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A notícia surgiu como uma bomba na última edição da Gazeta de Caxias: “ SINDISERV DENUNCIA DÉFICIT DE 2,6 MILHÕES NO IPAM”. Mas, a grave crise que atravessa o IPAM vem desde aproximadamente três anos atrás quando, por ocasião das últimas eleições municipais a oposição já denunciava o prejuízo financeiro do Instituto de Previdência e Assistência Municipal. Na oportunidade, se bem recordo, foram questionadas aplicações financeiras que teriam causado um rombo no caixa do Instituto. Entretanto, como era época de campanha eleitoral o assunto acabou no esquecimento e como o atual prefeito se reelegeu...a questão esfriou.
Agora, através do SINDISERV e bem antes do período eleitoral, o assunto volta à tona com força. Na palavra do presidente do SINDISERV, João Dorlan da Silva, “os números do IPAM/Saúde confirmaram a suspeita de déficit, levantada pelo Sindicato de acordo com o balanço oficial de 2010 que revelou déficit de R$ 2.639.610,32”.
Segundo avaliação do próprio Sindicato, a situação é resultado das crescentes despesas nas áreas hospitalar e ambulatorial aliadas à falta de eficiência na gestão financeira do Instituto.
Na verdade, é preciso um maior controle e fiscalização nas grandes contas do Instituto, bem como, uma auditoria que possa identificar todos os problemas de gestão no IPAM, e implementar novos métodos de administração e modernizar o Instituto como um todo.
Não há dúvida de que o IPAM é absolutamente viável. Nesse sentido, parece fundamental que uma equipe de servidores, multidisciplinar, deve ser responsável pelas grandes contas do Instituto, bem como sua manutenção como plano público, como bem defende o Presidente do SINDISERV.
Outra questão que nos parece relevante é quanto a modernização dos métodos de gestão do Instituto, desde a administração até o atendimento ao público. Uma fiscalização rigorosa do Tribunal de Contas também deve auxiliar no controle efetivo da saúde financeira do IPAM a fim de que o Instituto possa continuar cumprindo sua finalidade.
As justificativas do Presidente do Instituto não servem para amenizar a responsabilidade da direção do IPAM, já que é obrigação de quem administra implementar métodos de gestão e procedimentos adequados para evitar o déficit como denunciado pelo SINDISERV.
Fundamental é que além do controle interno das grandes contas, o IPAM possa ter uma administração que implemente métodos de gestão modernos e eficientes, mantendo o equilíbrio financeiro e cumprindo a finalidade do Instituto fundado em 1975 pelo então Prefeito, Dr. Mário David Vanin. Ainda, o que se espera é que “as medidas que estão sendo estudadas para que as contas voltem ao equilíbrio”, como disse o Presidente do IPAM, não retirem os benefícios atuais dos associados, os quais não merecem ser penalizados pelos problemas de gestão que o Instituto apresenta.
O que não pode acontecer, também, é como apurou o Ministério Público e destacou o Presidente do SINDISERV, “... o inquérito civil 128/2010, que determinou que R$ 38.572,00 deveriam ser devolvidos aos cofres públicos, mensalmente, em 14 vezes, a partir de junho de 2010, com descontos em folha de pagamento, já que o Presidente do IPAM, Carlos Alberto Machado, recebia salário maior do que o prefeito de Caxias do Sul”, o que, segundo o Presidente do SINDISERV, configurava irregularidade.
A propósito: Será que a Administração Sartori vai zerar o déficit de vagas nas creches municipais até o final de seu mandato?! (promessa da campanha de 2004!!)
