Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.
O pedagogo São João Batista de La Salle (1651-1719) proclamado padroeiro universal dos professores pelo papa Pio XII e patrono do magistério gaúcho comemorado no dia l5 de outubro, passou a vida pregando - ensinar é formar personalidades que crescem e se desenvolvem nas mãos de educadores. E deixou um tratado importante sobre a formação dos educadores. O Papa Leão XIII o proclamou santo.
O magistério, no século XVII, no reinado de Luis XIV, era exercido por nobres e para os nobres e o estado não se interessava pela educação do povo. La Salle, doutor em Teologia pela Universidade da Sorbone de Paris, dedicou-se na formação de educadores para atender a infância e a juventude fundando o Instituto Lassalista. É uma ordem de Educadores presente em todos os continentes.
O Estado gaúcho com um patrono desse quilate e uma classe de trabalhadores esclarecida para atuar nas escolas deve se antenar para um novo mundo em contínua transformação e um mercado de trabalho mais exigente. A atenção especial à educação é prioridade, caso contrário, os alunos se encarregarão a apagar a figura do trabalhador de escola e substituí-lo por um educador em sala de aula.
A grande maioria não gostou das imagens exibidas pela TV ao cerco à casa de um chefe de Estado comandado por ativistas. Não condiz com um Estado de povo ordeiro como é o povo gaúcho. Rompeu-se uma tradição de cortesia e civilidade no trato com o poder. Também, achincalhar nomes de pessoas antes de serem julgadas não é traço gaúcho e nem se aprende na escola. A história registra fatos que tiveram um fim nada dignificante para os que defendem um poder socialista absoluto. No país do autoritário de Lênin, os sindicatos não tiveram a liberdade para contestar a autoridade dele. Lá, quando o magistério iniciou um movimento silencioso de oposição às idéias de privação da liberdade de expressão, todos os professores matemáticos, filósofos, psicólogos, teólogos e cientistas foram obrigados tomar o caminho do porto mais próximo e embarcados no famoso “Vapor da Filosofia” e despachados para a Europa morrendo no exílio. Isto é passado, é historia e ela nos ensina também o que não se deve fazer. É verdade que a classe do magistério ainda está à margem de uma reestruturação baseada no conhecimento, no mérito e no resultado do seu esforço. Para a efetiva inclusão a classe deverá fazê-lo em conjunto com o poder constituído já que é o desejo da maioria do povo do Rio Grande. Este trabalho está à altura do seu saber. Só falta construir uma solução conjunta que caiba no Estado gaúcho. O descaso, o silêncio, o abandono e o partidarismo eliminam a excelência e confirmam a mediocridade na escola.
O Estado como indutor do processo educativo público, mesmo passando por restrições financeiras não pode abandonar o que tem de mais precioso - a Educação do seu povo. Caso contrário estaria repetindo a historia do povo romano que no auge da carestia de alimentos para amenizar a situação de fome generalizada, os administradores do império, mandaram deportar todos os mestres de artes liberais oriundos do exterior, embora, esses mesmos administradores conservassem três mil dançarinas nos seus quadros. Certamente no estado gaúcho as dançarinas já bailaram para outros pampas. Uma classe de amplo conhecimento e treinada ao diálogo não pode esquecer que é uma categoria ímpar onde o aluno se espelha. Como dizia meu professor de pedagogia: o que você faz, fala tão alto que seu aluno não escuta o que você diz.
A população aguarda melhorias na estrutura de ensino no Rio Grande. Enquanto a professora, com firmeza, manda o aluno peralta pintar a escola, o patrono do magistério continua iluminando o caminho do educador. Salvem o professor gaúcho.
As comemorações farroupilhas no Rio Grande do Sul colocam em evidência os feitos dos protagonistas da Guerra dos Farrapos e da proclamação de um Estado livre no Império brasileiro. Esse movimento é um dos marcos da história gaúcha. À sombra das suas façanhas celebram-se os feitos dos heróis Farroupilhas com o grito da vitória. Embora vencidos e não humilhados, os gaúchos comemoram uma conquista libertária.
Em l947 acende-se a chama crioula na pira, ato idealizado por um grupo de estudantes de Porto Alegre oriundos da campanha. Esse ato desencadeou um processo de rememoração e cultivo de toda uma história de um povo que ama seu chão. Desde o pontapé inicial dado pelos jovens estudantes, liderado por Paixão Cortes e outros colegas acendendo a chama crioula, criam-se as condições para o nascimento do Centro de Tradições Gaúchas no Rio Grande do Sul. A tradição gaúcha latente na população permeava a alma gaúcha de todo o Estado principalmente os homens das lides do campo. O mundo Farroupilha está num Estado chamado de Grande do Sul onde se cultiva a mais pura tradição de um passado sofrido, porém glorioso, vivido pelos personagens da história Farrapa, formando o único Estado independente virtual que se tem conhecimento. Um Estado que tem território, hino, bandeira, tradição, cultura, originalidade, indumentária e culinária única. O Estado do Rio Grande do Sul tem um povo altivo, culto e tem uma tradição admirada por todos. Os Centros de Tradições Gaúchas funcionam como verdadeiras embaixadas fora do Estado gaúcho. São representações de um legítimo País. Representações feitas de coração, de vontade e na lealdade aos princípios cultivados no chão gaúcho. Os que deixaram o Estado do Rio Grande levaram consigo as tradições e a cultura do povo da terra e muito saudade. O cavalo é o prolongamento da alma gaúcha. O homem da campanha tropeando o gado é um símbolo do homem do pampa e serrano da terra Grande do Sul. As canções acompanhadas da acordeona é a realização sonora da alma gaúcha. Os heróis guardados na memória de todo o povo sublima o sentimento que cresce dentro e fora das fronteiras deste País virtual. Este é o que todos nós chamamos Estado do Rio Grande do Sul – o mundo Farroupilha.
