Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.
Cada um tem números mais bonitos que o outro em busca de reconhecimento e VOTOS.
No final das contas, teríamos que fazer testes de DNA nas obras e leis para conhecer a única ou principal paternidade ou maternidade de cada uma delas.
Descobriríamos, COM CERTEZA, que os verdadeiros pais (e mães) somos, de fato, NÓS, que pagamos os vultuosos impostos e os pedágios que as financiam e não os políticos da hora, ativos e até muitos aposentados vitalícios, que o que mais fazem, ou fizeram, é gastar um pouco bem e muito mal, por vezes, os recursos da sociedade arrecadados.
Os repetidos mandatos, a corrupção e a pesada e cara máquina pública brasileira, além da quase certeza de esquecimento da população das falcatruas e absurdos votados durante o início e meio dos mandatos, fazem avançarmos pouco na vontade quase unânime da ideia de renovação.
Quem quiser analisar a totalidade dos mandatos, quantos aumentos e autoaumentos foram concedidos, quem financiou viagens de parentes, amigos, rachou salários, já tem aposentadoria gorda e pública, quem quis acumular privilégios, quem quer ser candidato para mais mandatos de quatro anos (mas já se sabe que será só para 2 anos!), quem precisa renunciar a um para assumir o outro e tantas coisas mais, fará um melhor uso do seu voto. Você, que ficou quatro anos reclamando, achando errado, criticando, prometendo o troco e vê que agora, quando é o momento de eleição, a turma aparece simpática, seu partido o escolheu ou ele lhe convidou para um salsichão ou carreteiro, e você está pensando em mais um voto de confiança, no cara que lhe trata bem agora, saiba, todos o tratarão bem.
O melhor é o que trabalhou bem. Não enriqueceu com a atividade de “servir ao povo”. Foi coerente e fiscalizou permanentemente o executivo e seus pares de mandato, apresentou projetos moralizantes e socialmente justos, esteve presente nas sessões e não o que esteve nas festas “das e nas bases” como são chamados seus quase eternos feudos políticos.
Você conhece alguém ou muitos assim ou assado? Acho que sim.
Lula já dizia há 20 que o Congresso teria 300 picaretas. Hoje duvido que no exercício da Presidência da República dos pelo menos 300 picaretas, ele, o presidente, se arriscaria a discutir o assunto, confirmar números ou dar “nomes aos bois”. Embora “nunca antes na história deste país” ele tenha tantas informações, experiências vividas, provas a juntar e opiniões abalizadas a emitir como neste ano da graça de 2 0 1 0 .
O MAU VOTO AJUDA A SER ASSIM
Claro que é mais fácil falar e cobrar para quem está de fora do processo das pressões, do poder delegado pelos eleitores, do jogo do “ajudo” ou “atrapalho” teu governo, que os eleitos por nós, cidadãos comuns, que com nosso voto vão lá e agem como verdadeiros “bandidos” usando nosso sagrado voto como argumento.
A incoerência que se vê no Congresso é muito culpa nossa, que votamos em amigos e não em projetos para cidades, estado ou país, e vereadores, deputados ou senadores que nos agradam, dão mimos de ternura ou de brindes, etc... e tal. Claro que eleger um presidente com mais de 50% dos votos do país e dar-lhe apenas 20 ou 25% dos votos no Congresso picareta, faz com que a “compra” de apoio seja praticamente inevitável.
O PROJETO F I C H A L I M P A ESTÁ QUASE NO LIXO
O alarde da semana, saudado como o início da moralização nas campanhas e quadros da política nacional, está a passos de ir para a lata do lixo.
O projeto precisava ser aprovado no Senado Federal , sem emendas, além das muitas suavizatórias que já haviam sido aprovadas na Câmara Federal, para que houvesse chance de valer ainda para estas eleições de 2010 e fruto de mais de 3.000.000 de subscritores do projeto, entre assinatura físicas e digitais que o consagraram.
Claro, sabia-se a maioria do Congresso era contra, mas a pressão popular fez deputados federais e senadores “engoli-lo” e aprová-lo por unanimidade no Senado, nesta semana. Eis que o senador Francisco Dornelles PP-RJ, aquele cotado para ser vice do José Serra PSDB, representando o partido de Maluf & Cia., apresenta emenda que distorce o projeto “Mãos Limpas”, vedando as candidaturas e eleições dos candidatos condenados por colegiados (mais de um juiz em colégio), mas apenas CONDENADOS a partir desta data, a da promulgação da lei.
As más e boas línguas afirmam que isto livra seu “pupilo partidário” Paulo Maluf PP-SP de ficar de fora da próxima eleição legislativa e, de quebra, salva uma quase metade dos picaretas do tópico nº 1 da coluna. Com esta emenda aprovada, teria o projeto que voltar para a Câmara Federal e, lógico, nenhuma chance mais de valer para a eleição de outubro p.v.
A justiça ainda pode arrumar isto, mas se o fizer, a exemplo da rápida votação no Congresso, será pela pressão da sociedade, via imprensa, nunca pelos “angelicais” propósitos de nossos permanentes “bons” deputados e senadores.
A troca da turma de cima deveria ser quase total, mas precisaria novos candidatos, mais educação e novos bons eleitores.
A PESQUISA VOX POPULI PARA O RS QUE NÃO VI PUBLICADA AQUI, mas divulgada no Estado em 20/05, quinta
TARSO PT – de 34% baixou para 32%
FOGAÇA PMDB- de 31% baixou para 27%
YEDA PSDB- de 7% subiu para 10%
BETO (saiu)PSB- de 2% subiria para 7%
LARA PTB - de 1% ficaria em 1%
RUAS PSol - de 1% ficaria em 1%
Brancos/nulos 5% - não sabem/não decidiu- 20%
Mas com certeza valerá para os próximos, sejam ex-governadores, ex-deputados, ex-vice-governador, jornalista ou vereador.
Mas a falta de vergonha é para beneficiar os eternos profissionais da política, os que querem todos os cargos, acumular salários, inchar a máquina pública e serem reconhecidos como eternos amantes do povo.
A maioria dos futuros eleitos deve “novamente” pertencer a esta casta popular. E eleita pelo voto popular.
Mas a solução política o candidato a Presidente Cristovam Buarque PDT deu como principal bandeira de campanha em 2006. EDUCAÇÃO. Fez 2,5% dos votos brasileiros, contado o meu e poucos mais.
ALIÁS, PÉROLAS DA POLÍTICA PIPOCAM NOS NOTICIÁRIOS NACIONAIS
Para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016, já estão assessorando com contratos milionários a filha de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, que chegou lá por ser genro de João Havelange, ex da CBF e da FIFA, assim como já trabalha pela Copa
E a Sra. (ou srta.Priscila Matos Peixoto, que tem neste 2010 apenas 22 anos e é filha do funcionário da diretoria geral da Assembleia Legislativa do PR, é CC (CARGO EM COMISSÃO) da direção desde 1994, LOGO ASSESSORA DA DIREÇÃO DESDE OS 6 ANOS DE IDADE.
E no Rio Grande do Sul, tinha viagens de familiares (e amigos ou nem tanto) de Congressistas, tinha selo proibido ou ilegal, e deve ter funcis fantasma ainda a serem descobertos. Ou você acha que tudo passou e foi arrumado da crise do Senado (Sarney, Renan, Virgilio, Tião e outros viraram santos ou novos probos) e no distrito federal, Maceió, São Paulo ou Rio Grande as coisas agora estão em ordem?
OS TEMPOS DE TVS SE ASSIM FICAREM AS COLIGAÇÕES
PSDB/PP/PPS – 7 MIN E 40 SEG
PMDB/PDT 6 MIN E 36 SEG
PT/PR 6 MIN E 12 SEG
PTB/DEM 5MIN E 22 SEG
PSB/PCDOB 1MIN E 36 SEG
PV 59 SEG
PSOL 44 SEG
Este projetaço das Assinaturas Solidárias que está muito bem explicado no encarte especial nas páginas centrais desta edição é especialmente empolgante para nossa equipe da Gazeta de Caxias. Ampliar o enfoque editorial também para assuntos das comunidades dos bairros mais carentes, tratar de assuntos que, por não dominarmos até poucos meses atrás, deixamos pouco explorados e chegar forte com informação e cultura também numa área necessária, importante, enorme e carente de boa informação é apostar em uma Caxias, Rio Grande e Brasil melhores. E a doutora que nos trouxe o projeto, Kátia, ainda nos convence de que na pior das possibilidades nos dará aumento de inserção e tiragem, aumento de conceito e trabalho, campos novos para aflorar assuntos e histórias interressantes e nenhuma possibilidade de qualquer das partes perder “grana” ou conceito. Tudo muito bom e entusiasmante para pessoas com conceito forte de trabalho, trabalho e mais trabalho, como nós, Caxienses. Quem convive há décadas com esta Caxias trabalhadora, sabe que também somos “campeões” de solidariedade e cultura. Embora todo o ainda faltante a avançar.
Aos que lerem a proposta lançada, garantimos, vale a pena ver e “degustar” o resultado, e o investimento é real e gratificante. O início já foi muito bom. E a festa recém começou.
As próximas peças e matérias apenas confirmam que para quem gosta, o “tesão” não acaba nunca.
A partir daqui passo a bola. Fui!
(Por Kátia)
É bom e desafiador para todos nós assumir um projeto destes. Afinal, estamos eu e o Odir escrevendo a quatro mãos uma coluna tradicionalmente a duas. Quem disse que não pode? A fome e a vontade de comer, afinal, andam sempre juntas ou são a mesma coisa?
O certo é que a Gazeta experimenta um tempo de mudanças. Afinal, com 22 anos ninguém é mais tão ingênuo, já experimentou muitas coisas e tem coragem, ousadia e direito de experimentar outras tantas. Os que acompanham fielmente devem ter observado que as mudanças já começaram, com a diagramação, com novos temas e com nova equipe, ainda mais jovem e cheia de gás para viver e construir os próximos anos. O desafio do velho e do novo se renova, aqui mesmo, e agora mesmo, dentro da Gazeta.
A paixão do Odir pela nossa Caxias e um jeito novo e diferente de fazer as coisas acontecerem da Kátia, encontram, na Gazeta, um veículo para expressar-se. O que me faz acreditar que sempre há lugar para quem tem uma boa ideia na cabeça e muita paixão pelo que faz. E Caxias está sempre aberta para acolher quem trabalha, como nós.
A ideia de fazer o jornal circular em novas mãos vem de dentro. O primeiro motivo, não tão claro como sincero, é a identificação com as origens, que mostra o poder da educação, da leitura e do acesso à informação destes simples filhos de um motorista e de uma agricultora, semianalfabetos, e de como estes instrumentos tiveram um lugar privilegiado na transformação das condições de vida de uma geração para outra. O segundo, é acreditar que um lugar tão rico como Caxias deve dar o exemplo de como se contribui para reduzir as desigualdades.
Apostamos que todos entenderão o recado.
