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Foi nesta semana, quinta, através do governador Tarso Genro, PT, e sexta, através do detalhamento técnico pelo Secretário de Infraestrutura deputado Beto Albuquerque, PSB, que Tabela, Vila Oliva, distrito de Caxias do Sul, foi anunciado oficialmente como o local que abrigará o novo Aeroporto Regional de Passageiros e Cargas da Serra Gaúcha.
Uma vitória das forças vivas da cidade, formada e representadas pelos poderes públicos e entidades civis que pleiteavam, lutavam e exigiam um aeroporto com capacidade condizente com as necessidades atuais e futuras da principal metrópole do Rio Grande do Sul.
A escolha foi técnica quanto ao local de instalação, a localidade de Tabela é pouco suscetível à cerração, plana e de baixíssima densidade habitacional e política quanto à cidade que o abrigará.
Deu a lógica, embora os riscos de o perdermos foi real, grande e estivesse o aeroporto de Gramado/Canela em construção conforme decidiu e anunciou o ex-governador dos pedágios Antonio Britto PMDB 1994-1998, não teríamos nenhuma chance de conquistá-lo.
Mas a conquista está aí, para ser comemorada e implantada. Falta todo o resto, como analisa bem o prefeito Sartori em edição de jornal local. A história de cima (o aeroporto por dezenas de vezes anunciado, desapropriado, reanunciado de Gramado é nosso guia do que não fazer ) e a exemplo do que aconteceu com a Rota do Sol, precisa de trabalho, pressão, mais trabalho e “mais” pressão. E organização, muita organização civil.
Uma das primeiras providências e ganho para a cidade e região é que obrigatoriamente ganharemos (com luta é claro ) a duplicação da Rota do Sol, pelo menos até São Francisco de Paula e Gramado/Canela, pois ela já está saturada no verão sem o novo Aeroporto, o que será agora, com este novo equipamento urbano que gera ao redor dele tantos outros, quiçá, uma nova Caxias. Que precisa e precisará de organização para que seja ainda melhor, maior e mais organizada do que nossa velha e rica cidade.
E a saída e chegada de milhares de contêineres de importação/exportação da região do RS e de SC, exigirá arrumar e desintortar o traçado da Rota do Sol que nos levou a Curumin (via Serra do Pinto) quando nos devia ter levado à Praia Grande/Torres (via Serra do Faxinal) com reais vantagens para quem viaja, transporta, negocia, importa.
Não é “colocar o carro na frente dos bois”. É organizar-se e acreditar que as coisas se realizarão se acreditarmos, organizarmo-nos, trabalharmos e participarmos.
E O MARRECAS PRECISA IR ADIANTE, BEM FISCALIZADO
Foi grande bobagem da bancada de situação na Câmara de Vereadores, negar pedido simples de fiscalização da obra cara e majestosa do Complexo do Marrecas. É obra pública, com empréstimo que compromete várias administrações municipais futuras, com recursos/empréstimos de fora do caixa da Prefeitura e não pode ser administrada ao “bel prazer” dos senhores da hora. É preciso fiscalização da turma da situação, da oposição e de todos mais. Contratações milionárias de quem, por que e por quem? Áreas abrangidas ou não, e porquês? Qual a indenização devida, para quem, tinha benfeitorias supérfluas, não tinha, de quem era, quem pediu? Quem levou e por quê, são perguntas do verdadeiro vereador e até do bom contribuinte/cidadão.
E A GAZETA FICOU ASSIM COMO DEU
Nosso bom editor João Cláudio Garavaglia, nesta semana, por problemas de saúde e hospitalização, não participou como principal responsável e construtor dos textos, fotos e capa de nossa edição 868. Substituímo-no, no que foi possível com uma edição simples e esforçada, enquanto o aguardamos com saúde.
Os grandes jornais nacionais e os grandes articulistas de “blogs”, colunas e líderes de entidades nacionais não param de escrever que se surpreendem “dia após dia” com a desenvoltura e o perfil da nova presidenta, que ouviram falar, pensavam ser, e diziam muitos dos “seus”, seria um POSTE, uma despreparada política, uma preposta ou marionete do ex-presidente Lula da Silva, uma presidenta que não se seguraria por algum tempo no cargo máximo sem grandes apuros, burradas, erros políticos e de avaliação do Brasil que receberia para administrar. A repetição do preconceito com o ex-presidente Lula que diziam ser um “burro” analfabeto e que não sabia falar nem o português, que seria uma vergonha nacional e internacional ao dirigir-se a países que exigiam até, e no mínimo o “inglês” norte-americano.
Os dois, Lula, e agora Dilma, mostraram e mostram que “burros” eram e são os que sempre se subjugaram às políticas públicas velhas, o velho PMDB gaúcho, os defensores da ditadura (velhos PDS, PFL, PL e ...) que diziam os revolucionários de 1964 haviam modernizado o país com estradas e telefonia (daí vinha muita da nossa dívida externa, que diziam impagável) e que o trabalho e a riqueza era fruto apenas do empreendedorismo dos grandes empresários, que abriam empregos, oportunidades aos do povo.
Esta turma que ainda trabalha contra e não vê, antes o metalúrgico Lula com o empresário Zé Alencar criarem uma nova e grande classe média, serem ovacionados e respeitadíssimos mundo afora, fazendo não o diálogo em “inglês dos EUA” mas sim o português do BRASIL ser referência de emergência econômica de nova potência mundial, e o crescimento ser a preocupação apenas por excesso e possibilidade de infraestrutura nacional, quiçá, não preparada e insuficiente para a explosão da economia nacional. E sem secar as “velhas tetas” da turma do contra, banqueiros, empresários, turismo, profissionais liberais, políticos, funcionalismo antes os únicos detentores dos recursos em boa escala, conviverem com os novos grandes consumidores brasileiros, conviverem juntos e usufruírem a melhora do outrora país do futuro.
E agora Dilma parece a “cereja do bolo” com política de responsabilidade e coragem, opiniões e vontade forte de mexidas na previdência que envelhecerá politicamente o país em poucas décadas, a tentativa de abrir e avançar sério nas reformas política e tributária, as revisões e melhores critérios nas concessões de pensões vitalícias para viúvas fabricadas e jovens, o fim das aposentadorias dos ex-governadores, ex-pensionistas de coronéis políticos dos séculos passados e critérios de meritocracia no serviço público. E muito mais.
Não tenho a ingenuidade de pensar conseguirá metade das conquistas políticas e legais que propõe, pois sei um pouco como funcionam as corporações e a classe política de Brasília que também elegemos em 2010. Ou seria a velha classe política que reelegemos ou promovemos de mandato para ser sempre os mesmos. As reformas avançarão pouco, mas avançarão, e penso que a “internet”, que já derrubou tantos ditadores do outro lado do mundo, começará a ser usada também no Brasil, por setores da política nacional para empurrar as reformas que sofrerão reveses por “interrésses” escusos conhecidos, mas que podem fazer surgir um Brasil ainda melhor para todos.
E.T.1. o movimento dos R$0,50 de combustível foi um bom começo.
3.Continuo semana que vem ...
Penso que ainda não.
Embora os, pelo menos, 2 novos escândalos da semana p.p. envolvendo senado e senadores, a saber:
1. Retirada forçada de gravador (roubo para os comuns) e apagar-se do cartão de memória a entrevista com perguntas indesejáveis sobre pensão vitalícia como ex-governador, do senador Roberto Requião PR, aquele mesmo que o PMDB do RS ( e de Caxias ) pelos seus iguais, queria ver candidato à presidência da República pelo PMDB nacional, visto entender-se injustiçado e vítima de “bullying” político no Senado da República, pois entende-se merecedor de todas as aposentadorias e pensões possíveis com o dinheiro público do contribuinte, que o elege e reelege. Bem feito para nós todos, que premiamos os mesmos sempre como se melhores que medianos fossem.
2. A constituição do novo Conselho de Ética do Senado com 15 membros e com Renan Calheiros PMDB-AL, que renunciou a presidência do Senado para evitar cassação do mandato anterior por quebra de decoro, do senador Gim Argello PDT-DF, suplente do senador renunciante Joaquim Roriz, de conhecida carreira de processos e corrupção no governo do DF e o próprio senador renunciou há pouco a relatoria do Orçamento da União por suspeita de desvios na distribuição de emendas e ainda mais seis senadores processados pela justiça, fazendo um novo conselho de ética com mais da metade enrolados com a justiça, deveria nos fazer crer que agora, daqui por diante, a “coisa” começa a melhorar. Penso que quem chegou até aqui pelos votos e braços do povo, ainda pode aprontar ou roubar mais. As regras criadas pelos próprios o permitem mais. E de novo ...
· E TERÍAMOS AINDA O ‘NÃO BAFÔMETRO’ DO SENADOR AÉCIO NEVES PSDB-MG
Enquanto isto, E M C A X I A S
1. O PDT faz convenção, em princípio rachado, pela presença de três chapas na disputa do diretório e executiva, mas positiva e surpreendentemente agrupado seus principais líderes em uma chapa conjunta e agregadora com os principais nomes que o fizeram crescer tanto na última década política. Surpreende positivamente.
2. O presidente da Festa da Uva S.A , cargo político indicado pela Prefeitura Municipal e maior salário, após o do próprio prefeito, dentre os detentores de cargos de confiança controlados pela municipalidade, confessa ter praticado ilegalidade, infringido lei municipal, descumprido os códigos municipais, gerado despesas desnecessárias ao erário municipal e, quiçá, prejudicado a história de entorno de “próprio” da cidade e não acontece nada além da multa administrativa, que pode só ter acontecido pela denúncia pública de cidadão ou da imprensa. E terá advogado de partido político? da maçonaria? de ainda alguma honra? Ou ficará por isto, irmão.
3. E a NEOBUS nos levou a conhecer o MEGA BRT para até 300 lugares, o maior ônibus do mundo, fabricado pela empresa caxiense que mais cresceu na última década em percentual de número de colaboradores e percentual de faturamento e tivemos que desfilar com o logotipo da Prefeitura de Curitiba. Ora, ônibus construído com aquela qualidade vista e testada, na capital mundial da indústria de ônibus, rica e pujante em suas atitudes, discursos e símbolos, não deveria, fossem os empreendedores públicos e concessionários visionários como pretendem ser reconhecidos, circular por local e cidade brasileira com logotipo que não o Caxiense. Mas o mercado é mundial e o Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e outros o apreciarão em tempos menores que nós, ufanistas e construtores da Festa da Uva.
Para quem não tem espaços para a construção de novas avenidas/infraestrutura viária central, educação, MEGA BRT e arrojo comercial podem ser uma das soluções.
