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Muitos (ou seriam apenas alguns) me pedem que escreva ou opine sobre os porquês de tantas surpreendentes quedas e subidas nas pesquisas eleitorais desta eleição que se aproxima.
Se tivesse que responder em meia frase, seria “porque o eleitor está cada vez mais ligado.” O que quer dizer isto?
Quer dizer que passamos por vários processos de decisões até chegarmos no que parece ser o que viveremos neste 2010 e seguintes.
Até 20 anos atrás votávamos, muitos, daqui e de acolá, orientados por “coronéis” sejam das lavouras, dos cafezais ou da política em si.
Passamos nos últimos 15 ou 20 anos a votar em políticos conhecidos, pensando de maneira muito errada, que fossem eles pessoas especiais, melhores do que nós cidadãos comuns, pela projeção que a política lhes dava, parecendo acima da média em capacidade, honra, comportamento. Não eram e não são. Descobrimos que são pessoas comuns como nós, que defendem interesses normais, embora não plenamente visíveis, buscam um bom emprego ou função, embora digam que procurem mandatos para defender seu amado povo, e que procuram profissionalizar-se eternamente nestas funções, embora devesse, o mandato eletivo, ser missão passageira, de e no interesse público.
Chegamos no momento atual, onde parece-me, buscamos os eleitores, novidades e renovação o maior possível da classe política, que procurava e procura se eternizar nos cargos e funções possíveis.
Senão, vejamos o que acontece.
O vereador no meio do mandato quer virar deputado, o presidente do sindicato, no meio do mandato e sem renúncia, quer virar também vereador e deputado, o prefeito que prometeu 4 anos na prefeitura, agora alega o partido o querer governador, o vice-prefeito, antes do meio do mandato e sem prejuízo da remuneração como tal, quer virar deputado por 4 anos e daqui a 2 virar prefeito deixando a vaga para o suplente de não soubemos “donde”, o ex-governador, com aposentadoria integral e vitalícia, quer também a função, salário e penduricalhos de senador e os já deputados e senadores que lá estavam quando viu-se bandalheiras de toda ordem e votações contra o povo e a favor das benesses dos mesmos, agora listam apenas as boas votações e o total desconhecimento sobre as falcatruas praticadas em seus nomes ou “sob suas barbas” no Congresso Nacional.
E nós todos vimos isto pela imprensa, mas não reconhecemos seus assessores bem remunerados que hoje nos falam maravilhas de seus “chefes” candidatos, em horários de seus expedientes em POA ou BSB.
A explicação que parece lógica é de que Dilma começa a ser inalcançável exatamente pro ser “virgem” nos compromissos com estas “raposas velhas” da política nacional e por representar a continuidade de um político (Lula) que poderia escolher o cargo que sonhasse, entregar seis meses o governo a seu vice, e eleger-se pelo estado que quizesse a mais 4 ou 8 anos de mandato. Decidiu cumprir o nobre mandato outorgado. Criou respeito e força eleitoral com seu bom exemplo.
Serra, ao contrário, renunciou mais de meio mandato da prefeitura para virar governador, e boa parte e a reeleição quase certa para tentar assumir o país e, parece, pagará o justo preço.
No Estado, Tarso Genro PT, que renunciou a Prefeitura em tempos idos para tornar-se governador do Estado do RS e foi sabiamente rejeitado por não cumprir na totalidade o mandato outorgado, agora transfere este ônus a José Fogaça do PMDB, que também prometeu cumpriria seus 4 anos de Prefeito de Porto Alegre e não cumpriu metade, renunciando para conquistar outro mandato mais interessante, o de governador do RGS, por pretensão política pessoal. Tem muita chance de pagar o preço, por entender fosse o “povo” esquecido ou burro. A conferir.
Nesta semana e neste mês começaram as rodadas de programas de TVs dos candidatos e dos debates eleitorais que podem motivar os indecisos e trocar alguns votos de eleitores que não estejam ainda convictos em quem querem firmemente para o comando executivo e legislativo do Estado e do país.
Destaco a campanha presidencial por ser a principal e mais apaixonante até o último julho p p.
Deste início de agosto até este 20, sexta-feira, 19h, começa a perder a graça, a expectativa, a motivação de todos os lados envolvidos. Explico.
Esperava desde 2003, quando o PT e Lula assumiram por mandato popular o poder brasileiro, forte oposição do PSDB derrotado com José Serra/Rita Camata PSDB/PMDB, representando o ciclo FHC que se encerrava com oito anos de, dizia-se, grandes realizações nas áreas econômica e social. Também do PFL, depois DEM, coligados desde aquela época com a turma que deixava o poder (Marco Maciel PFL, vide de FHC e Senador José Jorge PFL, vice de Alkmin, 2006) por ordem e decisão popular que os empurraram e delegaram a também importante tarefa de opositores e fiscalizadores do governo eleito.
O DEM, com caras manjadas das más hostes políticas nacionais até que tentou em alguns momentos da vida política, embora com Zé Agripino Maia PFL, que tinha irmão em secretaria de ministério, Jorge Bornhausen, escorraçado pelo povo catarinense e ACM derrotado na Bahia e depois, finalmente, “cremado”.
Mas o PSDB ou não fez bem ou não fez a sua parte. No mensalão do PT de 2004, 2005, não pediram “impeachment”, pois ele, o mensalão, havia começado e atingia muitos dos seus, do PTB de Roberto Jefferson, ao PL de Waldemar Costa Leite ao PSDB de Eduardo Azeredo, Sérgio Motta & Cia. Esperaram, por ordem de FHC, o PT e Lula sangrarem até 2006, quando seriam defenestrados por eleições democráticas. Erraram a mão e perderam feio.
E AGORA VEM 2010
Esperávamos nós, os observadores sem partido, que o momento de 2010, onde o PSDB tinha duas pré-candidaturas igualmente fortes à presidência, a do governador eleito de SP, Zé Serra, e a do governador reeleito de MG, Aécio Neves, os dois com mais intenções de voto que a “novel” Dilma do PT e de Lula da Silva, fossem eles se apresentarem como a evolução, a retomada da boa política, o fim disso, o fim de tudo que pudessem ter criticado nos oito mal governados anos de Luis e seu PT.
Não está sendo assim, nem a campanha nem o discurso de Serra e seus demos. Prega Serra a continuidade do governo atual, agora sob sua experimentada “batuta”.
Já Dilma e seu PT dizem que é necessário ampliar e melhorar o governo, criar novos programas, fazer mais coisas e melhores. E sobe nas pesquisas e ultrapassa o outrora favorito PSDB. E falam até em vencer em 1º turno.
Se leio bem a campanha presidencial, está fácil demais mesmo deste “tucano” quase governo, que cita Lula da Silva em seu refrão eleitoral e que de repente quer ser chamado de Zé, após nacionalmente conhecido e reconhecido como Serra, entregar a eleição para a “dita” inexperiente e desconhecida, até ontem, Dilma, o “ex-poste” conclamado da tucanada agora desertora. Ou estaríamos errados, os que esperavam da oposição, OPOSIÇÃO?
Tenho vaga e negativa ideia do que seja imparcialidade ativa na vida profissional e familiar, senão vejamos se estamos eu e o leitor o que seria:
BOA VONTADE E PACIÊNCIA A GENTE TEM, DÚVIDAS, AINDA MAIS.
