Com a posse dos deputados estaduais e federais eleitos em 2010, o quadro político eleitoral para as eleições municipais 2012 começa a ser desenhado por seus atores, alguns de renome, outros nem tanto e outros ainda, coadjuvantes, mas não meros expectadores.
Se de um lado temos o PMDB que governa o Município nos últimos oito anos, fortalecido por uma coligação ainda em vigor, de outro temos o PT que também governou Caxias do Sul por oito anos e demonstra nestes momentos eleitorais uma força muito grande em razão do trabalho de sua militância.
Hoje, tanto o PMDB quanto o PT se apresentam com força política capaz de alavancar uma avalanche de votos, mas, no entanto, necessitam compor com outras forças políticas para ter sucesso eleitoral e chegar a eleger o Prefeito Municipal. Nesse sentido, o esforço do atual prefeito para manter a base eleitoral que o elegeu e reelegeu. De outro lado, o PT, com a eleição do governador e da presidente da república, ganhou força e pode mudar o quadro atual, fazendo diferença na definição eleitoral que se avizinha.
O quadro político local começou a mudar com a eleição dos deputados estaduais e federais por Caxias do Sul. Ganharam força o PMDB, com a eleição da mulher do prefeito e a expressiva votação de Mauro Pereira, para a câmara federal, este já se definindo como pré-candidato do PMDB a prefeito. No PDT, embora a expressiva votação de Vinícius Ribeiro, o nome que desponta é do deputado estadual, Alceu Barbosa Velho, que também já declarou ter ambição pelo poder executivo municipal.
No PT, além da reeleição do deputado Pepe Vargas e da deputada Marisa Formolo, que saem fortalecidos para a disputa municipal, desponta o nome do vereador Marcos Daneluz que, embora não se elegendo deputado estadual, teve êxito na negociação que definiu seu nome como presidente do legislativo municipal. Dos partidos mais a esquerda, o PCdoB teve um êxito extraordinário com a eleição de Assis Mello para a Câmara Federal e a expressiva votação de Abgail Pereira para o Senado.
Se podemos dizer que o espaço político obtido por estes partidos se consolida de alguma forma com o resultado obtido nas eleições passadas, não é menos verdade que nenhum destes partidos conseguirá eleger o Prefeito Municipal em 2012 sozinho. Haverá, obrigatoriamente, a necessidade de coligações. Daí, a necessidade de muito diálogo e jogo de cintura das direções partidárias.
Da mesma forma, não podemos esquecer outros partidos que podem vir a fazer a diferença nas eleições de 2012: o Grupo do G-6, que quase elegeu um representante ao legislativo caxiense nas últimas eleições municipais pode representar uma força eleitoral importante e decisiva nas próximas eleições. Individualmente, o PSDB, o PTB e o PP são partidos que, se tiverem coragem, poderão fazer diferenças no quadro eleitoral municipal.
O PSDB com nomes despontando como o do Vereador Daniel Guerra de excelente atuação no legislativo, do candidato a deputado, Daniel Borghetti Furlan, de boa votação para deputado estadual, e do Secretário Francisco Spiandorello, entretanto, a partir das sucessivas coligações com o PMDB tem enfraquecido suas bases eleitorais, fato que também ocorre com o PTB, que tem o nome do sempre lembrado Ex-vereador, Zoraido Silva e do atual presidente da CODECA, Adiló Didomenico. Este quadro se repete no PP que também enfraqueceu muito, especialmente no interior do município, com as coligações com o tradicional adversário, o PMDB. Resta conferir se estas forças políticas irão preferir a acomodação de meia dúzia de cargos ou se terão coragem de vitaminar as respectivas siglas partidárias, lançando nomes a prefeito, vice e chapa completa de vereadores, deixando as coligações para um segundo turno. Nesse quadro político, não se pode esquecer o PSB, do polêmico Vereador Edio Elói Frizzo e do destacado e combativo José Adamoli, bem como, não será surpresa o PSOL se apresentar como alternativa ao poder ainda mais quando a oposição praticamente inexiste em nossa Município, tal a proximidade do PCdoB e do PT com a Administração Sartori. Quem viver, verá.