Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.
DESINFORMAÇÃO
Na quarta-feira, por volta das 14h30min, a Gazeta telefonou para a Assessoria de Imprensa da Prefeitura para saber se iria se realizar ou tinha acontecido um encontro dos moradores do Bairro de São Pelegrino, através de sua entidade representativa, tendo à frente o presidente Antioco Sartor, com secretários na prefeitura para tratar do polêmico caso da diminuição das calçadas e das mudanças que estão sendo propostas no bairro. Fomos informados, pela assessoria, que ela não sabia de nenhuma reunião naquele momento. Para a nossa surpresa, mais tarde, no site da prefeitura, saiu a seguinte informação:
REVITALIZAÇÃO
Prefeitura apresenta projetos de revitalização do Largo São Pelegrino à comunidade. A Prefeitura de Caxias, por meio do Chefe de Gabinete e Secretário de Governo Municipal Edson Nespolo, do Secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade Jorge Dutra, do Secretário do Planejamento Paulo Dahmer e do coordenador do Orçamento Comunitário Gelson Marcon, recepcionaram nesta quarta-feira (28), no Salão Nobre do Centro Administrativo Municipal, o presidente da AMOB São Pelegrino Antíoco Sartor e a representante da comunidade, sra. Mari Joana Scherner.
MINUCIOSOS
E continuava: o encontro teve como objetivo, apresentar detalhes minuciosos do projeto de revitalização do Largo São Pelegrino, com explicações técnicas das 17 obras de melhorias em função da entrada em operação do San Pelegrino Shopping. A equipe da Prefeitura, na busca pela valorização das melhorias do Largo e do seu entorno, se coloca à disposição da comunidade para a ampliação desse debate.
ENTREVISTA
Só dois veículos de comunicação estavam presentes ao encontro, a Rádio Caxias e o jornal Pioneiro. A emissora, segundo o coordenador de jornalismo, jornalista Alessandro Valim, só soube do encontro porque na terça-feira, dia 27, ao entrevistar o secretário Jorge Dutra, este, depois de ser perguntado de quando a prefeitura pretendia discutir o assunto com os moradores, revelou que aconteceria uma reunião na quarta-fera, dia 28, para tratar do tema. Valim disse que a emissora ficou sabendo porque, no meio da entrevista, recebeu a informação, e que nada havia sido passado pela Assessoria. Se a rádio não tivesse entrevistado o secretário não ficaria sabendo do encontro.
PERGUNTINHA
A pergunta que não quer calar é a seguinte: Como é que a assessoria de imprensa não sabia de encontro tão importante e que interessava a milhares de moradores de São Pelegrino e que estava sendo realizado ao seu lado, na mesma dependência? E o mais curioso: mesmo não sabendo do encontro, mais tarde fez o texto da notícia, e o colocou no site da prefeitura. Um misterinho para o Sherlock.
PIORES AVALIAÇÕES
Na pesquisa Datafolha Yeda Crusius (PSDB) apareceu com uma das piores avaliações feitas com sete capitais, entre elas o DF. Yeda, com uma média de 4,9, ficou no penúltimo lugar. Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, obteve o primeiro lugar com 7.7. Entre os prefeitos, José Fortunatti (PDT), que está no governo desde abril, ficou em antepenúltimo com média 5.4. A melhor média ficou com o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), com 6.6. O segundo melhor prefeito foi de Belo Horizonte, também do PSB, Márcio Lacerda, com 6.3. Como se observa os socialistas do PSB estão com as melhores médias.
ESSAS MULHERES
São 135.904.433 eleitores aptos a votar. As mulheres dominam a cena com 70 milhões contra 65 milhões de homens. Se as mulheres quisessem assumiriam os principais cargos públicos deste país através do voto. Mas sabe-se que não é assim que funciona, elas continuam sendo minoria.
70 MILHÕES
Mas o que chama atenção é que 53%, mais de 70 milhões dos eleitores não têm o primeiro grau completo, o que significa dizer que o nível cultural e intelectual e de conhecimento da maioria dos eleitores é baixo. Isto não é bom, pois eles são mais facilmente manipulados por políticos inescrupulosos e populistas. Geralmente são pessoas que se contentam com pouco, tem baixo poder de reivindicação, e frágil consciência da cidadania e de seus direitos.
EMOÇÕES À FLOR DA PELE
Como esta fase da Série C é tiro curto, encerra-se na metade de setembro, qualquer tropeço em casa pode ser fatal. É o caso do Ju no clássico dos 75 anos deste domingo, 16h, no Jaconi. O Verdão empatou no Jaconi, com o Criciúma em um gol, que é fortíssimo candidato a uma das vagas. E o Verdão terá que enfrentá-lo, lá, no returno, onde é quase imbatível. Claro que dá para vencer, mas a vitória devia ter sido obtida no Jaconi para sair em vantagem, e não depender de talvez ter que vencê-lo em seus domínios e agora ter que vencer o Ca-Ju. O Criciúma lidera o grupo com quatro pontos. O Caxias, quando jogou em casa venceu a Chapecoense por 2x1, embora tenha perdido no Bento Freitas para o Brasil, por 2x1. No entanto, como os xavantes terão que vir ao Centenário dá para recuperar os pontos.
Se esta fase encerrasse hoje, Criciúma e Caxias estariam garantidos para prosseguir. O Caxias tem o mesmo número de pontos do Brasil, mas leva vantagens no saldo, pois o time de Pelotas perdeu para o Criciúma por 2x0.
JU: SÓ A VITÓRIA
Então é fácil para se deduzir a importância do Ca-Ju deste domingo, 16h, no Jaconi. Ele tem muito significado para os dois times, mas principalmente para o Juventude que empatou em casa com o Criciúma e depois por jogar duas partidas seguidas fora (Brasil e Chapecoense) do Jaconi, só pode pensar
CAJU/JUNIORES
O Ca-Ju de juniores para decidir o título estadual foi programado para esta segunda-feira, no Jaconi, 15h. Poderia ter sido programado para sábado às 15h. Ou foi marcado para segunda para poupar o gramado para o jogo de domingo? Este jogo merece um grande público para prestigiar a garotada que despachou a dupla Gre-Nal e melhorou a autoestima dos torcedores da cidade.
MANO MENEZES
Mano Menezes é o treinador do Brasil, depois da desistência do Muricy que foi o primeiro a ser convidado oficialmente pela CBF. Ou teria sido o Felipão? O peso de ser treinador do Corinthians e o bom relacionamento do presidente André Sanches com Ricardo Teixeira (ele comandou a delegação brasileira na África), pesou e muito. Diria que foi decisivo. Ficou tudo em família.
BIOGRAFIA
O título de campeão da Copa do Brasil, em 2009, e o de campeão paulista, foram decisivos. Provavelmente se ele tivesse conquistado a Copa do Brasil como treinador do Grêmio não seria lembrado. Na verdade, nunca um treinador gaúcho, mesmo que ganhasse títulos nacionais e que trabalhasse no RS, foi convidado para comandar a seleção numa Copa do mundo. Cláudio Coutinho, Luiz Felipe Solari, Dunga e Mano foram reconhecidos quando estavam fora do RS.
QUESTIONAMENTOS
Na sua primeira convocação uma série de nomes jovens. Mas também o questionamento de ter convocado o volante Jucilei do Corinthians, que tem sido reserva no Timão e não ter chamado outros jovens atletas do time que estão se destacando no brasileirão. Como o camisa dez, Bruno César.
MÁ FASE
Mano convocou também o goleiro Victor do Grêmio e a gurizada do Santos, Neymar, André e Ganso. Eles foram chamados pelo que fizeram ainda antes da convocação do Dunga, não pelo que estavam jogando antes do chamado de Mano. Victor, por exemplo, tem falhado em quase todos os jogos do Grêmio.
COPA AMÉRICA
Mano acredita que na seleção todos eles devem recuperar o seu futebol. Os garotos do Santos já estão dando sinais positivos. Mano sabe que para se manter até 2014 vai ter que mostrar serviço. Começando pela Copa América de 2011 na Argentina. Se não vencer, podem ter certeza, começarão as contestações.
RAIVA
Se o Mano Menezes tivesse permanecido no Caxias em abril de 2005, ao invés de ir para o Grêmio, ele seria hoje treinador da seleção brasileira ou ainda estaria treinando um clube do interior? Claro que não. Cinco anos depois me sinto à vontade para falar sobre o tema. Ainda hoje conheço vários torcedores grenás que permanecem raivosos com o Mano. Um deles me disse durante a semana que será o maior secador para o Mano se ferrar. Um equívoco, pois raiva e mágoa dá doença.
RACIONALIDADE
Na época assumi, aqui e na Rádio Caxias o que me causou alguns desafetos, de que Mano estava certo em aceitar o convite, pois o cavalo podia estar passando encilhado e talvez ele não teria outra oportunidade igual. Muitos torcedores grenás não gostaram da minha postura. Porém, qualquer pessoa de bom senso e movida por racionalidade e não pela emoção estava vendo que o Mano estava pensando no seu futuro e não aceitar o convite gremista seria um contrassenso.
CINCO ANOS
A vida útil de Mano, como treinador em clubes de ponta do Brasil, é de apenas cinco anos, a partir de 2005, no Grêmio, e depois no Corinthians. Em janeiro de 2002, Mano foi demitido por Fernando Carvalho que assumia o Inter. Mano treinava os juniores do colorado e foi substituído pelo Lisca. Parecia que nada mais daria certo para ele. Oito anos depois é o treinador da seleção. Mano é uma das mais fantásticas ascensões da história do futebol brasileiro.
SALÁRIOS
Ascensão em todos os sentidos. Em cinco anos seu salário aumentou, e como. Ganhava R$ 8 mil no Caxias em abril de 2005. Foi para o Grêmio recebendo R$ 35 mil, mas depois que venceu a Série B o salário dobrou. No Corinthians atualmente recebia R$ 500 mil. Foi para a seleção ganhando menos, R$ 350 mil, mas pela projeção que o cargo dá, logo, logo, ele vai ter muitos e gordos benefícios, especialmente se ele se der bem.
SORTE
Um treinador tem que ter sorte também. No Grêmio, Mano esteve por um fio para ser demitido e provavelmente voltar para o interior como aconteceu com Nestor Simionatto e Plein, e outros, que tiveram chances na dupla Gre-Nal e não conseguiram se firmar. O jogo referencial para que isso ocorresse aconteceu nos Aflitos, naquela dramática decisão contra o Náutico. Se o Grêmio tivesse perdido, o que parecia certo durante a prorrogação, Mano e todos os que faziam parte daquele grupo seriam devidamente torrados e execrados.
DESTINO
E o destino de Mano seria provavelmente retornar ao interior e começar tudo de novo. Porém, a épica vitória deu-lhe prestígio, sucesso, e seu nome ganhou as manchetes nacionais abrindo-lhe o caminho do Corinthians quando este foi para à Série B. Na verdade, a sorte geralmente está ao lado dos bons. É o caso de Mano.
COMPARAÇÃO
Quando Mano treinou o Caxias, cheguei a comparar o seu estilo de estrategista e por estudar sempre o adversário, além de sua discrição, com o grande Ênio Andrade, um dos maiores injustiçados da história do futebol brasileiro que, embora tenha ganhado três brasileirões (Inter -invicto -, Grêmio e Coritiba) nunca teve chances na seleção e nem de treinar um dos grandes clubes do Rio e São Paulo. Um absurdo.
RELACIONAMENTO
Mano, além do bom trabalho realizado no 15 de Campo Bom, Grêmio e principalmente no Corinthians, sempre teve um bom relacionamento com a imprensa. No mínimo, Mano não é de entrar em choque com a mesma. Como ele fala bem, é bem articulado, tem boas posturas, quase sempre tira de letra. E também pela tranquilidade que ele passa em momentos difíceis. Mano não se escabela todo, ou grita e gesticula com cenas patéticas e cômicas à beira do gramado.
VANTAGEM
Num mata-mata da Libertadores vencer por 1x0 sempre é importante e pode ser decisivo. É melhor do que ganhar por 2x1. Foi o caso da vitória do Inter, sobre o São Paulo, no Beira-Rio. Agora, o colorado joga por vários resultados, vitória, empate, e até derrota por 2x1, 3x2, e assim por diante. O São Paulo precisa vencer com dois gols de vantagem. Ou fazer 1x0 e levar para as penalidades. É uma grande vantagem do Inter. Nada ainda está definido, porém, pelo que demonstrou, especialmente no segundo tempo, tem todas as condições de passar pelo tricolor que terá que atacar e assim abrir seu time.
Mano Menezes é o treinador do Brasil, depois da desistência do Muricy que foi o primeiro a ser convidado oficialmente pela CBF. O peso de ser treinador do Corinthians e o bom relacionamento do presidente André Sanches com Ricardo Teixeira (ele comandou a delegação brasileira na África), pesou e muito.
O titulo de campeão da Copa do Brasil, em 2009, e o de campeão paulista, foram decisivos, além da boa participação no comando do Grêmio. Na sua primeira convocação uma série de nomes que ainda integraram a seleção, mas também o questionamento de ter convocado o volante Jucilei do Corinthians que tem sido reserva no Timão.
Mano convocou jogadores que estão em má fase como o goleiro Victor do Grêmio e a gurizada do Santos, Neymar, André, que é reserva do peixe e o Ganso. Eles foram chamados pelo que fizeram ainda antes da convocação do Dunga não pelo que estão jogando atualmente. Victor, por exemplo, tem falhado em quase todos os jogos do Grêmio. Mano acredita que na seleção eles devem recuperar o seu futebol. Tomara. Mano sabe que para se manter até 2014 vai ter que mostrar serviço. Começando pela Copa América de 2011 na Argentina. Se não vencer podem ter certeza que começarão as contestações.
Aos poucos começam vir a tona algumas questões envolvendo o Muricy. Ele teria pedido garantias para o presidente da CBF, como um contrato até 2014. Teixeira não aceitou sob a alegação de que ele não teria condições de assumir tal compromisso. Também, segundo se comenta, Teixeira não teria feito uma proposta concreta em termos financeiros. A falta de tato de Teixeira em tentar contratá-lo, sem antes falar com a direção do Flu, além do mau relacionamento da entidade com o clube carioca, acabaram sendo decisivas para Muricy não aceitar.
Se o Mano Menezes tivesse permanecido no Caxias em abril de 2005, ao invés de ir para o Grêmio, ele seria hoje treinador da seleção brasileira ou ainda estaria treinando um clube do interior? Cinco anos depois me sinto a vontade. Na época assumi aqui e na Rádio Caxias, o que me causou alguns desafetos, que achava que o Mano estava certo em aceitar o convite, pois o cavalo podia estar passando encilhado e talvez ele não teria outra oportunidade igual.
Muitos torcedores grenás não gostaram da minha postura. Porém, qualquer pessoa de bom senso e movida por racionalidade e não pela emoção, estava vendo que o Mano estava pensando no seu futuro e não aceitar o convite gremista seria um contra senso. Só isso.
A vida útil de Mano em grandes clubes do Brasil é de apenas cinco anos, a partir de 2005 no Grêmio e depois no Corinthians, um fenômeno. Em janeiro de 2002 Mano foi demitido por Fernando Carvalho que assumia o Inter. Mano treinava os juniores do colorado e foi substituído pelo Lisca. Parecia que nada mais ria dar certo para ele. Oito anos depois é o treinador da seleção.
Um treinador tem que ter sorte também. No Grêmio ele esteve por um fio para ser demitido e provavelmente voltar para o interior como aconteceu com Nestor Simionatto e Plein. O jogo referencial para que isso ocorresse aconteceu nos Aflitos naquela dramática decisão contra o Náutico. Se o Grêmio tivesse perdido, o que parecia certo durante a prorrogação, Mano e todos os que faziam parte daquele grupo seriam devidamente torrados e execrados.
E o destino de Mano seria provavelmente retornar ao interior e começar tudo de novo. Porém, a épica vitória deu-lhe prestígio, sucesso e seu nome ganhou as manchetes nacionais abrindo-lhe o caminho para ir para o Corinthians quando este foi para a Série B. Na verdade a sorte geralmente está ao lado dos bons.
Mano, além do trabalho realizado no 15 de Campo Bom, Grêmio e principalmente no Corinthians, sempre teve um bom relacionamento com a imprensa. No mínimo, Mano não é de entrar em choque com a mesma. Como ele fala bem, é bem articulado, têm boa posturas, quase sempre tira de letra. E também pela tranqüilidade que ele passa em momentos difíceis. Mano não se escabela todo, ou grita e gesticula com cenas patéticas e cômicas à beira do gramado.
Se Mano se mantiver até 2014 será o quarto gaúcho a comandar a seleção numa Copa do Mundo Os outros foram Cláudio Coutinho em 1978, em 2002 foi a vez de Luiz Felipe Scolari, que ganhou o penta e agora, em 2010, o Dunga. Em 1976, outro gaúcho, Osvaldo Brandão, comandou o Brasil, no torneio dos 200 anos da independência dos Estados Unidos. Coutinho era capitão do Exército e chegooua seleção trejando o Flamengoo odne foi campeão carioca.
O RS representou o Brasil três vezes, vestindo a camisa titular da então a CBD. Em 1956 os gaúchos estiveram no México disputando o Pan-Americano. Conquistamos o bi-campeonato derrotando as seleções titulares da Argentina, Chile, Peru, México e Costa Rica e ganharam de forma invicta. O treinador era Francisco Duarte Junior, o Teté, técnico do Internacional. Teté começou no Brasil de Pelotas nos anos 40, depois treinou o Nacional de Porto Alegre, mas brilhou mesmo no comando do Internacional quando foi campeão gaúcho em 1951, 1952, 1953 e 1955.
É bom ressaltar que em 1955, a CBD convidou os paulistas para representarem o Brasil no Uruguai, na disputa do Sul-Americano (hoje Copa América). Os paulistas, treinados pelo gaúcho Osvaldo Brandão, que era técnico do Corinthians, foram eliminados pelo Uruguai, que seria o campeão.
Em 1959, como havíamos ganho em 1956, a CBD convidou mais uma vez os gaúchos para representar o Brasil no Pan-Americano, disputado na Costa Rica. Desta feita ficamos com o segundo lugar, a Argentina foi a campeã. O treinador era Osvaldo Rolla, o “Foguinho”, do Grêmio. Foginho foi atleta laureado do tricolor nos anos 30 e o como treinador foi penta-campeão gaúcho (1956/1960) Outros gaúchos que treinaram a seleção,
Em 1967 os gaúchos voltaram a representar o Brasil na Taça Higgins. O treinador foi Carlos Froner que dirigia o Grêmio. Froner foi também treinador do Flamengo (Caxias) Juventude, SER Caxias, Internacional, Flamengo do Rio e Santa Cruz do Recife, entre outros.
Silvio Pirilo, Carlos Froner, João Saldanha. Pirilo foi um notável atacante revelado pelo Internacional e de grande sucesso nos anos 30, que brilhou intensamente defendendo depois o Penãrol, Flamengo, substituindo o lendário Leônidas da Silva, (tri-carioca em 1942/1943 e 1944 e artilheiro do campeonato nos três anos seguidos), Botafogo (campeão carioca em 1948), entre outros.
Quando Pirilo dirigiu o Brasil, no Sul-Americano de 1957, era treinador do Corinthians. Ele chegou a comandar o Inter também rapidamente nos anos 50. João Saldanha foi treinador do Brasil em 1969 durante a preparação para Copa de 1970. Ele dirigia o Botafogo. Saldanha, durante anos, foi comentarista esportivo da Rádio Globo do Rio.
Osvaldo Brandão antes de se consagrar como treinador em São Paulo, foi um vigoroso zagueiro do Internacional, nos início dos anos 40, no começo do “Rolo Compressor”, defendendo também rapidamente o Gaúcho de Passo Fundo. Mas Brandão brilhou mesmo no Corinthians e no Palmeiras onde foi várias vezes campeão paulista e do Torneio Rio e São Paulo e das competições nacionais de seleções estaduais, como treinador.
Analistas garantem que no festival de acusações entre Collares e a executiva estadual do PDT, todos têm suas culpas, equívocos e interesses como diria Brizola, mas o ex-governador é o que estaria sendo mais coerente ao cobrar que o PMDB gaúcho, a exemplo do que faz o nacional, que cumpra o prometido e apoie a candidata do PT, Dilma Rousseff, à presidência. Se não for assim ele se julga no direito de apoiar Tarso Genro (PT) ao Piratini. Por trás disso tudo, dizem, haveria mais interesses de futuros cargos do que qualquer propósito ideológico. Collares teria promessas de assumir Itaipu caso Dilma vencer. É bom lembrar que Collares (e o Brizola também) foi uma espécie de padrinho de Dilma quando ela assumiu importante cargo de seu governo estadual (1991/1994) e tem um relacionamento fraterno com a petista, que antes de ingressar no PT pertencia ao PDT.
EMPREGOS
Porém, segundo analistas bem informados, o propósito das lideranças pedetistas e peemedebistas no Estado e de Caxias, ao apoiar Fogaça e não querer assumir publicamente o apoio a Dilma, é obter empregos ou mantê-los a partir de 2001 e isso acontecerá mais facilmente com a eleição de Fogaça. Sabe-se que se Tarso vencer nenhum pedetista, no caso, terá emprego depois do apoio que foi dado a Fogaça. O mesmo aconteceria com peemedebistas gaúchos se Dilma vencer. Neste turbilhão, enquanto que em nível nacional o PDT e o PMDB apóiam Dilma, no RS, e em Caxias, alguns apóiam frontalmente e outros sutilmente apóiam Serra, Collares assumiu Dilma e diz que só fará campanha para Fogaça se ele e o PMDB assumirem publicamente que apoiarão Dilma conforme promessa feita por Fogaça a Collares e ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Na verdade, o PDT não se entende em Caxias e no RS, desde que foi fundado, com raras exceções. A grande confusão que se estabeleceu no RS envolve o ex-governador Alceu Collares, um dos maiores patrimônios do PDT no Estado. Depois de assumir publicamente que apoiaria Tarso porque Fogaça não está apoiando publicamente Dilma, ele teve sua cabeça a prêmio e se tivesse dependido apenas da executiva estadual, através do seu presidente Romildo Bolzan Jr, e do presidente do PDT caxiense, Luiz Carlos Muniz isto teria ocorrido.
CONVENIENTE
Muniz é também é o diretor da Câmara de Vereadores, onde exerce a função com competência, cargo que ele conseguiu também, não apenas por ser filado do PDT, mas também com o apoio da bancada do PMDB, graças ao acordo existente em Caxias entre os dois partidos. Segundo analistas, para Muniz e os pedetistas caxienses, apoiar Fogaça e não assumir publicamente Dilma é conveniente.
PITO
Ele chegou a dizer que “doa a quem doer, Colares não pode mais permanecer no partido”. A mesma postura foi do presidente da executiva estadual Romildo Bolzan Jr e outros militantes do PDT gaúcho. Os pedetistas propuseram que a Comissão de Ética Nacional do PDT julgasse Collares e expulsasse. Porém, o pedido não encontrou eco do presidente nacional licenciado do PDT, o ministro Carlos Lupi, que não apenas discordou do pedido mas deu um pito nos trabalhistas gaúchos.
VERDADE
Lupi disse que “Collares é um patrimônio do partido. Precisamos respeitar a história que ele carrega desde a fundação do PDT. Muita calma nesta hora” Lupi disse ainda que “Collares falou uma grande verdade, foi combinado diretamente com Fogaça e eu estava presente, que ele apoiaria Dilma à Presidência. Não está cumprindo isso”.
CUMPRIR ACORDO
Depois disso os pedetistas gaúchos tiveram que engolir a rebeldia do ex-prefeito de Porto Alegre e governador do RS, os mais expressivos cargos que o PDT ganhou no RS. Claro que o que move também Lupi nos seu apoio a Dilma é que ele está também projetando em garantir o emprego, manter o MT ou outro cargo se ela se eleger presidente, não diferenciado muito com o que os pedetistas gaúchos e caxienses querem ao apoiar Fogaça. Mas, no mínimo, ele está querendo que Fogaça cumpra o acordo, no que ele está certo.
INDIGNAÇÃO
E por que esta indignação dos pedetistas gaúchos e caxienses? Tudo porque Collares resolveu apoiar a candidatura de Tarso Genro no RS e não do Fogaça. Ele lembrou que pelo acordo em nível nacional o PMDB apoiaria Dilma Rousseff à presidência e isto incluiria o PMDB do RS. Os pedetistas que apoiaram Fogaça ficaram fulos de raiva. Collares alega com certa dose de razão que Fogaça e o PMDB do RS não estão apoiado publicamente Dilma, mesmo que o partido, em nível nacional apóie, tanto que tem o vice, o deputado Michel Temer.
LIBERADO
Collares alega que diante do silêncio de Fogaça que fica em cima do muro, e não segue a orientação nacional do seu partido, ele, que já havia avisado ainda em abril que só apoiaria o Fogaça se o PMDB fechasse com Dilma. Mas diante do silêncio do Fogaça, e dos peemedebistas, cujas principais lideranças já avisaram que vão votar no Serra, Collares disse que se sentiu liberado para não apoiá-lo. Lembrou que em nível nacional o PDT está apoiando Dilma e não Serra.
CRONOLOGIA I
A cronologia do caso mostra que em março deste ano o PDT decidiu apoiar José Fogaça (PMDB) ao governo. Em abril, embora preferisse Tarso Genro (PT), Collares disse que aceitaria coligação com Fogaça se o PMDB apoiasse Dilma. Porém, com uma série de líderes preferindo José Serra (PSDB), o PMDB evitou oficializar apoio a Dilma.
CRONOLOGIA II
Collares, então, debandou para o lado de Tarso. No sábado, dia 17, Collares compareceu a uma reunião de apoio a Tarso. Fez um discurso conclamando a militância. A executiva estadual do PDT decidiu, segunda, dia 19, encaminhar Collares ao conselho de ética nacional do partido. No dia 20, o presidente nacional licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi, saiu em defesa de Collares.
INCOERÊNCIAS I
Analistas levantam algumas questões relacionadas com as incoerências. Assim como o PDT gaúcho e caxiense, pediram que a comissão de ética nacional do PDT expulse Collares porque este quer apoiar Tarso diante da negativa do PMDB de apoiar Dilma publicamente, o ex-governador também não poderia pedir à comissão de ética a expulsão de lideranças gaúchas e caxienses do PDT por não cumprirem o acordo nacional de apoiar Dilma publicamente?
INCOERÊNCIAS II
Recentemente houve um episódio em Caxias onde a executiva municipal escolheu apenas um nome à Assembleia, no caso o vice-prefeito Alceu Babosa Velho, mas depois a executiva estadual incluiu também o nome de vereador Vinicius Ribeiro, descontentado os pedetistas caxienses que ficaram irritados com o comando estadual. Não era o caso de pedirem à comissão de ética que julgasse o caso? Ou a irritação ficou apenas para economia interna porque a executiva estadual tinha amplos poderes para tomar esta decisão? Ou não teria sido o caso de se desligarem do PDT por terem sido contrariados pela executiva estadual?
INCORÊNCIAS III
E o que dizer, por exemplo, das situações históricas envolvendo o senador Pedro Simon, o ex-governador Germano Rigotto, a vereadora Geni Peteffi, e o ex-presidente do partido
Os resultados obtidos pela dupla, Ca-Ju na primeira rodada da Série C complicaram a vida, ou empepinou a vida de ambos, numa competição de tiro curto como é essa. Qual foi o pior resultado, a derrota do Caxias para o Brasil, por 1x0, no final do jogo, ou o empate do Ju, com o Criciúma, em um gol, no Jaconi? Obviamente que os dois resultados foram péssimos, porém o fato do Ju ter empatado com o Criciúma, no Jaconi, talvez tenha tido um impacto mais frustrante do que a derrota do Caxias, que afinal de contas foi fora de casa, e há chances no returno, no mínimo, recuperar os pontos quando o Brasil vier ao Centenário. Já o Ju terá que ir a Criciúma e provavelmente lá as dificuldades serão maiores. Mas os dois resultados foram ruins. O Caxias, agora, fica na obrigada em vencer a Chapecoense neste sábado, 16h, no Centenário. Um novo tropeço (derrota ou empate) complica de vez o Caxias. Uma vitória equilibrará a situação do time. Até porque depois, no dia 1º de agosto, o Caxias terá que ir ao Jaconi enfrentar o Juventude na reedição do clássico Ca-Ju. Uma vitória diante da Chapecoense poderia permitir que o Caxias jogasse até por um empate diante do Ju que seria um resultado razoável.
VENCER E VENCER!
Para o Juventude, o Ca-Ju tem apenas um objetivo: vencer e vencer. Como será o seu segundo jogo seguido no Jaconi e vindo de um empate contra o Criciúma um novo tropeço (derrota ou empate) poderia significar colocar o Verdão numa situação angustiante dentro da Série C. Ficaria muito difícil para um time que joga duas seguidas em casa sem obter nenhuma vitória. Mas, se vencer, o Ju se reabilita. Então para o Caxias uma vitória diante da Chapecoense o reabilita e para o Ju só uma vitória no Ca-Ju o coloca novamente dentro da competição. Se o Caxias não vencer a Chapecoense entra num gargalo; se o Ju não derrotar o Caxias ingressa num perigoso redemoinho que pode não ter volta. Se a Série C fosse um campeonato longo como os das Séries A e B não haveria motivos para maiores preocupações com resultados negativos na arrancada. Porém, esta fase da Série C tem apenas sete jogos, são cinco times e apenas dois seguem adiante. O segredo para se chegar lá, entre os dois primeiros, é vencer todos os jogos em casa e no mínimo empatar fora. Nos dois primeiros jogos, a dupla Ca-Ju não conseguiu seguir esta cartilha. Por isso ficou embretada, precisa vencer seus próximos jogos.
VOGES MAIS DOIS
Os conselheiros da S.E.R. Caxias aclamaram o presidente Osvaldo Voges para um segundo mandato, até dezembro de 2012, à frente do clube grená. A reunião no Salão Nobre do Estádio Centenário, contou com a presença de mais de 170 associados – bem mais do que o mínimo necessário (100). Recentemente não houve o número suficiente. Acho que Voges pelo que tem feito ao clube em termos de infraestrutura e na recuperação da credibilidade tem mesmo que permanecer. Se não for ele, quem se habilita? Provavelmente ninguém, como ocorreu em 2007 quando se não fosse pelo Voges o Caxias podia ter fechado. O que falta para coroar de uma vez por todas sua gestão é o Caxias em 2010 conseguir chegar à Série B. Mais um fracasso no futebol pode trazer um desânimo muito grande. Porém, Voges tem dado exemplos de saber reagir galhardamente mesmo nos momentos mais difíceis. Há um projeto que inevitavelmente acabará dando certo, amanhã ou depois.
MUDANÇAS
Antes de reelegerem Voges, conselheiros e sócios, que lotaram o Salão Nobre, aprovaram algumas mudanças nos estatutos do clube. O mandato do presidente foi reduzido de três para dois anos, com o processo sucessório passando para o final do ano – até agora, as eleições ocorriam no meio da temporada. Também foi ampliado o número de vices para quatro. Osvaldo Voges seguirá à frente do clube neste ano e nas próximas duas temporadas, permitindo que a sucessão ocorra
MURICY E A SELEÇÃO
Muricy Ramalho pode ser o novo treinador da seleção brasileira. Ele foi convidado na sexta depois de se encontrar com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, num clube de golfe localizado na Barra da Tijuca, no Rio. No final do encontro, por volta das 12h, falando à repórter Patrícia Lopes, da ESPN Brasil, canal 70 do cabo, a única presente no local e com imagens.
FURO
A emissora tinha ido ao clube fazer uma matéria sobre golfe e acabou dando o flagra Muricy/Teixeira. Depois todas as demais emissoras correram atrás da informação. Muricy disse que recebera o convite, se sentia muito honrado, e ser treinador da seleção era um sonho antigo. Mas dizia também que antes de qualquer manifestação oficial ele tinha que se reunir com o presidente do Fluminense, clube que ele treina e com sucesso onde é líder do brasileirão.
ESCOLHA JUSTA
Não se acreditava no momento que fechávamos esta edição que não haveria qualquer obstáculo do Flu, mas por volta das 17h veio a informação de que o clube se negou a liberar o teinador. Muricy diz que está disposto a cumprir o contrato até o final do ano. Em todo o caso, havia uma expectativa de que a CBF conseguisse convencer a direção do Fluminense a voltar atrás. E convenhamos, se isso acontecer, uma escolha justa, ele é, em termos de Brasil, o treinador mais vencedor, tricampeão do Brasil pelo São Paulo, podia ter sido tetra se em 2005 o Inter não tivesse sido prejudicado pelos jogos anulados.
INJUSTIÇAS
Na história da seleção já houve muitas injustiças como, por exemplo, em 1978, quando o treinador foi o Cláudio Coutinho porque tinha sido campeão carioca pelo Fla. Mas Rubens Minelli era treinador tri-brasileiro com o Inter e o São Paulo. Em 1982 Telê foi o escolhido, mas o Ênio Andrade era bi-brasileiro com o Inter e o Grêmio. Ou mais recentemente o Dunga que não tinha nenhuma biografia para ser o treinador da seleção.
TEMPERAMENTO
O que preocupa no Muricy é o seu temperamento muitas vezes no melhor estilo Dunga. Acreditava que depois do Dunga, a CBF evitaria contratar um treinador sanguíneo como o Muricy, Wanderley Luxemburgo e outros, que se irritam facilmente com a imprensa. Daí porque o nome do Mano, geralmente um treinador calmo, aparecia como o mais cotado. Porém, independente desse temperamento, Muricy, que acredito que como treinador da seleção deve mudar, ser um pouco mais moderado, é competente. Ele terá quatro anos para armar um time forte e vencedor. E terá a sua disposição os melhores jogadores que ele quiser convocar. Porém, se Muricy permanecer no Flu, a CBF terá que buscar um novo treinador, que poderá ser Mano Menezes ou Leonardo.
MATADOR
Num campeonato tiro curto como é a C só consegue chegar lá se tiver um matador. Sem esta figura as coisas tendem a se complicar. Um time na verdade tem que ter atacantes que façam gols.
PREÇOS
O Caxias aumentou de R$ 10,00 para R$ 15,00 os ingressos para quem não for sócio no Centenário como também mudaram os planos de sócios entre os torcedores. Parece-me que é uma questão de política do clube. Eu acho que a torcida comparece aos jogos se o time estiver dando uma boa resposta independente dos preços, até porque o futebol, nestes últimos anos, se elitizou ou se aburguesou. O pobre, o trabalhador, de uma maneira geral, dificilmente frequenta estádios.
AUXILIARES
Osvaldo Voges terá o auxílio de quatro vice-presidentes: Zoilo Floro Simionato, Rudimar Pontalti, Volnei Marzotto e Valdecir Bersaghi. No Conselho Deliberativo, Alceu Fassbinder foi eleito presidente, ocupando a vaga de Ovídio Deitos. Fassbinder terá como vice-presidente Nelson Rech. O Conselho Fiscal, por sua vez, é formado por Tadeu Pedro Drago, Rui de Oliveira Bueno e Vilson Paulo Rech.
CULTURA/ FUTEBOL
A situação dos treinadores Osmar Loss e Julinho Camargo é tranquila? Na verdade em qualquer clube a situação de um treinador só é tranquila quando ele está ganhando, fora disso ela sempre está ameaçada. Vejam o caso do Julinho, neste sábado, quando o Caxias recebe a Chapecoense. Se ganhar estará tudo bem, se empatar ou perder a situação do time fica embretada para o Caxias e para o treinador. É a mesma situação do Loss porque se ele não vencer o Ca-Ju também ficará numa situação periclitante, ele e o Ju. Essa é uma cultura tão antiga quanto o nosso futebol.
CORREÇÃO I
Recebi e-mail de leitor fazendo uma correção sobre um comentário na edição passada quando escrevi que do Barcelona que enfrentou o Inter, em 2006, na decisão do mundial de clubes, integraram a atual seleção espanhola, campeã do mundo, atletas como Puyol, Iniesta, Xavi, Valdés e Van Bronckhorst. O leitor chamado Marcos lembra que "no seu comentário sobre a relação entre o Barcelona de 2006 e a seleção da Espanha existe um erro, que é de dizer que o capitão da seleção da Holanda, Van Bronckhorst é espanhol". Realmente Giovanni Van Bronckhorst é holandês e tem 35 anos.
O vereador Mauro Pereira (PMDB), candidato à Câmara Federal, teve seu nome impugnado pela Procuradoria Regional Eleitoral. Embora ele esteja ainda respondendo processo sobre a prestação de contas referente a sua eleição a vereador em 2008, seu nome foi citado três vezes por problemas de uma candidatura a deputado estadual de 2006, ano que curiosamente Mauro não concorreu. O advogado de Mauro Antônio Augusto Mayer diz ter total convicção de que a Justiça não acatará este pedido, pois se trata de um equívoco, uma falha da procuradoria que citou Mauro numa eleição que ele não concorreu em 2006. Em relação a 2008, Mayer diz que “Pela nova lei de 2009 entende-se que a quitação eleitoral feita por Mauro é suficiente”.
PMDB NÃO PENSA
A presidente do PMDB caxiense Geni Peteffi entende que não haverá maiores problemas para Mauro ser candidato e que tudo será resolvido de forma positiva até o dia 5 de agosto. Na quinta de manhã, Geni dizia que “se por acaso houver problemas com a candidatura do Mauro já temos um Plano B”, sem revelar que plano seria esse, embora, obviamente, presumia-se em outro nome para concorrer. À tarde, depois de conversar com advogados do PMDB
TARSO BENEFICIADO COM A TESE DA VERTICALIZAÇÃO
A pesquisa do IBOPE que dá a Tarso Genro (PT) 39%, a José Fogaça (PMDB) 29%, e Yeda Crusius (PSDB) 15%, realizada entre 6 e 8 de julho, ouvindo 812 eleitores, provocou euforia entre os petistas, muitas preocupações em áreas do PMDB/PDT e esperanças no ninho tucano. Uma diferença percentual de dez pontos, a dois meses e meio da eleição, é um dado considerável. Durante a semana, a informação de que o vice de Fogaça, o pedetista Pompeo de Mattos teve sua candidatura impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral trouxe mais preocupação para a candidatura de Fogaça. Uma situação indesejada nestas alturas. A vantagem de Tarso estaria relacionada, segundo alguns, com a tese da verticalização. Diante do fato de que Dilma Rousseff tem grande chance de se eleger presidente da República, os gaúchos estariam se rendendo ao fato de que “é bom para o RS ter o governador que seja do mesmo partido do futuro presidente”.
SEGUNDO TURNO
Em 2006 esta tese não vingou, mesmo que Lula fosse o franco favorito para ganhar presidência, Olívio, que foi para o segundo turno, acabou sendo derrotado por Yeda, que era candidata do tucano Geraldo Alckmin, que concorria à presidência da República e que venceu fácil no RS e
RAZÃO DE MAURO
Com certa razão, Mauro Pereira se apega no ítem 2 da sentença proferida pelo Procurador Regional Eleitoral Carlos Augusto da Silva Cazaré, quando seu nome é citado, na parte em que diz; “com efeito, conforme a informação anexa, prestada pela Justiça Eleitoral, Mauro Pereira teve suas contas referentes às eleições de 2006 rejeitadas”. Fica evidente que aí houve um equívoco, um erro do procurador e, portanto, Mauro pode se safar por aí. E a partir daí Mauro e seu advogado têm razão em reclamar, pois seu nome foi citado por algo que ele não fez, concorrer à eleição de 2006.
MAURO COMPLICADO
Porém, no item 17 da sentença, o nome de Mauro não é citado, e embora fale sobe a eleição de 2006, ela pode ser interpretada em relação às contas referentes à eleição de 2008 e que não foram aprovadas em Caxias e nem pelo TRE
PLANO B
Nos bastidores do PMDB caxienses há muitas preocupações em relação à possibilidade de impugnação da candidatura de Mauro Pereira à Câmara Federal. Há quem defenda, especialmente setores que vinham alertado há tempos para esta possibilidade, que o partido busque um Plano B, de ter na manga um outro nome caso isto se confirmar no próximo dia 5 de agosto. Sob pena de ficar ameaçado de não ter candidato à Câmara Federal.
AMEAÇADO
Alguns analistas entendem que no momento atual o PMDB está ameaçado de focar sem candidato. No momento enquanto ele não tiver a decisão do TRE dia 5 de agosto ou no TSE dia 19 ele é candidato, nada o impede. Porém, mesmo que o TRE acate o registro de Pereira, o Ministério Público pode recorrer ao TSE para reverter à sentença. Porém, enquanto o processo estiver em discussão na justiça, nada impedirá Mauro de concorrer.
MANTER VAGA?
E se por acaso a impugnação for confirmada nos dias 5 ou 19 de agosto e o PMDB não tiver nenhum Plano B como estão afirmando algumas de suas lideranças, o que acontecerá? O PMDB não terá candidato à Câmara e assim manteria a vaga aberta para que o prefeito José Ivo Sartori, que não poderá tentar sua reeleição à prefeitura, possa concorrer em 2014 à Câmara Federal? Ou mesmo Germano Rigotto, caso ele não eleger-se ao Senado em outubro, não poderia pleitear a vaga para retornar à Câmara dos Deputados?
2.700 IMPUGNAÇÕES
Porém, alguns setores entendem que embora a citação do nome de Mauro na eleição de 2006 não seja verdadeira, a quem tema que o processo onde ele foi condenado em Caxias e no TRE
SUSPEITA
Outra preocupação nos bastidores do PMDB está relacionada com a vinculação do nome de Mauro na relação das candidaturas impugnadas e mesmo que ainda possa reverter a situação, até o dia 5 ou 19 de agosto, o estrago feito é muito forte. A campanha da Ficha Limpa, embora ainda não seja o caso de Mauro, mas poderá sê-lo, está formando outro tipo de eleitor nesta eleição de 2010. Por menor que seja a suspeita sobre qualquer candidato, este pode sair prejudicado nas urnas.
SANTINHOS
Outra preocupação nos bastidores do PMDB está relacionada com os chamados “santinhos” que o partido está confeccionando onde em Caxias aparecem os nomes de Mauro Pereira à Câmara Federal e o de Maria Helena Sartori à estadual. Isto sem falar das candidaturas de José Fogaça ao Governo do Estado e Pompeo de Mattos (PDT), a vice. Pompeo também teve seu nome impugnado por abuso do poder econômico. O PMDB aguardará até os dias 5 para decisão do TRE ou dia 19 no TSE, para detonar efetivamente a campanha com os chamados “santinhos”?
PLANO B PARA POMPEO
Pois bem, enquanto o PMDB caxiense fala que não tem nada em relação a um Plano B, caso Mauro tenha seu nome efetivamente impugnado,
CONVENCIMENTO
A presidente do PMDB, Geni Peteffi, no entanto, diz que ‘Mauro é nosso Plano B, C e D” mostrando sua convicção de que ele não terá seu nome impugnado e que será o candidato do partido em Caxias à Câmara Federal. A postura de Geni foi depois de ter falado com advogados do PMDB
Finalmente, depois de uma longa espera, Caxias e Juventude estreiam na Série C neste final de semana. É o projeto número um de ambos os clubes e de ambas as torcidas. A do Caxias está esperando há alguns anos sua volta à B, e a do Juventude, pela primeira vez curte tristemente a presença do Verdão na C, que durante 13 anos esteve na Série A. O Caxias vai a Pelotas enfrentar o Brasil, no Bento Freitas, 20h. O Juventude recebe, neste domingo, 16h, no Jaconi, o Criciúma. Será que desta vez vai dar?
A grande incógnita é saber se a dupla está preparada e pronta para fazer uma grande campanha nessa primeira fase e, consequentemente, seguir adiante nas fases seguintes. Esta encerra no dia 19 de setembro, portanto vai durar dois meses apenas. Quem não ficar entre os dois primeiros sai do campeonato e se mantém na C em 2011, que Caxias e Ju querem distância. É, na verdade, um tiro curto com jogos apenas aos sábados e domingos.
O segredo está em ganhar os jogos em casa e no mínimo empatar fora. Quem fizer esta pontuação terá chances enormes para prosseguir.
CAXIAS PERDEU JOGADORES DECISIVOS
Não custa lembrar que o Caxias em 2009 caiu fora na primeira fase, na tarde do dia 16 de agosto quando foi eliminado pelo Guaratinguetá com mais de 25 mil pessoas presentes no Centenário. A dupla está preparada para seguir adiante e ir para as outras fases e assim obter as duas vagas para prosseguir para buscar uma das quatro vagas da B em 2011? Não tenho tanta convicção assim, embora o grupo D, onde está inserida a dupla, não tenha nenhum time fora de série. Parece-me que há certo equilíbrio. Caxias e Ju enfrentarão o Brasil de Pelotas, Criciúma a Chapecoense.
É inegável que enfrentar estes times em seus estádios, as dificuldades acontecerão. Não sei como o Caxias que perdeu seus dois melhores atacantes, Everton e Cristian Borja, se comportará. Foram contratados uma série de jogadores, um total de 10, atacantes principalmente, mas não sei que respostas eles poderão dar. O Caxias contratou qualidade ou mais uma vez adotou-se a política do bastantão? O Caxias tinha um time pronto quando terminou o Gauchão, mas a exemplo de 2009, na hora da verdade, na hora de tentar uma vaga na C, o time acaba perdendo jogadores decisivos e de difícil reposição a curto prazo.
DEPOIS DO GAUCHÃO JUVENTUDE CRESCEU
O Juventude que fez um mau Gauchão, reforçou-se, contratou 16 jogadores e embora a maioria seja desconhecida e alguns, a exemplo do Caxias, também de qualidade duvidosa. Mas em alguns jogos amistosos, especialmente no RS -
BRASIL X CAXIAS
Jogar no Bento Freitas, como fará o Caxias neste sábado, 20h30min, nunca foi uma tarefa agradável. Nestas circunstâncias um empate não é um resultado tão ruim assim. O Brasil montou seu time recentemente e o Caxias tem sua base formada há mais tempo. Talvez possa tirar proveito desta situação.
JU X CRICIÚMA
O Juventude recebe, neste domingo, no Jaconi, 16h, o Criciúma treinado por Argel Fucks, que por si só é uma atração do jogo pelo seu estilo provocador e polêmico. Se Argel mantiver suas convicções, abram o olho, pois a tendência será o time catarinense atacar, e muito. Há quem garanta que o Criciúma será o adversário mais duro que a dupla Ca-Ju enfrentará na luta por uma das duas vagas. Vamos conferir neste domingo.
OS REFORÇOS
Convenhamos que a esmagadora maioria dos jogadores contatados pela dupla Ca-Ju são desconhecidos da torcida e do grande público. No Caxias vieram Matheus, Triguinho, Cláudio Luiz, Marcelo Oliveira, Marcelo Labarthe, Balthazar, Thiago Corrêa, Maiquel, Rafael Grampola e Adriano,
No Juventude, Jonatas, Gotardi, Celsinho, Rubens Planchón, Bruno Salvador, Edson Borges, Rafael, Everton Garroni, Tiago Silva, Cristiano, Christian, Marcos Paraná, Fausto, Julio Madureira, Ismael.
CA-JUS
O Caxias volta a jogar pela C no dia 24 de julho, num sábado, 16h, no Centenário contra a Chapecoense. O Ju só atua no dia 1º de agosto, num domingo, 16h, no Jaconi, contra o Caxias, no clássico Ca-ju. O segundo Ca-Ju acontece só no dia 19 de agosto no Centenário, também num domingo, 16h.
A ESPANHA E O INTER
Cinco jogadores que defenderam a Espanha e ganharam a Copa do Mundo na África estavam com a camisa do Barcelona naquele já distante dezembro de 2006, no Japão, quando o Internacional conquistou mundial de clubes, depois de derrotar o time espanhol por 1x0, gol do Gabiru. Entre eles, dois heróis atuais da Fúria, o zagueiro Puyol e o Iniesta, o autor do gol contra a Holanda. Além dos dois, estavam ainda no time do Barça
e que fizeram parte da atual seleção da Espanha, Valdés, Van Bronckorts e Xavi.
ÚLTIMO TÍTULO
Isto sem esquecer do Ronaldinho Gaúcho, que na época era considerado o maior jogador do mundo, e Deco, que defendeu a seleção de Portugal nesta Copa da África. Isto só vem valorizar o histórico título obtido pelo Inter em 2006 que na verdade foi a última conquista do futebol brasileiro em termos mundiais numa competição organizada pela FIFA.
QUALIDADE
E olha que aquele time do colorado que disputou a final no Japão não tinha a mesma qualidade daquele que ganhou a Libertadores. Havia perdido três jogadores exponenciais, Tinga, Rafael Sobis e Jorge Wagner. Contava com alguns atletas limitados como Gabiru, Rubens Cardoso, Wellington Monteiro, e, mesmo assim, acabou ganhando da base da seleção espanhola, agora campeã do mundo reforçada por Ronaldinho e Deco.
CINCO OU SEIS SELEÇÕES
Isto prova a riqueza inigualável do futebol brasileiro que poderia, se quisesse, montar umas cinco ou seis seleções neste país continente chamado Brasil e em condições de ir disputar uma Copa do Mundo e vencer. Vejam que enquanto a população do Uruguai é de três milhões de habitantes o RS tem 10 milhões. O RS tem uma área territorial sete vezes maior do que França. Isto sem esquecer estados como Minas, São Paulo, Mato Grosso, Amazônia, e suas enormes dimensões territoriais.
QUATRO ESTADOS
Se fossem montadas seleções com os melhores jogadores do RS, Minas, São Paulo e Rio, só para citar quatro estados, e com tempo para treinar e se preparar, poderíamos organizar quatro seleções fortíssimas e todas em condições de disputar e até vencer qualquer Copa do Mundo e em qualquer lugar que ela fosse realizada. E olha que poderíamos ainda montar seleções em estados como Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraná e Santa Catarina. O manancial do nosso futebol é inesgotável. Nenhum país do mundo tem tantas opções.
MAICON
O lateral ou ala Maicon, gaúcho de Novo Hamburgo, foi o único jogador brasileiro a integrar a seleção da FIFA. Maicon teve sempre boa participação nos jogos da seleção. Em muitos momentos ele parecia um ponteiro direito à antiga, com força, velocidade e facilidade de ir à linha de fundo para cruzar, com o estilo e a força do futebol gaúcho. Nesta badalada renovação da seleção, Maicon deverá ter uma vaga garantida.
A morte do ex-secretário da Prefeitura, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias, e do PDT caxiense, José Altamiro Paim, o Zecão, consternou a todos na sexta-feira. Zecão, que nasceu
ARTICULADOR
Foi presidente do PDT caxiense e um dos principais responsáveis pelas articulações e acordo que estabeleceu a coligação entre o PDT e o PMDB e que propiciou a vitória de Sartori em 2004 e que se repetiu em 2008.
Na primeira administração de Sartori, Paim foi Secretário dos Serviços Públicos Urbanos até setembro de 2008. Ultimamente Paim ocupava o cargo de Coordenador Adjunto do Orçamento Comunitário da Prefeitura. O prefeito José Ivo Sartori decretou, na sexta, luto oficial de dois dias no município pela sua morte. O Paim, além de várias virtudes que o marcaram como cidadão, tinha na franqueza e nos gestos de solidariedade, de conciliador, marcas que o caracterizaram nesta sua passagem por este planeta terra. Que Deus o tenha.
PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS NA UCS?
Afinal, o e que está acontecendo na UCS? O que se tem visto são denúncias de perseguições políticas. Entre elas a destituição do cargo do professor Paulo Gedoz, diretor eleito do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Ele foi destituído do cargo para o qual foi eleito por ampla maioria por funcionários, alunos e professores e onde estava há mais de quatro anos. Há quem garanta que nos mais de 40 anos de história da UCS isto nunca havia acontecido. E acontece através da reitoria cujo titular tem um passado de vanguarda de lutas em defesa da democracia e da liberdade de ideias. Dizem que esta destituição é porque o professor Gedoz apoiou a candidata Nilva Rech Stedile que fez mais de 50% dos votos dados pelos alunos, professores e funcionários, mas mesmo assim não foi homologada para o cargo de reitor. Outros professores que têm cargo de confiança também estão sendo destituídos. Foi o caso de Rejane Rech, da direção do Escritório de Transferências de Tecnologia (ETT) que também coincidentemente apoiou Nilva na eleição de março.
GESTÃO INTERNA
O que chama atenção é o silencio do DCE. Talvez porque suas maiores lideranças fizeram campanha para a reeleição do atual reitor. Mas o que mais chama atenção sem dúvida é o silêncio do reitor que, segundo a assessoria de imprensa da Universidade, não pretende se manifestar “por tratar-se de assunto de gestão interna”. Embora a UCS seja uma instituição privada ela também é comunitária, ela precisa dar exemplos de exercício de democracia, de liberdade de ideias e de expressão. É o mínimo que se exige de uma instituição voltada ao ensino, à cultura, ao saber e ao humanismo. Se não for assim, algo está errado. E no caso atual as denúncias envolvendo perseguições, caças às bruxas, etc. são graves para ficarem restritas dentro da gestão interna. Até porque o silêncio, neste caso, pode dar motivos para várias interpretações, tais como a famosa “de que quem cala, consente”.
TARSO E OS PEDÁGIOS
Em sua primeira visita oficial como candidato ao Governo do Estado o petista Tarso Genro esteve em Caxias na quarta, dia
DAER
Depois de se eleger e assumir, não cumpriu a promessa como ainda acabou instalando a bidirecionalidade entre Caxias/Farroupilha, trecho que a Assembleia nem havia autorizado para funcionar quando da aprovação dos pólos de pedágios no RS. Outro compromisso de Tarso em Caxias é que ele, se eleito, vai se aprofundar num exame rigoroso para se inteirar da situação do DAER.
ELEITOR ATENTO
Na verdade, há muitas denúncias ao longo dos anos de que a autarquia sempre tomou medidas que beneficiaram as concessionárias. E estaria na hora de alguém investigar a fundo a questão. E parece que Tarso está interessado no tema. Mas, mesmo assim, o eleitor, na verdade, precisa ficar atento nas promessas de todos os candidatos neste período que antecedem às eleições. Promessas é que não faltam. Historicamente, difícil depois é cumpri-las. Os exemplos estão aí.
REPRESENTAÇÃO
No dia 08 de julho de 2010, foi protocolada pela ASSURCON-SERRA uma representação junto à AGERGS por atos e fatos referentes à mesma e ao que tudo aponta ferem a legislação
OMISSA
Basso ressalta que “A ASSURCON-SERRA lança seu protesto para que jamais se diga que a entidade foi omissa ou conivente!”. É inegável o esforço da ASSURCON que tem denunciado com provas irrefutáveis de atos ilegais, mas que tem encontrado não apenas resistência, mas descaso para que os fatos sejam apurados e os responsáveis por atos ilegais sejam punidos e afastados. Quem sabe com estas providências que estão sendo tomadas o poder judiciário resolva ir a fundo de uma vez por todas.
PDT
Parece que uma calmaria envolve o PDT caxiense. Nesta semana saiu a relação oficial dos candidatos do partido à Assembleia e nela constam os nomes do vice-prefeito Alceu Barbosa Velho e do vereador Vinicius Ribeiro, o que não surpreendeu ninguém, pois seus nomes já tinham sido avalizados pela convenção estadual. Porém, nos bastidores, sabe-se que as divergências são fortíssimas e as possibilidades de reconciliação são cada vez mais difíceis.
PP/APOIOS
Eduardo Gasparini, militante da direção do PP em Caxias, garante que o partido não se definiu ainda em quem irá apoiar para deputado estadual ou federal. Não confirmou que Márcia Ramos, que reside e vota
AGONIA
Gasparini assegurou que nesta segunda o PP definirá quem apoiará. Ele não concorda que o PP esteja agonizando em Caxias, embora o partido, que já foi ARENA, PDS, não tenha candidatos à Câmara Federal e à Assembleia e não lance candidato a prefeito, desde o distante 1992. E que não elegeu nenhum vereador na eleição de 2008, conseguindo apenas vaga para suplente. Convenhamos que é muito pouco para um partido que já teve Victor Faccioni. Ovidio Deitos, Valmir Susin, Mário Gardelin, entre outros.
PSDB
Samuel Ribeiro D’Ávila, embora tenha tido seu nome cogitado não é candidato do PSDB à Assembleia Legislativa. O nome indicado é o de Daniel Borghetti. Para a Câmara Federal Ruy Pauletti tenta sua reeleição.
QUANTOS VOTOS?
Há quem estime que para se eleger deputado estadual, dependendo das circunstâncias, haverá necessidade de se fazer no mínimo 30 mil votos e para a Câmara Federal 90 mil. Caxias, com seus 310 mil eleitores, caso todos fossem distribuídos em candidatos locais, teria condições de eleger, no mínimo, oito ou nove deputados estaduais e cinco federais. Mas se sabe que não é bem assim.
PROJEÇÕES
Há quem projete que Caxias poderá eleger, e aí com os votos de fora, quatro estaduais e três federais. É bom lembrar que nas eleições de 2006 conseguimos eleger apenas dois federais, Pepe e Pauletti, e dois estaduais, Kalil e Marisa. E o PMDB que, segundo muitos, é o maior partido de Caxias, não elegeu ninguém
Com o fim da Copa do Mundo todos os olhares se voltarão a partir desta segunda-feira para o nosso futebol. E no nosso caso a presença da dupla Ca-Ju na Série C a partir já do dia 17, quando o Caxias vai a Pelotas enfrentar o Brasil e o Ju, no dia 18, recebendo o Criciúma, no Jaconi. O Ca-Ju ficou para o dia 18, um domingo, às 16h. A primeira fase é tiro curto, vai apenas até o dia 19 de setembro, caso os times não se classificarem nas duas primeiras colocações para seguir adiante. Os jogos serão apenas aos sábados e domingos, o que é bom para dar mais tempo para preparar os times tecnicamente e fisicamente. A dupla Ca-Ju que contratou vários jogadores, o Ju um total de 15 e o Caxias nove, a maioria desconhecida dos torcedores. Os que os times podem oferecer é ainda uma incógnita. Os torcedores do Caxias têm vivido frustrações nestes últimos anos, e esperam que, agora, finalmente, chegue lá. Já o Ju, pela primeira vez, curte amargura da Série C e vai querer voltar ainda em 2011 para a B.
DESPEDIDA DE LAURO
A dupla Ca-Ju aproveita o fim de semana para realizar os testes finais para o início da C. O Juventude, que vem de e uma derrota por 2x0 para o Figueirense, no Scarpelli, de 3x1, para o modesto Metropolitano de SC, o que preocupa a papada, tem o teste mais forte e interessante que deverá atrair um bom público no Jaconi. A partir das 18h30min, neste sábado, recebe o Grêmio, que vem de uma derrota de 3x2, para o Avaí, no jogo que marcará a despedida do volante Lauro, ligado ao Verdão, desde o começo dos anos 90, e que é o atleta mais laureado da história do clube. Um excelente teste para o time do Osmar Loss e uma justa homenagem para o Lauro. Já o Caxias, neste domingo, 11h, Centenário, enfrenta o Pelotas, que foi derrotado em duas partidas seguidas pelo Juventude. Depois tudo será Série C.
O OMISSO TEIXEIRA
A entrevista exclusiva que o Dunga não quis dar para a Globo e por isso caiu em desgraça com a “vênus platinada” e suas afiliadas, o presidente da CBF, o pavão Ricardo Teixeira, deu ao Galvão Bueno, no programa Bem Amigos. Parecia um assessor de imprensa entrevistando o seu chefe bem ao gosto de Teixeira que gosta de ser paparicado e ter sua mão beijada como se fosse um Rei, Como Pôncio Pilatos, lavou as mãos de tudo de errado que aconteceu com a seleção na África, transferindo responsabilidades. Deixou a entende nas entrelinhas que a culpa toda era do Dunga, da Comissão Técnica e dos jogadores. O sinal evidente da omissão de Teixeira foi quando, ao ser perguntado por um dos repórteres presentes, se não havia meios para tentar reparar o que estava errado antes de começar a Copa, Teixeira saiu-se com essa: “quando você decola para a travessia do Atlântico, chega um momento que você não pode voltar”. Ou seja, reconheceu que havia erros, mas omitiu-se deixou tudo correr livre com equívocos sem tentar modificá-los.
FALTOU DIGNIDADE
Não teve dignidade quando demitiu o Dunga e toda Comissão Técnica por telefone ou por e-mail ou como quer que seja, direto da África, sem esperar que a Copa terminasse para voltar ao Brasil e aí sim tomar as decisões conversando com o treinador como havia prometido. Em 2006, quando a seleção foi uma grande esculhambação na Alemanha, ele também já havia se omitido. Mas não demitiu o Parreira, que havia perdido totalmente o comando do grupo, como fez com o Dunga. Só tomou as providências depois de sua volta numa reunião com o treinador depois de conversar cara a cara. Eu também acho que o Dunga podia ter tido mais jogo de cintura na hora de convocar jogadores, mas ninguém pode negar que ele teve princípios e posturas fortes acreditando nas suas idéias e sem ser caudatário de ninguém. Não merecia ter sido demitido como foi. O presidente Lula foi muito mais digno e decente do que o Teixeira. Lula foi um dos poucos que elogiou Dunga reconhecendo seu trabalho. Lula teve um comportamento de estadista o que Teixeira não foi.
LULA X TEIXEIRA
Parece que está acabando o bom relacionamento entre Lula e Ricardo Teixeira. O presidente está defendendo que a entidade troque de presidente a cada oito anos, lembrando que quando ele foi líder sindical era assim que acontecia. Teixeira é presidente da CBF desde 1989, 21 anos, portanto, um absurdo. Se precavendo, o presidente da CBF está dizendo que depois da Copa de 2014 ele se despede e se aposenta. Será?
DUNGA CARIOCA
Se o Dunga fosse carioca o Ricardo Teixeira o demitiria como fez sem conversar com ele? Acho que não, o melhor modelo é o Parreira que, em 2006, foi um fiasco só em termos disciplinares e táticos e, mesmo assim, teve um tratamento melhor. Foi demitido depois de uma conversa cara a cara com Teixeira e no Brasil.
PELA ESPANHA
Vou torcer pela Espanha neste domingo. A Holanda teve duas chances de ganhar e não as aproveitou em 1974 e
A PRIMEIRA
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo uma seleção europeia ganhará o título mundial fora do continente europeu. Fora da Europa, de 1930 para cá, só deu seleções sul-americanas. (quatro vezes o Brasil, duas o Uruguai e duas a Argentina) Na verdade a única seleção que ganhou uma Copa na Europa sem ser europeia foi a do Brasil, em 1958, daí a extraordinária importância desta conquista brasileira. Para mim, pelo seu significado e também por ter sido a primeira, a maior de todas.
ZICO/MESSI
Quais são as semelhanças entre Zico e Messi? As maiores semelhanças são que ambos sempre se destacaram enormemente em clubes – Zico no Flamengo e Messi no Barcelona -, mas sempre deixaram a desejar quando defenderam seus países em copas do mundo. Messi fracassou nas copas de 2006 e 2010 e Zico não se deu bem nas copas de 1978, 1982 e 1986. Na de 1982, que muitos dizem ter sido uma seleção espetacular, mas que na hora da verdade, por falta de humildade, perdeu para a Itália, Zico foi o que menos se destacou entre as estrelas daquele time que tinha, entre outros, Falcão, o maior de todos. Messi, que ainda é jovem, terá outra oportunidade em 2014, no Brasil, para se redimir.
FALHAS
As falhas de Júlio César e Fábio Melo, no primeiro gol da Holanda, não foram as mais famosas da história das participações do Brasil em copas do mundo. Outras se sobressaíram. A primeira, em 1938, na França, quando o Brasil enfrentou a Itália na semifinal e com o apoio de toda torcida francesa, que odiava a Itália e o seu fascismo. Mas perdemos por 2x1. Tínhamos um excelente time.
DOMINGADA
O Brasil perdia por 1x0, dominava, e estava em cima para empatar o jogo quando o lendário zagueiro Domingos da Guia, craque do time, juntamente com Leônidas da Silva, tentou fazer uma jogada de efeito dentro da área, perdeu a bola para o atacante Piola. Não teve outra saída, derrubou o italiano cometendo a penalidade. A Itália fez 2x0. No final, o Brasil faria o seu gol, mas aí era tarde. O lance ficou conhecido como “domingada” e a partir daí quando um zagueiro falhava diziam que ele tinha feito “uma domingada”.
BARBOSA
Outra falha famosa foi de Barbosa, em 1950, no segundo gol do Uruguai, marcado por Ghigia. Até o fim de sua vida ele foi lembrado e atormentado pelo gol, por não ter fechado corretamente o canto. Ghigia, na verdade, não tinha muito ângulo e dava a impressão que iria cruzar, mas acabou chutando ao gol, enganado Barbosa. Ninguém se lembra, faz 60 anos
que os zagueiros Bigode e Juvenal também falharam.
ROBERTO CARLOS
E, finalmente, em 2006, o lateral Roberto Carlos, no jogo decisivo pelas semifinais, contra a França, pegou a bola dentro da área como se ela fosse um melão e decretou a nossa derrota para os franceses que foram para a final com a Itália. Este lance marcou Roberto Carlos que deverá levá-lo para o resto de sua vida. E dizem que ele foi decisivo para não ter sido convocado para a Copa de 2010, nem que fosse para ficar no banco.
BRUNO
O passado do goleiro Bruno mostra que ele tinha desvios de conduta e de caráter. Quando estava no Atlético-MG promoveu orgias sexuais com prostitutas e atletas do Galo. No Flamengo, deu declarações considerando normal homem bater
CRUELDADE
Bruno é acusado como mandante da morte de sua amante Elza Samudio, que foi morta com requintes de crueldade, por estrangulamento, e teve partes do corpo arremessadas para cães, e, os ossos, cimentados em uma parede. Vai ser muito difícil Bruno se safar desta embora na nossa justiça sempre haja brechas para pessoas famosas. Com a maior cara-de-pau ele lamentou que tudo isso vai impedir que ele seja o goleiro do Brasil, na Copa de 2014. Parece que ele ainda não se deu conta das consequências do brutal crime e está mais preocupado com seu futuro como atleta.
É provável que Alceu Barbosa Velho e Vinicius Ribeiro, os dois candidatos do PDT à Assembleia, tenham dificuldades para se eleger. Eles foram homologados depois de muitas ronhas e algumas alfinetadas de ambas as partes, num processo, parece, mal conduzido pelo comando pedetista local – que teve também a desistência de vereador Gustavo Toigo, descontente com os rumos que estavam sendo tomados. É uma eleição de risco, um verdadeiro mergulho no escuro, porque ninguém garante que eles possam se eleger com a divisão inevitável dos votos. Afinal, haverá votos suficientes para ambos? Parece que faltou ao comando pedetista local mais diálogo com todos os interessados a concorrer. Ficou a impressão de que ele tentou impor a candidatura de Alceu Barbosa Velho de todas as formas. E o mais grave: ficou criticando publicamente Alceu e Toigo, que tinham todo o direto de ser candidatos, independente se tiveram seus nomes indicados ou não pelo diretório municipal. Até porque, quem dá a palavra final é a convenção estadual que pode acatar ou não a indicação ou mesmo ampliar o número de candidatos se assim entender. Tanto que o nome de Vinicius, que não foi indicado pelo diretório caxiense o foi pelo estadual. Ou mesmo Toigo, que podia ter concorrido se quisesse.
E O CONCILIADOR?
Nestas alturas, não sei se ainda há chances de negociação. Uma das saídas seria Alceu retirar sua candidatura, desde que Vinicius o apoie à Prefeitura em 2012, por exemplo, que é o maior sonho e projeto do atual vice. Ou o Vinicius retirar a sua, apoiar Alceu e em troca ser o candidato do partido à prefeitura. Mas para isso há necessidade de um negociador competente que intermedeie o diálogo entre ambos. Alguém que tenha liderança e carisma, um bombeiro, enfim, alguém acima das ambições pessoais. A questão é se existe esta liderança e este conciliador dentro do PDT? O PDT que formou uma geração forte de lideranças políticas nestes últimos anos e quando parecia que se encaminhava para uma pacificação, volta a conviver com sua interminável e histórica crise que vem desde que foi criado em Caxias há 30 anos.
FOGAÇA E TARSO QUE ABRAM O OLHO COM YEDA
Na teoria Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB) são os favoritos para vencerem as eleições ao governo do estado em 2010. Mas, que ninguém se engane achando que a governadora Yeda Crusius (PSDB) está fora da disputa. Além de estar no governo, onde nos últimos meses abriu os cofres para realizar investimentos no Estado, ela poderá contar com o apoio do presidenciável José Serra (PSDB) que tem enormes chances de vencer no RS e consequentemente favorecê-la. Sabe-se que no Estado, o PT não tem se dado bem nestas últimas eleições onde inclusive Lula, que desfruta de tremendo prestígio no país, por aqui não consegue decolar. Tarso Genro carrega consigo o estigma de ter sido derrotado nas eleições de 2002 ao Piratini. José Fogaça é um político eminentemente da capital, não tendo grande penetração no interior, tanto que se dependesse dos peemedebistas interioranos o candidato teria sido Germano Rigotto (PMDB). Alguém poderia alegar que Yeda sofreu muitos desgastes em seu governo. Porém, parece que a coisa ficou apenas nos desgastes, pois nada foi provado ou foi levado adiante muito semelhante com Lula e o Mensalão. E não custa lembrar que em 2006 Yeda que começou atrás de todos, virou e venceu.
IPAM
Na sessão da última quinta-feira foi aprovado pedido de informações, de autoria da bancada do PT, sobre o Instituto de Previdência e Assistência Municipal de Caxias do Sul (IPAM). Segundo o texto, há informações de que as unidades do IPAM operam com prejuízo financeiro. Se essa situação for confirmada, os vereadores petistas querem saber o motivo, e também as medidas a serem adotadas pelo poder público. O requerimento solicita ainda a quantidade de lojas, entre matriz e filiais, existentes até 2004 e quantas foram inauguradas entre 2005 e 2010, além do resultado líquido operacional de cada unidade, desde 2004.
A AGONIA DO PP
O PP, que no passado já foi ARENA, depois PDS, PPS e que era o maior adversário do MDB, depois PMDB em Caxias e que tinha lideranças de proa como Mário Bernardino Ramos, Mário David Vanin, Victor Faccioni, Ovídio Deitos, Valmir Susin, Mário Gardelin, entre outros, hoje agoniza na cidade. Não terá nenhum candidato à Assembleia por Caxias, deve apoiar Márcia Ramos, caxiense, filha do ex-prefeito Mario Ramos, mas que reside em Porto Alegre e vota também na capital.
FUTURO
A Câmara Federal o PP vai apoiar um nome fora de Caxias. A última vez que o PP teve candidato à prefeitura foi no já longínquo 1992. Não tem nenhum vereador na Câmara. Muitos temem pelo seu futuro em Caxias. Ricardo Golin, que era um nome para concorrer à Assembleia não aceitou por questões particulares. Não apareceu ninguém.
AS SIMPATIAS DE PEDRO SIMON
Pedro Simon, que em 2010, completa 50 anos de vida política ininterrupta, um recorde, depois de ser um dos articuladores da fracassada candidatura de Roberto Requião à presidência da República pelo PMDB, afirmou que tem simpatias por Marina e por Serra, mas que pretendia apoiar Dilma para acabar com o predomínio de São Paulo, caso Serra vencer. Mas ao apoiar Dilma vai também avalizar seu desafeto, o paulista Michel Temer que é vice da Dilma, além de Sarney e outras lideranças mal cheirosas do seu partido, o PMDB. Na verdade, Simon ao dizer que tem simpatia por Marina, Serra e Dilma, mas pretende apoiar a ministra, lembra os velhos políticos mineiros do passado.
SERRA MORNO
Neste sábado, estaremos a três meses da eleição de três de outubro e em nível presidencial fica a sensação de que Dilma Rousseff (PT) subiu no cavalo e ninguém mais vai pegar a ministra. Ela abocanhou o prestígio de Lula para si e ninguém mais a segura. José Serra (PSDB) parece, a cada semana, mais debilitado, com um discurso morno que não o levará à lugar algum. E tendo como vice o deputado Índio da Costa do DEM, do Rio, que embora seja um fato novo, boa pinta, deve atrair a simpatia das mulheres, não tem cacife para ajudar Serra melhorar seus índices. Na verdade, Índio está cercado de alguns remanescentes da extrema-direita da antiga ARENA. A direita ficou com o PP.
PERGUNTAS INCÔMODAS
Se Serra for derrotado será a terceira vez seguida que os tucanos perderiam para o PT uma eleição presidencial. E a partir daí, um desânimo muito forte se abateria sobre o partido e seus adeptos. E aí qual será o futuro do PSDB e dos tucanos no país? Haverá uma debandada geral? Lideranças como FHC, Geraldo Alckmin e o próprio Serra sairão chamuscados e desacreditados e terão pouco a oferecer politicamente no futuro? Sobrará o governador de Minas, Aécio Neves como liderança respeitável e sem desgastes? E que se tornará na maior liderança tucana do país? São perguntas.
AUMENTO 100%
Não é de 25% como foi divulgado, mas de no mínimo 40% e no máximo de 100% o aumento dos servidores do Senado, por meio der “gratificação de desempenho”. É o que prevê o art. 9º do ato da mesa diretora do Senado. O valor da gratificação incide sobre o salário. Assim, copeiros, operadores de elevador, motoristas etc. podem passar a receber R$ 19 mil mensais, mais do que juízes estaduais.
6.632 FUNCIONÁRIOS
Analista do Senado, em final de carreira, com R$ 4,8 mil mais de salário base, vai a R$ 33,4 mil graças a uma sequência de gratificações. Com o reajuste concedido aos 6.630 funcionários a folha de pagamento sofrerá um impacto de R$ 271 milhões. Este é o Senado do José Sarney (PMDB), uma grande inutilidade e que se farta do dinheiro público e que não presta nenhum serviço à democracia. Se fechasse ninguém sentiria falta.
E A FICHA LIMPA?
O Brasil não tem jeito mesmo. O Supremo Tribunal Federal já concedeu a primeira liminar que livra o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que foi atingido pela Lei da Ficha Limpa. A liminar permite que ele concorra à reeleição. Fortes está condenado por condutas lesivas ao patrimônio público. Mas o Ministro Gilmar Mendes nem quis saber, deu-lhe a liminar. E outras devem vir por aí, pois a porteira foi aberta. A Lei da Ficha Limpa foi resultado de um amplo movimento da sociedade brasileira para tornar inelegíveis os políticos condenados pela Justiça. Mas parece que foi inútil.
O Brasil despediu-se melancolicamente da Copa do Mundo da África na tarde de sexta-feira, depois de ser derrotado pela Holanda, por 2x1, após terminar o primeiro tempo vencendo por 1x0 e com uma boa atuação quando inclusive podia ter ampliado o marcador. O gol brasileiro foi através de Robinho depois de excelente lançamento de Felipe Melo, que acabou se transformando, depois, no vilão do jogo, porque além de atrapalhar Júlio César, numa bola que era do goleiro desviando com a cabeça e marcando um gol contra, ele acabaria sendo expulso prejudicando a reação do Brasil depois que a Holanda marcou o seu segundo gol, também depois de uma desatenção da zaga brasileira. Após o segundo gol da Holanda o Brasil nunca teve forças e nem qualidade para reagir, perdendo-se, se descontrolando dentro do campo.
FALHAS LAMENTÁVEIS
Além da expulsão do Felipe Melo alguns jogadores importantes não deram a resposta necessária para virar o jogo, especialmente Kaká, Robinho e Luís Fabiano, onde estavam depositadas as maiores e últimas esperanças do Brasil para tentar, no mínimo empatar o jogo e levá-lo para a prorrogação. O jogo poderia ser resumido assim: tivemos um bom primeiro tempo quando dominamos o jogo, fizemos um gol, podíamos ter feito mais. No segundo tempo ainda tínhamos o jogo sob controle até o gol de empate, fruto de uma lamentável falha. O nervosismo tomou conta do time e novamente depois de uma falha a Holanda chegava ao segundo gol, com a situação se agravando depois da expulsão de Felipe Melo e a queda do time, especialmente do setor ofensivo. Foi uma decepção, mas ninguém pode deixar de reconhecer que pelo que fez no segundo tempo, aproveitando-se dos nossos erros, a Holanda mereceu vencer e é uma das fortes candidatas ao título.
KAKÁ NÃO FOI A DIFERENÇA ESPERADA
Não tivemos, em momento algum, um jogador que pudesse efetivamente fazer a diferença dentro do campo. Aquela diferença técnica que pode decidir um jogo como tivemos em 2002, na Ásia, com Ronaldo Nazário, e Rivaldo ou em 1994 com Romário. A maior esperança era Kaká, mas ficou evidente desde os primeiros jogos que ele não seria esse jogador. Fora de sua melhor forma, sem as suas melhores condições físicas e técnicas, Kaká acabou não dando a resposta necessária. E esta previsão estava sendo feita antes da Copa, no seu time, o Real Madrid, ele estava jogando pouco, daí porque havia uma insistência muito grande para que Dunga convocasse outros jogadores com características semelhantes às de Kaká para dar mais opções ao time. Talvez a melhor opção fosse a de Ronaldinho Gaúcho, que vivia um bom momento no Milan. Podia até não ter convocado o Ganso, ainda, talvez, sem a necessária experiência, mas o Ronaldinho que já estivera em duas copas do mundo podia ser a melhor tentativa. Talvez não desse certo, mas Dunga não seria criticado por omissão e teimosia levando o Kaká, sem as melhores condições, e não chamando ninguém com seu estilo de jogo.
A ESTREIA NA COPA FOI CONTRA A HOLANDA
Na verdade, a seleção, até agora, nunca tinha realmente empolgado porque enfrentamos seleções sem muita qualificação e mesmo assim em determinados momentos chegamos ter dificuldades para nos impor. Escrevi, no meu blog, ainda na terça-feira, que acreditava que o Brasil iria realmente fazer sua estreia na Copa da África contra a Holanda. O Brasil enfrentaria finalmente uma seleção qualificada e em condições de ser um teste muito forte embora não tenha jogando tanto assim, notadamente no primeiro tempo. Eu também tinha uma curiosidade para saber como o Brasil reagiria quando estivesse atrás do marcador, pois o nosso esquema estava alicerçado nas jogadas de contra-ataque e, se estivéssemos perdendo, os espaços diminuiriam, como acabou acontecendo depois que a Holanda fez os 2x1. Não soubemos aproveitar quando vencíamos por 1x0 para ampliar o marcador no primeiro tempo. Além do mais, depois de levarmos o gol de empate, veio à tona também a questão emocional dos jogadores, que se debilitou provocando insegurança e nervosismo.
JUVENTUDE
O Juventude, que vem obtendo bons resultados até agora, com duas vitórias contra o Pelotas, na Boca do Lobo, por 1x0, e no Jaconi, por 2x1, terá, neste sábado, seu adversário mais forte, o Figueirense, no Orlando Scarpelli, a partir das 19h. Será um teste valioso para o time de Osmar Loss. No jogo com o Pelotas, no Jaconi, o destaque foi o gol do atacante Fausto que fez sua estreia.
JU X GRÊMIO
Nesta quarta, 16h30min, enfrenta o Metropolitano, também de Santa Catarina. E no dia 10, sábado, em jogo festivo de despedida do Lauro, receberá, no Jaconi, o Grêmio. Fica a impressão de que o Verdão está mobilizado para as dificuldades da Série C, cuja estreia acontece dia 17, no Jaconi, contra o Criciúma.
CAXIAS
O Caxias, depois de obter dois empates com o Atlético Paranaense e o Paraná, em jogos treinos em Curitiba foi goleado pelo Marcílio Dias, em Itajaí, por 3x0, em jogo que deixou preocupados os torcedores grenás, pois no dia 17, o time de Julinho Camargo fará sua estreia na Série C jogando em Pelotas, contra o Brasil.
DECEPÇÕES
Luís Fabiano, de fabuloso contra a Holanda, escondeu-se do jogo. Robinho fez o gol, jogou um bom primeiro tempo e depois, no segundo, sumiu. Kaká nunca fez a esperada diferença. O goleiro Júlio César mostrou-se inseguro no primeiro gol embora ele tivesse sido atrapalhado por Felipe Melo que depois seria expulso. Muitos jogadores tiveram sua última oportunidade nesta Copa e não deverão estar mais na Copa de 2014 no Brasil.
DUNGA
Setores da imprensa do centro do país vão deitar e rolar em cima do Dunga depois da eliminação da Copa. Nos últimos dias as críticas haviam sumido diante da perspectiva de que o Brasil poderia ir mais longe na Copa. Na verdade, elas estavam represadas. Agora, elas reaparecerão com todo o seu vigor. Dunga vai ser transformado no Cristo da seleção. Até porque havia muita gente boa secando o Brasil e Dunga para poder assá-lo. E, convenhamos, Dunga acabou dado chance para o diabo.
FELIPÃO
Dunga não deve mais permanecer no comando da seleção brasileira. Como a última vez que o Brasil ganhou uma Copa foi em 2002, com o gaúcho Luiz Felipe Scolari, que agora treina o Palmeiras, não será surpresa se ele for chamado. Mas acredito que a mídia do centro do país tentará influenciar na escolha de Muricy Ramalho, Mano Menezes ou Wanderley Luxemburgo.
FINALISTAS
O vencedor de Alemanha e Argentina, neste sábado, 11h, deve ser um dos finalistas da Copa. Será um jogo de grandes emoções que acontece neste sábado, depois da grande vitória sobre a Inglaterra e as dificuldades que a Argentina teve para vencer o México, fica meio difícil dizer quem é o favorito para este jogaço. Tudo pode acontecer.
SAIR LASCA
De um lado, a força ofensiva da Argentina, mas com uma defesa inconfiável. De outro, também um meio de campo e ataque velozes e uma grande disciplina tática, no caso da Alemanha. Será um jogo de sair lasca como diriam os mais antigos. Desta feita espera-se que Messi entre em campo, pois contra o México ele teve uma atuação apática.
A RAIVA DE SÓCRATES
Não vou entrar muito no mérito político das declarações do Sócrates que chamou os gaúchos de reacionários, até porque os paulistas, estado onde ele mora, nunca esqueceram a tunda de laço que levaram dos gaúchos na revoluções de 1930 e 1932. Aquilo gerou uma raiva histórica deles, especialmente das elites paulistas, passadas de pais para filhos e netos. Vou falar de futebol, onde Sócrates tem motivos para não gostar dos gaúchos.
DECEPÇÕES
Uma de suas maiores decepções deve ter acontecido em 1976, quando o seu time, o Corinthians, perdeu, no Beira-Rio, para o Internacional, por 2x0, e ficou apenas com o vice-campeonato brasileiro daquele ano. Sócrates, na verdade, nunca foi campeão brasileiro defendendo o Corinthians. Foi sua única chance. Sua raiva só deve ter sido maior em 1982 quando o Brasil perdeu para a Itália na Copa da Espanha por 3x2 e saiu da competição. Na verdade, Sócrates e sua geração não ganharam nenhuma Copa. Suas lembranças do RS e de seu futebol são amargas. Daí justifica-se sua dor de cotovelo, e por que não dizer sua raiva.
COINCIDÊNCIAS
Torcedor colorado lembrando coincidências de que em 2006, depois que o Brasil foi eliminado da Copa na Alemanha, o Inter ganhou a Libertadores e o mundial de Clubes. E que a história pode se repetir m 2010. Lembra ainda que o último título mundial conquistado pelo futebol brasileiro foi do colorado depois de vencer o Barcelona no Japão. Mas é bom lembrar também que o Inter tinha um time muito melhor do que o atual.
