. Eram a salvação. Dentro do campo, porém, não mostraram nada. Na verdade, assim como eles foram mandados embora não teria sido aconselhável o presidente do Caxias ter tomado a mesma atitude com quem os contratou e quem os indicou?
EQUÍVOCOS II
Quantos equívocos já foram cometidos impunemente nestes últimos tempos em matéria de contratações no Caxias? Os contratados vão embora, mas os contratantes permanecem. Ou no mínimo quem avaliza estas contratações também é responsável. A manter-se o modelo preparem-se para uma nova leva de pangarés, como diria um antigo radialista caxiense hoje afastado da mídia esportiva. Pangaré, na sua visão, era jogador ruim.
MORATÓRIA
O Caxias que trate de pegar o dinheiro do Vinicius que foi para o Grêmio. O tricolor está anunciando uma espécie de moratória. Com os cofres raspados não vai mais pagar os seus credores para poder cumprir seus compromissos salariais com os atletas e funcionários e investir no futebol.
ORGULHO E
VERGONHA I
O Site Globoesporte.com, tem apresentado os cinco maiores orgulhos e as cinco maiores vergonhas que os torcedores dos chamados maiores clubes brasileiros sofreram ao longo da história. Até sexta, dia 28, três clubes haviam sido citados, Corinthians, Flamengo e Internacional. Curiosamente, duas vitórias do Juventude estão inseridas no item das maiores vergonhas do Corinthians e do Inter. O torcedor do timão escolheu os 6x1 que o time sofreu do Ju, no Jaconi, em 2003, pelo brasileirão, como uma das vergonhas da história do clube. Os torcedores colorados citaram os 4x0, que o Ju aplicou, no Beira Rio, em 1999, pela Copa do Brasil, como uma das cinco maiores vergonhas dos 100 anos da história do Inter.
ORGULHO E
VERGONHA II
Provavelmente, quando o focalizado for o Fluminense, uma das maiores vergonhas que os torcedores do tricolor carioca escolherão serão os 6x0 que o Verdão aplicou no Flu, em 1999, no Jaconi, pela Copa do Brasil. Pois bem, assim como estes resultados são lembrados como uma das maiores vergonhas para estes times, provavelmente para a papada eles serão sempre lembrados como alguns dos maiores orgulhos da história do Juventude. É tudo uma questão de ótica. Por sinal, quais seriam os cinco maiores orgulhos e as cinco maiores vergonhas do Ju e do Caxias?
PAIXÃO E GRANA I
Ainda sobre a presença de 25 mil torcedores do Caxias no jogo decisivo contra o Guaratinguetá, deu para constatar na chegada deles e na saída quando tomaram contas da ruas de Caxias, próximas ao Centenário, que a esmagadora maioria era composta de pessoas humildes, trabalhadores, muitos deles com suas esposas, filhos, namoradas, que normalmente não comparecem quando o preço dos ingressos não é acessível a eles.
PAIXÃO E GRANA II
A torcida é apaixonada sim, mas não pode gastar o que não tem. Para manter a paixão é preciso grana. O preço de Dois Reais além do momento decisivo para o time, motivaram estes torcedores que há anos não compareciam ao Centenário. A grande maioria dos torcedores do Caxias tem baixo poder aquisitivo e o dinheiro contadinho para poder sobreviver durante 30 dias.
KALIL: “ESTOU INDIGNADO”
Enviado Sexta-feira, 21 de agosto de 2009 às 16:24:14 |
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Kalil pode ter sua candidatura prejudicada na eleição de 2010
A Justiça Federal aceitou a denúncia sobre 12 pessoas (réus) sob suspeita de terem feito parte na fraude dos selos, que veio à tona em julho de 2007 sob investigação da PF. O esquema que foi operado pelo ex-diretor Ubirajara Macalão que teria lesado os cofres da Assembléia em R$ 3,3 milhões. Entre os denunciados está o deputado estadual, o caxiense Kalil Sehbe (PDT). Kalik repetiu o que já declarou na época que seu nome também estava entre os investigados dizendo que “eu me sinto injustiçado por responder processo de peculato”. Kalil lembra que contratou uma prestação de serviço com nota fiscal e pagou com cheque nominal”. Ressalta que fez tudo dentro da lei e não pode ser punido por ter agido de forma lícita.
Destacou ainda que suas contas de campanha foram todas aprovadas pela Justiça. Disse estar indignado porta tratar-se de uma grande injustiça. Garantiu que vai recorrer e provar sua inocência. Outro deputado denunciado é Paulo Brum (PSDB), que também alega inocência. Kalil, como se sabe, é o mais provável nome do PDT para concorrer à Câmara Federal em 2010. Nessas alturas sua candidatura está sendo prejudicada. No momento Kalil está apenas preocupado em recorrer e safar-se da denúncia e provar sua inocência. Mas pode ser um longo e desgastante processo.
DANDO CHANCE
PARA O DIABO
Depois de terem sido arquivadas pelo Conselho de Ética todas as denúncias contra Sarney, com a maior cara-de-pau ele disse que “a partir de agora, o clima melhorará no Senado e haverá condições dos trabalhos seguirem normalmente”. Quá!... quá!... quá!... Os trabalhos seguirem com normalidade?! Que piada! O mais lamentável de todo o episódio ocorrido em Brasília, na tarde e última quarta-feira, dia 19, foi o apoio do PT pelo arquivamento dos processos contra Sarney, votando ao lado de Sarney, Collor, Calheiros e outras figuras abomináveis e trambiqueiras da vida pública brasileira. O PT (e isto vale também para os partidos ainda ditos de esquerda, mas, mais notadamente o PT) que, com este ato, mandou para o espaço toda uma história e um discurso de mais de um quarto de século em defesa da ética, das instituições, da transparência e da moralidade no serviço público. A posição dos outros partidos não surpreende, especialmente do PMDB, que é um enorme tumor encravado em Brasília e na política brasileira desde sua fundação em 1979. O que aconteceu em Brasília compromete inclusive os pilares da democracia e sua credibilidade, pois que democracia é essa, cujo Senado coloca na cesta do lixo denúncias graves de corrupção, do mau uso do dinheiro público, do dinheiro do povo, sem analisá-las, sem que nada ocorra? O Senado e a classe política estão dando chance para o diabo. Democraticamente, a saída em 2010 é varrer e expulsar estes maus políticos da vida pública, via-urnas. Mas...
YEDA PASSA OS
PEDÁGIOS PARA LULA
A governadora Yeda Crusius (PSDB) anunciou a transferência da administração das concessionárias de pedágios das estradas gaúchas para o governo federal. Conforme Yeda, com esta decisão o governo federal está liberando os investimentos anunciados e o governo do estado fica liberado para investir em projetos. Um dos principais motivos desta desistência está relacionada com a dívida superior a R$ 1 bilhão que o governo estadual deveria às concessionárias, sem que haja recursos para pagar. O Ministério dos Transportes diz que está analisando o anúncio do governo estadual. Nos bastidores, porém, comenta-se que caberá a Lula dar a última palavra, em nome do governo federal. Até o momento que fechávamos a edição não se tinha conhecimento da posição de Lula. Mas, o deputado Henrique Fontana (PT), líder do governo na Câmara Federal, está criticando a decisão de Yeda dizendo que as estradas pertencem ao estado.
Fontana inclusive contesta a dívida anunciada dizendo que “pelo que sei não há dívida, pois as concessionárias ao longo destes 11 anos nunca realizaram obras de vulto, apenas fizeram serviços de manutenção e tiveram lucro”. Na verdade, fica a sensação de uma espécie de “vingançazinha” de Yeda pelo fracasso do Duplica-RS que não foi aprovado pela Assembléia, e com razão, pois o governo estava dando um cheque em branco para as concessionárias. A ASSURCON-RS por várias vezes divulgou relatórios mostrando que as concessionárias estavam tendo lucro, especialmente as praças instaladas na serra gaúcha. Então, que prejuízos são esses? Se essa medida, caso for aceita pelo governo federal, será boa ou não, só o tempo dirá. Pior do que já é acredito que não ficará.
MAURO PEREIRA I
O vereador Mauro Pereira deve estar angustiado com a situação que se envolveu na Justiça Eleitoral onde teve suas contas da campanha de 2008 à Câmara desaprovadas pela Justiça Eleitoral de Caxias e pelo TRE, inclusive teve negado também um recurso especial por parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ele pode tornar-se inelegível para a eleição à Câmara Federal onde ele já é candidato do PMDB caxiense. (Matéria nas páginas 8 e 9). O valor é pequeno, de apenas R$ 2 mil, porém, como a justiça está dizendo que foi doado pelo Cartório e não pela pessoa física do tabelião, teria havido afronta à legislação eleitoral, porque a fonte é vedada. Mauro alega que houve um equívoco, não teria agido de má fé.
MAURO PEREIRA II
Porém, segundo o relator do processo, desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, “cumpre ressaltar que somente em 20/11/2008, após o perito contábil apontar a falha em comento, é que a pessoa física do tabelião transferiu da sua conta pessoal para a conta do cartório o valor que havia sido doado pelo cartório. Assim, durante a campanha, o candidato utilizou o dinheiro doado pelo cartório, não pela pessoa física do tabelião. De toda a forma a restituição do recurso, seja pelo próprio candidato, seja pela pessoa física do tabelião à pessoa jurídica do cartório, é irrelevante, não afastando a irregularidade, uma vez que é insanável, a teor do parágrafo único do art. 16 da Resolução TSE n° 22.715/08”. E para agravar a situação, o TRE negou o recuso especial encaminhado por Mauro Pereira que agora tenta com um agravo de instrumento reverter a situação ou se for preciso ingressar com um mandado no TSE.
ÉTICA SELETIVA I
A deputada Marisa Formolo (PT) cobrou coerência do senador Pedro Simon (PMB) em discurso na Assembléia. Ela lembra que enquanto Simon critica em Brasília o presidente do Senado José Sarney (PMDB), aqui no Estado ele se cala diante da enxurrada de corrupção contra o governo Yeda. Ela cobra por que Simon não fala das denúncias que envolvem o governo que o PMDB sustenta no RS. Diz: “Que conduta é essa que, quando atravessa o rio Mampituba, tem uma exigência ética, em Brasília tem outra postura”. Tudo muito bem, está certa.
ÉTICA SELETIVA II
Nesta coluna já tomei uma postura semelhante em relação aos discursos críticos do Simon ao Sarney e suas contradições e posturas diferentes em relação a Yeda ou de criticar o PMDM e continuar no partido. Mas, pensando bem, Simon não poderia também dizer a mesma coisa de Marisa? Ela critica as denúncias de corrupção do governo Yeda, mas cala-se, a exemplo do seu partido, o PT, com raras exceções, diante das também enxurradas de denúncias de corrupção envolvendo Sarney e o Senado. Não seria também uma ética seletiva? Ou não?
PT FORTE
Lula nega crise no PT e diz que o partido “continua forte”. Sabe-se que os setores mais comprometidos com os antigos ideários do partido estão frustrados e aborrecidos, mas, com raras exceções, preferem o silêncio. Obviamente que enquanto o PT estiver no poder continuará forte. O grande problema é o futuro do PT, caso o partido não conseguir eleger Dilma ou quem quer que seja como sucessora de Lula. Aí, provavelmente, a questão ideológica será cobrada duramente.
FORA!
A Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) que alguns setores acusam de ser um braço do PT e do governo Lula, está divulgando, via veículos eletrônicos, campanha publicitária paga (com o dinheiro dos trabalhadores?) onde pede a cabeça da governadora Yeda Crusius (PSDB). A chamada diz: “A casa caiu. Fora Yeda!”. Bem que a CUT, para dar mais credibilidade a esta chamada, poderia incluir outra, como, por exemplo, “Fora Sarney!” Mas aí é outra história, e outros interesses, não é?
CONSTRANGIMENTO
O PT gaúcho ficou numa situação constrangedora depois do que aconteceu em Brasília com Sarney. O discurso contra Yeda fica comprometido e perde fôlego. O coerente era pedir punição para a corrupção no governo Yeda, mas adotar o mesmo discurso em relação a Sarney e ao Senado. Atacar um lado e esquecer o outro é ter o comportamento do avestruz. Esconde-se a cabeça num buraco, mas deixa-se o rabo exposto.
MERCADANTE
Aloísio Mercadante (PT) recuou depois de conversa com Lula e permanece na liderança do PT, no Senado. Que conversa teria sido essa?
O CAXIAS, MAIS UMA VEZ, FOI MENOR QUE SUA TORCIDA
Enviado Sexta-feira, 21 de agosto de 2009 às 11:23:58 |
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Time do Caxias decepcionou mais uma vez
A GRANDE DECEPÇÃO
O Caxias foi decepcionante na hora da verdade, depois de perder por 2x0 em Guaratinguetá, não teve forças, nem qualidade pouco fez para merecer vencer num Centenário lotadíssimo, com 26 mil torcedores apaixonados e esperançosos que acompanharam tudo tristes por mais um fracasso do time, no empate em um gol. Mais uma vez o treinador grená pensou mal o time, entrou com um defensivista 4x5x1, num jogo onde precisava fazer três gols. Do meio para frente um futebol burocrático, sem criatividade e a falta de um matador acabaram sendo fatais para o Caxias. O adversário esteve sempre melhor posicionado, tocou a bola. Podia até ter vencido
QUALIFICAÇÃO
O Caxias se ressentiu de jogadores mais qualificados. Não adiantou a parceria com o empresário Jorge Machado. Sei que há dificuldades financeiras, a crise prejudicou, mas tem sido uma rotina no Caxias, mesmo nas vacas gordas, das coisas no futebol fracassarem. Os dois atacantes que melhor desempenho tiveram no Gauchão, saíram na arrancada da fase mais quente da Série C, o Marcos Denner e o Julio Madureira. E eles acabaram fazendo falta. Os que estavam no Centenário, ou vieram depois para substituí-los, pouco fizeram. Na verdade, o ataque do Caxias não existiu em toda a competição. Ora, que, não tem poder de fogo ofensivo tem sempre poucas chances de conquistar títulos. Foi o caso do Caxias.
SHOW
A massa grená deu um show no Centenário, Foram mais de 25 mil pessoas, (foram contados os menores de 12 anos que não pagam ingresso?) mas ela teve poucas chances de vibrar e empurrar o time, pois dentro de campo os comandados do Iser estavam desorganizados e muitas vezes impotentes. Os torcedores viram um Caxias sem força e sem qualidade para reverter a situação. Mais uma vez a torcida do Caxias foi maior do que o time. Na verdade o time do Caxias seguiu a risca a célebre frase do gozador Barão de Itararé, quando ele salomonicamente disse:“de onde menos se espera daí é que não sai nada mesmo”.
ORGULHOSOS
Li e ouvi durante a semana muitos torcedores demonstrando orgulho por serem aficionados do Caxias. Isto é bom, só que este orgulho dentro do campo não tem tido resposta há muito anos. O torcedor deve ficar orgulhoso pela sua presença maciça (acho que tinha mais do que 25 mil pessoa no Centenário), mas convenhamos não dá para ficar orgulhoso pelo que o time mostrou dentro do campo contra o Guaratinguetá, sob pena de estarmos fazendo mais uma vez a leitura errada de não se saber porque se ganha e não se saber porque se perde. E. a partir daí, não se vai a lugar algum.
RECORDE
Nunca o estádio Centenário havia superlotado com apenas a torcida do Caxias. E desde setembro de 1976, quando o Centenário foi inaugurado, nunca um público tão grande esteve no estádio num domingo à tarde. Esta de parabéns a massa grená. É uma lástima que o time não esteja á altura.
A SONHADA IGUALDADE
Sequiosos para verem, depois de 15 anos o Caxias em condições de igualdade em nível nacional com o Juventude, a massa grená literalmente tomou de assalto o Centenário. De 1994 para cá a velha, e esta nova geração de torcedores grenás, assistiu frustrada o Verdáo na Série A ou na B e o Caxias ou na Série B ou na C, onde se encontra. Nunca juntos. Era a sonhada chance de no mínimo ir para a B em 2010 e na pior das hipóteses, finalmente, conviver com os papos se estes se mantiverem na Série B. Então, é fácil explicar a super mobilização. Além do mais o domingo foi maravilhoso, a imprensa diária deu grande espaço, com destaque para a Rádio Caxias que praticamente dedicou sua programação de sábado e domingo para chamar a torcida.
POLÍTICA DE FUTEBOL
Gilmar Iser, ao que consta, deve ser demnitido junto com vários atletas. Na verdade, na hora da decisão, Iser titubeou, escalou mal o time, pensou mal os jogos e acabou fracassando, como já havia feito treinando o Ju quando perdeu o Ca-Ju da semifinal do Gauchão. O Caxias começa tudo de novo. De janeiro a agosto quatro treinadores bailaram (René, Argel, Círio e agora o Iser), numa prova de que não há uma política de futebol no Caxias. Na verdade, não há política de futebol na maioria dos clubes, mas alguns exageram a dose. Sem falar nas contratações, cuja maioria tem sido equivocada. A cada três meses monta-se um time e os erros sempre são repetidos. Agora, sobrou a desmotivante Copa Dallegrave.
O “NÓ” NO FUTEBOL
Setores ligados ao Caxias tem defendido, nos bastidores, que o clube precisaria se “modernizar” na sua área de futebol e que este “nó” tem sido um dos grandes responsáveis pelos constantes fracassos do futebol na Era Osvaldo Voges, e antes dele. O presidente que tem saneado o Caxias financeiramente, dizem que de 2007 até agora investiu mais de R$ 18 milhões, devolvendo-lhe a credibilidade na praça, e consolidando o clube estruturalmente e patrimonialmente..
SANGUE NOVO
Mas, não tem tido muita sorte na área de futebol onde os escolhidos, via de regra, fracassaram. Há quem defenda sangue novo neste setor, com novas idéias, novos projetos e que poderiam utilizar melhor a grana que tem sido colocada à disposição da área de futebol do clube sem o sucesso desejado e esperado. Há quem lembre que em outros tempos sem dinheiro, sem crédito e sem avais, o clube, com criatividade, montava times melhores.
VENCER E VENCER!
Não pudemos acompanhar o jogo do Juventude, na noite de sexta, 21, contra o Guarani no Jaconi. A situação do Ju, antes do jogo, era de time rebaixado e necessitava vencer para fugir, ai sim, de uma forte crise. Depois do Guarani o Ju joga com o Ceará, que faz excelente campanha, nesta terça-feira, 21h, no Castelão. No sábado, dia 29, 16h, recebe, no Jaconi, o Duque de Caxias. Vencer e vencer para sair do rebaixamento é a senha. Durante a semana o Ju contratou o lateral esquerdo Bruno Telles, que estava no Sport e está sendo emprestado pelo Grêmio. Numa época ele chegou pintar como promessa no tricolor, mas, depois, saiu das manchetes. Porque ele não ficou no Sport?
PC MOTIVADO
PC Gusmão é o treinador do Ceará. Uma motivação a mais para o PC que como todos sabem era o técnico do Ju, no início do ano, e depois foi demitido dentro daquilo que tem caracterizado o futebol caxiense, o imediatismo.
TORCIDA DE SÉRIE A, MAS UM TIME DE SÉRIE C
Enviado Segunda-feira, 17 de agosto de 2009 às 16:24:49 |
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Gilmar Iser perdeu-se todo nos jogos decisivos
A torcida do Caxias deu um show fora do gramado. Foram mais de 25 mil. Dentro do campo, porém o time mostrou todas suas fragilidades.
Foi um fim de semana amargo para o futebol de Caxias, mas também sem muitas surpresas. A permanência do Caxias na Série C, por mais um ano e a presença do Ju na zona de rebaixamento na B,são fatos que não devem gerar surpresas para quem acompanha o futebol. Podem gerar decepções mais uma vez, isto sim. Os dois clubes estão colhendo o que plantam ou plantaram na formação de seus times de futebol. Ambos são frágeis. Não é uma análise oportunista, pois quem acompanha este blog sabe que esta opinião é antiga e por várias vezes alertei, inclusive na coluna Trombada da Gazeta de Caxias.
DECEPÇÃO
Até acho que o Ju deve ainda safar-se do rebaixamento, tem todo um segundo turno para isso, mas precisa precaver-se e o time precisa evoluir tecnicamente e estruturalmente. O Caxias foi decepcionante na hora da verdade, depois de perder por 2x0 em Guaratinguetá, não teve forças, nem qualidade e nem competência e ai incluo desde os dirigentes da área do futebol, da comissão técnica e do grupo de jogadores que pouco fizeram para merecer vencer num Centenário lotadíssimo, com 26 mil torcedores que acompanharam tudo tristes, aborrecidos e desiludidos, por mais um fracasso do time.
DEFENSIVISTA
Mais uma vez o treinador grená pensou mal o time, entrou com um defensivista 4x5x1, num jogo onde precisava fazer três gols. Deixou o Cristian Borja no banco e só o colocou em pleno segundo tempo. Do meio para frente um futebol burocrático, sem criatividade e a falta de um matador acabaram sendo fatais para o Caxias.. Enquanto que o adversário esteve sempre melhor posicionado, tocou a bola. Podia até ter vencido.
E A QUALIFICAÇÃO?
Na hora da verdade o Caxias se ressentiu de jogadores mais qualificados. Os dois atacantes que melhor desempenho tiveram no Gauchão saíram na arrancada da fase mais quente da Série C, o Marcos Denner e o Julio Madureira. E eles acabaram fazendo falta. Os que estavam no Centenário, ou vieram depois para substituí-los, pouco fizeram. Na verdade, o ataque do Caxias não existiu em toda a competição. Ora, que, não tem poder de fogo ofensivo tem sempre poucas chances de conquistar títulos. Foi o caso do Caxias.
SHOW
A massa grená deu um show no Centenário, Foram mais de 25 mil pessoas, mas ela teve poucas chances de vibrar e empurrar o time, pois dentro de campo os comandados do Iser estavam desorganizados e muitas vezes apáticos. Os torcedores viram um Caxias sem força e sem qualidade para reverter a situação. Mais uma vez a torcida do Caxias foi maior do que o time. O Clube tem uma torcida de Serie A, mas um time de Serie C.
MODERNIZAR
Setores ligados ao Caxias tem defendido nos bastidores que o clube precisaria se “modernizar” na sua área de futebol e que este “nó” tem sido um dos grandes responsáveis pelos constantes fracassos do futebol na Era Osvaldo Voges, o que eu também assino embaixo. Na verdade é uma postura antiga minha nesta área de futebol.
SANGUE NOVO
O presidente que tem saneado o Caxias financeiramente, devolvendo-lhe a credibilidade na praça, e consolidando o clube estruturalmente e patrimonialmente, não tem tido muita sorte na área de futebol onde os escolhidos, via de regra, fracassaram. Há quem defenda sangue novo neste setor, com novas idéias, novos projetos e que poderiam utilizar melhor a grana que tem sido colocada a disposição da área de futebol do clube sem lamentavelmente o sucesso desejado e esperado..
VELHA ROTINA
O Caxias deve anunciar nesta terça a dispensa de vários jogadores, numa velha rotina do clube. Vai participar da Copa Dallegrave com um time recheado de garotos de sua divisão de base. Mais uma vez tudo muda no Caxias. Não há continuidade nem política de futebol lá pelo Centenário. Há apenas o imediatismo. Está, ai, talvez, o maior problema do clube. Gilmar Iser ao que parece talvez não permaneça. Ele teve pouco tempo para trabalhar a exemplo dos outros treinadores que comandaram o time neste primeiros oito meses do ano. Mas nesta reta final ele não se saiu bem lamentavelmente.
MESMICE
Setores reclamam que o clube tem insistido com alguns dirigentes na área do futebol que foram importantes no passado, mas que no presente parece que esgotaram seus atributos e criatividade. Em outras palavras; deveriam sair e abrir espaço para novas idéias e principalmente para mais arrojo e ousadia, saindo da mesmice de sempre que tem caracterizado o clube grená no futebol nestes últimos anos.
LIDERANÇAS
Há que lembre também que o Flamengo em meados dos anos 60 vivia situação semelhante e ai surgiram algumas lideranças jovens na época como Mário Ruaro, Vigilio Battisti, Gastão de Oliveira, Hilton Britto e outros, que deram nova vida ao clube e que também, depois, em sua maioria serviram de base diretiva durante muitos anos a SER Caxias, na suja melhor fase nos anos 70/80..
REBAIXAMENTO
O Juventude se manteve na zona do rebaixamento depois de perder para o Atlético por 2x1 na sexta a noite. Time chegou a sair com, 1x0 mas mais uma vez não teve forças e nem qualidade para manter o resultado. A invencibilidade do Ivo foi para o espaço. Nesta sexta, 21h, o Ju recebe o Guarani um dos quatros integrantes do G-4. Para amenizar o clima tenso que começa tomar conta do Jaconi só uma vitória. Um novo tropeço pode aumentar a crise.
RIVALIDADE SADIA
Na verdade, a única informação boa para a papada, para aqueles que cultivam a rivalidade sadia com o Caxias, foi a permanência do Caxias na C,. Se o Ju se mantiver na B em 2010 ele será único representante de Caxias e do interior do RS na competição.. Porém, se o campeonato terminasse hoje a dupla Ca-Ju estaria unida na C no ano que vem. Que momento...
TEM QUE BOTAR O CORAÇÃO NA PONTA DAS CHUTEIRAS
Enviado Terça-feira, 11 de agosto de 2009 às 11:59:42 |
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Massa grená mais uma vez vai ter que ajudar o time
Dizíamos na semana passada que o Caxias teria que sair vivo de Guaratinguetá para ainda ter chances de obter a vaga para a Série B. Perdeu por 2x0 e se complicou todo. Não está morto, mas está com um pé no caixão. Só com superação para reverter.
SUPERAÇÃO
Claro que dá para reverter ou no mínimo vencer por 2x0 e levar tudo para as penalidades máximas. Ou fazer 3x0 e ganhar a vaga nos noventa minutos. Mas o Caxias terá que jogar muito mais e põe muito nisso do que apresentou em São Paulo e também do que mostrou no primeiro tempo contra o Marcilio Dias, aqui. O time do Caxias não tem muita qualidade, vai necessitar mais do que nunca do apoio da torcida e de uma grande superação se ainda quiser a vaga da B.
FUTURO
Tem que botar o coração na ponta da chuteira porque é o jogo que vai definir o futuro do grupo de jogadores que podem garantir o emprego até o final do ano ou não, E do próprio clube pois em caso de uma eliminação não se sabe o que poderá acontecer. O ataque grená praticamente inexiste e sua defesa é frágil. O Caxias vai ter que ser um time quase perfeito, não levar gols, marcar e não dar chances para o adversário.
ÚLTIMA CARTADA
Pelo que o time tem apresentado parece muito difícil. Mas é a última cartada e uma grande corrente deve ser formada dento e fora do campo para tentar reverter esta dramática situação. O Guaratinguetá joga com muitas vantagens mas também não é um time imbatível. Muito pelo contrário fora de casa tem seguidamente perdido jogos. É um time caseiro, muito parecido com o Caxias.
RESPONSÁVEIS
Taticamente o Caxias foi um horror em São Paulo o treinador Gilmar Iser colocou em campo um time confuso num desorganizado 3x5x2 e a partir daí todos os defeitos e falta de qualidade foram latentes. Me parece injusto como ouvi de que Rafinha foi um dos responsáveis pela derrota. Ora, o time todo jogou pouco, alguns não jogaram nada como os atacantes e o treinador também jogou muito pouco em termos táticos e de motivação. Iser pensou muito mal o jogo.
JU: VITÓRIAS
O Juventude voltou a zona do rebaixamento mesmo com a vitória diante da Portuguesa e vai precisar vencer o São Caetano na noite de hoje, 19h30min, no Jaconi. Vai ser um jogo muito difícil, o time de São Paulo vem num crescendo, tem como treinador o ex-zagueiro Antônio Carlos e conhece tudo do clube. Vencer é o mínimo que o Ju terá que fazer, pois terá, depois, um jogo complicadíssimo em Goiás quando enfrentará o Atlético Goianense, um dos líderes do campeonato para, finalmente, na última rodada, pegar o Guaratinguetá no Jaconi. Terá que somar o maior número de pontos possível nestes três jogos
XYZ - YEDA REPETIRÁ COLLOR EM 1992?
Enviado Sexta-feira, 07 de agosto de 2009 às 15:59:31 |
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Yeda Crusius estaria vivendo a síndrome de Fernando Collor
Fica a sensação de que o governo Yeda Crusius (PSDB), terminou um ano e meio antes de seu encerramento, em dezembro de 2010, depois do anúncio do Ministério Público Federal que a enquadrou por crime de improbidade administrativa, pedindo seu afastamento do governo. Ele está irremediavelmente comprometido porque, mesmo que Yeda prove, no final sua inocência, a decisão final ficará com última instância em Brasília, e até ai, teremos um interminável processo. E para agravar, a Assembléia conseguiu o número maior do que o suficiente de votos, 39, para instalar a CPI. O PSOL continua insistindo para a votação do pedido de impeachment de Yeda. A governadora está reagindo, definindo a ação do MPF de circo político e promete queixa contra os procuradores.
Ora, como Yeda vai conseguir governar no meio de tamanho bombardeio de denúncias e criticas nos próximos meses sem esquecer que a imprensa, pois o fato merece, dará grande cobertura. Obviamente, que Yeda passará os próximos meses se defendendo, na retranca, tanto nas esferas da justiça, do MP e na Assembléia. Claro que ficará dependendo também da postura a da juíza federal Simone de Santa Maria de acatar ou não o pedido de afastamento feito pelo MPF. Mas, com a CPI, as pressões das chamadas entidades populares, contra a Assembléia e os deputados, para cassá-la serão enormes. Podemos ter aqui no RS a repetição do que aconteceu em Brasília no tempo que o Congresso julgava o então presidente Collor de Mello. Lembram-se as furiosas manifestações da CUT, dos cara-pintada, de outras entidades, pela cassação de Collor em 1992?. Como Yeda vai conseguir governar o Estado? O Rio Grande do Sul vive a pior crise institucional de sua história republicana.
SARNEY CONTINUA SE SAFANDO
O Senador Pedro Simon (PMDB), que defende ardorosamente a saída do senador José Sarney ((PMDB) da presidência do Senado, ficou meio em cima do muro no episódio da governadora, dizendo que “está torcendo para que ela consiga sair-se bem dessa e provar que é inocente”. Sarney, como era de esperar, está saindo ileso do Conselho de Ética do Senado, cuja maioria de seus integrantes responde processo na justiça. Quatro processos foram arquivados. E ouros serão. Com a maior cara de pau foi dito que não haviam provas contra Sarney nos primeiros documentos analisados. Teve até quem disse que pretendia votar a favor de Sarney de qualquer maneira. E depois tem gente que acredita que o fechamento do Senado seria um gesto antidemocrático. Não reeleger os políticos de todas as esferas e matizes que nos desgovernam, se locupletam com o dinheiro púbicos impunemente, seria uma saída em 2010. Mas quem garante que mais uma vez o povo não vai ter os políticos e os governantes que merece. Se depois do mensalão nada aconteceu, provavelmente, mesmo com o escândalos atuais, nada acontecerá também.. Não se surpreendam se nos próximos dias a grande mídia comprometida do centro do pais não começar mudar seu discurso em relação a Sarney.
SEGREDO DE JUSTIÇA?
Agora, é evidente que governadora, os demais acusados, a imprensa, e a sociedade têm razão quando dizem que querem saber o que contém o inquérito, Afinal não há motivo para a juíza Simone não revelar os fatos, pois em processos de impunidade administrativa não se pode alegar “segredo de justiça” para não divulgar os dados dos autos dos processos. Quais são as denúncias? As provas? Todos se locupletaram, com os R$ 40 milhões.
ENCENAÇÃO?
Sabe-se que o MPF ficou um tempão investigando e buscando provas. Entendo que não seria feita tamanha encenação, como ocorreu na tarde de quarta-feira, com uma super-coletiva, por nada. Algo muito grave deve conter o inquérito. Por enquanto os acusados estão usando a argumentação de que querem saber o que há contra eles e aproveitam para criticarem a maneira como tudo foi conduzido, acusando de objetivos políticos. Tanto que, curiosamente, deputados envolvidos na denúncia, como Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), também assinaram o requerimento da CPI, uma maneira de dizerem a opinião pública de que eles não a temem e também que são inocentes.
PRESERVAÇÃO
Os três votos do PDT, entre eles o do caxiense Kalil Sehbe, já eram suficientes para aprovar a CPI. Mais eis que mais 19 parlamentares do PMDB, PTB e PP, partidos que apóiam Yeda na Assembléia, resolveram também assinar. Tecnicamente não havia nenhuma necessidade deles assinarem, pois com os três do PDT a CPI poderia ser instalada. Acredito que os deputados do PMDB, PP e PTB estão se preservando ou tentando sobreviver junto aos eleitores para não serem acusados de terem sido contrários. Dá para se fazer a seguinte pergunta: Será que se não houvesse os votos suficientes para sua instalação os deputados do PMDB, PP e PTB teriam assinado? Porque não assinaram antes?
ATRASADA
Por ter a maior número de deputados na Assembléia, a chamada base de apoio a governadora, deverá ter o relator. Não sei até que ponto a CPI pode ir. Ela está chegando, parece-me, atrasada, embora prometa fazer muito barulho e infernizar a vida da governadora. Geralmente, ela é instalada antes do Ministério Público se manifestar. Aqui, está ocorrendo o contrário. O MPF já fez a investigação, colheu provas e está pedindo o afastamento dos envolvidos por improbidade administrativa.
PERGUNTAS
O que a CPI vai fazer? Vai esperar a divulgação do conteúdo do inquérito da Justiça? Depois, se for o caso, procurará novas provas. Caso a decisão da juíza federal de Santa Maria for pelo afastamento da governadora, a CPI continuará ou se votará ao pedido do PSOL de impeachment que alguns entendem deveria ter sido priorizado agora e não na instalação de uma CPI? Sabe-se que a Assembléia não tem e estrutura funcional e técnica e nem os meios de investigação do MPF e da Policia Federal, só para citar dois organismos aparelhados. Mas poderá ter um ruído muito maior. Espera-se que a CPI trate exclusivamente de documentos, provas, e que não se transforme num grande palanque político eleitoral.
SEIS MESES
O Presidente da Assembléia, Ivar Pavan (PT), diz que depois de todos os trâmites legais serem resolvidos a CPI começa a funcionar num prazo de três dias. Inicialmente prevê-se 120 dias para apurar e investigar e mais 60 se for o caso, Quer dizer: a CPI deve demorar, no mínimo, seis meses para chegar a definições. Imaginem o barulho que vai sair da Assembléia e atingir as portas do Piratini.
COISA BOA
Segundo o vereador Mauro Pereira (PMDB) “a única coisa boa que a governadora Yeda fez por Caxias foi ter chamado a Secretária de Educação, Marisa Abreu, para Porto Alegre”.
CHICO PREFEITO
“Fui dormir secretário do PSDB, acordei como integrante do PP e candidato a deputado estadual em 2010, prefeito em 2012, e agora só falta eu nomear um secretário”. A afirmação em tom de brincadeira é do Secretário de Urbanismo, Francisco Spiandorello, o “Chico das Caixa”, cujo nome foi cogitado de que ele pode sair candidato a deputado estadual pelo PP, em 2010, e a prefeito em 2012, saindo do PSDB. Ele garantiu que não há nada embora admitiu sondagens do PP. “Estou no PSDB há mais de 20 anos, me sinto bem neste partido, me sinto bem como vereador. Além do mais o partido escolherá seu diretório no próximo dia 30 e a relação deve ser entregue até esta segunda, dia 10. Além do mais não posso trocar de partido, pois posso perder o mandato de vereador, caso o Congresso não aprove a janela de transferência”. Chico lembrou também que ele é um dos fundadores do PSDB “e o partido tem grandes chances de eleger o presidente da República em 2010”, lembra.
PIRATARIA
O titular da Secretaria de Urbanismo, Francisco Spiandorello, revela a coluna que nos primeiros seis meses do ano foram feitas 2.339 vistorias a ambulantes na cidade, com 114 apreensões, com multa, uma por dia em média, entre eles de DVDs pirateados. Foram feitas posturas de multa no valor de R$ 26.271,60. Foram solicitados 3.366 alvarás e expedidos 3.146, um recorde, segundo o secretário. Spiandorello revelou dados esclarecendo a denúncia que saiu na coluna edição passada de que não estaria sendo feita uma fiscalização mais forte na venda de DVS pirateados na área central de Caxias o que estaria irritando as locadoras da cidade que cumprem a lei.
OS PODERES
O jornalista Guiomar Chies está lançado a 2ª edição do livro “Os Poderes Fazem a História”, dez anos depois da primeira edição em 1999. O livro conta, em 304 páginas fartamente ilustradas, cem a mais da primeira edição, os dados históricos atualizados com mais subsídios dos poderes executivo e legislativo em Caxias do Sul a partir de 1890.. Uma verdadeira aula da história política de Caxias do Sul, além de também de focalizar os presidentes da República a partir de 1889. Na contracapa matéria completa. Chies é um dos mais antigos e competentes jornalistas de Caxias do Sul. Ele trabalhou em quase todos os veículos de comunicação da cidade a partir dos anos 50. Fui seu colega na Sucursal da antiga Caldas Júnior, nos anos 70, onde tive o prazer de conviver de sua amizade e lealdade.
TROMBADA -CAXIAS TEM QUE SAIR VIVO DE GUARATINGUETÁ
Enviado Sexta-feira, 07 de agosto de 2009 às 15:45:02 |
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Gilmar Iser pode dar um salto junto com o Caxias
Jogar a primeira fora e decidir em casa não é vantagem muitas vezes, especialmente se fora houver um desastre. Daí, porque, o Caxias precisa sair vivo de Guaratinguetá e ai com o apoio de mais de 20 mil grenás obter a vaga para a Série B. Para tanto, o Caxias vai precisar jogar mais do que mostrou especialmente no primeiro tempo contra o Marcílio. É bom lembrar que no início do ano o Caxias foi eliminado da Copa do Brasil por este mesmo Guaratinguetá quando foi derrotado lá por 2x0 e venceu aqui por 2x1.. Trata-se de um time de São Paulo, que tem um bom grupo e com uma ajuda muito forte da Federação Paulista. Venceu os quatro jogos que teve na primeira fase e sempre com diferença de dois gols. Tentar marcar gols e principalmente tirar os espaços do adversário me parece que é uma boa tática para este primeiro jogo. Se o Caxias sair vivo de São Paulo o Centenário vai superlotar especialmente se os baixos preços forem mantidos como foi contra a Marcílio Dias na vitória por 4x1 e que teve mais de 17 mil no Centenário. E ai vai ser difícil tirar a vaga dos grenás.
VITÓRIA MAIS EMOCIONANTE FOI CONTRA O PAYSANDU EM 2001
A vitória mais empolgante de todas que o Caxias teve no Centenário desde 1976, quando o estádio foi inaugurado e o clube passou a denominar-se SER Caxias, ao menos aquele que eu testemunhei, aconteceu na noite de 19 de dezembro de 2001, mais do que aquela em o time derrotou o Grêmio por 3xc0 na decisão do Gauchão em 2000, porque ele foi obtida de forma fácil e havia pouco mais de 15 mil torcedores. Mas naquela noite quente de verão de 2001, na fase semifinal do octogonal final da Série B, o Caxias venceu o Paysandu, por 4x3, e habilitou-se a ir para a final contra o Figueirense. Os 22 mil torcedores do Caxias presentes ao estádio passaram por maus bocados, pois nos primeiros 30 minutos de jogo o time de Belém do Pará vencia por 3x0. Mas, numa virada épica, sob o comando de Gil Baiano, que teve a mais extraordinária atuação individual de um atleta que vi no Centenário, os grenás conseguiram virar o jogo e vencer por 4x3, sendo que o atacante Fábio Araújo, em outra espetacular atuação, marcaria três gols, o último já no final da partida provocando uma explosão inesquecível de mais de 22 mil vozes. Na verdade, a massa grená deu um show em muitos jogos no Centenário naquele mês de dezembro de 2001 na reta final da Série B. Contra o CRB, num sábado à tarde, vitória do Caxias por 3x0, foram 18 mil torcedores. Contra o Figueirense, num lamentável zero a zero, 20 mil grenás e na vitória de 4x3, sobre o Paysandu, foram mais de 22 mil.
POR UMA CAMPANHA MAIS ROBUSTECIDA
O Juventude, depois de perder para o Vasco, por 2x1, no Jaconi, foi a São Paulo e, mesmo sem cinco titulares, derrotou a Portuguesa, por 1x0, golaço de Zezinho, indo para os 19 pontos, subindo para a 13° colocação mas ainda próximo dos últimos colocados como é o caso do Fortaleza e o Duque de Caxias, que até sexta-feira, quando fechávamos esta edição, permaneciam com 17 pontos. O Ju estava a oito pontos do quarto colocado, Portuguesa com 27, portanto dentro do G-4. A prioridade, acredito, ainda é afastar-se cada vez mais do rebaixamento para ai tentar algo melhor. A campanha do Ju, sob o comando Wortmann, mostra três vitórias, um empate e uma derrota, dos 15 pontos disputados o time obteve 10, uma boa média se pegarmos os números antes da vinda do treinador. O Verdão ganhou em organização e já tem cara de um time de futebol com o Ivo e se mantida, dá para sair tranquilamente do perigo do rebaixamento, mas talvez ainda insuficiente para pensar em chegar entre os quatros primeiros. Claro que, matematicamente, ainda dá, há jogos no turno e todo um segundo turno pela frente. Mas o Ju tem que manter uma média percentual altíssima, além de secar pelos tropeços dos primeiros colocados. Vencer o São Caetano, nesta terça-feira, 21h, no Jaconi, e o Guarani, também em Caxias, é essencial para o projeto. Depois, uma parada indigesta, Atlético Goianense, em Goiás. Se ganhar também do Atlético passaria a acreditar que, ai sim, vai dar para sonhar com o G-4 porque a campanha de Verdão ficaria robustecida com 25 pontos. Mas, na pior das hipóteses, vitórias contra o São Caetano e Guarani e empate em Goiás seriam excelentes.
PRESSA?
Zezinho disse à imprensa de que ele não tem pressa para sair do Ju. Ora, quem tem pressa é o Ju para encher seus cofres de euros e reorganizar suas finanças. Por sinal, ouvi comentários na sexta de que o Grêmio estaria interessado no empréstimo de Zezinho, o que poderia lhe dar uma maior visibilidade. Nestas alturas, me parece mais uma piada. Ou Zezinho vai para o exterior e ou fica no Ju para ajudar o time na Série B. Em 2001 o Verdão emprestou Fernando ao Grêmio numa experiência frustrante. Hoje Zezinho é um nome nacional, ele não precisa de mais visibilidade. O Ju o vende, mas por uma boa grana.
TORCIDAS
Foram dois grandes públicos nos dias 1° e 02 de agosto em Caxias. Para Ju e Vasco foram mais de dez mil, para Caxias e Marcilio superou os 17 mil. Por detalhes não foi o maior público da Série C. Claro que as motivações e os preços eram diferentes. Mas estão de parabéns as duas torcidas. Se o Caxias voltar com um bom resultado em Guaratinguetá neste final de semana, no dia 16, no jogo de volta, vamos ter uma superlotação.
CA-JU NACIONAL?
Será que depois de 32 anos poderemos ter novamente Ca-Ju num campeonato nacional. A última vez foi em 1978 pelo brasileirão da Série A. Em 2010 pode ser pela Serie B.
PRÊMIO
Comenta-se que a Comissão Técnica e jogadores terão R$ 200 mil para dividirem se o Caxias conseguir a vaga para a Série B.
HOMEM BOMBA
Um jogador com a experiência do Luciano é importante nestes jogos decisivos contra o Guaratinguetá. Um chute do “homem bomba” numa falta próxima a área pode definir o jogo.
SAUDOSISTA
De um saudosista grená; “Agora, no momento das verdade, o Caxias teria que ter um Jairo Santos na zaga e um Gil Baiano no meio”. Seria ótimo, mas é bom lembrar que com os dois e outros o Caxias não conseguiu subir para a Série A em 2001.
MELHOR MOMENTO
Há quem diga que se o Caxias subir para Série B em 2010, será no seu melhor momento em termos estruturais, com as contas pagas, o Caxias poderia planejar para daqui a dois ou três anos sua subida para a Série A. Mas antes de projetar esta possibilidade é bom pensar no Guaratinguetá e tratar de derrotá-lo. Não sei o que acontecerá ao Caxias se ele permanecer na Série C em 2010. Alguém sabe?
PREÇOS
Se os preços para o jogo ente Ju e Vasco tivessem sido de dois reais, qual teria sido o público do Jaconi? Se a 20 reais foram mais de dez mil, é fácil imaginar que teria dobrado facilmente.
DE ARREPIAR
Na inesquecível vitória sobre o Paysandu, por 4x3, depois de estar perdendo por 3x0, em dezembro de 2001, na reta final da Série B, o então narrador da Rádio Caxias, Gerson Ben, realizou uma das mais vibrantes e emocionantes transmissões da história do rádio esportivo caxiense. A maneira empolgante e límpida como Gerson descreveu a épica virada grená fez com que a adrenalina dos mais de 22 mil torcedores presentes ao estádio e dos milhares de ouvintes que acompanhavam o jogo pela Caxias, atingisse proporções nunca alcançadas. Ao menos eu nunca vi a massa grená tão enlouquecida, vibrar tanto, como naquela histaórica noite de 19 de dezembro de 2001. Foi de arrepiar.
FERNANDÃO/PATERNALISMO
A questão envolvendo Fernandão e Inter aconteceu tudo por causa do paternalismo como o futebol brasileiro é administrado pelos nossos cartolas. Ora é evidente que o Inter não queria mais o jogador. Mas ficou dando desculpas esfarrapadas para justificar a não contratação. Quando Fernandão saiu em 2008 ninguém reclamou, muito pelo contrário houve até um alivio e um consenso de que o seu tempo no colorado havia encerrado Acusações de panelas, complôs, comandadas pelo Fernandão, pipocavam no vestiário.
PASSIONAL
A bem da verdade, Fernandão teve três anos magníficos 2004, 2005 e 2006, especialmente nos dois últimos. A partir de 20007 ele o Inter começaram afundar. Só ganharam um mísero Gauchão de 2008, o resto perderam, tudo. Fernandão estava sequioso para voltar a Porto Alegre, mas o colorado não o quis. Seu desabafo foi passional, nada profissional, a exemplo dos dirigentes. E o pior, depois de mostrar toda sua irritação fica a nítida impressão de que ele foi para o Goiás a contragosto. Ficou pior a emenda que o soneto.
CAXIAS TEM QUE SAIR VIVO DE GUARATINGUETÁ
Enviado Segunda-feira, 03 de agosto de 2009 às 16:45:01 |
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Jogadores comemoram a virada sobre o Marcilio
O marcador foi de 4x1, aparentemente dá a sensação, para que não viu o jogo, de que foi fácil. Mas não foi, não, pois os mais 17 mil grenás que foram ao Centenário passaram por um grande sufoco na tarde de ontem quando o Caxias venceu por 4x1 o Marcílio Dias e conseguiu chegar em primeiro do seu grupo, tendo, agora, o Guaratinguetá em dois jogos decisivo para conseguir ir para a Série B em 2010. O primeiro neste sábado, em São Paulo e o segundo dia 16 no Centenário onde tem que no mínimo sair vivo de lá para aqui buscar a vaga.
DRAMÁTICA
O Caxias teve um primeiro tempo muito ruim, perdeu por 1x0 e podia ter sido mais provocando muita angústia na massa grená.. No segundo tempo o sufoco prosseguiu até os 14 minutos quando o Caxias empatou, mas foram apenas dez para o Caxias virar o jogo. Aos 24 o time chegou ao segundo gol e passou a garantir uma da vagas. Porém, para chegar a primeira colocação, tinha necessidade de fazer mais dois, o que obteve aos 41 e aos 46, de forma dramática..
SABER ADMINISTRAR
O Caxias queria fugir do América de Minas, que é considerado o melhor time da Série C até agora. Até os 45 minutos, quando estava 3x1, o adversário grená era o time mineiro, mas, com o quarto gol, passou ser o Guaratinguetá. O Brasil que ficou em segundo é quem enfrentará o América. O primeiro em Pelotas e o segundo em Minas. Como primeiro colocado o Caxias joga a primeira fora e decide tudo em casa. Vai depender muito do primeiro jogo em São Paulo. O Caxias não pode perder por diferença de dois ou três gols. O ideal é marcar gols para poder administrar melhor em casa.
OUVIDOS ANTENADOS
Jogar a primeira fora e decidir em casa não é vantagem muitas vezes, especialmente se fora houver um desastre. Daí, porque, o Caxias precisa sair vivo de Guaratinguetá e ai com o apoio de mais de 20 mil grenás obter a vaga para a Série B. Para tanto, o Caxias vai precisar jogar mais do que mostrou especialmente no primeiro tempo contra o Marcílio. É bom lembrar que no início do ano o Caxias foi eliminado da Copa do Brasil por este mesmo Guaratinguetá. Trata-se de um time de São Paulo, que tem um bom grupo e com uma ajuda muito forte da Federação Paulista. Ouvidos antenados.
JU PREOCUPA
O Juventude, com a derrota de 2x0, pára o Vasco, no sábado, no Jaconi, e com resultados paralelos voltou novamente a famigerada zona de rebaixamento, com 16 pontos e na 16° colocação. Claro que existem muitos times na frente do Ju com 17 pontos, como são o Duque de Caxias, Paraná e Fortaleza, todos perfeitamente alcançáveis. Mas a situação preocupa.
DESFALQUES
O Ju está a 11 pontos do quarto colocado, a Portuguesa, que tem 27. e será o temível adversário que o Verdão terá, nesta terça-feira, 21h, no Canindé. O time não contará com Alyson, expulso contra o Vasco, e Tiago Renz pelo terceiro cartão amarelo. Xavier e Walker são dúvidas. Uma nova derrota afunda mais o Ju no rebaixamento. No mínimo tentar um empate. Depois receberá, na semana que vem, o São Caetano, no Jaconi.
ARBITRAGEM RUIM
Contra o Vasco a arbitragem do Semene acabou prejudicando o Juventude. Deu uma penalidade máxima inexistente sobre Ramon logo no inicio do jogo para o Vasco que começou mudar o rumo da partida. O árbitro também utilizou um peso e duas medidas em faltas sobre Zezinho, do Ju, e Carlos Alberto, do Vasco. O time do Dorival Junior, que foi homenageado antes do jogo pelo Ju, por ter sido ex-atleta, campeão da Série B, em 1994, chegou a fazer 2x0, perturbando o time do Ivo Wortmann
ESTILO GAÚCHO
Ao marcar o gol no fim do primeiro tempo havia a perspectiva de que o Ju poderia empatar e até virar no segundo tempo. O Vasco, porém, com um estilo gaúcho de jogar futebol, com muita raça e pegada, se fechou bem,. O Ju teve algumas chances, mas que acabou tendo as melhores oportunidades foi o Vasco, com Adriano que, em jogadas de velocidade em contra-ataque, além de chutar duas bolas no poste, perdeu outra depois de uma grande defesa do goleiro do Ju.
TORCIDAS DE PARABÉNS
Foram dois grandes públicos neste final de semana em Caxias. Para Ju e Vasco foram mais de dez mil, para Caxias e Marcilio superou os 17 mil. Por detalhes não foi o maior público da Série C, até agora. Claro que as motivações e os preços eram diferentes. No jogo do Ju, embora o enfrentamento tenha sido contra o Vasco, sempre uma atração, era mais um pela Série B onde o Verdão luta prioriza, hoje, a fuga do rebaixamento do que para chegar entre os quatro primeiros. O jogo do Caxias era de vida ou morte, significava a passagem para definir uma das vagas para B em dois jogos. No Jaconi, os preços estavam dentro da normalidade (20 reais), no Centenário o torcedor pagava apenas dois reais. Mas estão de parabéns as duas torcidas. Provavelmente se o Caxias voltar com um bom resultado em Guaratinguetá neste final de semana, no dia 16, no jogo de volta, vamos ter mais de 20 mil fácil.
GRÊMIO
Jogando em casa mais uma vez o Grêmio venceu, agora a vítima foi o Cruzeiro, que foi derrotado por 4x1. O Grêmio chegou aos 24 pontos. Nesta quarta, vai a São Paulo pegar o líder Palmeiras. O tricolor ainda não ganhou um jogo fora do Olímpico. Se vencer, além de quebrar o tabu começa a se habilitar para brigar por uma das vagas ao G-4. Contra o Cruzeiro o Grêmio teve algumas vantagens no jogo. Depois de estar perdendo por 1x0, conseguiu, no segundo tempo, vencer por 4x1.
LEITURA
Mas é bom destacar que o Cruzeiro jogou quase toda partida com 10 jogadores, por expulsão, e no segundo tempo, quando ainda estava 1x0 para o time mineiro, teve outro atleta expulso. Com nove em campo o time treinado por Adilson Batista acabou sendo goleado. Outro detalhe que não pode ser esquecido, para se ter uma leitura melhor do jogo, é que se compararmos aquele Cruzeiro que eliminou o Grêmio, na Libertadores, não estavam em campo Ramirez, que já está no Benfica e Kleber e Wagner, os seus melhores atacantes, que nem viajaram por cansaço muscular.