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* Acho estranhíssimo, pela 2ª vez consecutiva, assumir na vaga do vereador Harty Moisés Paese, PDT, durante licença médica de 30 dias solicitada para tratamento, apenas o 4º suplente da coligação nas proporcionais PDT/PTB, Dr. João Carlos Virgili Costa, PDT. Ex-vereador, competente, corajoso e independente como devem ser os bons políticos eleitos, não vem de sua posse na vereança, minha estranheza, pois desempenhou muito bem na outra convocação por desinteresse em assumir suas vagas, dos três primeiros suplentes, neste início de 2011.
A estranheza vem de o sindicalista e secretário de Governo, Pedro Incerti PDT, 1º suplente, ter sido candidato a vereador em pelo menos três eleições, com alguns insucessos, e aparecendo a oportunidade e obrigação de assumir a vaga, declinar por escrito e solenemente.
O empresário e Secretário de Habitação também por vezes tentou a vaga de vereador, conseguindo honrosas e importantes suplências para seu PTB que não tem bancada na Câmara nesta legislatura. Declinou pela 2ª vez.
Já o radialista, CC na direção da Farmácia do Ipam e ex-vereador Zoraido da Silva que participou como candidato nas últimas seis eleições para vereador, além de outras para deputado estadual, pregando interesse e condições de ajudar a comunidade eleitora, agora pela 2ª vez, em pouco tempo, declina da posição que disputou, alegando desinteresse em assumir a vaga aberta.
Não acham estranho este não escrito em 2011, principalmente se em 2012, voltarem às ruas pedindo votos para mandatos de vereadores na legislatura 2013/2016? A conferir.
NACIONAL
E Tiririca, PR-SP, que, parecia, seria uma vergonha permanente sua atuação ou falta de atuação no Congresso Brasileiro, hoje já é relativamente respeitado e elogiado, por sua assiduidade, projetos de lei e até opiniões. Não prometeu nada e faz pouco mais do que isto. Dizia, em campanha, que pior do que estava não ficaria. Não ficou. E ainda mostra sabedoria popular na análise de seus pares no Congresso. “Os deputados, meus colegas, são pessoas que trabalham muito e produzem muito pouco”. Pimba.
Conforme notícias dos jornais da sexta, 02, o ex-prefeito Mário David Vanin, 1941/2011, anunciado como morto no último dia 14 de agosto p.p. vítima de infarto, quando hospitalizado para um tratamento na tireóide, teria na verdade, sido encontrado enforcado no banheiro de seu quarto no Hospital Mãe de Deus por familiares. Sua esposa Vera, admite que escondeu o real motivo da morte do político local, para preservar-lhe a memória e história de trabalho em Caxias do Sul. Uma atitude natural, em momento de desespero por morte tão violenta, chocante e surpreendente de ente querido.
Não escrevi sobre o tema, por ser amigo e agradecido ao Dr. Mário desde 1982, quando foi meu professor de direito constitucional na UCS e por ter ele sido, junto com outros amigos, meu interlocutor e padrinho na entrada na vida pública como seu candidato a vereador naquela empreitada eleitoral fracassada de 1982. Não fracassada eleitoralmente para mim, que peguei gosto pela vida pública e política, descobrindo nela fonte inesgotável de trabalhos e soluções para os problemas de nossas cidades, estados e países. Mas desde aquele longínquo 1982, quase 30 anos atrás, achava-o triste, infeliz, insatisfeito com a vida que lhe sorria positivamente num ano e lhe decepcionava naturalmente e eleitoralmente no outro, como é a vida natural de político de média aceitação como nós todos, maioria dos brasileiros sonhadores.
Fui reencontrá-lo na campanha vitoriosa de Mansueto/Vanin de 1988, quando ele e eu, conseguimos mandatos desejados e com vitória pessoal gigantesca. Nem assim o sentia feliz plenamente. Passamos os primeiros 10 dias após a eleição, Mansueto e família, Mário e esposa e eu e outros eleitos, na minha também boa e bela Gravatal, SC. Sempre que podia, falava-lhe de minha satisfação com o privilégio de poder ajudar a administrar Caxias e tentava-lhe incentivá-lo no rumo da felicidade e realização. Não penso tê-lo ajudado, quanto gostaria consegui-lo. O convidei, durante a gestão 1989/1992 como vice-prefeito a ser meu sócio em empresa de Turismo que dividi, meio a meio com o Dr. Mário. Lá, ele, eu, sua filha e seu sobrinho trabalhamos durante 1991/92 e parte de 93. Separamo-nos já eleito, ele prefeito em 1992, e eu reeleito para segundo mandato como membro de sua base parlamentar. Separados no negócio, no apoio parlamentar e executivo, na afinidade política, mas, de minha parte (e dele também, tenho convicção) nunca o achei detentor de defeito algum, que não o de mal influenciar-se, pouco decidir do que realmente pensava e confiava, ouvir e confiar demais em pessoas arrogantes. Ele me dizia ter esta dificuldade.
O mantive como meu meio-amigo até a última reunião do PP, neste 2011, na Galeteria Veneto, que preparava candidatos e o partido para a eleição de 2012, passando por episódios como a dissolução da executiva do PSDB, por amigos (?) de sua “troupe” em 1996 e no episódio histórico da procura por quem me substituísse como vice escolhido pelos 12 apóstolos do grupo Vanin/Chico UDC, coordenado e anunciado como Vice pelo próprio Mário da candidatura Germano Rigotto PMDB/UDC derrotada em 1996 pelo adversário Pepe/Marisa PT.
Tentamos Nespolo/PTB, Perini/PL, Bonalume/PFL e outros, mas os maus conselheiros escolheram quadro que pensavam ser de seu partido e era doutro. Aconteceu a escolha em minha casa e com apenas meu voto contrário, o que procurava substituição. Mas bem aconselhado por figuras fortes como Mansueto, Mário Ramos, Waldemar Biglia e outros.
Vanin amargurava-se fácil e frequentemente, felizmente recuperava-se seguida e rapidamente. Tinha muitos amigos a rodeá-lo e lembrá-lo que era um vencedor. Mas sempre quis mais do que a vida média de político probo, articulador de bastidores e quadro de bom trânsito. É muito para mim, você e tantos que recebem tarefas árduas e gratificantes por várias vezes numa curta vida. Era pouco para os que imaginavam ser a sorte e mérito de uma vida de sucesso suficiente e gratificante. Queriam e aconselhavam-lhe alcançar a glória, o sucesso infinito, as tarefas e vitórias de poucos. Não conseguiu resistir a tamanho fardo.
Eu sinto, Dr. Mário. Bj.
