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O MÊS FOI MAIS DIFÍCIL DO QUE DEVERIA SER

Enviado Sexta-feira, 23 de setembro de 2011 às 17:34:36 | 1 comentário »
Setembro, mês com dois feriados de meio de semana, da Independência do Brasil no dia 7, quarta, e dos Farroupilhas no dia 20, terça, mais o início da primavera nesta sexta, 23, e tantos motivos mais para Caxias, o RGS e o Brasil para comemorar e nem tudo saiu, até aqui, como seria ou desejariam tantos.
 
1. Começamos o mês com a grande festa de escolha da nova rainha e princesas da Festa da Uva 2012, no último dia 03, com o tradicional excelente público e beleza acima da média nacional da mulher Caxiense. 25 belas candidatas, mais de 25 entidades que as apresentavam e patrocinavam, mais de uma dezena de milhar de pessoas a torcer e aplaudir todas as que se dispuseram a representar bem Caxias e novidade no número de júris formados, peso diferenciado para notas da Comissão Social 20% (compromissos, responsabilidade, cordialidade, etc...), Conhecimentos Gerais com peso 25%,  Expressão, Comunicação com também peso 25% e finalmente os jurados da noite que avaliaram em entrevista pessoal e o desfile público para avaliação de beleza e passarela com peso de 30%.
Afora a Comissão Social que são de aproximadamente uma dezena de casais locais, avaliaram nossas candidatas mais de uma dezena de moradores locais nos demais júris e algo como cinco ou seis de fora da região, totalmente isentos de influências locais e históricas, o que se refletiu em suspeita de má avaliação ou influência nas escolhas feitas por excesso de jurados locais. Desgaste para o evento de 2012, que só resolver-se-á com mudança no regulamento para os próximos eventos.
 
2. Chegamos ao 7 de setembro de 2011, com convocação nacional, via internet e redes sociais, para monumental movimento nacional contra a corrupção, impunidade, maior agilidade da justiça, mais política nacional e menos politicagem no país, etc...O movimento reuniu 30 ou 40 mil pessoas em BSB e número menor que estes nas principais metrópoles do país. Fracasso e vergonha nacional, se compararmos, por exemplo, com número acima de milhão de pessoas, para qualquer das passeatas gays ou movimentos GLS que acontecem mais de uma vez/ano no país.
 
3. A economia nacional, que vinha e vem a pleno emprego, pouco afetada até este setembro pela crise europeia, americana e agora mundial, com o desabamento acima de 10% das bolsas e valorização cambial (Dólar e Euro) de mais de 20% num mês apenas, foi e está agora afetada e envolvida na crise global. E não será marolinha, nem evento recessivo de poucos meses ou estragos econômicos pontuais. Hora de observar, manter posição e procurar oportunidades no meio do furacão.
 
4. A Semana Farroupilha, que felizmente insisti em levar, em 1997, para o Parque da Festuva, a contragosto de seus idealizadores que pensavam deveria continuar na área central do Parque Cinquentenário, insuficiente para aulas de folclore gaúcho, visitas escolares para conhecer história, poesia e música regional, e inadequado para lidas campeiras, fogão de chão e acampamento farroupilha em sua área ocupada com natureza e esporte da área central da cidade, este maravilhoso evento histórico começa a ser notado como evento cada vez mais apenas como clube de amigos do trago, da festa, um feriado a comemorar, sem a importância devida para a celebração da data e evento farroupilha. A observar, cobrar e remendar no que couber.
 
5. Por fim a Primavera que tradicionalmente é lembrada como a estação das flores, iniciou com previsões de chuvas além da média histórica e a chegada em seu primeiro dia de restos de satélite espacial que chega, produzido por humanos, para ameaçar patrimônio, natureza e até vida de humanos com seu impacto de toneladas de lixo sem controle de seus proprietários/idealizadores. Preocupante, pois lá já estão aos milhares. Se a moda pega!
 
Enquanto isto, em Caxias:
  • O diário local, em sua principal coluna política, continua desinformado e enganado, intitulando ex-político local como presidente de honra de partido tradicional. Não o é. E se fosse, Simon, Rigotto, Julinho, Joanira, Berti e tantos mais o precederiam, ou seriam menores.
  • E o vereador Daniel Guerra, PSDB, diz, com a liberdade e responsabilidade que tem, que não foi financiado por empresas e não foi à Semana Farroupilha e nem à parada gay. Seu desafeto, perseguidor implacável e também atual vereador Elói Frizzo, PSB, admite ter a honra de participar destes movimentos sociais, que alega ser necessária a participação dos políticos eleitos. Vai quem quer, elegem-se os eleitos. 2012 vem aí. Ponto.

SER VEREADOR EM CAXIAS

Enviado Sexta-feira, 16 de setembro de 2011 às 16:44:53 | Nenhum comentário »
Em respeito à figura humana do homem e secretário Flávio Cassina, PTB, transcrevo resposta recebida sobre a coluna da ed. 885, de 10.09.11:
Prezado Senhor Odir Frizzo:
Estou dirigindo-me a V. Sa., em razão da coluna GANG ORRA, publicada na edição de 10 a 16.09 do corrente.
Naquela crônica, V. Sa., acha estranhíssimo que, pela segunda vez consecutiva, o competente Dr. João Virgili Costa assuma a vaga no Legislativo Caxiense.
Evidentemente, que assumir a Câmara de Caxias é uma honra para qualquer cidadão e eu, particularmente, não sou exceção à regra.
Ocorre que, em trinta dias, não há, em razão das poucas sessões, condições de se fazer o trabalho que a população de Caxias espera de um vereador; não dá nem para esquentar a cadeira. Abrir a bancada por trinta dias? Não se trata de desinteresse, e muito menos de falta de reconhecimento às pessoas que acreditam em meu trabalho.
No meu caso, por três vezes declinei em assumir a Câmara. No primeiro Governo Sartori, poderia ter assumido por dois anos, porquanto, o Vereador Zoraido Silva foi convidado para ser Secretário Municipal do Urbanismo.
Ocorre que, aceitei, na época, o convite do Prefeito Sartori e assumi a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município.
Assim sendo, o correligionário Waldemar de Lima (segundo suplente), desempenhou a função de Vereador por 24 meses.
Neste momento, temos que cuidar, com muita responsabilidade, da Secretaria Municipal da Habitação e corresponder a confiança depositada em nossa pessoa pelo Prefeito Sartori. Temos diversas obras em andamento, e é com muito trabalho que estamos tentando contribuir para a melhoria da situação habitacional de nossa cidade.
Proporcionar aos que por muito tempo buscam realizar o sonho da casa própria, uma oportunidade de morar dignamente.
Hoje, como membro do Executivo, podemos colaborar melhor com o Governo, que possui ampla aceitação popular.
Quanto a 2012, evidentemente que coloco meu nome à disposição do Partido e da coligação, para concorrer. Será um outro momento, não estarei mais fazendo parte do Governo.
Assim, estou dirigindo estas informações a V.Sa., para que conheça, brevemente, as razões que me levaram a não assumir a vaga na Câmara.
 
Cordialmente,
Flavio Cassina
 
Compreendi, agradeço os esclarecimentos e torço pela eleição de bom e sério quadro partidário, como penso há anos ser seu nome e suas propostas para Caxias em vários assuntos de interesse da cidade.
Discordo, data vênia, apenas em um ponto de sua carta.
Organizado e bem articulado, dá para protocolar, lançar na história do Legislativo Caxiense, um, dois, 20 ou 150 projetos de lei em 15 ou 30 dias e acompanhar os projetos, pressionar e negociar por aprovação, emendas, sanção e implantação, de fora dos quadros da Câmara Municipal desta ou de qualquer das próximas legislaturas.
E dá também, como muitos que por lá passaram, para não deixar quase nada, a não ser moções, nomes de ruas, nomeações e discursos vazios. Mas, penso, você faria e fará muito se eleito. O vejo pela boa gestão na Secretaria de Habitação. Abraço.

P I T A C O S EM CAXIAS

Enviado Sexta-feira, 09 de setembro de 2011 às 18:09:14 | Nenhum comentário »

*  Acho estranhíssimo, pela 2ª vez consecutiva, assumir na vaga do vereador Harty Moisés Paese, PDT, durante licença médica de 30 dias solicitada para tratamento, apenas o 4º suplente da coligação nas proporcionais PDT/PTB, Dr. João Carlos Virgili Costa, PDT. Ex-vereador, competente, corajoso e independente como devem ser os bons políticos eleitos, não vem de sua posse na vereança, minha estranheza, pois desempenhou muito bem na outra convocação por desinteresse em assumir suas vagas, dos três primeiros suplentes, neste início de 2011.

A estranheza vem de o sindicalista e secretário de Governo, Pedro Incerti PDT, 1º suplente, ter sido candidato a vereador em pelo menos três eleições, com alguns insucessos, e aparecendo a oportunidade e obrigação de assumir a vaga, declinar por escrito e solenemente.

O empresário e Secretário de Habitação também por vezes tentou a vaga de vereador, conseguindo honrosas e importantes suplências para seu PTB que não tem bancada na Câmara nesta legislatura. Declinou pela 2ª vez.

Já o radialista, CC na direção da Farmácia do Ipam e ex-vereador Zoraido da Silva que participou como candidato nas últimas seis eleições para vereador, além de outras para deputado estadual, pregando interesse e condições de ajudar a comunidade eleitora, agora pela 2ª vez, em pouco tempo, declina da posição que disputou, alegando desinteresse em assumir a vaga aberta.

Não acham estranho este não escrito em 2011, principalmente se em 2012, voltarem às ruas pedindo votos para mandatos de vereadores na legislatura 2013/2016? A conferir.

 

  • Sobre novos táxis para Caxias, necessários pelos poucos encontrados em alguns pontos onde crescemos acima da média, tudo a favor. Mas, mais urgente que novos táxis, secretaria de Trânsito é rever o cadastro antiquíssimo de quem já ganhou placa vermelha, se está vivo, se mantém o serviço ativo ou é apenas votante no sindicato da categoria, usando motorista auxiliar há décadas de anos e faturando “boa” grana mensal, sem entender ou trabalhar na categoria.

 

NACIONAL

  • Há 10 anos parado nas gavetas escuras e sem fundo do Congresso Nacional o projeto de lei que propõe a extinção do voto secreto nas votações de plenário. Enquanto isto, por força de ser possível ainda esconder-se de opinião pública sobre temas polêmicos, obscuros e importantes como cassação de mandatos de colegas, muitos ou a maioria se aproveita para se autoproteger de possível volta ou entra no jogo de interesses de partidos, não raro comandados por “corruptos nacionais”. Este expediente antigo e antinacional é que salvou o mandato da deputada federal flagrada em ato de corrupção Jaqueline Roriz PMN-DF.
  • Aliás, como votaram nossos deputados da Serra Pepe Vargas, PT, e Assis Mello, PCdoB? Temos enorme interesse em saber.

 

 E Tiririca, PR-SP, que, parecia, seria uma vergonha permanente sua atuação ou falta de atuação no Congresso Brasileiro, hoje já é relativamente respeitado e elogiado, por sua assiduidade, projetos de lei e até opiniões. Não prometeu nada e faz pouco mais do que isto. Dizia, em campanha, que pior do que estava não ficaria. Não ficou. E ainda mostra sabedoria popular na análise de seus pares no Congresso. “Os deputados, meus colegas, são pessoas que trabalham muito e produzem muito pouco”. Pimba.

O SUÍCIDIO DE MÁRIO VANIN

Enviado Sexta-feira, 02 de setembro de 2011 às 19:09:07 | Nenhum comentário »

Conforme notícias dos jornais da sexta, 02, o ex-prefeito Mário David Vanin, 1941/2011, anunciado como morto no último dia 14 de agosto p.p. vítima de infarto, quando hospitalizado para um tratamento na tireóide, teria na verdade, sido encontrado enforcado no banheiro de seu quarto no Hospital Mãe de Deus por familiares. Sua esposa Vera, admite que escondeu o real motivo da morte do político local, para preservar-lhe a memória e história de trabalho em Caxias do Sul. Uma atitude natural, em momento de desespero por morte tão violenta, chocante e surpreendente de ente querido.

Não escrevi sobre o tema, por ser amigo e agradecido ao Dr. Mário desde 1982, quando foi meu professor de direito constitucional na UCS e por ter ele sido, junto com outros amigos, meu interlocutor e padrinho na entrada na vida pública como seu candidato a vereador naquela empreitada eleitoral fracassada de 1982. Não fracassada eleitoralmente para mim, que peguei gosto pela vida pública e política, descobrindo nela fonte inesgotável de trabalhos e soluções para os problemas de nossas cidades, estados e países. Mas desde aquele longínquo 1982, quase 30 anos atrás, achava-o triste, infeliz, insatisfeito com a vida que lhe sorria positivamente num ano e lhe decepcionava naturalmente e eleitoralmente no outro, como é a vida natural de político de média aceitação como nós todos, maioria dos brasileiros sonhadores.

Fui reencontrá-lo na campanha vitoriosa de Mansueto/Vanin de 1988, quando ele e eu, conseguimos mandatos desejados e com vitória pessoal gigantesca. Nem assim o sentia feliz plenamente. Passamos os primeiros 10 dias após a eleição, Mansueto e família, Mário e esposa e eu e outros eleitos, na minha também boa e bela Gravatal, SC. Sempre que podia, falava-lhe de minha satisfação com o privilégio de poder ajudar a administrar Caxias e tentava-lhe incentivá-lo no rumo da felicidade e realização. Não penso tê-lo ajudado, quanto gostaria consegui-lo.  O convidei, durante a gestão 1989/1992 como vice-prefeito a ser meu sócio em empresa de Turismo que dividi, meio a meio com o Dr. Mário. Lá, ele, eu, sua filha e seu sobrinho trabalhamos durante 1991/92 e parte de 93. Separamo-nos já eleito, ele prefeito em 1992, e eu reeleito para segundo mandato como membro de sua base parlamentar. Separados no negócio, no apoio parlamentar e executivo, na afinidade política, mas, de minha parte (e dele também, tenho convicção) nunca o achei detentor de defeito algum, que não o de mal influenciar-se, pouco decidir do que realmente pensava e confiava, ouvir e confiar demais em pessoas arrogantes. Ele me dizia ter esta dificuldade.

O mantive como meu meio-amigo até a última reunião do PP, neste 2011, na Galeteria Veneto, que preparava candidatos e o partido para a eleição de 2012, passando por episódios como a dissolução da executiva do PSDB, por amigos (?) de sua “troupe” em 1996 e no episódio histórico da procura por quem me substituísse como vice escolhido pelos 12 apóstolos do grupo Vanin/Chico UDC, coordenado e anunciado como Vice pelo próprio Mário da candidatura  Germano Rigotto PMDB/UDC derrotada em 1996 pelo adversário Pepe/Marisa PT.

Tentamos Nespolo/PTB, Perini/PL, Bonalume/PFL e outros, mas os maus conselheiros escolheram quadro que pensavam ser de seu partido e era doutro. Aconteceu a escolha em minha casa e com apenas meu voto contrário, o que procurava substituição. Mas bem aconselhado por figuras fortes como Mansueto, Mário Ramos, Waldemar Biglia e outros.

Vanin amargurava-se fácil e frequentemente, felizmente recuperava-se seguida e rapidamente. Tinha muitos amigos a rodeá-lo e lembrá-lo que era um vencedor. Mas sempre quis mais do que a vida média de político probo, articulador de bastidores e quadro de bom trânsito.  É muito para mim, você e tantos que recebem tarefas árduas e gratificantes por várias vezes numa curta vida. Era pouco para os que imaginavam ser a sorte e mérito de uma vida de sucesso suficiente e gratificante. Queriam e aconselhavam-lhe alcançar a glória, o sucesso infinito, as tarefas e vitórias de poucos. Não conseguiu resistir a tamanho fardo. 

Eu sinto, Dr. Mário. Bj.

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