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É quase um consenso a afirmativa de que não há dor maior do que uma mãe ter que sepultar seu próprio filho. A natureza nos indica que o caminho menos traumático é a partida desta vida das pessoas que nasceram há mais tempo. Porém, nem sempre é assim.
O fato ocorrido no dia de Páscoa chocou a todos pela dimensão da tragédia. Uma mãe de 60 anos assassina seu próprio filho, de 24 anos, devido ao desespero de vê-lo constantemente transtornado em função da dependência do crack. Pesquisas apontam que o aumento do consumo da droga na Capital no primeiro trimestre de 2009 foi de 527%, em relação ao mesmo período do ano anterior. No Estado, o aumento foi de 21,7%.
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul questiona a questão dos leitos psiquiátricos no Estado. Psiquiatras afirmam o que já sabemos: a falta de limites é o principal fato que leva os jovens para o caminho obscuro das drogas. Muitas vezes, por falta de opção, os pais deixam os filhos sozinhos e desprotegidos, enquanto trabalham, transformando-os em presas fáceis para más companhias e até mesmo para traficantes.
A droga tem dizimado famílias inteiras. Diante desta triste realidade, é preciso reafirmar a importância de projetos de atendimento às crianças e aos adolescentes deste Estado, de mais recursos para as políticas públicas que atendam ao sistema de turno inverso a escola e que trabalhem a questão da cultura, da arte e do esporte, para que novas perspectivas de futuro sejam transformadas em realidade.
Precisamos trabalhar na prevenção. O crack e todas as outras drogas precisam ser combatidos, urgentemente, pelos governos e por toda a sociedade.
