1. O Rio Grande pode perder 29 municípios que voltariam a ser distritos. No ano de 2000 aprovaram e instalaram 29 novas cidades gaúchas na onda de emancipações. A onda tinha, além dos legítimos anseios de independência ou maus tratos políticos da cidade-sede, o interesse em “grana” certa que vem do Governo Federal, para todos os municípios brasileiros e a cota mínima é de R$ 4.000.000,00 ano, para municípios de 3 – 4 – 6 mil habitantes e vem também, como mínimo, para estes que estariam fora da lei, pois tem menos de 1.800 eleitores. Ex. O novo município de Tio Hugo, de menos de 1.000 eleitores, foi desmenbrado/emancipado de município com pouco mais de 4.000 habitantes, logo, pequeníssimo. Criou-se artificialmente, nova Prefeitura, Câmara Municipal, delegacias, repartições públicas de várias ordens e obrigação de repasse mínimo aos 2 municípios. Pinto Bandeira e outro da região estão na lista para voltarem a ser distritos. Decisão para maio entrante.
2. O deputado Luciano Azeredo PDT-RS volta firmemente à carga com seu projeto que propõe por fim à aposentadoria vitalícia com salário duas ou três vezes maiores do que o do governador(a) em exercício do mandato. Jair Soares, Antonio Britto, Olívio Dutra e Germano Rigotto, dizem as más e "mui" más línguas, recebem além de R$ 20.000,00 mensais, pela resto de suas vidas, (às vezes, as viúvas mais um tempo) pelo disputadíssimo cargo de governador, na eleição, reeleição e mais todas as vezes que conseguem e é possível concorrer ou ganhar (o que prova que é muito bom este poder e dinheiro). Se não tivesse outros motivos, só este me bastaria para desconfiar que não é para nos ajudar que querem a “teta” eterna. E acumulada. Simon, parece abriu mão, pois poderia ganhar como ex-governador e senador. Bom assunto para questionar os candidatos durante esta próxima campanha.
3. Em Brasília, descobri esta semana, colhe-se abacate, laranja, poncam e muitas mais frutas nas calçadas de grandes avenidas da capital federal, fruto de uma lei local. Lembrei, pela vigésima oitava vez, que fiz lei na Câmara Municipal em 1989, aprovada por meus pares da época, (menos um que prefiro não comentar) e sancionada em 1990 pelo prefeito Mansueto que dizia simplesmente o mágico texto: “ Em arborizando passeios públicos (calçadas) ou parques públicos (praças), plantar-se-ão árvores frutíferas" “ Revogam-se as disposições em contrário”. A lei me consta não teria sido revogada. Muito menos cumprida até hoje. Passaram-se Mansueto, Vanin, Pepe e Sartori.
Vinicius, Guerra, Edson, Felipe, eu e você ainda não tivemos oportunidade, portanto ainda não somos culpados pela ilegalidade. E se voltar um dia o “tesão” não seria nem irresponsável, nem incoerente de não cumpri-la.
4. O Guincho Kabika está devagarinho, transferindo a sucata e os carros guinchados para novo local. Ponto para a Gazeta e a cidade.
5. Os postos de combustíveis, através de seu forte e influente sindicato, já escrevem e falam, pelo menos o que está incorreto, o que já é bom, pois significa que o que não foi defendido deve ser correto e verdade. Avançamos, a Gazeta e a cidade.
6. A Pananbra que fecha a Rua Irmã Valiera há quase quatro décadas, ocupando terreno público e via de acesso central, embora nossos esforços de uma década, ainda não destrancou a via, não saiu da rua, não devolveu o bem público aos caxienses. A Gazeta e a cidade esperam. Somos novos e os velhos não tardam a desaparecer.
Viva Tiradentes! Abaixo Maitê e todas as outras drogas! Voltaremos.
Como era esperado, pelos que acompanham a vida cultural e política do centro de Caxias do Sul, o novo Cidadão Caxiense, Zé do Rio, deu show no discurso da última quinta, 15, quando recebia a honraria concedida pela nossa colenda Câmara Municipal, de cidadão caxiense.
A irreverência, espírito brincalhão e divertido, a longa barba, os trejeitos e até palavras e adjetivos que poderiam ser considerados “chulos”, ficaram bem, agradáveis e convenientes vindos e proferidos pelo bom Zé do Rio.
Claro que não foram nem um nem dois os vereadores e nem cinco ou oito dos outros cidadãos caxienses, que chegaram à mesma honraria por outros méritos, que não gostaram ou não aprovaram o modo desinibido, diferente e quase hyppie do naquele momento homenageado pela cidade que adotou e que agora é também legalmente sua.
Achei que ele foi melhor do que a maioria. Aliás, quantos dos ex-cidadãos caxienses homenageados fariam um discurso tão bom e de improviso, sem colinha ou assessoria?
E Dilma tentou passar a imagem de “gerentona”: Conseguiu
Para considerarmos preparada para grandes embates políticos, (no país com ainda pouca cultura e muita corrupção eleitoral) foi ainda muito pouco a simpatia e promessas feitas ao mediano número de empresários e profissionais da comunicação que a ouviram palestrar nesta sexta, 16, na CIC. Se fosse a candidata das elites econômicas, teria agradado em cheio, pois mostrou que conhece os problemas e o país que se dispõe a administrar, mas com a imagem “estatizante” que criou (ou criaram) para si, poucos terão mudado de conceito em relação a ela e ao governo que ela pretende suceder no mandato e continuar no programa.
Claro que o outro candidato que com ela polarizará a campanha, o agora ex-governador Serra, também agradará, pois também será um bom ou ótimo gerentão, com ainda o “plus” de estar mais afeito à política tradicional, que exige grandes doses de falsidade nas promessas, exagero nas expectativas e nenhum critério nas alianças. Aliás...
As alianças que estão sendo desenhadas para as corridas presidencial (com PT e PSDB como principais articuladores) e estaduais em todos os recantos do país, mostram quão nefasto e irresponsável foi o Congresso Nacional em não aprovar a reforma política ideal ou possível. Nenhum dos grandes partidos (grandes?) pode criticar o outro, pois todos os envolvidos em algum dos estados ou a nível nacional venderam-se a interesses eleitorais locais, ou foram entregues à troca de alguma eleição possível, seja majoritária ou proporcional.
Por isto é tempo, agora até outubro, de relembrar o que cada Casa Legislativa, e seus ocupantes fizeram de ruim para o estado e o país.
As coisas boas não precisamos buscar, eles nos farão engolir com os exageros possíveis, durante a campanha que se avizinha e o horário eleitoral.
Acompanhar pela imprensa nacional o rescaldo dos estragos das chuvas, desmoronamentos, destruição de bairros e cidades, fruto de pouco planejamento e principalmente muita tolerância e falta de pulso nas implementações de políticas urbanas e cuidado com áreas imcompatíveis com a ocupação pelo homem, visto serem desocupadas exatamente pelo risco de catástrofes enormes e previsíveis, tudo provoca uma tortura real e injusta.
E não é apenas no Rio de Janeiro, Santa Catarina ou agora Bahia que existem administradores públicos com pouca firmeza na implementação de políticas de proteção às áreas urbanas sujeitas a estas possíveis e prováveis catástrofes climáticas e humanas.
Em Caxias do Sul, também temos loteamentos pendurados em morros perigosos, em vales outrora reservados e desocupados, em áreas ao entorno de barragens e até em praças públicas inteiras construídas com lixo (ou restos de lixo) e mansa, pacífica e irresponsavelmente ocupadas com quase todos os serviços públicos já implantados pelas administrações públicas que se suscedem. É de temer e lamentar.
E quando as administrações se mexem para arrumar invasões desnecessárias e aproveitadoras do bem público, como a denunciada há muitos anos pela Gazeta e outros veículos de comunicação, como a que originou a decisão pela justiça da desocupação quase imediata do guincho instalado em enorme trecho da Viação Férrea na Av. Rio Branco, a justiça, mesmo fazendo seu papel de repor a guarda do público pelo público, dá uma multa ou ressarcimento quase ridículo de 300 reais mensais por ocupação de área que se estivesse no mercado, disponível, valeria dezena de milhar mensal de locação. É um contrasenso econômico, felizmente, dentro de uma solução positiva para a sociedade.
* Sobre as pressões e negativas da semana, sinto muito, mas nenhuma convenceu ou foi suficientemente enfática, pública ou provada. Por isto, fica tudo como está até aqui, com as fontes tendo ainda a credibilidade sobre o que não é negado ou explicitado como incorreto em público, como entendo seria o correto.
* E os números sobre a Festa da Uva, devem sair nesta semana. Já é tempo.
* E a leizinha aprovada rapidamente que tirava encargos de dívidas velhas com nossa pública Prefeitura Municipal, foi aproveitada, dentro da nova lei, para pagamento de alguns dos débitos dos 99%, aqueles. Que bom! Me nóno diria: " Méio cosi ".
* Os números sobre quando, quanto e quem gastou com a Rota do Sol, não chegaram, ninguém tem resposta escrita, só crítica ao que divulguei. Estou às ordens para divulgar o real e correto, se já não divulgamos ou noticiamos.
Muitos que apenas lêem o jornal assistem aos jornais televisivos ou ouvem às rádios da cidade, quase sempre saem contando notícias que pensam sejam novas, quando na verdade as coisas que acontecem hoje, apenas refletem o trabalho de ontem e escondem os planos do amanhã de médio e longo prazo.
Como exemplo de notícias que estão saindo agora e que já eram velhas há um ano atrás podemos citar a composição do secretariado no final de 2008 e Janeiro de 2009.
Sabia-se lá atrás que um bom articulador político na Festa da Uva 2010, catapultaria seu principal executor a fácilmente (com habilidade, lógico) eleger-se deputado estadual ou federal no campo da situação neste outubro próximo vindouro.
Dirigido o PMDB por Pisoni e com a prefeitura sob o comando de Zé Ivo Sartori, era necessário que bons auxiliares de muitas festas anteriores, como Mauro – PMDB, Vinicius e Néspolo – PDT ou Golin – PP, lá não se instalassem, pois a Festa 2010 poderia (se boa) catapultá-los ao mandato natural, que lá adiante virariam fortes pretendentes à Prefeitura Municipal em 2012. Que precisa ser do PMDB e da turma dos mesmos.
Embora a nova presidenta ainda resista na natural pretensão de também lá chegar, a Festa revelou para a política e seus velhos e sujos caminhos também o atual presidente da CIC e agora peemedebista, empresário Milton Corlatti, que já foi do PSDB quando o filiei em 1994 e lá ficou até pouco tempo atrás.
Quem fala que ele será o próximo presidente da Festa 2012 e pretende (m) seja o sucessor de Sartori, são pessoas de muita intimidade com o partido do prefeito e seus controladores e pessoas próximas do poder atual. Embora, logicamente, não próximas do grupo que comanda ou controla parte do governo ou partido.
Tem lógica, embora a aposta em empresários sempre ficou pelo caminho, pela imagem anti-popular da marca empresário, embora injusta a generalização.
Tentaram no passado Idorly Zatti, João Luiz Cipolla, Francisco Stédile, Cláudio Eberle e mais recentemente Nestor Perini, ou como candidatos ou como pré-lançados ao Paço Municipal. Todos ficaram mal nas pesquisas.
As novas candidaturas de Alceu Barbosa PDT, Marisa Formolo e Pepe Vargas PT, Maria Helena PMDB e Adamoli PSB, entornarão este caldo preparado. Sairão daí, os eleitos, os reais e fortes pretendentes com reais chances. Embora ...
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· Aliás, um dos poucos títulos de cidadão caxiense que dei e ainda penso me orgulhar, foi ao ex-presidente da CIC, Festa da UVA e SER Caxias, empresário Nestor Perini, que agora como mostra a reportagem, pode estar envolvido em fraude etc... e tal. Processos os outros, todos temos.
· Aliás, já que seriam 220 milhões os valores gastos por Rigotto PMDB, na Rota do Sol, pergunto? Quanto deste montante foi gasto e pago nos primeiros 45 meses ( 1.370 dias) de governo (01.01.2003 a 01.10.06) e quanto foi gasto nos últimos 90 dias de seu governo após perdida eleição em 1° turno. E quanto destes valores gastos, mais o que restou a fazer foi pago no Governo Yeda? A resposta pode explicar
Aliás, o vice-prefeito Alceu PDT, me garante que pode durante sua candidatura a deputado estadual, não assumir a principal função a que foi eleito, substituir o Prefeito em seus impedimentos e continuar vice em seu gabinete, sem assumir a Prefeitura, continuar recebendo seu salário de vice e ajudar o prefeito interino, no caso Moisés Paese. Embora o absurdo da lei, que ele diz permite e respalda tal situação, prefiro imaginar que não vá acontecer, pois o desgaste parece-me será brutal.