| Home | Notícias |
Colunas e Blogs
| Agenda e Eventos | Sobre a Gazeta | Anuncie | Assine | Fale Conosco |
Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.

basillar

Uma cidade, um milhão de problemas

Enviado Sexta-feira, 05 de março de 2010 às 18:57:36 | Nenhum comentário »
Caxias do Sul é a minha cidade natal. Há exatos 41 anos nasci aqui, no Hospital Pompéia. Não sei exatamente o quarto. Morei em Bento Gonçalves cinco anos, e aprendi com o tempo e a distância pequena, ver de fora e com olhos de saudade a cidade em que moro e vivo. Moro na mesma rua onde meu pai nasceu, onde meu avô construiu sua casa, onde meu bisavô faleceu, no bairro Rio Branco. Já se vão no mínimo sete décadas deste tempo. Minha rua nem era calçada quando eu era criança, só haviam duas linhas de ônibus que cruzavam a cidade, o asfalto era um futuro distante e apenas para rodovias estaduais e federais e assim o tempo segue passando. Caxias do Sul cresce todos os dias. Eu acredito na boa vontade dos governos e das instituições, assim como acredito na boa vontade das pessoas. Perfeição não se compra, se conquista, se lapida, se trabalha e só se atinge ao longo de muita coragem, honestidade e percepção de erros e acertos, de mentiras e verdades, de virtudes e defeitos. Já fui repórter, voltei a ser repórter e conheço mais a cidade que nasci. O que antigamente era colônia, hoje é bairro, invadido ou não. Existem pessoas, existem famílias precisando de infra-estrutura, existem demandas sociais, existem dramas. Tenho acompanhado o movimento da cidade e sua pulsação. A cidade é uma organismo vivo. As ruas são veias. As instituições neurônios. Os governos a consciência líder. As pessoas as consciências individuais. Todos a consciência coletiva. Existe o bom e o mau caráter. Existe o bom cidadão e o câncer. Existem várias demandas, algumas eficientes outras nem tanto. Em Caxias por exemplo, se troca lixo por comida. Em Caxias, se come há R$ 1,50. Ninguém passa fome. Em Caxias se consegue com certa facilidade um atendimento público de saúde, mesmo que não seja exatamente o ideal. Em Caxias se consegue cultura de qualidade, mesmo que ainda seja preciso criar com esforço coletivo mais espaços para o consumo e valorização da arte local.
Como repórter acompanho alguns dramas periféricos porém. Ouvi recentemente a história de uma família que teve a casa invadida pela água na rua Henrique Fracasso, bairro Fátima Baixo. Eles não são invasores de áreas. Eles pagaram IPTU de R$ 200,00 segundo a moradora. O vereador que eles elegeram foi ao local, mostrou solidariedade com o drama das pessoas, mas isentou-se de responsabilidades. Sugeriu a contratação de um advogado para recuperar os prejuízos atribuídos à terceiros, sem a certeza de se ganhar a causa ou não. Mais custos. Mais prejuízos. O cidadão não tem a quem apelar. Prefere se calar. No bairro Aeroporto, acompanhei um caso de calçamento de uma rua, votado há quinze anos no Orçamento Participativo, que agora virou Orçamento Comunitário. Na rua, o esgoto ainda corre a céu aberto, não há calçamento, moscas e lixo, disputam espaço com crianças. Parte da área é invadida e tem gatos de água e luz, outra é regularizada, moradores pagam impostos, tarifas, mas estão na mesma rua, na mesma situação. Ou fazem o calçamento particular, e não tem dinheiro para isso, ou aprovam no Orçamento Comunitário, com o risco de esperar mais quinze anos. Quem pode resolver? Na campanha política, o calçamento da rua foi prometido por um político. Acompanho a Caxias que tem shoppings que funcionam todos os dias até as 22 horas, também no final de semana. Mas nesta mesma Caxias, tem-se um atendimento ao consumidor que fecha na sexta-feira às 17:00 horas. Dizem que tem um plantão. Gostaria de conhecer um cidadão que chamou este plantão, foi atendido e resolveu seu problema satisfatoriamente. Parto do princípio que o consumidor honesto não tem tempo para perder de seu final de semana, fazendo denúncias vazias.
Caxias do Sul é a minha cidade e é a de todos nós. Cantei na Festa da Uva pela segunda vez. Sinto-me feliz. A perfeição é uma virtude divina. O trabalho é um dom desta cidade. Vamos em frente.

Nunca recebi PPR e nunca faltei ao trabalho

Enviado Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 às 18:52:28 | Nenhum comentário »
Acompanhei como repórter e estava no ar com exclusividade no exato momento do conflito entre a Polícia Militar e os sindicalistas, liderados pelo Sindicato dos Metalúrgicos, no dia em que o presidente da entidade e vereador Assis Melo (PC do B) foi preso em confronto com a polícia e virou manchete nacional. Para o repórter, estar presente na hora do fato às vezes depende de muita sorte e atenção à intuição dos acontecimentos, um pouco de experiência e muita força de vontade. A obrigação de ser justo com a história e com a realidade dos fatos é uma questão vital para a credibilidade do narrador e naquele momento narrei exatamente o que vi para os ouvintes da Rádio São Francisco Sat. A notícia depois ganhou destaque nacional. As imagens do momento, tanto fotografadas, quanto filmadas, foram fornecidas às emissoras de televisão e jornais pelo próprio Sindicato que registrou o bloqueio na Atílio Andreazza. Era uma sexta-feira, 12 de fevereiro. Todos os colegas só chegaram por volta das oito horas, quando os ânimos estavam mais calmos. Fico me perguntando então como as coisas tomaram o rumo que tomaram? Por volta de sete horas da manhã os sindicalistas impediram o trânsito na Rua Atílio Andreazza, bem próximo à Perimetral. Um imenso engarrafamento e cerca de quatrocentas pessoas ouviam os protestos contra seu empregador. Nem todos pareciam estar ali por simples adesão ou por boa vontade. No exato momento em que o âncora do programa Acontece, Evandro Fontana, me chamou, senti o coração pulsar ao perceber que os ânimos se acirraram. O comandante da operação, chamado pelos soldados de Capitão Rodrigo, resolveu desimpedir a rua. Escoltado por outros policiais, conversou com o sindicalista e ambos começaram a se empurrar. A vaia da multidão foi rechaçada com o estopim de duas bombas de efeito moral, outro sindicalista no caminhão de som do Sindicato narrava os fatos como um locutor de futebol ou de arena em desfavor a polícia. Uma grande vaia. Assis Melo, deitado na calçada bem a minha frente foi algemado. Eu estava ao lado do homem que teve o celular destruído por um policial e sofreu um ferimento na cabeça. O homem que pertencia ao Sindicato, como eu, fotografava com o aparelho. Eu felizmente com uniforme da empresa não fui agredido. Mas sinceramente temi, pensei nos meus filhos, lamentei os fatos, ao mesmo tempo em que tive a felicidade como repórter de narrá-lo em primeira mão. A conclusão que chego é que a radicalização dos fatos não conduz à lugar nenhum. A distribuição de renda no Brasil é um problema social antigo. Com uma carga tributária de mais de 40% e com as dificuldades mercadológicas e concorrência que se enfrenta hoje pelo mundo globalizado, as negociações salariais parecem ser mais complexas do que bloquear ruas, intimidar trabalhadores nos portões de fábricas e exigir através de ofensas e ironias um acordo. O nível foi baixíssimo. Num outro dia de protesto, entrevistei um trabalhador que queria subir e não podia. Após a entrevista, testemunhei as represálias e ameaças que fizeram a ele, que teve que chamar a polícia. Explicada a situação, o comando da brigada, desta vez pacificamente abriu uma brecha na Atílio Andreazza para as pessoas subirem e mais da metade dos que acompanhavam os protestos sindicais se dirigiu ao trabalho. É certo que alguém criou um fato injusto. Trabalho dez horas e meia por dia para sustentar meus dois filhos, minha esposa trabalha. Somos considerados classe C. Nunca na vida recebi PPR. Mas agradeço a Deus por ter um emprego e procuro negociar sempre que estou insatisfeito. Se não tive até aqui a coragem, a sorte, a competência ou o destino para ser um empreendedor, vendo minha capacidade de trabalho. Mas o que vi, não foi uma negociação trabalhista, foi oportunismo de primeira classe, com uma visão atrasada e tacanha de socialismo que há muito faliu. Aprendi que meus chefes são meus clientes e para o cliente, antes do preço interessa certamente a qualidade do produto para uma boa negociação. Isso até agora eu não vi e não ouvi falar no movimento sindical. Nem dos peões, nem da liderança.

Pensar soluções

Enviado Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 às 16:43:53 | Nenhum comentário »
A velocidade da vida moderna joga o homem contra o tempo. Ele estatela-se nas pressões da atribulação, na necessidade de alta competência e nem sempre reflete com a necessária cautela sobre os rumos que está tomando na direção da vida e de sua administração pessoal como cidadão. O crescer material e o crescer espiritual entram em conflito na consciência do ser, que inseguro torna-se e apegado as questões de fama, prestígio e dinheiro, esquece-se de administrar seu tempo com amor, com gratidão, com o desejo de libertar-se dos grilhões que o prendem no tempo cada vez mais.
O ser humano de sucesso é certamente um corajoso vencedor e merece colher os frutos de sua semeadura. A humildade para o homem orgulhoso, dói na alma, machuca o coração do vaidoso, vergasta seu espírito. Mas as vezes torna-se o único caminho para a real transformação do ser. A necessidade de sucesso é diária. Mais do que pensar em problemas, é preciso encontrar soluções. Mais do que acomodar-se em situações de conformismo emocional, moral e material, é preciso movimentar os esforços na direção de um novo tempo, na busca de um novo destino, na intenção de uma verdade mais clara, no desejo de realmente fazer reinar o bem.
A Campanha da Fraternidade deste ano, fala sobre esta dicotomia entre o ser e o ter. “Não se pode servir à Deus e ao dinheiro”. “Não se pode servir à dois senhores”. “Não se pode colocar o carro na frente dos bois”.
Eu e os meus, os que me amam, sabemos quantas pedras tive que retirar do caminho para respirar a flor da esperança. Esta esperança só encontrei na certeza da presença de Deus em minha vida e da força amorosa de Jesus Cristo à abençoar meu coração.
Aprendi que devo ser justo para obter justiça, que devo ser amigo para obter amizade, que devo ser fiel para encontrar a fidelidade, que devo semear a luz do bem para encontrar a paz em meu coração e que estas coisas não tem preço.
Colegas de trabalho, amigos, vizinhos, familiares, inimigos. Todos filhos do mesmo Deus. Até mesmo os ateus. Até mesmo os que não pensam como eu. Até mesmo aqueles que por causa do meu coração egoísta do passado, em seu destino se perdeu.
E então, lembro que ao olhar meus filhos, ali está a inocência da criancinha. E lembro que um dia fomos crianças, puras, amigas, inocentes. Sinto saudade.
“Deixai vir a mim os pequeninos, por que deles é o Reino dos Céus”, disse Jesus. E no tempo, nas atribulações do dia a dia, os infernos do trânsito, das preocupações, das instabilidades monetárias, da concorrência desleal, do sonho não realizado, do parente que não compreendemos, da corrupção material oriunda daqueles que querem encher os bolsos de dinheiro para desfrutar o ter, quando sinto a solidão me atormentar, Deus ainda está em mim, Jesus Cristo ainda me consola e me abraça.
Sinto a tristeza do amigo que fere seu amigo, do homem velho que faz a guerra, do homem novo que carrega o câncer da maldade consigo. Sinto as vezes a dor da partida de um filho, a saudade e a distância de um tempo perdido. Como se expulsos do paraíso, penando pelo desatino, a esperança fosse um tesouro que não conseguimos encontrar.
Mas aprendi a pensar soluções. Aprendi que são as soluções que fazem o ser humano feliz. Os problemas nos soterram. As soluções nos libertam. Aprendi que posso mudar e lembrar Jesus que disse. “Vinde a mim vós que sofreis. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Eu acredito. Eu aceito. Eu vivo para aprender o caminho do Cristo. Mundano que sou, oro para que minha solução seja sábia. Que a Vontade de Deus seja por mim aceita. Que meu espírito não se rebele. Desta forma, sinto a força para enfrentar exércitos, sinto desejo para dizer amém. Felicidade.

Pela força e pela fé

Enviado Quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 às 17:21:45 | Nenhum comentário »
A vida segue nos testando o espírito, lapidando cultura, moldando necessidades, impondo desafios, criando situações para o progresso, desenvolvendo através do amor e da dor razões para o movimento. As vezes a partida de um ente querido para um lugar distante, a saudade que fica, o desejo de aproximação. Esta esperança move o sentimento humano, adocica o amor, valoriza os momentos presentes e faz o ser humano talvez resgatar pelo martírio do sôfrego aprendizado, a sua culpa, o seu erro, o seu desleixo. Aprendemos a valorizar quando perdemos. Aprendemos a dar importância quando nos distanciamos dos objetivos. A vida então exige disciplina, inteligência, coragem para justificar nossos esforços e motivações.
A campanha da fraternidade deste ano: “Não se pode servir à Deus e ao dinheiro”, traz esta alusão de que é preciso definir prioridades e motivações para os mecanismos de nossas vidas. O homem tem filhos, precisa amá-los, sustentá-los, torná-los bons cidadãos, dar exemplos, evoluir. Pela força física mesmo do movimento e pela fé na transformação, estas realidades acabam avançando no destino do dia a dia, no significado de um novo tempo, nas estruturas de uma nova realidade, onde o metabolismo se oxigena e a dinâmica avança na certeza da realização e da concretização de sonhos.
Pela realização destes momentos o ser humano se desenvolve na direção do progresso por realizar. Busca, procura, avança, determina, disciplina, informa, realiza, progride, cresce.
Esta realização torna a vontade mais forte a medida que avança-se na busca de objetivos maiores. “Quanto mais se desenvolve o poder, maior é a sua manifestação”. Então, a fonte do poder está na vida. Na condição de mutação desta existência, na força do pensamento capaz de modificar ideais e na certeza de que o caráter pode se moldar na medida que o ser humano cresce e busca atingir seus objetivos pela retidão de caráter, pela força de vontade, pelo trabalho.
Espaços vigorosos existem para encontrar o amor e a felicidade. Deus não coloca um fardo mais pesado do que aqueles que os ombros possam carregar. Deus ensina, abençoa, faz crescer na medida que tornamos nossos corações mais fortes, na medida que exercitamos nossas forças, na medida que a personalidade se assegura no tempo que a fé sustenta também a força física que se desenvolve para a necessidade de estarmos vivos na Terra, enquanto Deus não nos chama para prestarmos contas de nossas consciências.
Esta vida é que vale o bem. Esta vida é que vale o amor. Esta vida é que vale o avanço, o progresso, a transformação social, a sustentação, o progresso, o avanço, na medida que as relações se aperfeiçoam e que a saudade pode ser vencida pela energia positiva do amor incondicional.
Assim a vida se torna mais feliz a cada dia que passa. Pela força e pela fé, as determinações do destino tornam os homens mais seguros das possibilidades de conquistas em todos os sentidos. O diálogo, o concílio, a liderança, a seriedade, a direção e a vontade, movem o ser na direção do bem, e com valor agregado de bom caráter, ensinam o que pode e o que deve ser feito.
Avança-se nas razões de belos conceitos. E de respeito. De transformação. De tempo.
Assim se desenvolvendo na hora, as razões de crescimento.
Pela força e pela fé, o coração muda seu interior e muda sua imagem no espelho.
Sem perder a direção.

Depois das férias – recomeçar

Enviado Quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 às 11:21:51 | Nenhum comentário »
Lembrei agora o exercício que as professoras fazem nas escolas primárias, para estimular o hábito da reflexão, da escrita e do aprimoramento da linguagem com os alunos iniciantes na arte de ler e escrever. “Minhas férias”, é o tema da redação comum que muitas professoras ainda propõem aos alunos, como um tema fácil de se pensar. Férias, são sempre férias. Viagem ou não, as rotinas mudam, os horários mudam, a preguiça toma conta, poucas coisas se resolvem, a mente divaga facilmente em outras direções sonhadoras. Mas todas as férias acabam.
É preciso readaptar a disciplina do corpo e da mente, a motivação, a disponibilidade para resolver constantemente durante o dia uma série de problemas administrativos, estruturais e relacionados ao crescimento. É preciso depois das resoluções do pré-férias e do fim de ano, agir para colocar em prática a disciplina da transformação proposta e o desejo do avanço, é preciso acelerar o passo para colocar nos trilhos do progresso a vontade e os esforços na direção das mudanças que darão direito a melhor qualidade futura.
Mas as férias são necessárias para qualquer tipo de reflexão.
A reciclagem do tempo. O aproveitamento das estruturas de tempo que temos usado em nossas vidas. O equilíbrio entre o repouso e o esforço. De que forma temos cultivado nossos espíritos. De que forma temos sido úteis ao núcleo familiar e para nós mesmos. Como temos encarado os problemas da vida.
Então convencemos a nós mesmos que a simples ociosidade e irritante, enlouquecedora da mente. Se somos de ação, temos que agir. “A mente desocupada é a oficina do diabo”, como diz o ditado. Então, precisamos agir na direção do tempo que nos dá mais qualidade. Recomeçar. Por em prática princípios éticos e morais, valores administrativos coerentes com os resultados de nossas vidas e de nossos dias e esperar o tempo passar como um enriquecedor de cultura e de desenvolvimento moral e pessoal.
Que bom se fosse sempre assim.
No final das férias, juntar os cacos do dia, os resultados, a análise de consciência e lembrar que fizemos tudo que poderia ter sido feito para consolidar um avanço seguro. Voltarmos ao trabalho com o entusiasmo e a motivação do recomeço e de dias melhores. Controlarmos as ansiedades da saudade, da dor e do sofrimento de nossas vidas pessoais. Bem. Estes são felizes e devem ser gratos ao sucesso.
Aos que ainda seguem garimpando seus progressos, é preciso trabalhar.
Recomeçar.
Sempre....
Veja mais  Min: 15 - Max: 23
-->
» Busca
 
Empregos