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MELHORAR A FINALIZAÇÃO

Enviado Sexta-feira, 05 de março de 2010 às 20:53:47 | Nenhum comentário »

Everton salvou o Caxias contra a Universidade

O Caxias derrotou a Universidade no finzinho do jogo, aos 44 minutos, vencendo por 1x0 na sua estréia na Taça Fábio Koff, returno do Gauchão.
O Caxias dominou o adversário que se limitou a atuar na defesa, criou um monte de chances, mas só marcou no final graças à ineficácia ofensiva na hora da finalização, o que tem sido uma característica do time grená neste início de 2010. Na verdade, o Caxias foi um time desorganizado e confuso, nervoso. Cria, cria, finaliza, finaliza, mas a bola não entra. Foi um sufoco. E foi graças ao gol do Everton, o jogador mais talentoso do grupo grená, um golaço, por sinal, que o Caxias se safou de um péssimo resultado porque jogava em casa contra um adversário fraco. O importante foi a vitória, que era uma obrigação. Agora o Caxias tem uma parada difícil, jogará nos Plátanos onde geralmente se dá mal contra o Santa Cruz, neste domingo, 19h30min. Espera-se que o time continue tendo volume de jogo e que crie várias chances, mas que tenha um aproveitamento melhor na hora das finalizações para, quem sabe, somar mais três pontos. O Caxias precisa amadurecer como time quando chegar na Série C.
  
O ÚLTIMO FORTIM
O Juventude venceu bem o Inter, em Santa Maria, por 4x2 e além de melhorar sua posição na tabela da classificação geral com 9 pontos, começou positivamente a Copa Fábio Koff e afastando a perspectiva do rebaixamento. Esportivo com míseros três pontos e o Avenida, com um, seriam os rebaixados hoje. Se vencer o Ypiranga, nesta segunda-feira, no Jaconi, o Ju vai para 12 pontos e ficará entre os líderes do returno em seu grupo e poderá estar selando a sua fuga definitiva do fantasma do rebaixamento, que andou assombrando os papos antes da vitória em Santa Maria.
O Ju, desde 1961, quando o Gauchão passou a ter o atual modelo estadualizado, nunca foi rebaixado, juntamente com a dupla Gre-Nal. E é o único clube do interior a ter este privilégio, aquele que está na elite do futebol gaúcho há 49 anos, ininterruptos. Os demais já curtiram a segundona. O Caxias, por exemplo, quando passou a ter esta denominação em 1976, também sempre se manteve na elite, mas como a história do clube começa em 1935, com o Flamengo, houve rebaixamento nos anos 60. Portanto, o Verdão é o último dos fortins dos clubes do interior de nunca ter sido rebaixado, parece que começa a afastar definitivamente esta possibilidade.
 
 
JU X YPIRANGA
O Juventude volta a jogar nesta segunda-feira, 20h30min, contra o Ypiranga. Se vencer vai a 6 pontos na Fábio Koff e se manterá como um dos líderes do seu grupo. Depois da goleada imposta ao coloradinho de Santa Maria espera-se um bom público no Jaconi mesmo que o jogo seja numa segunda-feira à noite. 
 
AUTOESTIMA
A vitória em Santa Maria tirou o treinador Loss do sufoco que ele estava vivendo. Apesar do apoio público da direção, especialmente do vice de futebol Juarez Ártico, as pressões eram enormes. Uma nova derrota poderia criar embaraços. Loss assumiu o Ju em frangalhos, no final do ano passado, e começou seu trabalho atrasado em relação aos demais clubes do interior. Ainda há um longo caminho para o Ju dizer que tem um time confiável e forte. Mas a vitória, em Santa Maria, animou a todos, criando um novo astral no Jaconi, melhorando a autoestima do grupo, o que é extremamente positivo.
 
FÉRIAS?
Caxias e Ju depois do Gauchão vão ficar parados quase três meses antes de iniciar Série C, por causa da Copa do Mundo. Já se fala, no Jaconi, e Centenário, em dar férias antecipadas. Não é fácil manter uma estrutura parada, sem futebol.
 
CAJU X GRENAL
O futebol caxiense terá a presença da dupla Gre-Nal em dois domingos seguidos. No dia 28 de março o Caxias recebe, no Centenário, o Internacional e no dia 04 de abril, domingo de Páscoa, o Ju enfrenta o Grêmio. Se a dupla Ca-Ju estiver bem na competição, são jogos para lotar o Centenário e o Jaconi.
 
ISER
É inegável que Gilmar Iser está conseguindo se recuperar do fracasso de sua passagem por Caxias, quando dirigindo a dupla Ca-Ju não foi bem sucedido saindo com uma imagem desgastada em termos profissionais na cidade. No Novo Hamburgo, entrando no lugar de Leandro Machado, quase foi campeão da Taça Fernando Carvalho. No jogo final com o Grêmio, o NH merecia melhor sorte, pois jogou melhor do que o tricolor que ganhou, na verdade, na camisa, e por jogar em seu estádio com o apoio de sua torcida. No futebol, como na vida, há sempre um dia depois do outro. Gilmar esteve próximo do inferno quando dirigia a dupla Ca-Ju. Agora volta a estar em alta.
 
OBA-OBA
Entra Copa e sai Copa e a Globo sempre com seu eterno oba-oba. Depois de vencer a modesta seleção da Irlanda, por 2x0, está tudo bem no Brasil e Robinho passou a ser um cracaço de bola. Ora, o Brasil jogou muito pouco no primeiro tempo, com um futebol burocrático, sem criatividade. Teve um chute de longa distância do Adriano e um gol contra, cuja jogada começou num lance de impedimento do Robinho. No segundo, com um pouco mais de espaço, o Brasil melhorou, mas nada de encher os olhos a não ser o lance isolado do segundo gol marcado por Robinho.
 
KAKÁ
Kaká, que não está bem, não tem um reserva com suas características.
Se ele se machucar o Brasil ficará à mercê do Júlio Batista e Elano? O Adriano da seleção não é o mesmo do Flamengo. O Luiz Fabiano é o titular. Mas também não é nada de excepcional. O Robinho, na hora da verdade, não é confiável. Falta ao nosso meio-de-campo mais criatividade e talento.
 
CONFUSO
A defesa é o nosso ponto alto, especialmente o trio Júlio César, Lúcio e Juan. Acho que o Dunga ainda está um pouco confuso e em dúvida quanto a melhor escalação. Pelo que está se vendo, a convocação do Ronaldinho Gaúcho seria uma boa opção para dar uma mexida na seleção em termos de criatividade e qualidade técnica
 
GRUPO
A direção do Grêmio diz que está satisfeita com o grupo. Talvez ela esteja equivocada. Afinal, no único teste forte que o Grêmio teve em 2010 perdeu o jogo. Foi no Gre-Nal da Taça Fernando Carvalho. Os demais adversários que o tricolor enfrentou não são uma referência séria para se avaliar corretamente o grupo gremista.
 
FOSSATI
Se o Fossatti não mudar o esquema tático do Inter, escalando três zagueiros e dois volantes, vai se quebrar logo ali adiante, além de perder o emprego. Se mudar o esquema, aproveitando o que o colorado tem de melhor, escalando D’Alessandro e Giuliano como meias e jogando com dois zagueiros, o Inter pode crescer e produzir muito mais do que está mostrando.
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