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A DESMORALIZAÇÃO POLÍTICA NACIONAL

Enviado Quinta-feira, 30 de abril de 2009 às 16:42:38 | Nenhum comentário »

É positivamente impressionante e contagiante (e esperemos que duradouro) o movimento de rua, botecos, escolas, academias e fóruns políticos variados, que passaram a tratar, observar e comentar sobre as mazelas e desonestidades politiqueiras descobertas neste ano da graça de 2009, iniciado de fato a três meses, com as eleições dos notáveis ex-presidente da República, Zé Sarney  PMDB-AP (?), no comando do Senado Federal e o ex-presidente da Câmara e atual presidente do PMDB nacional para o biênio 2009-2010 novamente na presidência da Câmara dos Deputados.

 

A disputa com adversários nas eleições das casas legislativas, aflorou fichas sujíssimas dos vários pretendentes às altas funções republicanas. E o povo sofrido, massa de manobra quase permanente, levou a melhor com as verdades podres descobertas.

 

E felizmente, sobrarão poucos para os próximos biênios, quatriênios, ou milênios de mamatas, se o povão não esquecer ou se desmobilizar. Os novos caras-pintadas funcionam agora via internet. São menos coloridos e visíveis que os saudosos das Diretas Já ou Fora Collor, mas mais rápidos, reprodutivos e eficientes.

 

FALANDO  EM  SENADOR  FERNANDO  COLLOR

 

Fico chateado ao constatar que ainda me indigno com o que já sabia que deveria estar acontecendo, embora não me tivesse ainda sido comunicado/noticiado. Mas esta indignação é bom que não morra nunca. É ela, felizmente, que dá força na luta, que encoraja ex-fracos, que faz e leva para a história.

 

O Senador Fernando Collor ??-AL, que tem como 1º suplente seu primo Euclydes Affonso de Mello Neto e como 2ª suplente sua prima Ada Mercedes de Mello Marques PTB-AL, sai de licença seguido do senado, pois com isto prepara campanha ao governo de Alagoas, e gera direito vitalício/perpétuo aos seus suplentes e familiares com seguro saúde e outros mais. No Senado todo o SEGURO SAÚDE PERPÉTUO já abriga os atuais 81 senadores e 310 ex-senadores e seus familiares. Os gaúchos e ex-gaúchos inclusive.

 

EM  CAXIAS

 

Na segunda, 27, na CIC, e na terça, 28, na expansão do Iguatemi, foram mais de 10 os puxa-sacos do ex-governador Rigotto, que pediam que me retratasse por escrever que o ex-governador estaria ainda ligado como dentista licenciado do Sindicato dos Bancários de Caxias e Região, sem dar oportunidade em ser substituído por profissional disponível. Diziam que faria décadas que Rigotto só trabalhava na política. Preocupei-me em poder estar desatualizado, embora boas fontes. Não estava.

 

Em vez do possível candidato ao Senado, Governo do Estado ou deputado federal nos ligar pedindo correção da notícia, ligou sim ao Sindicato informando-se como pode resolver o imbróglio funcional/político.

 

Quem conhecer cidadão dentista, disponível ao trabalho como, avise-o que pode pintar vaga.

 

OS 99 % , aqueles, só incomodaram os que ainda querem mais algum leite na política local. Quem foi cumprir tarefa de contribuir de fato com sua cidade e só, não se importam de que seja divulgado que além dos tantos outros, cometeram mais este grave erro. Alio-me a estes nem tantos, afinal não somos como pensam muitos, simples CONTRIBUINTES e sim cidadãos e PAGADORES DE IMPOSTOS, logo, para quem entende, promovemo-nos de servos a patrões.  

 

   

A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS É APENAS MAIS UMA

Enviado Sexta-feira, 24 de abril de 2009 às 17:31:54 | Nenhum comentário »

  

Há muito tempo venho defendendo a idéia de defesa intransigente do direito ao eleito ser ruim, desonesto, trambiqueiro e mentiroso.

Por incoerente que pareça, defender que pode o deputado, prefeito, vereador, senador ou presidente ser um fora-da-lei, sem moral ou ética para o que determina a lei seja o eleito probo e honesto no trato da coisa e do dinheiro público, o que chamo a atenção do eleitor é de que embora os eleitos tenham de dar o principal exemplo, ser acima da média dos representados por seu mandato, são pessoas que já sabemos antecipadamente comuns, normais e se cuidarmos bem e não supervalorizá-los como se nossos chefes fossem, ( ao invés de nossos representantes, outorgados para nossos trabalhos comuns) e não nossos delegados para por nós legislar/trabalhar.

 

Metade dos eleitores de mais de metade dos eleitos, negociam votos e agradecem com seus votos, pretensos favores que nada tem com o real exercício do mandato parlamentar ou executivo, como se carona, remédios, compra de ingressos de festas, rifas ou bolsas, fossem prova de bom deputado/vereador/senador.

 

A farra das passagens aéreas, destampada no Congresso nestas últimas semanas é apenas mais uma daquela casa legislativa. Haverá muitas mais lá no Congresso, na nossa e nas outras Assembléias Legislativa, no Senado Federal e na nossa e na quase totalidade das Câmaras Municipais de Vereadores.

 

Se não for nas passagens aéreas, será no baixo ou nenhum controle do horário e presença no trabalho bem remunerado. Nas incorporações encaixadas, sem o real conhecimento dos fazedores de leis, por muitas vezes. Nos seminários, Congressos, viagens sem relatório de participação e por vezes até sem a participação efetiva de alguns.

 

E em Caxias, o deputado Ruy Pauletti diz que não sabia a princípio, e após comprovadas 15 viagens ao Exterior (apenas de Jan/2007 a Out/2008), diz que reconhece todos os usuários, mas não sabe explicar por que alguns viajaram e não sabe se quer devolver os valores, que seriam legais, mesmo que um casal afirme ter comprado os bilhetes em operadora de turismo de Brasília, onde corre à boca pequena que outros tantos deputados poderiam ter vendido bilhetes adquiridos com dinheiro público.

 

E o Rigotto escreve que é preciso renovar o Senado, que a casa precisa ser mais respeitada, bem administrada, ética e etc... Mas continua, dizem os bancários, sem mandato e licenciado há décadas do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Caxias e Região, sem prestar trabalho. Renovar por quem, se nossos senadores votaram neste ano proposta ilegal? Se os eleitos ficam 30, 40, 50 anos na vida pública, dizendo ser um grande ônus e esforçando-se cada vez mais para continuar no estafante trabalho de sacrifício de mal nos representar.

 

Eu voto há décadas pela tentativa de renovação. Eu e quem mais possa influenciar. 

Ponto.   

E O SENADO CONTINUA - CADA VEZ PIOR

Enviado Quinta-feira, 09 de abril de 2009 às 17:09:35 | Nenhum comentário »

 

Os episódios, envolvendo senado e senadores desta semana, não mudaram em nada a opinião negativa que tinha eu e outros nem tantos sobre a que deveria ser a principal casa legislativa do país.

 

Assessores virtuais, suplentes de assessores reais, contratados por suplentes de senadores reais licenciados ou renunciantes e que são suplentes dos cargos da mesa diretora, é demais até para quem imaginava quase tudo, mas não tanto.

 

Quanto custa cada um destes quase trabalhadores. Mais de 30 salário mínimos mensais, em média.

 

E sabem o que respondem quando perguntados, nossos conceituadíssimos (pela maioria dos eleitores riograndenses) atuais senadores pelo Rio Grande Pedro Simon PMDB, Paulo Paim PT e Sérgio Zambiazi PTB? Que não sabiam da maioria das falcatruas e imoralidades levantadas pela imprensa nacional.

 

  • Os mais de 6000 funcionários para apenas 81 senadores e poucas e mal freqüentadas sessões com quorum.
  •  As não se sabem quantas diretorias da casa.
  •  As horas extras para trabalharem em dias, semanas e mês que o Senado não abriu.
  •  As filhas de ex-presidentes (da República inclusive), que lá recebem salário e que não são conhecidas nem aparecem e que ainda emitem opinião que a Casa é muito ruim.
  •  O que sobra do auxílio moradia que fica com o próprio e tantos “gatos” mais já descobertos. (Faltam todos os demais ainda o serem).

 

Simon é senador há mais de 20 anos e se ainda não sabia, é inocente, desligado e não parece merecer novo mandato. Um novo candidato qualquer, provavelmente seja mais atilado e cuidadoso.

 

Paim foi vice-presidente e da mesa diretora do Senado em vários anos e se não sabia foi muito mal eleito pelos gaúchos, se sabia, ou devia falar, denunciar ou entrou na turma do “o que importa é a eleição e o emprego, principalmente os nossos”.

 

Zambiazi diz estar decepcionado com o Senado. Que bom para nós todos. Os necessitados de novas cadeiras de roda (as que a sociedade ouvinte dá) agradecem e te recebem de pedidos na ponta da língua.

 

Mas aposte bem alto, não tudo o que tens, que se candidatos fossem os três na eleição para o senado que se avizinha, mais de 1 lá estariam, reconduzidos pelos indignados de hoje e cabos eleitorais de amanhã.

 

E o senador Cristóvão Buarque, aquele da Educação, fez 2% dos votos brasileiros, e o senador Jarbas Vasconcelos foi quase expulso do seu PMDB por dizer que nele havia “picaretas”.

 

 

E  AQUI

 

Aqui, deram mais discurso ao vereador Daniel Guerra PSDB, ao rejeitarem a inclusão de frase que melhorava o pedido de informações da vereadora Ana PT.

 

Faz décadas que os próprios que gritaram para que não fosse aceito a inclusão de frase propositiva, incluem frase propositivas ou provocativas e até algumas ofensivas nos requerimentos apreciados nesta e nas anteriores legislaturas.

 

A mesa e as lideranças chamadas saíram ainda mais chamuscadas do episódio. E não podem negar o episódio, pois foi “ao vivo” e “a cores” para dezenas de milhares de cidadãos/eleitores.

 

 

NOVAMENTE LULA : O “BURRO”

Enviado Sexta-feira, 03 de abril de 2009 às 18:41:28 | Nenhum comentário »

Esse é o cara

 

Embora após receber críticas, o humor cai, a alegria de escrever e viver de opiniões sinceras e fortes fica temporariamente menor, a missão e a tarefa parece pesada, difícil e pouco compartilhada.

 

Mas...

 

Os minutos e as horas passam e felizmente, após reflexão profunda, volta a coragem, a certeza de ao desagradar tantos incomodados “burros”, teimosos e até alguns corruptos, a vida precisa ser seguida com todos os novos aprendizados das décadas, dos anos e da semana nova de experiência adquirida e ela (a experiência) que pouco a pouco, mas SEMPRE nos ensina, nos conclama  e grita:

“Toque em frente, fale de suas certezas, arrisque pela boa causa, tente sempre a verdade, que ela aparecerá ao final”.

 

Por tudo isto e pela “sorte” da última quinta, 02, quando o “não branco de olho azul” dos EUA falava de “Esse é o cara. Adoro este cara” e outras estratégias mais, lembrei-me dos autoritários, teimosos e “inteligentes” que reclamaram e repudiaram a coluna da semana passada.

“Sorry, periferia”, escrevia Ibrahim.

 

 E AQUI A COISA VAI DE MAL A PIOR

 

O episódio da reunião que aconteceu ou não aconteceu dos líderes das bancadas da Câmara Municipal, para tratar de novos repasses a agentes da casa, que remunera muitíssimo bem seus lá instalados, teve um desdobramento desastroso e surpreendente por parte da bancada governista que prejudicou ainda mais sua já frágil posição junto à comunidade.

 

Para quem não sabe, como eu e você, se houve a reunião ou não, se Guerra tem toda razão ou apenas parte dela, se os outros detentores de mandatos independentes condicionarão seus mandatos a outros ou não, ficou ruim, muito ruim, tratar com represália um vereador como o tucano, que acusado publicamente de ter recebido diárias dos cofres públicos, PROTOCOLOU, dentro dos trâmites normais, corretos e pertinentes ao mandato conquistado, pedido de informações ao executivo, solicitando tudo que pudesse esclarecer as suas e todas as despesas de diárias, viagens, gastos públicos com agentes públicos no governo 2005/2008. A bancada do PT, inteligentemente, solicitou fosse o governo anterior, 2001/2004, também fiscalizado, e somou ponto.

 

A bancada de situação PMDB, PDT, PP, mais os dois vereadores do PC do B, articulada e quieta votou contra e rejeitou  a fiscalização constitucional e necessária, que todos os dias de sessão, todas semanas de todas as legislaturas aprovam por “picuinhas” outras, para fustigar, ameaçar, negociar ou arrumar a administração pública.

 

Ficou muito mal, pois deixou de saber a verdade e abdicou e negou-se a cumprir a principal função para a qual foram eleitos. E pensavam, haviam calado o “intruso”.

 

Não calaram, deram-lhe discurso, pelo menos temporária razão e continuarão sendo felizes com pedidos de troca de lâmpadas, compra de rifas, auxílio na compra do remédio e homenagens nas cidadanias e denominação de ruas.

 

E dirão que tem certeza de estarem com a razão. Até ...  

 

 

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