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O C A L Ç A D Ã O

Enviado Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 17:12:41 | Nenhum comentário »

 

Finalmente uma ideia nova. A volta do velho calçadão de pedestres da Av. Júlio, que ao invés de ir ampliando-se em direção aos bairros de N.Sra.de Lourdes e São Pelegrino/Cinquentenário, foi fechado e novamente deu guarida aos antigos passeadores de automóveis pela principal avenida da cidade. A ideia é boa, deve prosperar, mas não é momento de construí-lo sem antes arrumar e planejar tudo o que for necessário para seu subsolo e calçadas.

 

As canalizações dos esgotamentos pluviais datados do final do século XIX e todo o século XX precisam ser refeitos para enfrentar o grande centro deste novo século.

 

As novas calçadas amplas precisam abrigar canalizações de água potável, eletricidade, novas tecnologias como fibras óticas e tudo o mais já descoberto para comodidade das pessoas e das casas comerciais e residenciais da cidade.

 

As áreas de lazer, paisagísticas, proteção solar, marketing social e proteção histórica também podem e devem ser pensadas antes da simples decisão de abrir ao público, como ocorrido há duas décadas.

 

E por fim a polêmica dos chatos/audaciosos. Por que não aproveitar o momento de caos de trânsito cada vez maior, com pouca ou nenhuma chance de diminuir, sem decisões novas e corajosas, para projetar/construir debaixo de todo este espaço urbano nobre e fundamental para a futura e atual metrópole da serra, o metrô de Caxias em seu principal eixo de uso pela cidade que cresce e exige cada vez mais pessoas em sua área central, sem espaço ou planejamento de novos acessos pelo esgotamento de suas áreas livres para construção de novas ruas, abertura das velhas mal fechadas e tantos erros antigos de falta de planejamento. Existe dinheiro barato para financiar obras que melhoram as grandes cidades, existem ainda algumas opções de braços que podem cruzar estes 6 km da velha Avenida Júlio de Castilhos e existe principalmente pessoas e empresas que precisam que a cidade continue como referência de boa cidade para trabalhar e viver.

* Para apoiar a ideia do novo/antigo calçadão e para crítica e melhoramento à polêmica levantada há poucas semanas da necessidade do primeiro metrô de Caxias, neste espaço, com emails de apoio e nenhuma crítica escrita, embora solicitadas.

*Dá mais votos construir prédios de apartamentos com financiamento público nas cabeceiras de aeroporto, permitir invasões em áreas verdes que farão falta logo ali adiante até para os invasores, quiçá para os compradores, permitir grandes construções nas áreas centrais, já apinhadas de pessoas e empresas, permitir descaracterizarem áreas como as da antiga/atual chácara Eberle, etc, etc...do que enfrentar situações que não dão votos pois são obras para mais de um mandato político. Mas....   

A S E M A N A

Enviado Sexta-feira, 01 de abril de 2011 às 17:45:22 | Nenhum comentário »

Começaram as articulações partidárias para as eleições de prefeito e vereadores que acontecem em outubro de 2012. Os partidos menores, estudando as dificuldades e enganos cometidos nas coligações passadas, em especial a eleição de 2008, começaram mais cedo.

O PSB, que teria feito um vereador se tivesse concorrido com nominata completa, ao invés de coligar-se com PMDB e PRB, e não eleger ninguém, apesar da cadeira que será ocupada, provavelmente até abril de 2012, pelo 1º suplente Edio Elói Frizzo PSB, quando voltam os eleitos Edson da Rosa e Felipe Grimelmeier, PMDB, para seu lugar e o ocupado pelo 2º suplente da coligação vereador Ari Dallegrave, PMDB, reuniu-se no fim de semana p.p. e decidiu por candidatura própria para prefeitura ou vice e nominata forte para a Câmara. Nomes como o do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Raimundo Bampi, presidente da UAB Daltro da Rosa Maciel e presidente da AMOB São Pelegrino Antíoco Sartor, por ora, parecem fortes candidatos numa eleição que levará além das atuais 17 cadeiras, mais seis adicionadas pela emendinha “esperta” e demagógica do ex-deputado federal Pompeu de Matos, PDT-RS, hoje à procura de cargo no governo gaúcho, Prefeitura de POA, ou no seu Banco do Brasil.

O PP, presidido entusiasticamente pelo bom Ricardo Golin, mas controlado ainda pelo ex-prefeito Mário Vanin, também se reuniu em Galeteria da cidade onde visualizei boa nominata futura, entusiasmada e pronta para repetir ou ampliar os votos de 2008, que teriam lhe dado vaga na Câmara de 17 vereadores, não houvesse a coligação com o PSDB, que fez menos votos totais partidários, mas teve os dois mais votados da coligação, elegendo Francisco Spiandorello e Daniel Guerra. Com a boa e fácil leição da senadora Ana Amélia, PP-RS, em 2010, o “tesão” político parece no ponto exato para retomar candidaturas próprias e fortes. E Golin ainda diz ter “surpresas” a anunciar.

O PT faz permanentemente, nos últimos meses, sondagens a lideranças novas comunitárias para reforçar sua nominata à Câmara com o discursos que serão mais vagas a conquistar, além de com a divisão dos grupos de Pepe/Tatto , Marisa/Roque e Daneluz/Guiovani, cada qual trabalha para ter força junto à convenção que alçará um dos três líderes à cabeça de chapa. Com o governo federal e estadual a usufruir, e com Pepe em alta em BSB, tudo pode acontecer com a legenda e as candidaturas.

O PDT é o partido que mais cresceu em lideranças fortes para 2012. Mas o partido nunca mereceu tanto este nome como agora. Está mais que dividido entre as correntes Alceu Barbosa, deputado estadual, Edson Néspolo, chefe de gabinete e coordenador político da administração Sartori e o vereador e suplente de deputado estadual Vinicius Ribeiro, que se considera vitorioso e forte por entender ser o de maior base eleitoral própria, acima da sigla que o abriga.

O PMDB, que deveria, por conta da boa administração Sartori, beneficiar-se e estar crescendo fortemente, encontra dificuldades em novos pretendentes, por entenderem muitos que os espaços para os que devem se eleger serem dos de sempre, reservados que são há mais de uma década. Mas erram ao não apostar nas renovações que virão. Edson, Felipe e Mauro quebraram já por duas vezes esta lógica de reserva de vagas. Os tradicionais tendem, cada vez mais, a ficar nas posições de se autotitularem em postos de honra.

 

NACIONAL

Não posso deixar de comentar a morte de nosso ex-vice presidente Zé Alencar PRB-MG. Embora sem Lula, na chapa de 2002 e 2006, nem o PT nem Zé Alencar teriam chegado ao desiderato perseguido de conquistar a presidência e vice-presidência do Brasil, é inegável que o PT e Lula também devem muito ou quase tudo a tranquilidade e maturidade que Zé Alencar deu à candidatura petista, ideologicamente perigosa e preocupante para dezenas de milhões de brasileiros, à época.

Perdê-lo, a poucos meses do final de mandatos cumpridos com eficiência, discrição e ética, sem, contudo, ser ausente ou omisso em assuntos onde tinha autoridade moral e administrativa, como juros, reforma tributária, previdenciária e política, após luta frontal e pública com doença supostamente fulminante como o Câncer do Intestino é motivo de comemoração cívica para os brasileiros, que descobriram (via Zé Alencar) ser a quase unanimidade brasileira que propaga que político brasileiro é “tudo” ladrão, “vagabundo” ou “sem-vergonha”, uma frase que precisa ser, antes e depois de Zé Alencar, mais bem pensada.

Temos apenas na política, bons e maus homens que nos representam na medida e proporção de nossos próprios defeitos e qualidades. Foi bom saber que muitos bons brasileiros, elegeram um representante que nos orgulhou em quase tudo que fez ou pregou durante sua vida empresarial e política. Ganhamos todos mais autoestima e novo herói nacional.

 

 

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