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Marcondes Tavares
Marcondes Tavares
*Consultor e Pesquisador de Moda.

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Universo Gay uma Visão mercadológica

Enviado Sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 às 17:13:31 | Nenhum comentário »

Universo Gay uma Visão mercadológica

 

Escondida ou não, esta tribo sempre existiu, guardando seus mistérios e desejos. Entretanto, nestas últimas décadas e com as possibilidades que a moda vem proporcionando, eles tiveram o espaço merecido. A moda direcionada para esta tribo não tem a intenção de deixar o homem afeminado nem a mulher masculinizada, simplesmente ela vem trabalhando uma estética não exclusiva, mas alegre e descontraída para deixá-los à vontade e integrados ao contexto. A moda para eles e elas tem a mesma preocupação com as cores, formas e tendências; o que muda é o espírito de quem usa. Já aconteceram dezenas de desfiles na Europa com a proposta de inverno e muitos deles foram exclusivos para a tribo em questão. Nas imediações do Fórum Halles, de Paris, aproximadamente 5% das lojas dedicam-se com exclusividade, com ambientes, decorações e tratamentos a altura do consumidor.

O mesmo acontece em algumas lojas do Soho de Londres, das diversas espalhadas pela cidade de Amsterdã e da famosa galeria de Barcelona, próximo a Rambla. Nova Iorque também não poderia ficar de fora. Muitos estilistas já vêm, há muito tempo, incluindo em suas coleções peças para atender o desejo desse consumidor. Tudo é tratado com modernidade e com visão mercadológica. Certamente, no entender destes criadores, a moda tem que ser produzida para todos. A intenção não é expor ninguém, nem escandalizar. Esta idéia tem tanta força que muitos pesquisadores copiam, modificando detalhes e adaptando idéias para outros segmentos que imediatamente viram moda e são bem aceitos por grande parte dos consumidores. Significa que o que é produzido para esta tribo serve como fonte de inspiração para outras. Aqui, no Brasil, é sutil esta proposta. Tudo é feito com reservas, mas a tribo sempre existiu, nada deve impedi-la de trabalhar, pensando como grande fonte de consumo.

 

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A aparência era tudo para Maria Antonieta

Não foi apenas o fascínio pela história de Maria Antonieta que inspirou John Galiano. Em seu vestido, ele se mostrou como a moda adotada pela rainha ao longo de seu poder era identificada como um arma-chave em sua luta por prestígio pessoal, autoridade e por vezes mera sobrevivência. A relação era tão forte entre o que vestir e o reinado de Maria Antonieta que até inspirou a historiadora Caroline Weber a escrever Rainha da Moda. Nascida na Áustria em 1755, Maria Antonieta casou-se inda jovem com o príncipe francês Luís Augusto, matrimônio ardilosamente preparado por sua mãe, a imperatriz Maria Tereza, e pelo avô do rapaz, o rei Luís XV, a fim de estreitar os laços entre as duas nações e fortalecer seu poderio, particularmente diante da Inglaterra.

Apesar de admirar o porte da nova rainha, os súditos franceses inflamavam-se com a demora do surgimento de uma gravidez (na verdade, Luis Augusto, depois rei Luís XVI, parecia ter aversão a mulheres) e contra a atitude de Maria Antonieta, que encenou uma revolta contra a etiqueta cortesã arraigada, transformando suas roupas e acessórios em expressões desafiadoras de autonomia e prestígio.

 "Dando início a uma série de audaciosos experimentos estilísticos que durariam a vida toda(e que um aristocrata contemporâneo descreveu como constituindo 'uma verdadeira revolução na indumentária') ela desafiou as idéias estabelecidas sobre o tipo e a extensão.

 Isolada e hostilizada por facções intrigantes, a recém-chegada austríaca foi obrigada a encontrar um meio de sobreviver na França. Adotou, então, o estilo como arma e, a partir de roupas e acessórios cuidadosamente não convencionais, Maria Antonieta cultivou o que mais tarde viria chamar de "aparência de prestígio político".

 "Do traje de montaria masculino, que exibia nas caçadas reais, às peles brancas e aos diamantes que apreciavam levar em passeios de trenó, e dos penteados monumentais, que ostentava nos lugares mais elegantes de Paris, aos disfarces intrincados que usava nos bailes à fantasia em Versalhes, as surpreendentes modas que Maria Antonieta lançou revelaram mais do que uma esposa inadequada ou o símbolo de um esforço diplomático fracassado". "Esses trajes, menosprezados como meros exemplos da frivolidade irrefletida da rainha, identificaram-na como uma mulher que podia vestir, gastar e fazer exatamente tudo como bem entendia".

Auxiliada por uma inspirada classe de estilistas parisienses, Maria Antonieta cultivou aparências brincalhonas, efêmeras e imprevisíveis.

 

 

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