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REPÓRTER IMPEDIDO DE TRABALHAR PELA PF

Enviado Sexta-feira, 24 de setembro de 2010 às 10:46:15 | Nenhum comentário »

Presidente Lula tem sido acusado de populismo como foram no passado os presidentes Getúlio Vargas e João Goulart

O repórter Guilherme Pulita, da Rádio Caxias, foi impedido, na manhã de quinta-feira pela Policia Federal de exercer sua profissão.  Ele ficou tecnicamente detido por cerca de 30 minutos na sede da delegacia com o objetivo de impedir que ele acompanhasse uma operação policial que  acontecia naquele momento na cidade. De manhã cedo Pulita estacionou o carro da Rádio Caxias defronte a sede da PF quando constatou uma grande movimentação de policiais. Ao se dirigir novamente ao veículo quando pretendia seguir os policiais, Pulita foi abordado por um guarda do prédio que perguntou onde ele ia. Ao responder que pretendia acompanhar a operação, o guarda disse que ele não podia e convidou para entrar na delegacia com ele, pois estava cumprido ordem. Neste meio tempo chegaram dois agentes policiais que o conduziram o jornalista para dentro do prédio. Comunicaram que a operação não podia ser divulgada antes do tempo.

Lá ele ficou tecnicamente detido impedido de trabalhar por cerca de 30 minutos Foi só quando chegou o Chefe da Polícia Federal que constando o equívoco liberou imediatamente o jornalista. Convenhamos que não é a melhor maneira de se impedir que um informação não seja divulgada. Estamos diante de um excesso que não deveria acontecer num regime democrático. Ele lembra os anos de autoritarismo que vivemos no passado... Não é por nada que juristas, imprensa, oposição, tem criticado os excessos da PF, que via de regra, temos que se reconhecer, presta excelente serviços no combate a corrupção, aos desmandos neste pais. Mas é inegável que esta atitude autoritária como esta que impediu de um jornalista trabalhar e  ficar detido pro 30 minutos numa sala, são fatos intoleráveis no atual momento do país..

 

BOLSAS: UM FILÃO INESGOTÁVEL

Temos que admitir que o PT e o presidente Lula ao assumirem descobriram um filão inesgotável, cujas primeiras explorações tinham sido feitas pelo governo que o antecedeu, ou seriam garimpeiros,  que não soube explorar a mina de ouro que tinha em mãos. Não soube usufruí-la para se manter no poder A mina eram as bolsas, especialmente a bolsa família que proporcionou a milhões de pessoas comida na mesa. Comida para quem  geralmente não comia ou alimentava-se muito mal. Em nossa região, e em determinadas regiões do país, como o Sul, por exemplo, a esmagadora maioria das pessoas nunca teve que enfrentar o problema da fome, aqui os parâmetros são outros, a preocupação é adquirir o carro do ano, um novo apartamento, a fome nunca foi problema de uma maneira geral, embora também exista miséria e fome em Caxias. Mas num número infinitamente inferior a outras e imensas regiões do país onde a fome e a miséria grassam de forma assustadora. Ai  para quem valoriza a fome o fato de  poder ter comida todos os dias na mesa  torna-se um acontecimento festivo Pois é este filão que está dando a vitória a Dilma ainda no primeiro turno. E que deu a Lula a vitória no segundo turno de 2006. E que lhe dá também altos índices de alta popularidade junto as classes mais pobres da população. Os milhões de famintos agradecem em forma de voto. Tudo isso sofre a acusação de setores e oposicionistas de populismo. Mas para quem passa fome acabou sendo uma benção.

 POPULISMO

Claro que dar-se emprego é mais eficiente do que simplesmente dar-se comida, mas frear a fome parece que é a primeira medida depois as outras podem se ajustar. Quando Getulio criou a CLT nos anos 40  do século passado também foi acusado de populista pelas elites econômicas e de oposição política. Como medida populista quando, na verdade, além de trazer paz social em um pais conturbado acabou com uma injustiça social que campeava no Brasil desde a sua descoberta em 1500 dando a milhões de trabalhadores, os famintos daquela época, direitos sempre sonegados e patrocinando a primeira tentativa de se distribuir um pouco melhor a renda na história do país. Jango, em 1962, ao sancionar o projeto do deputado gaúcho Floriceno Paixão (PTB), aprovado no Congresso, que criou o 13º salário a todos os trabalhadores, tão esperado e desejado quando chega o mês de dezembro também foi acusado pelas mesmas elites de populista. Também foi uma tentativa de se distribuir um pouco melhor a renda. Jango sofreu pressões  fortíssimas do grande empresariado do pais para que vetasse o projeto, mas não acatou. Não é de graça, portanto a popularidade a estima que o povo brasileiro teve por eles como tem com Lula hoje. 


INDIGNAÇÃO

O presidente da CIC Milton Corlatti ficou decepcionado e indignado pela baixa presença no debate promovido pela entidade com os  candidatos a Assmebleia e à Câmara Federal. Firam cerca de 20 pessoas presentes  num local que tem capacidade para 240; dos 70 diretores da entidade apenas cinco compareceram e dos 21 sindicatos associados à CIC apenas 10 se fizeram presentes no debate.


 POLITIZADOS?

Corlatti levantou a questão de o Rio Grande do Sul se gabar de ser o mais politizado do país, fazendo a seguinte pergunta: “Afinal onde estão os politizados?” Realmente, onde estão? Na verdade, nós, gaúchos, ficamos com esta fama conquistada no passado porque no presente estamos no mesmo barco do resto do pais. Mas é provável também que baixa presença se deve ao descrédito que os políticos têm atualmente. E talvez, também, por causa do horário do debate, 16h e num dia de semana. Esta última justificativa é admitida por Corlatti.


 VANTAGENS

Ainda sobre a acusação de populismo do governo  Lula e outros do passado  deve-se ressaltar que as chamadas elites, a burguesia especificamente deste país, acabavam sempre sendo beneficiadas também quando os governos faziam populismo de direita distribuindo benesses através de milhares de empregos públicos a seus familiares ou dando vantagens e mais vantagens de crédito fácil ao dinheiro, isenção de impostos, etc. Mas ai estava tudo bem.


 PAIM

O que acontecerá com Paulo Paim (PT) ou Germano Rigotto (PMDB), se um deles não se eleger ao Senado? Ao que parece, caso não houver surpresas de ultima hora, Ana Amélia (PP) já tem uma da vagas. Se for Paim que ficará fora provavelmente ele deverá assumir algum cargo ou no governo Dilma se ela se eleger, ou no governo Tarso, se este confirmar os números das pesquisas e também se eleger. Ou concorrer a prefeitura de Canoas em 2012.


 RIGOTTO

Em relação ao Rigotto, a situação ficaria mais complicada. Se Fogaça se eleger ele pode assumir um cargo no seu governo. Há quem garanta que como o PMDB, em nível nacional, apóia Dilma, ele até pode obter um cargo se a petista se eleger. Ou então concorrer a prefeitura de Caxias em 2012. Esta última hipótese é praticamente descartada. Mas...


 DATAFOLHA I

Chamou atenção pesquisa da Datafolha  à presidência das República, publicada  na edição de quinta-feira no jornal O SUL, o crescimento de Marina Silva (PV) que chegou aos 13%  subindo dois pontos percentuais em relação a última. Dilma está com 49%, Serra com 28%. A soma de Serra e Marina chega aos 41%. Dilma ainda ganha no primeiro turno, porém, na soma de Mariana e Serra diminuiu a diferença.


 DATAFOLHA II

Pesquisa aponta uma diminuição de seis pontos percentuais de Dilma em relação à soma  de intenções de votos de outros candidatos. Será que é influência do que aconteceu na Casa Civil? E se os índices continuarem caindo nesta última semana, ainda pode haver segundo turno como ocorreu em 2006 quando todos davam como certa a vitória de Lula ainda no primeiro turno?


 VOX POPULI

Já a pesquisa Vox Populi, que está sendo publicada na edição da Gazeta de Caxias e do SUL desta sexta-feira, dá números um pouco diferentes. Num universo de três mil eleitores ouvidos, Dilma tem 51%, Serra 24% e Marina 10%. Praticamente mantém os mesmo índices da pesquisa anterior da Vox  Populi. Pela pesquisa, Dilma vence fácil no primeiro turno.


 RUMO AO CADAFALSO

E a Eunice Guerra? Vai acabar ficando com toda a culpa?. Chama a atenção o total abandono e isolamento que ela tem sido vitima por parte do governo federal e do PT. Ela está sendo condenada e rumando para o cadafalso sem antes ter sido julgada. Não deveriam ter sido apurados devidamente todos os fatos envolvendo seu gabinete? Até porque há suspeitas de que o governo, a exemplo do mensalão, já sabia disso tudo há muito tempo e não tomou nenhuma providências.Mas será que há interesse de se investigar o caso como ele deveria ser?  Enquanto isso José Dirceu e Antônio Palocci, que também foram afastados de seus cargos, estão cotados para voltarem caso Dilma vencer.


 SÃO PAULO

Não há cidade com candidatos mais folclóricos, alguns deles acusados sistematicamente de corruptos, como São Paulo. São Paulo já teve um cacareco como candidato, teve um presidente, Jânio Quadros, que estava preocupado com as rinhas de galo, teve um tal de Ademar de Barros que tinha como slogan “roubo, mas faço”,. Tem um tal  de Paulo Maluf que afirmou que “quando o estupro é inevitável, relaxe e goze”, além de ser seguidamente denunciado e processado por falcatruas, golpes financeiros, lavagem de dinheiro no exterior, e trambiques. Agora o último a surgir na terra da garoa é um tal de Tiririca. Merecemos.

“CORTAR A PRÓPRIA CARNE”

Enviado Sexta-feira, 24 de setembro de 2010 às 10:40:08 | Nenhum comentário »

A imagem angustiante do rebaixamento para a D

Em entrevista dada ao Globo Esportes, e publicada com grande destaque no seu site, o presidente do Juventude, Milton Scola, disse que a partir de agora “vamos cortar a própria carne” referindo-se às medidas que o clube deve adotar depois da já esperada ida para a Série D do brasileirão após o empate com o Criciúma em um gol. Ele revelou que o clube trabalhava com três balanços financeiros, um para Série B, outro para C, e um para a D. Agora, na D, os cortes deverão ser drásticos. Scola revelou na entrevista que o clube terá forçosamente que mexer no modelo atual das categorias de base admitindo que pode perder talentos, com o aval da diretoria, a exemplo do Zezinho que foi para o Santos, vendê-los com o aval da diretoria. Ele afirmou que “categoria de base tem que dar receita e não títulos”, para justificar as medidas futuras na área. Sobre seu desejo de querer continuar como presidente em 2011 Scola foi enfático: “todos os presidentes anteriores tiveram chance de se recuperar, então quero a minha”. Na verdade, a ida do Ju para a D encerra um ciclo de fracasso que começou em 2007 quando o time foi rebaixado para B, estendeu-se depois para 2009 quando foi rebaixado para a C e finalmente, em 2010, quando foi para a D. Como será 2011?


RECOLHER OS ESCOMBROS

Em três anos o Verdão saiu do paraíso da A, indo para o castigo da B, depois foi ao inferno da C e agora, na D, está nas catacumbas debaixo da terra, sem visibilidade no futebol brasileiro. Scola herdou um monstrengo quando assumiu o Ju no final de 2009, o que pode se cobrar dele no futebol é que ele teria que ter trocado a Comissão Técnica logo após o Gauchão e quem sabe com o Beto Almeida o time poderia ter feito uma campanha melhor no primeiro turno e obtido a classificação para a outra fase. O Ju vem enfrentando problemas há muito tempo. Quando estava na A os problemas financeiros eram mascarados, gastando-se mais do que se podia, tentando manter um status que já não mais podia sustentar, acumulando dívidas que obrigou o clube a vender parte de seu patrimônio. Agora, como está dizendo Scola, o clube terá que “cortar a própria carne”. Terá que começar do zero, recolher os escombros. É uma tarefa repleta de sacrifícios e doação. Só com a unidade de todas as forças o Ju superará as dificuldades e galgará os degraus a meio e longo prazo para voltar à elite do futebol brasileiro.


 A RESPOSTA NO FUEBOL  É SEMPRE FRUSTRANTE

O presidente do Caxias Osvaldo Voges, que é um excelente administrador e um empresário competente e bem sucedido, não pode mais ficar dependente dos responsáveis pela área do futebol, que na verdade pouco contribuíram de 2007 para cá na formação de times mais qualificados e grupos confiáveis para que o Caxias possa também no futebol dar um salto que é sair da C e ir para a B. O Caxias tem sido merecidamente elogiado na organização administrativa e na infraestrutura, cujos avanços foram notáveis depois da posse de  Osvaldo Voges, que, na verdade, impediu o fechamento do clube em 2007. Mas no futebol o clube tem acumulado decepções para sua torcida. Esta é uma opinião antiga, não é oportunista porque o clube mais uma vez permaneceu na Série C. O Caxias tem acumulado decepções para sua grande torcida. Na hora da verdade, quando tudo parece se encaminhar para finalmente chegar aos objetivos, a resposta é sempre frustrante. Sempre falta algo que deixou de ser feito.


POLÍTICA DE FUTEBOL

Poucos clubes, nestes últimos anos, tiveram o cavalo passando encilhado como o Caxias, mas todas as vezes que tenta montar nele leva um baita tombo, quase sempre por detalhes que não foram bem solucionados antes da competição começar. E como o Caxias é acima de tudo um clube de futebol, é óbvio que é no futebol há necessidade de se dar uma resposta para atrair mais simpatizantes, mais sócios. A política de futebol do Caxias, precisa ser reformulada se o clube quer em 2011, finalmente, projetar sua ida para a B. Manter seus melhores jogadores para a C é o primeiro passo. Para não continuar não apenas sendo um clube bem gerenciado em termos administrativos, mas também no futebol, cuja gestão tem sempre deixado a desejar. Caxias precisa deixar de patinar na Série C como tem feito sistematicamente nestes últimos anos. Para que, finalmente, a organização administrativa se materialize também no futebol


ESPAÇO

A dupla Ca-Ju está pedindo espaço cada vez mais no contexto do nosso futebol. Organização administrativa e investimento na estrutura são importantes e significativos para qualquer clube. Porém, clubes de futebol vivem e sobrevivem e aumentam seus quadros sociais e torcedores com times fortes e conquistas.

AMEAÇA

Como assumi este ponto de vista antes da Série C começar não custa lembrá-lo, sem ser oportunista, e dizer que o Caxias, ao se desfazer do Cristian Borja e do Everton (o primeiro fracassou no Fla e o segundo está dando uma resposta pífia no Inter, mas no Caxias eles deram uma magnífica resposta no Gauchão) estava mais uma vez ameaçando sua participação na Serie C. Pode até ser que com Borja e Everton o Caxias também tivesse dificuldades, mas tentar mantê-los, fazer um sacrifício financeiro, era a atitude mais lógica para se tentar chegar na B. Este sacrifício seria recuperado facilmente na B. Ao não mantê-los o Caxias deu chance para o diabo.


BASTANTÃO

Até porque os vários atacantes que o empresário que administra o futebol do clube, trouxe para o Centenário, foram decepcionantes, de pouca qualidade, o que na verdade tem sido também uma rotina daqueles que têm a responsabilidade de indicar e contratar jogadores. Eles chegam aos montes, ficando no bastantão, a qualidade é muito pequena. E aí quando há o acerto no Gauchão, com Everton e Borja, este é desfeito quando começa a Série C. Como aconteceu em 2010 e já havia ocorrido em 2009 com s ainda de Marcos Denner, por exemplo.


SEM ATACANTES

E sem atacantes, ninguém vai a lugar algum no futebol. Na verdade, repetiram-se, no Caxias, os mesmos equívocos de 2009 na área do futebol quando também o clube, às vésperas de iniciar a Série C, perdeu seus melhores atacantes. E como em 2009, o Caxias montou um time mais forte para disputar o Gauchão do que aquele organizado para a Série C.

NADA DEU CERTO?

Só podia dar no que deu. E não me venham com essa que ”nada deu certo”. Mas como podia dar certo se as coisas foram mal encaminhadas antes mesmo da competição começar? Ou acham, e isto vale também para o Juventude, que tudo daria certo na última rodada? Pensamento mágico não existe no futebol.


GAUCHÃO

O Caxias acaba sempre organizando times mais fortes para disputar o Gauchão do que a Série C, que é ou deveria ser a prioridade do clube. Então, no final, acaba colhendo o que planta.


ROTO

Faltou pouco para o Caxias ser derrotado pelo Brasil no jogo que terminou empatado em zero gol. O Brasil foi melhor e até merecia vencer, teve as melhores oportunidades. O ataque do Caxias, mais uma vez, não jogou nada. E deixou sua torcida triste, amenizada um pouco pelo insucesso do Ju que foi para a D, enquanto que os grenás se mantinham na C. O time desabou no segundo turno, esta é a verdade. Mas como seria o roto gozando do esfarrapado, todo mundo saiu de cabeça baixa do Centenário.


ENCAMINHAMENTO

O Ju até podia ter vencido em Criciúma no empate em um gol e se safado. A campanha do time, sob o comando do Beto Almeida, foi boa no segundo turno. Mas aquele jogo com o Brasil, na estreia do treinador no Jaconi, e a derrota, acabou sendo decisiva para que o time fosse para D. Acho que se o Beto tivesse assumido antes da C começar o Ju poderia ter tido outro encaminhamento.


TIME FORTE?

A direção do Juventude está prometendo um time forte para o Gauchão de 2011 e tentar vencê-lo. É bom que se tenha o pensamento positivo. Porém, é preciso lembrar que como o clube foi para a D, nem sempre os jogadores que o clube desejar, como ocorria, por exemplo, na Série A e até n B, a partir de agora, na D,  terão interesse de vir para cá onde a visibilidade será pequena.  Jogadores de qualidade e diferenciados dificilmente vão querer vir.


SAÍDAS I

No Caxias, Anderson Bill está se mudando para o Grêmio Prudente time da A, que se encaminha para o rebaixamento. O goleiro Fernando Wellington pode estar indo para o Bahia, time da B, que está cotado para a A. Marcelo Costa está indo para o Ceará. Palácios foi para o ASA das Alagoas. Era o que tinha no Caxias em tensos de saídas até a tarde de quinta quando fechamos a edição.


SAIDAS II

O Juventude anunciou a transferência de Luiz Felipe e Julio Cesar para o Guaratinguetá-SP, e as liberações dos laterais Planchón e Calisto que não terão seus contratos renovados.  O lateral direito Celsinho irá permanecer no clube, o mesmo acontecendo com o goleiro Carlão. Deverão se renovados os contrato com Fred, Umberto, Everton Garroni, Ismael Espiga e Christian.


COMISSÃO TÉCNICA

Na comissão técnica, por medida de redução financeira, foram liberados o preparador físico Rodrigo Poletto e o preparador de goleiros Daniel Pavan. O professor Michel Huff assumirá a preparação física, com a manutenção de Antonio Picoli como auxiliar técnico. O preparador de goleiros da equipe Sub 20, Humberto Flores passará a trabalhar na comissão técnica da equipe principal. O técnico Beto Almeida permanece.


GAROTADA

Como fazer para que a garotada que está aí e vindo por aí torça para a dupla Ca-Ju?


O SENHOR DOS  SENHORES

Lamentável a demissão do treinador Dorival Junior pela direção do Santos porque este vetou a escalação do Neymar, contra o Corinthians. Com esta atitude o Santos entregou o clube nas mãos do Neymar, que é o senhor dos senhores da Vila Belmiro. Neymar, na verdade, ganhou a queda de braço com o Dorival. Qualquer treinador que lá for acabaram sendo refém do garoto.


DESRESPEITO

Dorival Junior, que eu já admirava como atleta, como cidadão e pelo seu caráter, fiz um relacionamento respeitoso, quando ele jogou no Juventude em 1994, naquele time campeão da Série B,  é um profissional acima de qualquer suspeita que foi desrespeitado pelo atleta e também pelos cartolas. O Santos premiou a  indisciplina. Vai longe o Santos.


MANO

Agiu corretamente o treinador Mano Menezes ao não convocar o Neymar para seleção brasileira. Aquilo que direção do Santos não fez afastando-o por mais de um jogo o Mano fez. A atitude de Mano também é uma espécie de solidariedade ao Dorival. Quem sabe o Neymar se preocupe a partir de agora a jogar o seu esplêndido futebol e  acabe com o seu pavio curto  e deixando de tentar ridicularizar os adversário dentro do campo.

PESQUISA DO METHODUS EMBRETA RIGOTTO

Enviado Sexta-feira, 17 de setembro de 2010 às 17:51:26 | Nenhum comentário »

Pelo Instituto Methodus, Paim derrota Rigotto

O histórico Correio do Povo (115 anos) publicou, na sua edição do último dia 16, resultado de uma pesquisa que deve ter deixado o caxiense Germano Rigotto (PMDB) muito preocupado. O Instituto Methodus, o mesmo que em 2006, na véspera da eleição do primeiro turno, divulgou pesquisa que dava a Yeda Crusius no segundo turno com Olívio Dutra causando uma grande comoção, pois até então todos os institutos davam Rigotto certo para o segundo turno com Olívio Dutra e não Yeda. Dito e feito, na eleição o instituto acertou na mosca, Yeda e Olívio foram para o segundo turno e o governador Rigotto ficou fora. Agora, este instituto está mostrando que Ana Amélia e Paulo Paim devem ser os senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul, se a eleição fosse realizada no último dia 16. Ana Amélia (PP) aparece com 51,8% das intenções de voto, Paulo Paim (PT) com 47,7% e Germano Rigotto (PMDB) com 40,9%. Em relação à primeira pesquisa, publicada em 17 de agosto, Ana Amélia foi a única dos três principais candidatos que apresentou crescimento elevando o seu índice de 12,4%. Rigotto caiu 6,8%. Paim teve queda de menos de 1,%, ficando estável.


 ABGAIL, A SURPRESA

A margem de erro do levantamento é de 2.8% para mais ou para menos. Outras pesquisas como o IBOPE e Datafolha estavam dando um empate técnico entre Paim e Rigotto. Porém, a do Methodus, que tem a credibilidade de ter acertado o resultado da eleição do primeiro turno de 2006, dá uma diferença grande de Rigotto com Paim.

Outra surpresa é o percentual obtido pela candidata caxiense ao Senado Abgail Pereira (PCdoB), que teve 7,8% das intenções de votos, o que lhe dá, segundo analistas, mais de 500 mil votos. Na verdade os percentuais de Ana Amélia e da própria Abgail , segundo a opinião de muitos observadores, têm sido obtidos por elas serem fatos novos na política, por não pertencerem ainda à desgastada classe política brasileira. Como apenas dois senadores são eleitos, a segunda opção, por exemplo, dos eleitores  de Rigotto e Paim não é para nenhum deles, mas ou para Ana Amélia ou para Abgail. A eleição ao Senado é, sem dúvida, a que mais tem empolgado até agora. Ela só perderá em emoção, caso houver um segundo turno entre Tarso e Fogaça, o que parece ser um pouco difícil, embora não impossível.


  CIC DEBATE COM CANDIDATOS  CAXIENSES (ALGUNS AUSENTES)

Na próxima terça-feira (21) será realizado na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) o evento CIC Debate – Fórum Político. Os candidatos a cargos eletivos a deputado federal e estadual, de Caxias do Sul, terão a oportunidade de expor suas propostas de trabalho à classe empresarial. Pela primeira e provavelmente única vez antes da eleição a maioria dos candidatos estará reunida para um debate. O Fórum vai ocorrer das 16h às 20h, no auditório da CIC. Ao término do evento, a entidade vai entregar um documento contendo as reivindicações das entidades empresariais, a exemplo do que está sendo feito também com os candidatos a governador. “Queremos ter a oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos e ao mesmo tempo apresentar a contribuição da classe empresarial caxiense para o desenvolvimento futuro do Rio Grande do Sul”, pondera o presidente da CIC, Milton Corlatti.


OS QUE CONFIRMARAM

Estão inscritos 16 candidatos: estaduais - Alceu Barbosa Velho (PDT), Claudenir Biglia (PSOL), Daniel Borghetti (PSDB), Guiomar Vidor (PCdoB), José Adamoli (PSB), José Carlos Gollo (PSOL) Maria Helena Sartori (PMDB), Marisa Formolo (PT), Vinicius Ribeiro (PDT) e Waldemar de Lima (PDT), e federais - Arino da Rosa Maciel (PSOL), Jane Pinto Andreola Oliboni (PP), Kalil Sehbe (PDT), Mauro Pereira (PMDB), Pepe Vargas (PT) e Ruy Pauletti (PSDB).Chama a atenção a ausência ao menos até o momento que fechávamos a edição na sexta, dos candidatos à Assembléia, Ivani Francisco de Lima (PCdoB), Marcos Daneluz (PT), Aurora Assis de Oliveira (PSOL), E para a Câmara Federal, Assis Melo (PCdoB), João Carlos Schneider (PTdoB), Lucas de Souza (PSOL) Maria Neli Ferranti (PSB), 

OBS: A candidata Jane Pinto Andreola Oliboni (PP)  é natural de Caxias, mas concorre por Vacaria.


UMA QUESTÃO DE HONRA

Pela pesquisa da Datafolha, publicada na sexta, dia 17, a eleição no país e no RS já estão definidas com as vitórias de Dilma Rousseff (PT) à presidência e Tarso Genro (PT) ao Governo do Estado. Dilma está 51%, José Serra (PSDB), com 27% e Marina Silva (PP) com 11%; Ao Piratini Tarso aumentou sua vantagem, está com 44% contra 24% de José Fogaça (PMDB) e 11% de Yeda Crusius (PSDB). A tese da verticalização que esta coluna levantou ainda em julho está se confirmando. E pela primeira vez desde que o PT assumiu Brasília, em 2003, está se materializando com o RS também sendo administrado por um governo petista. Na verdade, para Lula era uma questão de honra Dilma e Tarso vencerem no RS. A não ser que ocorram surpresas de última hora, isto está ocorrendo.


PREOCUPAÇÕES

Setores ligados ao deputado federal Ruy Pauletti (PSDB), que concorre à reeleição, estariam preocupados com possíveis dificuldades que ele poderá encontrar nas urnas. Uma das preocupações é que, pela primeira vez, depois de ter ingressado com uma ação trabalhista contra a UCS, ele será testado nas urnas. Na época, 2007, quando o fato veio a público, a repercussão foi ruim para Pauletti com várias manifestações contrárias a sua decisão da comunidade acadêmica, estudantes, professores, funcionários da UCS. Inclusive com duras críticas na Câmara de Vereadores. Qual será a reação do eleitor agora?


 REPERCUSSÃO

Mesmo que a ministra Eunice Guerra tenha sido demitida pelo presidente Lula, e que poderia haver supostos envolvimentos também de Dilma Rousseff, no mínimo por omissão, nada deve acontecer em termos de influência no eleitor que possa prejudicar a sua candidatura. Segundo cientistas políticos, este tipo de escândalo geralmente repercute mais em setores da classe média e não no povão. Num país de primeiro mundo provavelmente o fato teria consequências mais graves.


 OLHA AÍ AS  EMANCIPAÇÕES!  

A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar de autoria de Cássia Carpes (PTB) que regulamenta os processos de emancipações, criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.  O projeto foi concedido no vazio deixado pela União, que com a edição do PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 15, de 1996, não regulamentada, trouxe para si a responsabilidade de delegar sobre emancipações municipais. Mais de 30 áreas (distritos) buscam emancipações. Há quem tema que Ana Rech e Forqueta reativem seus desejos emancipatórios de Caxias. Se depender da Assembleia, abram o olho, que isso é possível.

 TEORIA

Alguns analistas entendem que na linha da teoria conspiratória todas as hipóteses podem ser descartadas. Uma delas, que não tem sustentação, mas não dá para descartar, é de que o PSDB não quer a Presidência  agora. Escolheu o Alckimin fraco e agora o Serra fraco. Como o vice Índio (DEM), que o Lula quer extirpar, anda dizendo bobagens em todo o Brasil, dá para acreditar um pouco que os tucanos não querem ganhar a eleição ou fizeram um grande esforço para isso. E que assim fica tudo bem, até porque seus grandes patrocinadores estão gostando do governo do PT.


 AÇÃO NO MPF

Há algumas edições, o economista e historiador Luiz Antônio Alves fez várias críticas em relação à possível instalação do aeroporto regional em Vila Oliva e chegou a ameaçar que poderia ingressar na justiça para impedir que isso ocorra. Em e-mail enviado à Gazeta, Alves diz que “na questão do Aeroporto eu não estou brincando. Se a área escolhida for Vila Oliva, entrarei com a ação no MPF como já publicado pela Gazeta em entrevista minha. Então a questão não é só da Yeda adiar o anúncio. E vou pegar pesado com coisas que eu não disse e não revelei, mas que virão à tona num eventual processo”.


 REDE DE INTERESSES

E prossegue: “inclusive denunciarei uma grande rede de interesses e os chamarei ao processo, todos, incluindo setores da imprensa e da política e de setores empresariais (digo imobiliárias). Pelo menos uns 10 setores terão que apresentar defesa e sustentação para que a minha tese não seja acolhida. O processo poderá ir para o STF e, portanto, poderá demorar anos”.

 SUPREMA CORTE

Diz ainda que “como temos experiência e vivência com grandes juristas, o processo estará carregado de instrumentos que evitem medidas judiciais para dificultar autorização de início de obras antes da decisão final na Suprema Corte, já que levantarei questão constitucional de interesse nacional envolvendo pelo menos 20/25 regiões de outros Estados. A competência para autorizar novos aeroportos poderá cair no colo da Dilma”.


O BOM JORNALISMO

“O bom jornalismo não é aquele que produz boas respostas, mas aquele que faz as boas perguntas – e as perguntas são ainda melhores quando incomodam, quando importunam, quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam os aflitos”. Luiz Cláudio Cunha – jornalista.

VITÓRIAS SALVAM A DUPLA

Enviado Sexta-feira, 17 de setembro de 2010 às 17:35:55 | Nenhum comentário »

Caxias precisa agora vencer o Brasil para ir adiante

Será uma rodada para cardíaco não ver e nem ouvir neste domingo. Se o Caxias vencer o Brasil no Centenário estará classificado. Se o Ju derrotar o Criciúma lá se livrará da D em 2011. Que rodada! O empate do Caxias em Chapecó em um gol e o empate do Brasil em Pelotas com o Criciúma em sem gols coloca tudo para a última rodada para se definir quem será o primeiro e o segundo colocados do grupo e que seguirão adiante na Série C e também quem será rebaixado. Garantido para a próxima fase apenas o Criciúma que no momento lidera com 11 pontos o mesmo da Chapecoense que também tem 11, que só se classificará se Caxias, nove pontos, ou Brasil, nove pontos, empatarem neste domingo.  Ou se o Juventude vencer o Criciúma por diferença de três gols. Mas se houver um vencedor entre Caxias e Brasil, a Chapecoense estará rebaixada. Na verdade, o time de Chapecó, com o empate diante do Caxias ficou super embretado, só com um empate entre Caxias e Brasil ele se classifica. Não depende mais das próprias forças. Quem, na verdade, depende das próprias forças para se classificar é o Caxias. Basta vencer o Brasil que será um dos classificados. Se vencer o Brasil por três gols de diferença e o Criciúma empatar com o Ju será o primeiro classificado.


 PELAS PRÓPRIAS FORÇAS

Porém , se o Caxias perder para o Brasil e o Ju vencer o Criciúma o Caxias será o clube rebaixado para a D. O Brasil também depende apenas dele para se classificar, basta vencer o Caxias que será um dos classificados. Se o Criciúma perder para o Ju será o primeiro da chave. Mas se o Ju vencer o Criciúma e o Brasil perder para o Caxias é o xavante quem estará na D em 2011. E o Juventude, como se safa da zona do rebaixamento? Bem, a melhor saída é vencer o Criciúma, aí, pelas próprias forças, evitará o rebaixamento. Também foge da D caso vencer o Criciúma por dois gols de diferença e se Caxias e Brasil empatem. Aí ultrapassará o xavante no saldo de gols.  O Ju será rebaixado caso empate em Criciúma. Se perder estará na Série D em 2011.  E o Criciúma? Bem, se ele vencer, o Ju será o primeiro do Grupo D. Se empatar também estará classificado. Só perde a vaga se houver um vencedor entre Caxias e Brasil e se for derrotado pelo Juventude por três gols de diferença pelo Juventude.


 VENCER E VENCER !

Como se observa, as hipóteses e as possibilidades são imensas, mas é inegável que os caminhos do Caxias são, na teoria, menos tortuosos do que os do Juventude. Para o Caxias basta uma vitória simples diante do Brasil, no Centenário, que deverá apanhar uma grande multidão neste domingos.

Já para o Ju, que também com uma vitória se safa, terá que vencer o Criciúma lá, o que é mais complicado na teoria. Até porque, para fugir da possibilidade de perder o primeiro lugar o Criciúma vai precisar ganhar do Verdão para levar a vantagem de jogar o segundo jogo em casa no mata-mata. Para Caxias e Juventude só há uma saída: buscar vitórias.

O Juventude sabe que só tem uma chance para ainda se livrar do rebaixamento, que é ganhar o jogo. Beto Almeida vai ter que buscar uma fórmula para que o clube possa chegar com força no ataque mesmo jogado fora diante de um time que também vai atacar. O Criciúma precisa da vitória para garantir o primeiro lugar, então atacará do começo ao fim para vencer. Embora o time catarinense com um empate também se garanta, mas para evitar surpresas uma vitória garante o primeiro lugar. O Caxias também não pode projetar outro resultado que não seja a vitória. E atacar deverá ser o óbvio, até por jogar em casa. O mesmo vale para o Brasil que, a exemplo do Caxias, só se classifica se vencer o jogo. Então, preparem-se para ver um xavante com ambições ofensivas. Serão dois jogos onde  a expressão Vencer! e Vencer! será mais válida do que nunca.


ALERTA

Papos ou grenás que têm problemas de coração é aconselhável não assistirem aos jogos e nem ouvi-los. Espere pelos foguetórios ou buzinaços, ou não, no final do jogo, para saber o que aconteceu. Aí o impacto de alegria ou tristeza será de uma vez só.

 PREÇOS

Vai ser um dos domingos mais empolgantes destes últimos tempos. Aqui, a direção do Caxias já anunciou que não diminuirá os preços dos ingressos para que o torcedor lote o Centenário e ajude o time a seguir adiante para buscar a Série B em 2011.


 2000 PAPOS

Em Criciúma, espera-se, também, uma invasão de papos, no mínimo dois mil deles, que deverá ser a capacidade reservada aos juventudistas. Afinal, é o jogo que pode evitar a D para o Verdão.


 IMPORTÂNCIA I

O Caxias já teve outros jogos do ano neste 2010, mas  este  contra o Brasil é o mais importante de 2010 até agora, pois ele pode significar no mínimo a continuidade do clube na competição, o que nunca aconteceu depois da Era Voges. Se passar depois será a fase dos mata-matas e aí tudo pode acontecer, até a passagem do clube para B em 2011.


 IMPORTÂNCIA II

Para o Juventude o jogo em Criciúma é disparado o mais importante de 2010, e um dos mais importantes destes últimos anos, pois ele pode manter o Ju na C, e fugir da sombria perspectiva de ir para D, ou mergulhar no mais completo ostracismo dentro do futebol brasileiro. Já foi dito, aqui, que a C é o inferno, mas a D é a catacumba. É como se estivesse debaixo da terra, sem nenhuma visibilidade.


 ÚLTIMA PARTIDA

Vejam como é importante jogar a última partida em casa. O Caxias decide seu futuro no Centenário e o Ju no Heriberto Hulse. Imaginem se o Caxias tivesse que decidir sua vaga no Bento Freitas e o Verdão definir sua permanência na C, no Jaconi? As maiores dificuldades, na teoria, ficariam para o Caxias. Como agora são para o Juventude.


 LAMENTOS I

Muitos juventudistas lembraram esta semana como teria sido importante se o Ju não tivesse levado o gol no final do Ca-Ju. Uma vitória teria dado mais dois pontos e o time estaria hoje com nove podendo jogar por um empate em Criciúma para se livrar da D, e a uma vitória para poder se classificar.


 LAMENTOS II

Mas acredito que os papos têm que se lamentar mesmo é pela derrota que sofreram no Jaconi, para o Brasil de Pelotas. Se tivessem vencido estariam com 10 pontos e o jogo em Criciúma seria para conseguir a classificação e não para fugir do rebaixamento.


 CENTENÁRIO

O sonho dos juventudistas era chegar em 2013, ano do Centenário, na Série A. Mas se o time for para a D esta possibilidade inexiste. Se disputar a D em 2011, poderá ir para C em 2012. Aí, para 2013, se ultrapassar a C,  estará na B. O que, convenhamos, diante das circunstâncias, seria uma extraordinária  façanha.


 CONFIANÇA

Há uma grande confiança entre os papos de que o Ju vencerá o Criciúma e se manterá na C. Confiança é que não pode faltar neste momento. Os catarinenses jogam de sangue doce. Mesmo perdendo continuam classificados, mas Argel já avisou que para evitar surpresas de não ser o primeiro colocado, jogará para vencer, o que, convenhamos, não é novidade. É uma tarefa ingrata ter que ir a Criciúma e vencer. Mas é o que resta ao Juventude se quiser fugir da catacumba.


 IMATURIDADE

Neymar é um produto da imaturidade e da falta de bons conselhos, exemplos e orientação, que deveriam começar em sua casa e depois no clube. Excessivamente paparicado por todos, especialmente pela mídia, ele passou a se achar “o dono do mundo”, o intocável, e com direito de fazer o que bem entender. Neymar que se mire no Pelé, que mesmo sendo um extraordinário jogador, paparicado e idolatrado, sempre se pautou pela humildade. Alguém precisa colocar um freio no guri sob pena dele se tornar inviável.

Vitórias salvam a dupla Ca-Ju

Enviado Segunda-feira, 13 de setembro de 2010 às 15:32:18 | Nenhum comentário »

Empate em Chapecó dá ao Caxias classificação se vencer o Brasil. Foto: Rodrigo Fatturi

Será uma rodada para cardíaco não ver neste domingo. Se o Caxias vencer o Brasil, no Centenário, estará classificado para as quartas de final.. Se o Ju derrotar o Criciúma, lá, se livrará da D em 2011. Que rodada!

 

O empate do Caxias, em Chapecó, em um gol, e o empate do Brasil, em Pelotas, com o Criciúma, em zero gols, coloca tudo para a última rodada para se definir que será o primeiro e o segundo colocados do grupo e os que seguirão adiante na Série C, e também quem será rebaixado.

 

Ninguém está garantido. O Criciúma, que no momento lidera com 11 pontos, ainda pode perder a vaga. É só perder para o Juventude por diferença de três gols  e o Caxias ou Brasil um dos dois vencer.

O Chapecoense, que também têm 11, mas só se classificará se Caxias, nove pontos, e o Brasil, também com nove,, empatarem neste domingo.

 

Ou se o Juventude vencer o Criciúma por diferença de três gols. Mas se houver um vencedor entre Caxias e Brasil, a Chapecoense estará rebaixada. Na verdade, o time de Chapecó, com o empate diante do Caxias, ficou super embretado, só se Caxias e Brasil empatarem, ele se classifica. Não depende mais das próprias forças. O que não é o caso do Criciúma que, com um empate contra o Ju, se classifica independente dos demais resultados.

 

Quem, na verdade, também depende das próprias forças para se classificar é o Caxias. Basta vencer o Brasil que será um dos classificados. Se vencer o Brasil por três gols de diferença e o Criciúma empatar com o Ju será o primeiro classificado.

 

Porém, se perder para o Brasil e o Ju vencer o Criciúma, o Caxias será o clube rebaixado para a D. O Brasil também depende apenas dele para se classificar, basta vencer o Caxias. que será um dos classificados Se o Criciúma perder para o Ju será o primeiro da chave. Mas se o Ju vencer o Criciúma e o Brasil perder para o Caxias é o xavante quem estará na D em 2011.

 

E o Criciúma? Bem se  vencer o Ju será o primeiro do Grupo, se empatar com o Verdão. Se empatar também estará classificado. Só perde a vaga se houver um vencedor entre Caxias e Brasil e se for derrotado pelo Juventude por três gols,de diferença.

 

E o Juventude como se safará da zona do rebaixamento? Bem, a melhor saída é vencer o Criciúma, ai, pelas próprias forças, evitará o rebaixamento. Também foge da D caso vencer o Criciúma por dois gols de diferença se Caxias e Brasil empatem   Assim ultrapassará o xavante no saldo de gols. Será rebaixado caso empate em Criciúma. Se perder também estará na Série D em 2011.

 

Como se observa, as hipóteses e as possibilidades são imensas, mas é inegável que os caminhos do Caxias são, na teoria, menos tortuosos do que os do Juventude. Para o Caxias basta uma vitória simples diante do Brasil, no Centenário, que deverá apanhar uma grande multidão neste domingos.

 

Já para o Ju, ele terá que vencer o Criciúma que precisa ganhar para garantir o primeiro lugar e levar a vantagem de jogar o segundo jogo em casa no mata-mata.

 

Para Caxias e Juventude só há uma saída: buscar vitórias. O Juventude sabe que só tem uma chance para ainda se livrar do rebaixamento, que é ganhar o jogo. Beto Almeida vai ter que buscar uma fórmula para que o clube  possa chegar com força no ataque mesmo jogado fora diante de um time que também vai atacar. O Criciúma precisa da vitória para garantir o primeiro lugar, então atacará do começo ao fim para vencer.

 

O Caxias também não pode projetar outro resultado que não seja a vitória. E atacar deverá ser o óbvio, até por jogar em casa. O mesmo vale para o Brasil que, exemplo do Caxias, só se classifica se vencer o jogo. Então, preparem-se para ver um xavante com ambições ofensivas. Serão dois jogos onde expressão Vencer! e Vencer! será mais válida do que nunca.

 

Vai ser um dos domingos mais empolgantes e dramáticos destes últimos tempos. Aqui, espera-se que a direção do Caxias diminui o preços dos ingressos para que  o torcedor lote o Centenário e ajude o time a seguir adiante para buscar a Série B em 2011.

 

Em Criciúma espera-se também uma invasão de papos, no mínimo mil deles que deverá ser a capacidade reservada aos juventudistas. Afinal, e o jogo que pode evitar a D para o Verdão.

 

Vejam como é importante jogar a última partida em casa. O Caxias decide seu futuro no Centenário e o Ju no Heriberto Hulse. Imaginem se o Caxias tivesse que decidir sua vaga no Bento Freitas e o Ju para decidir sua permanência na C, no Jaconi? As maiores dificuldades, na teoria, ficariam para o Caxias.

SAIU O KABIKA: ESTÁ CHEGANDO A HORA DA RUA IRMA VALIERA

Enviado Sexta-feira, 10 de setembro de 2010 às 16:49:23 | Nenhum comentário »

Começou a contagem regressiva para abertura da Rua Irma Valiera (Gabriel Rodrigues)

A empresa de ferro velho Kabika saiu do leito da viação Férrea, onde ocupava há várias décadas neste ano depois de sucessivas cobranças da imprensa, especialmente da Gazeta, que foi a primeira a denunciar o fato. Agora, a Rua Irma Valiera, em São Pelegrino, bloqueada desde 1978, também estaria com seus dias contados e com o desbloqueio eminente. A Gazeta acompanha com exclusividade o fato desde 1997 quando a prefeitura ingressou com ação de desbloqueio. A data limite dada agora pelo município, aos proprietários, é de 28 de outubro. Será que desta vez, finalmente, o muro cairá e a população, que tem sido sonegada do uso do trecho há mais de três décadas poderá usufruir novamente de todo o leito de sua extensão? Conforme a Gazeta já divulgou com exclusividade no início de junho deste ano, em sua edição 820, a prefeitura deu um prazo até 28 de outubro para que os proprietários da área Armito Pereira dos Santos e sua esposa Vera Barth dos Santos e Nicolau Sartori e sua esposa Verony Sartori dos Santos, desbloqueiem o trecho, que foi utilizado até dezembro de 2008 pela Panambra S/A, conforme decisão judicial de dezembro do ano passado. O que se constata, até agora, é que ainda não há nenhum sinal de que os proprietários realmente estão se mobilizando para tal fim. Não há nenhum sinal de obras de desbloqueio no local. Será que agora vai?

 

 A ABERTUA DA VALIERA PODE

DESAFOGAR A JÚLIO E A PINHEIRO

A prefeitura, pelo acordo, caso os proprietários não o cumprirem, executará a sentença judicial e realizará as obras desbloqueando o trecho, devolvendo a rua à população. Agora, que tanto se fala em saídas alternativas do nosso conturbado trânsito, a Irma Valiera pode ser uma boa solução para se evitar a Avenida Júlio e a Rua Pinheiro Machado. O inexplicável bloqueio tem exatamente 32 anos (matéria completa e elucidativa na página 12 desta edição), aconteceu ainda em 1978 na administração do prefeito Mansueto Serafini Filho. Pelo acordo, em dez anos, em 1988, os proprietários tinham que ter aberto o trecho interrompido, mas não foi cumprido. Quem tinha que ter desbloqueado era a administração do prefeito Victório Trez, em 1988, mas nada foi feito. Mansueto Serafini Filho, em sua segunda administração, e depois Mário David Vanin, nada fizeram. Até que em 1997, a administração Pepe Vargas constatou a irregularidade. A primeira medida foi tentar um acordo amigável com os proprietários. Estes se negaram e o município ingressou com uma ação de devolução.

 

SENTENÇA PODERIA TER

SIDO CUMPRIDA EM DEZEMBRO

Foi um longo processo com a prefeitura ganhando em todas as instâncias do Estado e de Brasília, até que em dezembro do ano passado, 12 anos depois, saiu a sentença final. A prefeitura já podia ter feito cumprir a sentença ainda em dezembro de 2009, mas os proprietários, segundo Procuradoria Geral do Município, pediram um tempo e aí surgiu o acordo cujo prazo final é dia 28 de outubro. Na verdade, não se entende por que a prefeitura não cumpriu a sentença ainda em dezembro do ano passado. Será que havia necessidade deste tempo para os proprietários que se negaram a sair num acordo amigável ainda em 1997 e obrigaram o município a participar de um processo que durou 12 longos anos para que a sentença fosse cumprida?

O VENERANDO SIMON

Todos os holofotes da política gaúcha focaram o venerando Senador Pedro Jorge Simon (PMDB), 80 anos, na semana que está chegando ao fim, depois de suas declarações iniciais apoiando Dilma Rouseff (PT) à presidência e a José Fogaça (PMDB) ao governo do Estado com Simon desautorizando uma decisão de neutralidade que ele como presidente do partido havia apoiado. Simon recuou horas depois ficando pior a emenda do que o soneto afirmando que quis dizer que se Dilma vencer será melhor para o Rio Grande se Fogaça também vencesse. Quanto a José Serra disse que se vencer, sua relação com o RS também será em alto nível, mas fica evidente seu apoio a Dilma e a Fogaça, mesmo com esta tentativa de desmentir o que ele havia dito 48 horas antes. Até porque nos bastidores Simon nunca negou sua simpatia por Dilma e uma ojeriza por Serra. Esta provocou ranger de dentes, especialmente em Caxias, no resto do estado não teve muita repercussão. Parece que as declarações não foram muito valorizadas, até porque muitos prefeitos do partido já optaram em apoiar Dilma. O PMDB gaúcho não é mais o mesmo.


JANTAR COM KALIL

Primeiro foi um jantar com Alceu Barbosa Velhos (PDT), depois Vinicius Ribeiro (PDT), ambos candidatos à Assembleia, agora foi a vez  de Kalil Sehbe Neto (PDT), candidato á Câmara Federal. Em todas elas a presença de Pompeo de Matos (PDT), vice de José Fogaça (PMDB) ao Governo do Estado, e do candidato ao Senado Germano Rigotto (PMDB). Cerca de 1.250 pessoas participaram do jantar de mobilização de Kalil no Salão N.S. da Saúde em Caxias do Sul. Estiveram presentes também Vinicius Ribeiro e Alceu Barbosa Velho e outros candidatos da região. Também estiveram lideranças políticas, comunitárias e empresariais de Caxias do Sul e mais de 20 cidades da Serra.  “A quantidade e a qualidade desses apoios nos garante o entusiasmo necessário para a reta final da campanha. Estou preparado e quero ser o Deputado Federal de Caxias e da Serra”, afirma Kalil.

FIDELIDADE CANINA

Pedro Simon resolveu também atacar Tarso Genro (PT), dizendo que o Tarso nem representa o PT, mas apenas uma ala. Uma grande bobagem, sabe-se que o PT tem várias alas, mas na hora de eleger alguém para chegar ao poder os petistas têm uma fidelidade canina. No PT tem muita gente que não gosta de como Lula presidiu o país nestes oito anos, mas jamais hesitariam um momento em dar-lhe o voto novamente, se isto significasse a manutenção do poder. O mesmo vale para Tarso, como valeu para Olívio em 1998. Quando se trata de conquistar o poder, o PT esquece suas divergências e se une. Este é o grande trunfo do partido desde sua fundação.

 

GOVERNABILIDADE?

Quem, na verdade, não tem fidelidade alguma é o PMDB em nível nacional onde os apoiamentos estão relacionados a empregos, cargos e benesses sem que haja qualquer projeto político/administrativo de chegar ao poder e colocá-los em prática. Ou melhor, quer chegar ao poder apoiando quem tem chance de conquistar este poder para depois mamar. Ou alguém dúvida que o PMDB, caso Serra tivesse chances de vencer, não estaria preparando-se para abandonar o navio da Dilma e bandear-se para o lado dos tucanos, para abocanhar os empregos, sempre com a velha, surrada e oportunista justificativa da governabilidade?

AEROPORTO

Na CIC Fogaça deixou claro nas entrelinhas que se depender dele a área do novo aeroporto será Vila Oliva e não Mato Perso. Era tudo o que os empresários queriam ouvir. Agora quando Tarso Genro (PT) estiver na CIC no dia 27 (ainda não há confirmação) a pergunta será novamente inevitável. Nos bastidores, comenta-se que talvez a posição do Tarso não seja igual a do Fogaça, embora, provavelmente, não se manifeste sobre o tema. Sabe-se que setores do PT estadual e caxiense, entre ele o deputado Pepe Vargas, são favoráveis que o aeroporto seja instalado em Mato Perso.

GOVERNADOR FOGAÇA

Chamou a atenção na CIC, no final do encontro do candidato do PMDB ao Piratini, José Fogaça, e que contou também com o candidato do partido ao Senado, Germano Rigotto, a afirmação do presidente da entidade Milton Corlatti. O dinâmico presidente lascou:: “queremos agradecer a presença do governador José Fogaça e do candidato ao Senado Germano Rigotto”. Provavelmente Corlatti queria dizer “o candidato ao Governo do Estado, mas acabou saindo o governador José Fogaça”. Corlatti, sem querer, elegeu Fogaça antecipadamente ao Piratini. Na verdade, os empresários presentes à reunião ficaram eufóricos com as declarações de Fogaça em relação ao aeroporto e sua localização em Vila Oliva. Nos bastidores, sentiu-se que se depender de quem estava na CIC ele  já é o governador.

NO COLO DE RIGOTTO

Saiu na coluna do jornalista Cláudio Humberto do jornal O Sul, do último dia 9, publicada também no Jornal de Brasília, uma informação com o seguinte título: “RS: bomba política explode no colo de Rigotto”. O teor é o seguinte: “O escândalo da CEEE, antiga estatal de energia do RS, sai do limbo para assombrar a campanha do ex-governador Germano Rigotto (PMDB) ao Senado. A juíza Fabiane Zilles da 2ª Vara da Fazenda Pública, deu por “concluso” o processo de desvio de 840 milhões de reais pela quadrilha que seria chefiada por Lindomar Rigotto. Que foi indicado para diretor da empresa pelo irmão Germano, então líder do governo de Pedro Simon (PMDB). É a maior fraude na história gaúcha. O “Caso CEEE”, com 110 volumes, tramitava há 15 anos em “segredo de justiça” e envolve 12 pessoas e onze empresas.”

AS AGRURAS DA DUPLA CA-JU

Enviado Sexta-feira, 10 de setembro de 2010 às 16:24:01 | Nenhum comentário »

Caxias tem ainda dois jogos para poder se classificar para outra fase (Rodrigo Fatturi)

Este grupo do Caxias e Juventude na Série C está tão aberto que tudo pode acontecer até a última rodada. O Juventude, sete pontos, ganhou uma sobrevida depois da vitória por 2x1, diante da Chapecoense, 10 pontos, no domingo, no Jaconi. A situação do Verdão, porém, continua dramática em termos de conseguir sair do “fantasma” do rebaixamento para a Série D.

A começar pelo fato de que do Ju, que foi para sete pontos, tem apenas um jogo, contra o Criciúma, hoje com 10 pontos, lá no temível Heriberto Hulse, que pode ser o jogo decisivo para o time treinado por Argel Fucks, especialmente se este perder para o Brasil, oito pontos, em Pelotas, neste domingo.

 

PROJEÇÕES

Enquanto que Caxias e Brasil, com oito, têm ainda mais dois jogos, um deles nos seus estádios, o Brasil com a Chapecoense, neste domingo, e o Caxias, na última rodada, diante do Brasil. Se Brasil e Caxias vencerem seus jogos em casa irão para 11 pontos e estarão definitivamente afastados da zona do rebaixamento e ainda com chances de classificação. Aí, a vitória do Juventude, contra o Criciúma, no dia 19, em Santa Catarina, colocaria no mínimo os dois times com 10 pontos e quem tivesse o melhor saldo não seria rebaixado. No caso, o rebaixado seria o Ju que manteria o mesmo número de pontos, mas uma vitória a menos do que o Criciúma. Então se Caxias e Brasil vencerem neste final de semana o Ju estará rebaixado mesmo antes do jogo com o Criciúma.

 

COMO FUGIR DA D E SE CLASSIFICAR

O que o Juventude precisa para ainda se safar da D? Obviamente, torcer para que Caxias e Brasil não vençam seus jogos neste fim de semana parando nos oito pontos. Depois, ir a Criciúma e vencer o jogo. Aí o Ju iria para dez pontos, Caxias ou Brasil ficariam nos oito. Como os dois times jogam entre si na última rodada, qualquer que for o resultado um deles estará rebaixado para a D. Uma projeção dificílima que começa na verdade em secar derrotas neste fim de semana e depois vencer o Criciúma, em Santa Catarina. Nada fácil, portanto, tudo extremamente complicado e difícil. Mas é o que resta em termos de esperança para os papos. E o Caxias, como ainda pode se classificar para outra fase?

 

PELAS PRÓPRIAS FORÇAS

Bem, os dois últimos resultados dos grenás, empate em dois gols, no Ca-Ju, no Centenário, e a derrota, ontem, aos 45 minutos, para o Criciúma, por 1x0, em Santa Catarina, embretaram o time presidido por Osvaldo Voges.  O Caxias, porém, não depende de ninguém, como é caso do Ju que precisa dele e de outros resultados, mas  apenas de suas próprias forças. Se vencer a Chapecoense, em Santa Catarina, e depois derrotar o Brasil, no Centenário, o Caxias iria para 14 pontos e estaria na outra fase da Série C. Outra possibilidade boa de classificação é empatar em Chapecó e vencer o Brasil.

AMEAÇA

Mas o Caxias também pode ficar ameaçado de não se classificar, permanecer na C em 2011 ou mesmo ser rebaixado para a D. E como isso pode acontecer?  Começaria com uma derrota contra o Chapecoense, neste fim de semana, e depois um empate com o Brasil aqui, aliado a uma vitória do Juventude, em Criciúma. Se isso acontecer, o Caxias iria para a Série D no próximo ano, pois ficaria com 9 pontos enquanto que o Ju iria para 10 e o Brasil chegaria aos 12.

 

PRIORIDADES

No entanto, se o Caxias vencer a Chapecoense, e o Brasil, o Criciúma, neste domingo, Caxias e Brasil assumiriam as duas primeiras posições, ambos com 11 pontos, enquanto que os dois times de Santa Catarina ficariam em terceiro e quarto, respectivamente, ambos com 10 pontos. Então o que sobra para a dupla Ca-Ju  é priorizar vitórias nos jogo que lhes restam e ficar secando seus adversários.

 

SIGNIFICATIVA

A vitória do Verdão, contra o Chapecoense, por 2x1, foi significativa. O time foi valente, destemido e quase sempre teve o controle do jogo. Nada de extraordinário, mas suficiente para conseguir vencer. O time catarinense veio com uma proposta clara de jogo, defender-se e tentar o contra-ataque. Porém, nos últimos minutos, o Ju cedeu espaço e quase se complica.

 

SUPERAÇÃO

Se não tivesse marcado o segundo gol, no início do segundo tempo, o do Chapecoense teria causado uma imensa frustração, pois o Ju teria sido rebaixado com o empate. A situação é ainda terrivelmente ruim. Talvez a vitória tenha vindo com atraso. É ainda o mais cotado a ser rebaixado. Contra o Criciúma vai necessitar repetir a garra, a determinação e fazer um jogo de superação se quiser vencer. E ficar secando o Caxias e o Brasil.

 

BLÁ-BLÁ-BLÁ...

O Caxias até que jogou bem em Criciúma, segundo os que lá estavam. Chegou a ter boas chances para marcar, mas, aos 45 minutos, levou o gol. Falou-se muito em azar, em falta de sorte, que o time jogou bem. Na verdade, este blá-blá-blá é antigo, Prefiro acreditar mais na competência na hora de definir, na hora da verdade. Que falta que o Borja e o Everton fazem!

 

SÓ DELE

Como o Caxias não depende de ninguém, mas só dele, que o time jogue bem em Chapecó, mas que vença o jogo e depois que confirme contra o Brasil aqui se ainda quiser seguir adiante na C. Voltar a perder e voltar a falar em azar e falta de sorte de nada adiantará.

 

CAIXÃO

O caixão do Ju que os jogadores do Caxias mostraram depois do Ca-Ju ainda não foi coberto pela terra. Ele continua esperando para ser enterrado. Há quem jure que viu o corpo se mexer nesta semana. Tem papo ainda acreditando que o caixão possa ser ocupado por outro corpo até o dia 19.

 

QUMIOTERAPIA

Mas mesmo com este otimismo, ou esta esperança que se abateu sobre a papada, depois da vitória diante da Chapecoense, há torcedores mais realistas. Um deles comentou, com certo mau gosto, mas realisticamente, nesta semana, que o Ju é aquele paciente que tem um tumor maligno. E que no domingo, depois da vitória contra Chapecoense, após uma forte sessão de quimioterapia, estancou a doença, ou no mínimo o tumor parou de crescer, mas não significava dizer que está curado ou vai se curar.

 

CURA

A cura ou o diagnóstico final da morte, ou como alguns médicos dizem, quando a doença é irreversível, “pode jogar a toalha”, deve vir no dia 19 ou até  neste final de semana se nada der certo para os papos. Eles esperam ultrapassar o fim de semana e que a notícia seja da cura na última rodada.

 

BORJA

O velho Flamengo não pagou os R$ 300 mil pelo empréstimo de Cristian Borja e está dizendo que não pagará. O atleta que não aprovou no Rio sendo até motivo de chacota por parte da imprensa e da torcida ao ser chamado de “Polvo” pode estar voltando para Caxias por falta de pagamento. Não surpreende a atitude do Flamengo cujo histórico não é nada recomendável.

 

EVERTON

Em relação ao Everton, que foi para o Inter por empréstimo, o colorado já pagou ao Caxias os mesmos R$ 300 mil. Everton, porém, apesar das várias oportunidades que teve e continua tendo, ainda não conseguiu se firmar. Os dois fizeram muita falta para o Caxias nesta Série C.

 

DIVULGADOR

Até um tempo atrás se dizia que a dupla Ca-Ju, mais especialmente o Juventude, era o grande divulgador de Caxias. Havia quem até entendesse que era maior do que a Festa da Uva e de empresas conceituadas da cidade, em nível nacional. E hoje, o futebol ainda é o grande divulgador? Ou seria um divulgador em termos negativos?

As agruras da dupla Ca-Ju

Enviado Quarta-feira, 08 de setembro de 2010 às 08:20:20 | Nenhum comentário »

Ju precisa vencer o Criciúma e ainda secar adversário para se safar. Foto: Daniela Xu

Este grupo do Caxias e Juventude na Série C está tão aberto que tudo pode acontecer até a última rodada.

 

O Juventude, sete pontos, ganhou uma sobrevida depois da vitória por 2x1 diante da Chapecoense, 10 pontos, no domingo, no Jaconi. A situação do Verdão, porém, continua dramática em termos de conseguir sair do “fantasma” do rebaixamento para a Série D.

 

A começar pelo fato de que do Ju, que foi para o sete pontos, tem apenas somente um jogo, contra o Criciúma, hoje cm 10 pontos, lá no temível Heriberto Hulse, que pode ser o jogo decisivo para o time treinado por Argel Fucks, especialmente se este perder para o Brasil, oito pontos, em Pelotas, neste domingo. Enquanto que Caxias e Brasil, com oito, têm ainda mais dois jogos, um deles nos seus estádios, o Brasil com a Chapecoense, neste domingo, e o Caxias, na última rodada, diante do Brasil.

 

Se Brasil e Caxias vencerem seus jogos em casa irão para 11 pontos e estarão definitivamente afastados da zona do rebaixamento e ainda com chances de classificação. Aí  a vitória do Juventude contra o Criciúma, no dia 19, em Santa Catarina colocaria no mínimo os dois times com 10 pontos e que tivesse o melhor saldo não seria rebaixado.

 

No caso, o rebaixado seria o Ju que manteria o mesmo número de pontos mas uma vitória a menos do que o Criciúma. Ela serviria apenas para ajudar Caxias ou Brasil se classificarem. Outro detalhe: se o Caxias vencer a Chapecoense,  neste domingo, e o Brasil o Criciúma, o Ju estará rebaixado e o jogo em Criciúma será apenas para cumprir tabela.

 

O que o Juventude precisa para ainda se safar da D?  Obviamente torcer para que Caxias e Brasil não vençam seus jogos neste fim de semana parando nos oito pontos. Depois ir a Criciúma vencer o jogo. Ai o Ju iria para dez pontos, Caxias ou Brasil ficariam nos oito. Como os dois times jogam entre si na última rodada qualquer que for o resultado um deles estará rebaixado para a D.

 

Uma projeção dificílima que começa na verdade em secar derrotas neste fim de semana e depois vencer o Criciúma, em Santa Catarina. Nada fácil, portanto, tudo extremamente complicado e difícil. Mas é o que resta em termos de esperança para os papos.

 

E o Caxias, como ainda pode se classificar para outra fase? Bem os dois últimos resultados dos grenás, empate em dois gols, no Ca-Ju, no Centenário, e a derrota, ontem, aos 45 minutos, para o Criciúma, por 1x0, em Santa Catarina, embretaram o time presidido por Osvaldo Voges.

 

O Caxias, porém, não depende de ninguém, como é  caso do  Ju, mas  apenas de suas próprias forças. Se vencer a Chapecoense, em Santa Catarina, e depois derrotar o Brasil, no Centenário, o Caxias iria para 14 pontos e acredito estaria na outra fase da Série C.

 

Mas o Caxias também pode ficar ameaçado de  não se classificar, permanecer na C em 2011 ou mesmo ser rebaixado para a D. E como isso pode acontecer?  E como poderia ainda ser rebaixado? Começaria com uma derrota contra Chapecoense, neste fim de semana, e depois um empate com o Brasil aqui, aliado a uma vitória do Juventude, em Criciúma. Se isso acontecer o Caxias iria para a Série D no próximo ano, pois ficaria com  9 pontos enquanto que o Ju iria para 10 e o Brasil chegaria aos 12.

 

No entanto, se o Caxias vencer a Chapecoense, e o Brasil o Criciúma, neste domingo, Caxias e Brasil assumiriam as duas primeiras posições, ambos com 11 pontos, enquanto que os dois times de Santa Catarina ficariam em terceiro e quarto respectivamente, ambos com 10 pontos. Então o que sobra apara dupla Ca-Ju a não ser priorizar vitórias nos jogo que lhes restam e ficar secando seus adversários.

 

A vitória do Verdão contra a Chapecoense, por 2x1, foi significativa. O time foi valente, destemido e quase sempre teve o controle do jogo. Nada de extraordinário, mas suficiente para conseguir vencer. O time catarinense veio com uma proposta clara de jogo, defender-se e tentar o contra-ataque. Porém, nos últimos minutos, o Ju cedeu espaço e quase se complica.

 

Se não tivesse marcado o segundo gol, no início do segundo tempo, o da Chapecoense teria causado uma imensa frustração, pois o Ju teria sido rebaixado com o empate. A situação é ainda terrivelmente ruim. É ainda o mais cotado a ser rebaixado. Contra o Criciúma vai necessitar repetir a garra, a determinação e fazer um jogo de superação se quiser vencer.

 

O Caxias até que jogou bem em Criciúma, segundo os que lá estavam. Chegou a ter boas chances para marcar, mas, aos 45 minutos, levou o gol. Falou-se muito em azar, em falta de sorte, que o time jogou bem. Na verdade, este blá blá blá é antigo, Prefiro acreditar mais na competência na hora de definir, na hora da verdade.  

 

Como o Caxias não depende de ninguém, mas só dele, que o time jogue bem em Chapecó, mas que vença o jogo e depois que confirme contra o Brasil aqui se ainda quiser seguir adiante na C. Voltar a perder e voltar a falar em azar e falta de sorte de nada adiantará.

 

O caixão do Ju que os jogadores do Caxias mostraram depois do Ca-Ju  ainda não foi coberto pela terra. Ele continua esperando para ser enterrado. Há quem jura que viu o corpo se mexer neste fim de semana. Tem papo ainda acreditando que o caixão possa ser ocupado por outro corpo até o dia 19.

 

Mas mesmo com este otimismo ou esta esperança que se abateu sobre a papada, depois da vitória diante da Chapecoense, há torcedores mais realistas. Um deles comentou, nesta manhã, de que o Ju é aquele paciente que tem um tumor maligno e que no domingo depois da vitória contra  Chapecoense, depois de uma forte sessão de quimioterapia, estancou a doença ou no mínimo o tumor parou de crescer, mas não  significava dizer que está curado ou vai se curar.

 

A cura ou o diagnóstico final da morte, ou como alguns médicos dizem, quando a doença é irreversível, “pode jogar a toalha” deve vir no dia 19. Os papos esperam que a notícia seja da cura.

 

Mais de 50 mil pessoas  foram ao Arruda para torcer pelo Santa Cruz no seu jogo contra o Guarany de Sobral pela Série D. O Santa venceu por 4x3 e basta um empate no domingo no Ceará para seguir adiante. O Santa tem juntamente com o Bahia  as duas maiores torcidas do norte/nordeste.

 

O clube pernambucano está na D e o Bahia, na B. É uma prova de que a torcida é importante mas não significa que o clube  seja vencedor. É uma lástima que um clube como o Santa esteja na D. Com uma massa torcedora como ele tem deveria estar na A. Mas...

UMA PELEIA ACIRRADA

Enviado Sexta-feira, 03 de setembro de 2010 às 17:51:16 | Nenhum comentário »

Ana Amélia (PP), Germano Rigotto (PMDB) e Paulo Paim (PT) brigam por duas vagas

Ana Amélia (PP) disparou ao Senado? Bem, pela pesquisa Datafolha, ela chegou aos 44% contra 42% do Germano Rigotto (PMDB) e 38% do Paulo Paim (PT). Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os três podem ter a mesma chance de obter uma vaga. Há um empate técnico entre Ana e Rigotto e entre Rigotto e Paim, um deles vai sobrar. Na verdade, Ana Amélia é um fato novo, ela ainda não tem contra si os desgastes políticos como os antigos Rigotto e Paim. E durante anos, Ana Amélia apareceu na telinha de um poderoso veículo de comunicação do estado e num programa de enorme audiência ao meio dia, transmitindo uma imagem de seriedade e credibilidade, especialmente para um público mais classe média e conservador, que é enorme no RS. Ana Amélia entra fortemente num eleitorado que em 2002 votou em Rigotto ao Piratini. A vantagem de Rigotto, em relação a Paim, é que ele deve conseguir votos tanto na área do petista como na de Ana Amélia, enquanto que os votos de Paim estariam dentro da faixa do eleitorado mais ligado ao PT, intelectuais e aos aposentados.

 

PT COMETEU ERRO?

Há quem garanta que o PT teria cometido um erro ao não escalar um nome de mais peso para ser companheiro de Paim. Um nome lembrado é do ex-governador Olívio Dutra que teria muito mais cacife eleitoral do que Abgail Pereira (PC do B), que pouco tem contribuído em termos de espaço e votos, ao menos pelas pesquisas. Há quem ache que se tivesse havido a dobradinha Paim/Olívio, um se elegeria ou até os dois. Com Paim e Abgail, os dois estão sujeitos a não se elegerem.  O que acontecerá politicamente para Paim ou Rigotto se um deles não conseguir se eleger? Vão esperar até 2014 para tentar voltar ou vão tentar candidatar-se a alguma prefeitura em 2012? Rigotto seria o candidato do PMDB em Caxias? Por falar em eleições municipais estamos, na verdade, a pouco mais de dois anos para que elas se realizem. Quem seriam os candidatos à prefeitura em 2012 hoje?

 

YEDA NÃO QUER COMPRAR

 BRIGA DO AEROPORTO

A presença da governadora e candidata à reeleição Yeda Crusius (PSDB),  na CIC, no último dia 27 de agosto, não trouxe nenhuma novidade sobre o local onde será instalado o novo aeroporto regional. Yeda fugiu do tema como belzebu foge da cruz. Ela disse que “estamos fazendo dois aeroportos de carga, um em Santiago e outro em Vacaria. Nós teremos uma logística na Serra. Mas não me peça para comprar briga agora”. É óbvio que Yeda, ao dizer que não que comprar briga agora, está se referindo que por estar em plena eleição não quer se “queimar” com ninguém, no caso com Caxias e a região de Bento, que defendem posições diferentes. Se perder a eleição, Yeda permanecerá mais três meses no governo e neste período pode definir-se por uma das áreas, pois a última palavra é de quem ocupa o Piratini. Se vencer, ela terá mais quatro anos para definir-se. Se perder e não definir-se, ficará com o próximo governador a decisão. Yeda esquece que foi ela, no início do ano, quando esteve em Caxias, que prometeu que até abril deste ano ela definiria o local entre Vila Oliva, no interior de Caxias, e Mato Perso, divisa Farroupilha/ Flores da Cunha. A promessa, porém, não foi cumprida.

 

DECISÃO SERÁ POLÍTICA?

A decisão deveria ser técnica, mas como, segundo se comenta, não haveria muitas diferenças nos relatórios das duas áreas, a decisão pode sair pelo lado político. Uma questão que foi levantada durante a semana é a seguinte: Se por acaso Yeda não se reeleger, que posturas teriam Fogaça ou Tarso neste caso? Para Caxias, talvez, a eleição de Foçaga poderia trazer alguma vantagem em termos de influência política. Afinal, Fogaça está tendo apoio público do prefeito José Ivo Sartori (PMDB), além da força do PMDB em Caxias. Já se o vitorioso for Tarso Genro (PT), sabe-se que há certa simpatia do PT caxiense e em especial do deputado Pepe Vargas de que a área escolhida seja Mato Perso, por entender que, além de ter todas as condições, ela seria mais centralizada em termos de região, facilitando seu acesso para todos os municípios e consequentemente beneficiando a todos. E não se pode esquecer também que o prefeito de Bento é do PT.  

 

ESPERANÇA

PMDB se apega com unhas e dentes que José Fogaça possa ir para segundo turno e aí ter o apoio dos eleitores de Yeda Crusius (PSDB) para derrotar Tarso Genro (PT).

 

GANGORRA

O que tem chamado atenção na pesquisa ao Senado, é que Ana Amélia subiu 11 pontos percentuais em relação aos levantamentos anteriores. Ela tinha 33% em julho e, no início de agosto, permanecia com o mesmo percentual. Na pesquisa mais recente tem 44%. Rigotto aparecia na frente em julho, com 41% das intenções de voto. No começo de agosto subiu dois pontos, indo a 43%, e agora oscilou um para baixo, chegando aos 42%. Paim tinha 37% na sondagem de julho, perdeu dois pontos e foi a 35%, e agora subiu três pontos, obtendo 38%.

 

PREFERÊNCIAS

Ana Amélia tem a preferência de quem ganha mais de 10 salários mínimos (62%), Rigotto obtém seu melhor índice entre os mais jovens (57%) e Paim tem melhor resultado entre o eleitorado com Ensino Superior (47%).

 

MASSACRE

Se os números da Vox Populi, que dão 51% a Dilma e 25% a Serra se confirmarem, estamos diante do maior massacre eleitoral num primeiro turno da história do país em termos de eleições presidenciais. E também o maior fenômeno de transferência de votos – Lula para Dilma – que se tem notícia.

 

FALSO

Em países como a Inglaterra Alemanha e França, apenas para citar três, o ministro Guido Mantega teria caído e o governo ficaria sob grave suspeita no caso envolvendo um documento falso que foi usado para quebrar o sigilo de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB). O cartório confirmou adulteração que permitiu acesso a dados da Receita. Agora vão descobrir um bode expiatório e puni-lo.   

 

TUCANADA

Setores tucanos lamentam, agora, que o Governador de Minas, Aécio Neves, poderia ter tido mais sucesso do que Serra como candidato à presidência. Com a fragorosa derrota que se avizinha para Serra não sobrará mais nenhuma liderança confiável entre os tucanos a não ser o neto do Tancredo. A tucanada paulista, com FHC, Alckmin e Serra, vai para o limbo. O primeiro, desgastado até a medula, e os dois últimos, com a cara implacável da derrota.

 

SURPRESA?

Não causou surpresa, para quem acompanha com mais profundidade a política brasileira, as críticas raivosas de Índio da Costa (DEM), vice do José Serra (PSDB), ao ex-governador Leonel Brizola. E durante sua estada no RS também a Dilma Rousseff (PT). Costa está no DEM, uma sigla que herdou o que tinha de mais direitoso e reacionário da antiga Arena. Então é normal que ele não goste de Brizola e Dilma.

 

ENTREGUISTA

Índio da Costa, se estivesse na política nos idos de 1964, teria se aliado de mala e cuia ao lado do Carlos Lacerda e sua UDN, o braço político do golpe que derrubou Jango e perseguiu Getúlio implacavelmente depois da criação da Petrobras e da Eletrobrás, nos anos 50. Decisão que atingiu fortemente os interesses de poderosos grupos econômicos estrangeiros do petróleo, combustíveis, e da energia elétrica, etc.

 

GOLPISTA

Índio é herdeiro da golpista Arena, onde também podem ser incluídos José Sarney (PMDB) e o falecido Antonio Carlos Magalhães, ambos pertenciam à ala jovem da UDN nos anos 50/60, e apoiaram na linha de frente o golpe. Esta linha ideológica pactuada com o capital estrangeiro era a que mais odiava e temia os projetos nacionalistas de Brizola, Jango e Getúlio.

 

OMISSÃO

Está explicado, portanto, a agressividade do Índio. O que chamou atenção, mais uma vez, foi a omissão do PDT gaúcho e caxiense no episódio. Nenhuma palavra do Romildo Bolzan e do Luiz Carlos Muniz. Um silêncio constrangedor, que beira a cumplicidade.

 

BANRISUL I

Mais um escândalo, agora envolve o Banrisul. O Ministério Público de Contas encontrou um desvio de R$ 10 milhões de recursos da área de marketing do banco. Duas agências de publicidade, a DCS e a SLM, estariam envolvidas no esquema. A Policia Federal, uma das instituições mais temidas e de maior credibilidade no país, está descartando que o dinheiro desviado possa estar sendo usado para financiamento de campanha.

 

BANRISUL II

O delegado Ido Gasparetto, superintendente da PF no Estado, disse que a possibilidade está sendo investigada, mas que ainda não pode afirmar nada. A quadrilha cobrava propina em torno de 30% sobre os serviços contratados pelo departamento de marketing da instituição. Segundo a PF, o Banrisul seria vítima no caso, trata-se de uma quadrilha que se colocou como funcionários públicos e privados, que retiraram o dinheiro que deveria estar nas aplicações do banco para uso particular. As investigações, na verdade, iniciaram ainda em outubro de 2009.

AS ANGÚSTIAS DO JU E AS ESPERANÇAS DOS GRENÁS

Enviado Sexta-feira, 03 de setembro de 2010 às 16:14:37 | Nenhum comentário »

Caxias e Juventude lutam por objetivos diferentes neste fim de semana (foto RodrigoFatturi)

Quando o Caxias empatou o Ca-Ju nos descontos do segundo tempo, através de Palácios, em dois gols, os grenás, além de estarem se ajudando a manter a chama acesa da classificação, e fugirem da ameaça do rebaixamento, deixaram o Juventude com uma corda no pescoço para ir rumo ao cadafalso.

 

DIFICULDADES

Então, o gol de Palácios foi de extrema importância para o Caxias e terrivelmente nefasto para o Juventude, cujas dificuldades, agora, para evitar o rebaixamento, se multiplicaram. O time terá que vencer, custe o que custar, o Chapecoense, neste domingo, 15h30min, no Jaconi, e depois tentar mais uma vitória contra o Criciúma lá. Com duas vitórias iria para 10 pontos e ainda teria alguma chance de não ser rebaixado, dependendo, porém, de resultados paralelos.

 

ANGUSTIANTE

Mas se o Ju não vencer o Chapecoense, as esperanças de ainda fugir do rebaixamento vão se esvair. Para um time que em 2010 só ganhou dois jogos, um no Jaconi, em janeiro, diante da Universidade, e outro fora contra o Inter, em Santa Maria, além de não vencer nenhum jogo na Série C até agora, fica muito difícil imaginar-se que o time tenha condições de reverter sua angustiante situação.

 

POR TUBOS

Mas, ganhar do Chapecoense é o que restou para o Verdão continuar respirando, e por tubos, e depois vencer o Criciúma, lá. Aí pode ter alguma chance de afastar-se da Série D. E também secar seus adversários que percam o maior número de jogos. Diante disso, eu também me insiro entre aqueles que acham que o Ju está a poucos passos da catacumba da Série C.  Rezar para São Pedro, padroeiro do clube, é uma das saídas.

 

PREOCUPANTE

Em relação ao Caxias, com oito pontos, ainda nove a disputar, Criciúma, neste domingo, 15h30min, em Santa Catarina, depois o Chapecoense lá e finalmente o Brasil no Centenário, o time necessitaria mais duas vitórias, ir para 14 pontos para tentar garantir a classificação para a outra fase da C. Ou, talvez, dependendo, uma vitória e dois empates e ir para 13 que também pode ser uma soma de classificação.

 

VIVO

A classificação do Caxias só depende dele, embota tropeços do Criciúma e do Chapecoense também ajudariam. Depois de jogar duas vezes fora, Criciúma e Chapecó contra dois clubes que querem as duas vagas, na última rodada recebe o Brasil, no Centenário. O Caxias precisa chegar vivo no último jogo. E torcer para que o Ju tire pontos da Chapecoense neste domingo.

 

TIRAR O FOCO

O árbitro Vinicius Costa da Costa deu seis minutos a mais no segundo tempo do Ca-Ju e isto provocou a ira do Ju, especialmente do presidente Milton Scola que invadiu o gramado e ofendeu o juiz, que, obviamente, colocou na súmula o incidente. Acho que houve exagero do juiz, mas Scola não pode, em cima do episódio, fazer dele um cavalo de batalha e tirar o foco do jogo com o Chapecoense fazendo-se de vítima.

 

REZAR

No jogo entre Fluminense e Palmeiras, empate em dois gols, o árbitro deu mais cinco minutos e o Verdão empatou aos 48 minutos. Na verdade, um time que em seis jogos não ganhou nenhum não pode fazer da arbitragem justificativa para o fracasso até agora. O que o Ju precisa fazer é ganhar seus dois jogos e depois rezar.

 

COVARDIA

Covardia, esta é a única palavra que encontro para definir o que fizeram com o Artur Dallegrave, repórter da Rádio Caxias, depois do Ca-Ju, sem nenhuma justificativa. Segundo informações, Dallegrave foi atingido por uma voadora pelas costas. Quando levantou estava cercado de vários vândalos, esta é a melhor expressão para definir os autores, inclusive, pasmem, uma mulher, que o agrediram a tapas e pontapés.

 

DESCULPAS

Ele não reagiu, o que foi uma atitude inteligente, pois se revidasse as consequências poderiam ter sido muito piores. A informação oficial é que nenhum dos torcedores pertencia à Mancha Verde. Pelo que fiquei sabendo, durante a semana, o torcedor da voadora telefonou para o repórter pedindo desculpas. Menos mal, mas nada justifica o ato. Acredito que estes torcedores, se reconhecidos, deveriam ser processados.

 

IDIOTICE

Inconsequente e irresponsável a participação de alguns jogadores do Caxias mostrando um caixão para tripudiar o Ju. Esta seria uma tarefa dos torcedores, não dos atletas, pois aí ficaria dentro do espírito de gozação. Lance fraco que provocou a ira da papada que já estava raivosa pelo empate e por pouco não tivemos algo mais grave no Centenário depois do jogo. Estes jogadores deveriam ser punidos por desrespeito ao adversário e incitamento à violência.

 

DESRESPEITO

Em 1948, durante um Gre-Nal pelo Gauchão, em que o Inter dos tempos do Rolo Compressor venceu por 7x1, o volante Ávila, depois da marcação do sexto gol colorado, sentou em cima da bola no meio de campo e começou  a tocar flauta da torcida do Grêmio.O árbitro Aparício Viana e Silva, o Apa, o expulsou por falta de respeito ao público. Isto em 1948.

 

SCOLA

Vejam quantas voltas o futebol e a vida dão. Milton Scola, juntamente com Marcos Cunha Lima, é o dirigente mais vitorioso na história do Juventude. Scola foi dirigente em 1998, ano do título do Gauchão, e presidente em 1999, quando o Verdão obteve sua maior conquista, a Copa do Brasil. Por uma ironia do destino, agora, ele pode ser o presidente que rebaixou o Ju para Série D, que é colocar o clube na pior situação de sua história. 

 

PERGUNTA

A pergunta que não quer calar: se o Juventude chegar à última rodada contra o Criciúma, já rebaixado, qual será o comportamento do Verdão, neste jogo, especialmente se o Caxias depender de uma vitória do Ju ou mesmo de empate, para se classificar? O Caxias pode ficar nas mãos do Ju na rodada final?

 

FESTA

A que ponto chegou o futebol de Caxias. Depois de dez anos sem ganhar nada digno de uma grande festa, só restou a uma das torcidas, a do Caxias, a fazer uma tremenda festa para comemorar a chance de ainda se classificar, mas especialmente para festejar um possível rebaixamento do tradicional rival. O Ju precisa, no mínimo, duas vitórias nos dois jogos que ainda restam, Chapecoense, no Jaconi, e Criciúma, em Santa Catarina.

 

16 ANOS

DEPOIS

A euforia dos grenás, grande festa depois da Ca-Ju, embora estejam ainda ameaçados de permanecerem na C, é que, pela primeira vez, desde o distante 1994, o Caxias pode ficar na frente do Juventude em nível nacional. Senão vejamos: de 1994, campeão da Série B e de 1995 a 2007 na Série A, em 2008 a 2009 na B, enquanto que o Caxias, nestes longos 16 anos ou esteve na B ou na C, sempre em posição de inferioridade ao Ju em nível nacional.  Em 2010 os dois times voltaram a se encontrar em condições de igualdade na C.

 

ESTIMULADOR

Mas, em 2011, com a sombria perspectiva de que o Ju seja rebaixado para a D, mesmo que o Caxias permaneça na C, ele ficaria, depois de sofridos anos, na frente do Verdão em nível nacional. Talvez este tenha sido o mote estimulador para tamanho extravasamento de alegria e felicidade dos grenás depois do Ca-Ju. 

 

ROTO E O...

Convenhamos que se o Ju for para D e o Caxias permanecer na C, estaríamos diante do roto gozando do esfarrapado. O que pode mudar é se o Ju for para D e o Caxias para a B em 2011. Aí sim a comemoração pode ser devidamente justificada, pois um grande abismo separaria os dois clubes. O mesmo abismo que separou os papos do Caxias de 1994 a 2009.

 

GRANA E SAUDADE

Uma fonte revela que a última prestação da Abyara para o Juventude, referente à venda da área da sede campestre, termina em abril de 2011. Se for verdade, e depois? Tem juventudista, especialmente os mais antigos, com saudade de dirigentes como Willy Sanvitto, Livio Gazola. Em momentos de dificuldades eles eram verdadeiros bombeiros. Especialmente o Dr. Lívio, que quando tudo parecia perdido surgia como o conciliador e pacificador.

 

CITADINO

Um juventudista, mas que também é um grande gozador, disse, na segunda, um dia depois do empate no Ca-Ju, que “para 2011 proponho a volta do campeonato citadino com a volta do Fluminense, Gianella, Tupy, além do Juventude  e do Caxias se quiser participar, e convidar o Torino”. Só faltou ele propor a volta da “Colina Fantasma” que era o estádio do Fluminense, onde hoje está localizada a Prefeitura.

 

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