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Colunista
Mansueto Serafini
Mansueto Serafini
Ex-prefeito de Caxias do Sul

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Acesso Restrito

REFORMA POLÍTICA

Enviado Sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 às 16:30:39 | Nenhum comentário »
Está na coluna de Rosane de Oliveira, a sempre bem informada colunista da Zero Hora, em sua edição de sete de dezembro. Ela dá detalhes da reforma política que lhe foram relatados pelo Ministro Tarso Genro.

Segundo Tarso, uma fórmula para acabar com as eleições de dois em dois anos, foi por ele apresentada aos líderes de PMDB. A idéia é a realização de eleições gerais (Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputo Estadual), e, seis meses depois escolher os prefeitos e vereadores. Tarso disse que Michel Temer, Presidente Nacional do PMDB, gostou da idéia.

O Ministro disse mais que, antes do recesso parlamentar, o governo encaminhará ao Congresso, cinco importantes projetos, considerados prioritários na reforma. São eles os que tratam: do financiamento público das campanhas, do voto de lista, da proibição de coligações nas eleições proporcionais, da proibição da soma de tempo dos partidos nos programas de TV e da Fidelidade Partidária. O projeto da Fidelidade Partidária prevê uma “janela” para a troca de partido, que abre a cada três meses antes das Convenções Partidárias e se fecha no dia da Convenção. Fora deste período quem trocar de partido perde o mandato.

O que dizer sobre estas anunciadas reformas políticas? No que diz respeito a realização de todas as eleições (Federal, Estaduais e Municipais), no mesmo ano; ao financiamento público das campanhas eleitorais e a fidelidade partidária, estamos de pleno acordo.

Mas, sobre o voto de lista, somos totalmente contrários. Sua implantação tiraria do eleitor o direito de escolher um candidato de sua preferência entre todos os candidatos lançados pelo partido, isto porque o eleitor passaria a votar no partido e não no candidato. E as cúpulas partidárias é que elaborariam a lista de candidatos, ou seja, colocariam seus apadrinhados entre os primeiros nomes das listas e que, assim, seriam os eleitos. Num país em que há “donos de partidos”, passaríamos a conviver com as “ditaduras partidárias”, que passariam a eleger nossos parlamentares.

A respeito da proibição das coligações nas eleições proporcionais, acho que deveria haver um melhor estudo. A simples proibição poderia acabar com muitos partidos, alguns dos quais com longa tradição na política brasileira. Outra medida que deveria ser amplamente debatida é a proibição de soma dos tempos dos partidos na programação de rádio e televisão. Parece uma medida correta para proibir aluguel de siglas. Mas, por outro lado, impediria as coligações entre pequenos partidos.
Aqui fica nossa modesta opinião, esperando que outros manifestem a sua. O debate é salutar na política.

É preciso cuidado da parte das lideranças políticas para que essa anunciada reforma, não venha beneficiar os grandes partidos e prejudicar os pequenos.

Que essa reforma não vire mais uma “reformeta”.
Quem não se recorda das reformas do passado, que criaram o Senador Biônico, o Voto Vinculado, o “cinema mudo” nos programas políticos na TV, a proibição das coligações e outras barbaridades impostas ao eleitorado brasileiro no passado.

E O NOSSO TURISMO?

Enviado Segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 às 14:13:46 | Nenhum comentário »
Caxias do Sul vem perdendo, ano a ano, posições entre as cidades turísticas do Rio Grande do Sul. Dois fatos recentes merecem registro para demonstrarem o que estamos afirmando.
Na semana passada estiveram na Serra Gaúcha, segundo publicaram os jornais, integrantes da Caravana Brasil Nacional, da qual faziam parte 10 agentes de viagens de São Paulo e duas operadoras nacionais de turismo. A visita foi promovida pelo Ministério do Turismo, em parceria com o SEBRAE. Eles mantiveram diversos contatos com autoridades, hoteleiros e entidades, visando ampliar a vinda de turistas para a Serra. Estiveram em Gramado, Canela e Bento Gonçalves. Caxias, mais uma vez, como tem acontecido nos últimos anos, foi deixada de lado.
Por outro lado a Revista Veja, edição de 10 de dezembro último, publicou um caderno especial sobre as atrações turísticas do Brasil. Apontou as 500 delícias do turismo e da gastronomia nacional. Sobre o Rio Grande do Sul fala de Porto Alegre, Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Garibaldi. Nenhuma linha sobre Caxias do Sul.
Nossa cidade que já foi, alguns anos atrás, um dos principais centros de turismo no sul do Brasil, está hoje esquecida pelas principais agências de viagens e pelas páginas de turismo dos grandes jornais brasileiros.
Quem não se recorda das centenas de ônibus de turismo que lotavam os hotéis da cidade até o final dos anos 70? Quem não recorda das apresentações folclóricas do Centro de Tradições Gaúchas “Rincão da Lealdade”, que reuniam semanalmente centenas de turistas, procedentes de todo o país? Ou ainda das visitas dos turistas as cantinas Michielon e Mosele, ao Varejo Eberle e suas artísticas vitrines, a Casa de Pedra, a Réplica de Caxias 1885 e as pinturas de Aldo Locatelli na Igreja de São Pelegrino?
As caravanas turísticas tinham sua base aqui, hospedando-se nos hotéis caxienses e realizando pequenas excursões aos municípios vizinhos. Hoje a base passou a ser Gramado, Canela e Bento Gonçalves, com rápidas passagens por Caxias.
No passado grandes jornais e revistas brasileiras publicavam amplas reportagens sobre Caxias e suas atrações turísticas. Hoje parece que a cidade não existe mais para essas publicações. O que está havendo?
Caxias do Sul tem uma boa rede hotelaria, um forte comércio para compras, algumas boas atrações turísticas, excelentes restaurantes e casas noturnas. Nossa gastronomia é, sem favor algum, a melhor do Estado.
Qual então a razão do declínio do turismo em nossa cidade?
Caxias precisa reagir. Precisa se promover mais, como já fez no passado. Deve, com urgência, trazer os editores de turismo dos jornais e revistas do centro do país para uma visita à cidade, mostrando o que Caxias tem.
E tudo isso precisa ser feito já. Não só pelo Poder Público, mas por todas as entidades voltadas para o turismo. Não podemos mais perder tempo. Caxias precisa recuperar a posição que já teve entre as cidades turísticas do país.
A situação do turismo de hoje em Caxias do Sul é lamentável. Profundamente lamentável.
Breve voltaremos a esses assuntos...

A sucessão de Yeda

Enviado Sexta-feira, 05 de dezembro de 2008 às 18:24:08 | Nenhum comentário »
No sábado passado comentamos aqui os bastidores para a escolha dos candidatos à sucessão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje vamos comentar as demarches, já iniciadas, para a sucessão da Governadora Yeda Crusius nas eleições estaduais de 2.010. Faltam menos de dois anos.
            A grande pergunta que se faz é: quem serão os candidatos ao Palácio Piratini?
            Ainda é cedo para uma resposta definitiva, mas, pelo quadro atual, alguns nomes já despontam, conforme se pode especular entre os partidos.
            O PSDB, ao que tudo indica, vai lançar a candidatura da Governadora Yeda à reeleição. Quer o apoio de outros partidos da base aliada. Sua direção já teria iniciado sondagens junto ao PP, PTB e até com os Democratas, apesar da atitude hostil do vice-governador Feijó.
            No PMDB dois nomes são citados: o prefeito reeleito de P. Alegre, José Fogaça e o ex-governador Germano Rigotto. Em suas manifestações públicas, Fogaça diz que o seu candidato é o Rigotto. Este, por sua vez, diz que o seu candidato é Fogaça. O certo é que um dos dois será o candidato do PMDB. Teria ainda o nome da maior liderança gaúcha do partido, o Senador Pedro Simon, que não aceita ser candidato. Fora destes três nomes, pelo menos hoje, não há nenhum outro no partido em condições de levá-lo a uma vitória.
            O PT, que perdeu as duas últimas eleições, (a de 2002 para Rigotto e de 2006 para Yeda), quer recuperar o Palácio Piratini, que esteve em suas mãos no quadriênio 1999/2002 com Olívio Dutra. Alguns nomes petistas já cogitados são: Tarso Genro, Dilma Roussef, (se não for candidata à Presidência da República), Olívio Dutra e Paulo Paim. Em nosso modesto entender, o nome mais forte seria o de Paim, mas dizem que ele prefere continuar no Senado.
            O PTB teria um candidato natural, se ele estivesse disposto a concorrer, que é o Senador Sérgio Zambiazzi. Fora dele o partido não teria nenhum outro candidato com possibilidades de vitória. O caminho dos petebistas seria uma coligação, indicando o candidato a vice ou um dos dois candidatos ao Senado.
            O PDT, que conquistou pela última vez o Governo do Estado em 1990 com Alceu Collares, quer retornar ao Palácio Piratini. Mas, pelo menos hoje, não tem nenhum nome em condições de vencer. Mas, alegam os defensores da candidatura própria, que o quadro poderá mudar nos próximos meses. Nomes pedetistas para a disputa do cargo: o vice-prefeito eleito de Porto Alegre José Fortunatti, o deputado federal Ênio Bacci, o também deputado federal Vieira da Cunha e o ex-governador Alceu Collares.
            Mas existem ainda, dentro do PDT, os que defendem, a exemplo do que ocorreu nas eleições para a Prefeitura de Porto Alegre, uma coligação com o PMDB, indicando o candidato a vice.
            O PP, os Democratas, o PSB e o PSOL, segundo alguns dos seus dirigentes, vão ter candidatos próprios, embora sabendo que têm remotas possibilidades de vitória. Acham que com isso vão fortalecer suas legendas para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa.
            Este é, pelo menos por enquanto, o quadro eleitoral gaúcho. Mas faltam dois anos e poderão surgir surpresas, como já aconteceu no passado. Quem, em 2002 no início da campanha apostaria em Germano Rigotto? E, em 2006, quantos acreditavam que Rigotto nem sequer iria para o segundo turno e que Yeda Crusius se elegeria governadora?
            É por isso que se diz que em política tudo pode acontecer. Até aquilo que os analistas julgam ser impossível...

A SUCESSÃO DE LULA

Enviado Sexta-feira, 28 de novembro de 2008 às 15:20:57 | Nenhum comentário »

Faltam menos de dois anos para as eleições presidenciais de 2.010. E, como não poderia deixar de ser, os partidos já estão pensando em possíveis candidatos.

         

          O PMDB foi o grande vitorioso nas eleições municipais deste ano. Conquistou expressivas vitórias em grandes municípios brasileiros, além de fazer a maioria dos votos no país. Teria assim condições de ter candidato próprio à Presidência da República. Mas lhe falta um nome nacional capaz de levar o partido à vitória.

          O PT, segundo articulações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pensa na candidatura da ministra Dilma Rousseff, chefe do Gabinete Civil da Presidência. Para tanto, quer uma coligação com o PMDB, que indicaria o candidato a vice. O nome mais cotado seria o do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Entretanto, pelo menos em nossa modesta opinião de colunista aqui da província, a candidatura de Dilma ainda não “decolou”. Poderá “decolar” com o passar do tempo, acredita Lula. O chefe da Nação aposta na transferência do seu prestígio, reconhecido pelos adversários, para a chefe da sua Casa Civil. Conseguirá? Não se sabe. O que se sabe é que Lula não conseguiu transferir os seus votos para muitos e fortes candidatos petistas nas eleições municipais. Aí estão os exemplos de São Paulo e Porto Alegre, isto sem falar em Caxias do Sul. Aqui o PT tinha um forte candidato, Pepe Vargas, e que, mesmo com

o apoio do Presidente, foi derrotado pelo candidato do PMDB, com o apoio de outros treze partidos, o prefeito José Ivo Sartori.

          E se a candidatura de Dilma, apesar de tanto esforço do Chefe da Nação, não “decolar”, quais os nomes que o PT teria? Se o Brasil sair razoavelmente bem da crise que hoje se abate sobre o mundo, um nome que poderia surgir é o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Há quem diga que Lula já está com o nome dele no bolso do colete. Um bom desempenho na economia já levou, no passado, Fernando Henrique Cardoso, que foi Ministro da Fazenda de Itamar Franco, à Presidência da República, fruto do Plano Real. Lembram?

          Quem já tem um candidato praticamente definido parece ser o PSDB, com José Serra. Ele teria o apoio dos Democratas, repetindo as coligações vitoriosas de 1994 e 1998, que levaram Fernando Henrique Cardoso à Presidência nas duas oportunidades já no primeiro turno.

Fala-se ainda na candidatura do Governador Aécio Neves, que tem feito, segundo analistas políticos, um grande governo em Minas Gerais.

          Hoje, todavia, após a grande vitória do democrata Gilberto Kassab para a prefeitura de São Paulo, que teve o decidido apoio do governador José Serra, o chefe do Executivo Paulista parece ter praticamente assegurada sua candidatura à sucessão de Lula.

 

          Resumindo, ao que tudo está a indicar, teremos dois fortes candidatos à Presidência: José Serra pela coligação PSDB/DEMOCRATAS, e Dilma Rousseff, pela coligação PT/PMDB.

          Os demais partidos terão dois caminhos a seguir: apoiar um dos dois candidatos com condições de vencer, ou lançar candidatos próprios, que serão meros figurantes nesta disputa, sem possibilidades de vitórias.

          Este é o quadro atual. Mas, como dizia o ex-governador mineiro Magalhães Pinto, “Política é que nem nuvem, cada vez que você olhar para o céu a nuvem tem um formato diferente”. O mesmo acontece com a política. E, assim, algumas surpresas poderão surgir, o que será, em nossa modesta opinião, difícil, para não dizer impossível.

DESPERDÍCIO LAMENTÁVEL

Enviado Sexta-feira, 21 de novembro de 2008 às 15:56:36 | Nenhum comentário »
 
O “Jornal do Brasil” publicou recentemente uma ampla reportagem, de autoria do jornalista Gabriel Costa, sobre o desperdício de alimentos no Brasil. A reportagem tem como base um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Foram apresentados dados estarrecedores e que merecem uma atenção especial das autoridades de nosso país e de todos nós. Por exemplo: nada mais nada menos do que 70 mil toneladas de comida são despejadas anualmente na lata de lixo. Mas não é só: 64% do que é plantado nas lavouras brasileiras some com problemas na colheita, no transporte, no processamento e nos hábitos alimentares da população. Tudo isso, segundo a reportagem do matutino carioca, representa um prejuízo de 12 bilhões de reais a cada ano. Mais do que 14 vezes o Orçamento Municipal de Caxias do Sul para 2009, que é o maior do interior gaúcho.
            A culpa deste desperdício é compartilhada por produtores, distribuidores e consumidores, principalmente os da chamada classe média. A comida jogada fora diariamente como sobra pelos restaurantes brasileiros e pelas feiras livres chega a ser catada no lixo por famílias carentes. Uma das maiores barreiras contra uma melhor distribuição das sobras de comida dos restaurantes é a própria legislação. Essa proíbe, e pune, os estabelecimentos que a distribuiuem, responsabilizando-os criminalmente por eventuais intoxicações alimentares que venham a ser sofridas pelos consumidores pobres.
            Segundo ainda o estudo da FAO, 65% do lixo jogando fora pelos brasileiros é de lixo orgânico, 3% é vidro, 3% plástico e 25% papel. Quase tudo isso poderia ser melhor aproveitado, segundo os técnicos que fizeram o estudo.
            Aí estão os dados a nível nacional.
            E em nossa Caxias do Sul qual é a quantidade de lixo que jogamos fora e que poderiam ser melhor aproveitados? Não seria o caso da CODECA fazer um estudo a respeito?
            Por outro lado é de se perguntar: quantos quilos de comida, ainda em bom estado, são jogados fora pelos restaurantes da cidade?
            São perguntas que gostaríamos de ver respondidas, visando um amplo estudo para um melhor aproveitamento da lixo que jogamos fora todos os dias.
            Os dados nacionais são preocupantes. Como estarão os dados de nosso município?
            Precisamos meditar, e profundamente, sobre tais desperdícios. Eles não se justificam num país, porque não dizer em nossa cidade, onde grande parte da população é formada por famílias carentes. Vocês não concordam?
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