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Salve o lucro da produção, do comércio e dos serviços. O lucro é o pilar de sustentação de todo o processo produtivo e comercial. Sem ele não existe empresa, nem o escambo sobreviveria e muito menos o comércio como nós o conhecemos.
Chamou a atenção os números apresentados através dos balaços publicados na imprensa do sistema financeiro do Brasil. Os percentuais de lucratividade apresentados à sociedade brasileira de todo sistema financeiro nacional é de dar inveja a qualquer um.
Diga-se de passagem, que, a reestruturação da área bancária brasileira foi tão bem feita e de um fino controle e vigilância que resiste a uma crise mundial da área como um rochedo em costa marítima. Todos reconhecem que foi uma medida acertada, na época, de uma administração com visão de futuro.
Os balaços dos bancos estatais mostraram o seu vigor. Porém, há tempo, a sociedade bate na tecla do exagero. Não é possível ficar em silêncio diante dos gordos números apresentados. É até humilhantes para qualquer trabalhador e consumidor, ao conhecer os resultados do sistema financeiro nacional. Os lucros apresentados são de dar inveja a qualquer um do setor produtivo. Estes mesmos balanços das instituições financeiras estatais exibiram uma lucratividade que nos arremete aos tempos do vale tudo. Essa falta de moderação nas taxas de juros e um jogo pesado de outras taxas cobradas dos clientes é simplesmente constrangedor para quem observa de fora. O que dirão os seus dirigentes ao Vice Presidente do país, contumaz combatente do percentual de juros cobrados dos brasileiros?
Isto lembra aquela diretora de escola que vendeu a merenda escolar com o intuito de angariar fundos, pintar a fachada do prédio para bem receber o secretário que estava por chegar. Se o secretário souber da manobra, a diretora levará chibatadas. Mas, as crianças famélicas continuarão clamando por comida.
A rede bancária brasileira poderia aprender dos bancos holandeses de como se obtém resultados financeiros aplicando no setor produtivo em escala pulverizada, onde cliente e banco ganham juntos. Naquele país, se alguém, à noite, sonhar em plantar flores para o mercado mundial, na manhã seguinte, baterá a sua porta uma fila de agentes da rede financeira interessados em financiar o projeto com juros compatíveis ao negócio e tornar o projeto realidade. A garantia é o próprio projeto. Juntos, capital, conhecimento e trabalho, em operação de ganha-ganha, nascem novas empresas.
Aqui no Brasil se pratica um jogo duro de transferência de capital do pequeno tomador para a rede financeira que exibe uma gordura financeira constrangedora.
Os resultados da rede bancária estatal brasileira é um resultado para o mundo financeiro ver - simplesmente espetacular. Aos dirigentes dos bancos públicos os louros, aos clientes as batatas.
Porém, ficam umas perguntas que não querem calar. Será que não há exagero? Logo na rede estatal? Ou, tudo o que dizem os dirigentes da nação sobre o custo do dinheiro, é tudo um jogo de cena?
Dependendo das respostas das interrogativas acima, sou obrigado a me socorrer de Machado de Assis: “Aos covardes as medalhas, aos heróis as batatas”.
Com a palavra o Vice Presidente da República.
