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Discutir, em Caxias do Sul, com arrecadação bilionária, e com carga tributária federal, estadual e municipal escorchante, se o prefeito deve ou pode gastar R$ 2.300 nas cadeiras que nos recebem, imprensa, autoridades e principalmente servidores e agentes públicos é pelo menos ridículo e fora do assunto principal. Relacionar como quer o Sindicato dos Servidores Municipais com a falta ou alegada falta de receitas (IMPOSTOS) para aumento acima da reposição é desviar o assunto principal.
Reinvindica-se aumento por se ganhar mal, por trabalhar muito, por necessidade ou merecimento, não porque dinheiro há. Principalmente o público.
Não pagamos impostos para servir a máquina pública. O Estado existe e visa satisfazer os interesses da sociedade que o criou e mantém.
A carga tributária brasileira já ultrapassou arrecadação acima de 35% do PIB nacional. Um absurdo para o retorno em serviços públicos prestados. O setor produtivo já não suporta mais o peso do Estado caro, inchado e por muitas vezes ineficiente.
Pagamos impostos (e demais) porque há necessidade de investimentos públicos em educação, saúde, esgotos, água e obras de infraestrutura, que lógicamente precisa de pessoas que as façam acontecer e as controlem e vigiem.
Mas a máquina pública é nossa, não de seus competentes (quase todos) servidores.
Se necessário, se mal pagos e exemplares trabalhadores, que bem se lhes pague, se relapsos ou desmotivados para a área pública, oportunidades de saída e voos mais altos na área privada, que exige mais, paga mais e funciona na base da pura competência e oportunidade.
Aliás, a oportunidade seria ímpar com a possibilidade de divulgação na internet dos nomes e rendimentos brutos dos servidores, conquistada no STF pelo prefeito de SP em decisão liminar.
Conheço um pouco do que escrevo e penso que se os políticos não pensassem apenas na próxima eleição, reeleição ou próximo posto a galgar, teriam melhor condição de fazer o necessário, o certo, o prometido para os eleitores-cidadãos e voltarem para novos desafios na área pública ou na privada e familiar com respeito acima do que gozam com a frouxidão dos últimos decênios.
SOBRE O SENADO, ESCREVO ATÉ OUTUBRO DE 2010, PELO MENOS
Durante esta semana, li e ouvi pérolas da demagogia, só aceitas pelo momento vivido pelo Senado da República.
Aqueles vetustos ex-presidentes, ex-governadores, eternos senadores, ou suplentes eternos financiadores, que chegavam como deuses nas suas curriolas eleitorais, viraram o disco, baixaram a bola, mudaram de tática.
Li no Pioneiro, Zero Hora e Diário Catarinense, que o senador Simon PMDB-RS diz que está cansando dos escândalos, dos atos secretos, da disputa e que não precisa passar por isto e pensa em largar tudo e ir para casa. Mas se dispõe em dia de sessão no senado de estar no estado decidindo aportar ou desaportar do e no governo Yeda.
No mesmo dia, leio a Gazeta de Alagoas e jornais de SP onde o senador Collor de Mello PTB-AL, Renan Calheiros PMDB-AL e Romeu Tuma - PR-SP todos na mesma linha, penso em largar tudo, não preciso passar por isto e blablablá.
Mentiras novas, caras-pálidas. E mentira daria cassação, não fosse o Conselho de Ética o "clubinho de vocês".
Desde o descobrimento
E.T. Os senadores da república dizem seus íntimos temem que a Internet os tirará a todos da "mamata" do Brasil, portanto há mais de 500 anos, recebemos notícias de que agentes públicos, em minoria ou maioria, depende do tempo e da época, usam a máquina ou coisa pública como se dela fossem proprietários ou únicos donos. Pero Vaz de Caminha, já pedia emprego ao sobrinho ao anunciar o descobrimento da Terra de Vera Cruz.
Lembro deste episódio, nesta semana, por 3 notícias, recolhidas em SC e que indicam que com a internet algo muda para melhor, nesta área de defesa da máquina pública como propriedade e de uso exclusivo para os agentes eleitos ou nomeados.
1. Na cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab, após objeções pessoais intimidatórias, cara feia de muitos funcionários públicos e vereadores de sua base e ação judicial teve reconhecido o direito básico e justo de colocar com transparência na internet os valores dos salários pagos aos funcionários e cargos do município. Esta grande massa que o ameaçava, agora acuada (os de altíssimos salários) agora baixa a cabeça e tenta mostrar serviço compatível com a remuneração pública exposta e alguns até demissão vergonhosa apresentaram.
2. Em mais de um estado da federação ( governo federal e municípios idem ) sindicatos de servidores e agentes políticos fazem cartazes e campanhas por aumentos salariais baseados no incremento da arrecadação, o que é um absurdo, pois o aumento salarial deveria ser por defasagem de remuneração para a função ou por estrito merecimento, nunca por simples possibilidade de maior ganho. O aumento da arrecadação deveria, sim, ser motivo ou de redução da carga tributária ou de aumento de investimento na infraestrutura ou serviços públicos da máquina governamental. Em duas destas cidades do estado, a internet começou um movimento de rejeição dos índices e aumentos exigidos.
3. Na cidade de Braço do Norte - SC, o ex-prefeito do PP, sentindo que perderia a eleição de outubro p.p. para o candidato do PMDB, aumentou verbas de gratificação de função sem estudo algum ou merecimento medido para regências, funções e FGs, querendo com isto inviabilizar parcialmente o futuro governo do opositor. O candidato do PMDB realmente venceu com mais de 60% dos votos, mas a eleição foi anulado e o candidato do PMDB impugnado. Marcada nova eleição para fevereiro p.p., o do PMDB, com soberba colocou a esposa para reinar novamente, perdeu para outro candidato do PP, que herdou a arapuca montada por seu correrigilionário ex-prefeito.
Ponto positivo: Encaminhou projeto à Câmara, anulando as gratificações sem critério, colocou na internet o episósio e recebeu apoio popular e legislativo.
E.T. Dizem os íntimos e meio assessores dos atuais senadores que disputarão eleição no ano da graça de 2010, que seus maiores receios são com as "vaias públicas" que desconheciam fora do momento eleitoral e a silenciosa internet que funciona diferente dos comicíos e reuniões partidárias onde eles, os a serem reeleitos ou os ex-governadores ou os deputados federais bem votados, que os substituem para fazerem o mesmo, ou pior, na Câmara Alta. Receio óbvio. OS NOVOS, SEM AMARRAS OU TRADIÇÃO.
Coluna Frizzo
QUEREM DEMITIR OS NETOS E NORAS DO SARNEY DURANTE SUA LICENÇA.
QUEM TEM DE DEMITIR COM VERGONHA É " ELLE " PRÓPRIO. DEPOIS FUGIR.
O jogo político da eleição presidencial de 2010, aflorou forte e daqui para frente permanentemente, com a boa crise do Senado Federal.
Para quem vem há longos anos dizendo e escrevendo que os problemas existem e que alguns são os principais responsáveis, outros carreirristas e irresponsáveis que fazem que denunciam para conquistar suas reeleições, mas na verdade conhecem o inchaço da máquina pública, o nepotismo direto e o cruzado que diz- tu colocas o teu aqui, eu coloco o meu lá,- com o aumento desproporcional e desnecessário da máquina pública, o pouco ou nenhum controle de penduricalhos salariais eternos, novas assessorias desnecessárias, novos mandatos, comissões e leis desnecessárias, caça-votos através de crimes de toda ordem e irresponsabilidades outras na busca de eterno e máximo poder fútil. Esse carreirismo político de décadas nos levou, felizmente, para a atual, necessária e positiva grave crise, ao NOSSO atual Senado, Câmara Federal e seus poderes menores. E só o eleitor poderá arrumá-lo, de fato.
O único recado que será bem recebido é a renovada total e até parcialmente injusta.
Por isto, o título de " fica Sarney".
Tirado de lá, como querem os principais partidos do Senado, a sujeira descoberta pela imprensa e escondida e tolerada por todos os senad ores muito além dos 15 anos de Agaciel e Zohgli & Cia., o jogo político de 2010 funcionará na base, Calheiros, Garibaldi e Sarney PMDBs, sujaram o Senado e nós PSDB e DEM vamos limpá-lo. MENTIRA. A sujeira toda nem apareceu, caras-pálidas.
É preciso que o empreguista e Arenista, revolucionário e adesista JOSÉ DE RIBAMAR, senador do estado possível, pai de governadora e senadora biônica, avô, sogro e irmão de quantos conseguiu empregar e locupletarem-se e pai de deputado federal e ex-ministro do Meio-Ambiente, L I M P E a sujeira toda que produziu (o que é impossível, pois não conhecemos da missa 1 terço) e com os desgastes pessoais e intelectuais todos que mereça. Aos vice-presidentes eleitos por acertos políticos escusos, seria mais fácil, mais produtivo eleitoralmente, menos responsável (pois há os acertos de bastidores) e as novas investigações parariam, enquanto as falcatruas já descobertas de Sarney, Calheiros & Cia., são aparentementes arrumadas.
Por isto, fiquem e morram políticamente Sarney e seguidores.
E.T. Assisti e ouvi, ontem, quinta, 02, o pronunciamento de 3 horas e tanto do senador Mercadante PT-SP, com a dezena de apartes de todos os partidos, na linha, suavizada, do que escrevo acima. A conclusão que chego, de longe, é que Renan é poderoso e covarde, como tantos do PMDB. Os suplentes de senadores licenciados ou mortos (sem nenhum voto), são extensão dos próprios, e o DEM e o PSDB, querem de volta o governo com corrupção do presidente Lula, como se fossem alternativa sem corrupção, o que não são, não foram e nem serão.
Impressionou-me positivamente apenas a senadora de 30 e poucos anos do PT-RO, Fátima Cleide. Não a conheço para salvá-la do lamaçal, mas a acompanharei daqui em diante, para tentar conhecer seu futuro. Seria bom, se lá houvesse ainda um normal.
