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A Greve ou Meia-Greve da RANDON
O bafafá da semana que deveria ser apenas e principalmente a abertura da 28ª Festa Nacional da Uva, que aconteceu nesta quinta, 18, com regular pompa, na verdade este assunto foi politicamente suplantado pelos acontecimentos iniciados na quinta e sexta, 11 e 12 da tentativa de parar a fábrica Randon Implementos, alegando os dirigentes sindicais dos Metalúrgicos pouco ou insignificativo PPR (Programa de Participação nos Resultados) que é uma remuneração adicional ao salário contratado e que varia conforme o resultado de lucro da empresa.
A Gazeta de Caxias entrou no “rolo” pelo simples fato de noticiar o acontecido na sexta, de principal, que foi a prisão do presidente do sindicato dos metalúrgicos e vereador Assis Mello, por desacato a autoridade e promoção de alegadas “desordens pública” que seriam o fechamento de ruas e uso de carro de som, etc... Entramos no rolo, digo, pois recebemos e-mails desaforados por estarmos ao lado de um ou outro lado com a nossa matéria jornalística.
Os apoiadores dos sindicalistas presos alegavam que não demos espaço igual na capa as duas versões em conflito. Na capa da Gazeta, afirmo, constaram as manchetes corretas e o apedido pago de uma das partes, com liberdade, a exemplo do que acontece com as capas ou chamadas principais, dos Informativos dos Metalúrgicos e seu sindicato de trabalhadores mais inserções televisivas pagas e também como são produzidos os informativos do grupo/empresa envolvido, e com aquela mesma liberdade “esquecida” nesta semana.
Alegam também os defensores do sindicalista e vereador preso que estava lá na condição de presidente do sindicato e não de vereador, logo esta situação não deveria estar envolvida ou citada na reportagem. Deveria sim, e é legítimo que se cite. Citamos que o trabalho realizado pelos sindicalistas era legítimo, como função reivindicatória e de defesa de interesses corporativos legítimos, mas claro que quem decidiu manter as duas funções, a de vereador e presidente do sindicato de trabalhadores não foi outrem que não o próprio ou seu partido. Logo, se Yeda é governadora do estado e professora universitária licenciada é por decisão sua. E correta. Se Rigotto foi deputado e governador do estado e dentista do Sindicato dos Bancários licenciado foi por decisão sua. E correta. Se Pepe é deputado federal e médico licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos é por decisão sua. E correta.
Seria defensável para os metalúrgicos se Pauletti foi deputado federal e ainda reitor de nossa UCS. Se Yeda, durante as tantas reivindicações sociais, inclusive as legítimas dos sindicalistas que bem reivindicam, que alegasse que não poderia atender naquele dia e horário, pois tinha compromissos profissionais na PUC – POA. Aceitaríamos isto. Eu não, imagino que muitos tantos também não.
A solução me parece a licença, com apenas um salário e função, até porque assessores são necessários, alegam, pois o trabalho é muito. E é. Logo, todo reforço de trabalho no exercício do mandato popular, também é positivo para nós, representados.
Quanto a Randon, que através de funcionários que alegam ter sido impedidos na livre vontade de comparecerem ao serviço contratado e pago, deixo e penso que seus direitos são os da Constituição e da lei, não os impostos pelas partes agora em litígio.
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E a eterna disputa dentro do P D T
As três entrevistas de página que promovemos com os 3 pretensos candidatos únicos a deputado estadual pelo PDT de Caxias e Região, se conflitam, confundem o eleitor e enfraquecem os trabalhistas que estavam indo muito bem na construção de novas e boas lideranças.
Os três, legitimamente, querem ser candidatos únicos e até aqui não são nada além de pretendentes. O único que, se quiser, é candidato a estadual é o atual Kalil. E não seria grande surpresa se assim decidisse no próximo mês.
Alceu Barbosa e Vinicius Ribeiro no momento saem na dianteira da única ou dupla vaga em disputa (se Kalil for à federal, como promete). Por quê?
Porque, pedetistas que leram a entrevista de Toigo na edição anterior, não entenderam por que o agora vereador Toigo defende a permanência de Alceu e Vinicius na prefeitura (nos espaços conquistados, alega), quando o mesmo espaço conquistado na administração passada de Sartori/Alceu, quando ele, Toigo, suplente de vereador e secretário de Sartori, saiu, forçando a candidatura a deputado estadual e abrindo um dos poucos espaços daquela administração reservados ao P D T. Ficou, incoerente e indefensável a defesa, argumentam, parece que com alguma ou muita razão.
Durma-se com um barulho e uma turma (companheira) assim!