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Colunista
Uili Bergamin
Uili Bergamin
Escritor.

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS



ð Classificação para a Antologia Poética “Grandes Escritores do CONESUL”, Rio de Janeiro, 1999

ð 2º lugar, categoria Crônica, II Gramado em Prosa RS, 2000

ð Classificação para a “Seleta de Versos 13”, São Luiz Gonzaga, RS, 2000

ð Menção honrosa, categoria Crônica, no III Gramado em Prosa RS, 2001

ð Menção honrosa, categoria Contos, no III Gramado em Prosa RS, 2001

ð Menção honrosa, Concorso Letterario Internazionali, Itália, 2001.

ð 2º lugar, categoria Contos, XI Concurso Literário ASAS/BORK,
São Luiz Gonzaga, RS, 2001

ð 1º lugar, VIII Concurso Literário Mansueto Bernardi, Veranópolis, RS, 2001

ð 1º lugar, I Concurso Literário Hospital Pompéia, Caxias do Sul, RS , 2002

ð 2º lugar, VI Abraço Poético, Gramado, 2002

ð 2º lugar, Academia Caxiense de Letras, Contos, 2002

ð 1º lugar, 37º Concurso Anual Lit. Caxias do Sul, (Poesias) 2003

ð 1º lugar, I Concurso Nacional Literário, ACL (Crônicas) 2003

ð 2º lugar, I Concurso Nacional Literário, ACL (Contos) 2003

ð 2º lugar, I Concurso Nacional Literário, ACL (Poesias) 2003

ð 3º lugar, IV Gramado em Prosa, Gramado, 2003

ð Menção honrosa, XI Concurso Literário Mansueto Bernardi, Veranópolis,2004

ð 1º Lugar, voto popular, 1ª Querência da Poesia Gaúcha, Caxias do Sul, 2004

ð 1º Lugar, Concurso de Declamação, CTG Pousada dos Carreteiros, 2005

ð Classificação para o I Concurso Lima Barreto de Contos, RJ, 2005

ð Classificação para o I Concurso Jorge de Lima de Poesias, RJ, 2005

ð 3º Lugar, VII Abraço Poético, Gramado, 2005.

ð Classificação para o I Varal da Poesia, Flores da Cunha, RS, 2005

ð Contemplação FUNDOPROCULTURA, Caxias do Sul, 2005 com a publicação da obra “O Sino do Campanário”.

ð 1º Lugar, V Concurso Literário de contos, Bento Gonçalves, RS, 2005

ð 1º Lugar, 2º Varal de Poesia, Temática Nativista, Flores da Cunha, RS – 2006

ð 1º Lugar, 2º Varal de Poesia, Temática Livre, Flores da Cunha, RS – 2006

ð 1º Lugar, Concurso para Escolha do Hino Municipal de Cotiporã – RS – 2006

ð 3º Lugar, Concurso Nacional de Poesias – Bento Gonçalves – RS – 2007

ð 1º Lugar, 41º Concurso Anual Lit. de Caxias do Sul (Poesias) – RS – 2007

ð Finalista, 16º Concurso Literário Augusto dos Anjos, Leopoldina, MG – 2007

ð Menção Honrosa no 42º Concurso Anual Lit de Caxias do Sul (Contos) - RS




Experiências Literárias



· Poesias publicadas pelo jornal Zero Hora.

· Crônicas publicados pelo jornal Correio Riograndense.

· Contos, Crônicas e Poesias publicadas nas mais de dez antologias dos autores premiados nos concursos literários.

· Um livro de contos, O Sino do Campanário, publicado, tendo sido a obra de ficção mais vendida da Feira do Livro de Caxias do Sul 2005 e a mais vendida no rancking geral da Feira do Livro de Cotiporã.

· Uma novela, Cela de Papel, publicada, tendo sido também uma das obras mais vendidas da Feira do Livro de Caxias do Sul 2006.

· Integrante da Comunidade Artística Itinerante “Vamos botar fogo no circo”, de Caxias do Sul.

· Realização de Recitais Poéticos e Palestras em escolas, cafés, universidades e Feiras de Livro de todo o estado.

· Cursou Oficinas de Criação Literária com a professora Ana Cardoso.

· Cursou Oficina de Criação Poética com o professor e poeta Eduardo Dall’Alba.

· Autor da esquete teatral “A Mordaça”, apresentada durante a Feira do Livro de Cotiporã, 2007.

· Professor de Oficinas de Criação Literária da Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul.

· Mediador dos debates sobre as Sete Artes, promovidos pela Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul.

· Roteirista do curta-metragem O Sino do Campanário, baseado no conto homônimo de minha autoria, considerado um dos melhores produzidos na Serra no ano de 2007.

· Coordeandor de Rodas de Leitura, do SESC de Caxias do Sul.

· Escolhido Patrono da III Feira do Livro de Cotiporã, em outubro de 2007.

· Um livro de poemas, Do Útero do Mundo, publicado em 2007, considerado um dos melhores lançamentos de livro de poesia já realizado em Caxias do Sul.

· Um dos poucos escritores da Serra selecionados para participar do Projeto Autor Presente, do Instituto Estadual do Livro, de Porto Alegre.

· Escolhido, pelo terceiro ano consecutivo, para fazer parte da Comissão de Avaliação e Seleção do Fundoprocultura, da Prefeitura de Caxias do Sul e da COMIC.

Outras Colunas
Acesso Restrito

Demasiado Humano II

Enviado Sexta-feira, 27 de novembro de 2009 às 17:35:08 | 1 comentário »
Meu segundo livro, Cela de Papel, vem causando polêmica entre leitores da região, tendo sido tema de minha última coluna, quando foi violentamente atacado por um cidadão. Recebi dezenas de e-mails e ligações, além de mensagens no site do jornal. Para minha surpresa, mais de 90% dos comentários foram a favor do autor e da obra. A título de curiosidade, este livro ficou entre os mais vendidos da Feira do Livro de Caxias do Sul – 2006 e já se encaminha para a 3ª edição. É uma fantasiosa alegoria sobre a arte da leitura, num texto implicitamente autobiográfico.
 A obra narra a vida de um personagem inominado, neto de imigrantes italianos, abandonado pelos pais. Em 14 textos curtos, que interligados formam um gênero próximo à novela literária, exponho a solidão do protagonista e o despreparo da sociedade em acolher os introspectivos. Mistura de recordações, histórias que ouve dos avós e devaneios baseados em leituras que fez, ficção e realidade mesclam-se o tempo todo, dando ao livro um aspecto onírico. O romance dos antepassados em terras italianas, numa alusão aos amantes de Verona, o descaso dos pais, ambos com problemas psicológicos e o agudo deslocamento social do narrador, são o fio de Ariadne da obra. Sim, pois como o labirinto mitológico, Cela de Papel possui trechos sem saída e passagens enganosas.
O verdadeiro tema, porém, não é a história do personagem, mas algo mais vasto e humano: a fantasia. Esta é, como a contradição em minha coluna anterior, demasiadamente humana. A ficção não é a realidade, mas uma outra verdade inventada com elementos reais. Sem ela, a própria realidade torna-se menor. Esta vem para enriquecer a vida das pessoas, lançando mão das pequenas experiências do cotidiano como matéria-prima. E, como no caso do livro, às vezes ela nos salva da pequenez, do tédio e até da solidão.
Fragmentada, não-linear e fora do convencional, a obra mal possui uma narrativa propriamente dita. Histórias vão sendo ouvidas e lidas até a convergente confusão do narrador-personagem, que dá um final surpreendente à sua própria epopéia.
Um texto diferente, reconheço, carregado de ambiguidades e pontuações distintas, além de uma estrutura nada usual que, dependendo do leitor, pode realmente causar desconforto. Uma experimentação de estilo, um exercício literário, que pode ser uma recuperação da narrativa intimista, tão olvidada ultimamente. Talvez seja isso que incomode alguns: o medo do silêncio e de olhar para dentro.

Demasiado Humano

Enviado Sexta-feira, 30 de outubro de 2009 às 15:08:15 | 6 comentários »
Nada do que é humano me é indiferente, diria há dois mil anos um personagem de Terêncio. A mim, porém, autor com trinta anos de idade, que primo pela observação arguta de homens e mulheres, muita coisa ainda causa perplexidade.                                      Esta semana um fato inusitado me fez compreender porque Hermann Hesse disse que há um lobo dentro do mais gentil dos homens. Um leitor, que conheço pessoalmente e que considerava culto e sensível, enviou-me um e-mail desaforado, agressivo, beirando a possibilidade de processá-lo por danos morais. Parceiro de conversas literárias em outros tempos, estava enfurecido após a leitura de meu livro Cela de Papel.
                        Ora, sempre considerei como meu título mais polêmico O Sino do Campanário. Este sim me trouxe problemas, principalmente com os católicos de plantão. Confesso que fiquei com muito medo na época do lançamento, e também quando foi adaptado para o cinema. Mas enfim sobrevivi. Agora, com o Cela eu não esperava provocar esse tipo de reação. E, devo registrar, foi a primeira dessa natureza. O cara estava possesso, dizendo que eu deveria queimar o livro, e que inclusive ele pagaria o fósforo. Imaginem uma figura dessas com uma suástica no braço ou num tribunal de inquisição. Eu e meus livros já teríamos sido queimados há muito, ou fuzilados, no caso do primeiro exemplo.
                        E enumerava erros na minha obra, como jamais falar sobre Deus sem antes ler os Doutores da Igreja -- Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, São Boa Ventura e mais meia dúzia de Sãos. Entenderam, todos vocês, jamais falem de Deus, mesmo numa obra de ficção, mesmo através de um personagem, nem uma frasezinha, sem antes se debruçar sobre esses santos todos.
                        Também sobre psicologia (um dos personagens diz que se Jesus tivesse frequentado um psicólogo, não teria deixado o legado que deixou), esse leitor prega que jamais eu deveria ter dito isso sem ler todos os tratados sobre psicanálise. Mas é apenas um personagem. Ele está ali para dizer isso. Nem significa que essa é minha opinião, embora talvez seja.
                        E por aí vai, enfileirando defeitos: conotações apelativas - sex appel –       (sic!), repetição de vocábulos (não entendeu que era para reforçar o efeito), o uso excessivo de aspas (ignora que boa parte dos romances usa aspas em vez de travessão) e outros.
                        Reconheço, claro, que Cela de Papel não é livro para qualquer um. Também sei que não é perfeito. É uma narrativa experimental, inventiva, que quebra algumas formalidades tradicionais. Porém, sua aceitação está muito acima do que eu esperava, com elogios ardentes inclusive de escritores renomados. Acredito, sinceramente, que mesmo o pior dos livros contém pelo menos uma frase que o salva, livrando-o das labaredas.
                        Assim como me surpreendeu esta semana, numa entrevista, Mike Tyson, fragilizado e humano diante das câmeras, ele que metia medo só com o olhar no ringue, agora me causou espanto este leitor, tão calmo, quase meigo, virar uma fera por causa de um simples livro.
                        É o poder da literatura. E das contradições todas de que somos feitos.

Mulheres de Letras (e de Atenas?)

Enviado Sexta-feira, 02 de outubro de 2009 às 11:33:12 | Nenhum comentário »

Acabo de ler duas obras que caíram em minhas mãos entre os mesmos dias. Assim, as li simultaneamente, pois gosto de intercalar leituras – já me peguei lendo seis livros ao mesmo tempo. Não recomendo. Duas leituras concomitantes são possíveis de realizar com eficiência e profundidade; mais do que isso é confusão certa. Pelo menos para mim, que acabei descobrindo meus macetes ao longo desses anos todos debruçado sobre a celulose.

            O que li e quero registrar foi “Vestígios – Memórias”, de Valmi Carneiro Elias e “Galópolis – El Profondo Vale Verde”, de Teresinha Isabel Rihl Tregansin. Duas autoras caxienses, com livros diferentes e propósitos semelhantes: eternizar no papel seus passados e suas memórias afetivas.

            O primeiro, como o título sugere, é a autobiografia da autora. Com edição caprichada da Maneco e com uma prosa despojada de artifícios, Valmi vai tricotando ao longo das 342 páginas toda a sua história, desde antes de seu nascimento até os dias atuais. O casamento dos pais e o dela própria, os preconceitos dos quais foi vítima, as mudanças de cidades, a morte prematura do filho e a doença devastadora do marido - o Mal de Alzheimer - são os eixos principais da obra. Recheada de fotografias e de citações de grandes escritores, o livro, apesar do volume, flui bem, com alguns momentos de dor pungente. É o que a faz citar Gabrielle S. Colette: “Escrever! Tentação de purgar raivosamente tudo de mais que nos vai pela alma adentro, e rápido, com aquela rapidez que faz a mão relutar e protestar. Escrever, gozo e sofrimento!”

            O segundo, um primor gráfico e editorial, é um trabalho organizado por Teresinha, mas na verdade é uma obra conjunta de uma série de artistas. Mergulhando fundo no resgate histórico de Galópolis, suas gentes e artes, o livro traz textos acadêmicos, fotografias recentes e antigas, pinturas, crônicas de pessoas que nasceram ou viveram na comunidade, seu Hino e muito mais. Uma verdadeira garimpagem que resultou em mais de 130 páginas de puro deleite memorialístico, poético e visual. Se já era fácil amar Galópolis, agora ficou ainda mais. O vale onde o sol e a lua precisam galgar os montes para assinalar presença, ganhou a história nas páginas deste livro.

            Duas autoras com muita bagagem e que se dispõe a compartilhar conosco suas histórias, amores, lembranças e sofrimentos. Mulheres que, do alto de suas maturidades, ainda se arriscam publicamente e, como diz o popular, dão a cara a tapa. Mirem-se no exemplo dessas mulheres, que não são de Atenas, mas inquietas, trabalhadoras, sensíveis, criadoras corajosas. À Valmi e à Teresinha, meus parabéns e a minha sincera admiração.

             

A Era da Negação

Enviado Quinta-feira, 17 de setembro de 2009 às 11:45:30 | Nenhum comentário »
A moda agora é negar. Negar que recebeu, negar que pagou, negar que sabia... Essa onda vem de cima e avalancha (nego que criei esse verbo esdrúxulo) tudo e todos. Negar é mais fácil, a gente se exime de tudo.
            Negro nega que é negro. Pobre nega que é pobre. Até rico anda negando que é rico. Vejam só onde chegamos. Uma negação total.
            E essa onda negativa acaba de tomar conta inclusive do último foco de resistência que havia: o meio literário.  Não todos, mas quase (percebam aqui também a negação). Depois de ouvirem nosso presidente negar a leitura, dizendo que lhe dá azia, e que não consegue ler muitas páginas porque lhe dão sono, muitos novos autores acham que podem tornar-se escritores sem ler. E muitos velhos autores acham que podem negar tudo de novo que se produz. Mas o presidente fez pelo menos uma afirmativa, o que nos salva da negação absoluta. Ele assegurou: “Vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor.”
            Confesso que eu, que trabalho para a literatura há anos, vejo meus esforços renegados diante desta frase da maior autoridade do país. Ouso afirmar, no meio disso tudo, que essa crise “negatória” não passa de um problema de identidade. Não sabemos quem somos, nem de onde viemos, nem onde estamos.
            Digo “nem onde estamos” pois muitos tem vergonha de se dizer brasileiros, gaúchos ou caxienses. A alcunha de “escritor caxiense” soa como um estigma para alguns, que em suas cabeças desavisadas parecem residir em Paris ou em Nova Iorque. Confundem sua pessoa, que mora em uma cidade localizada geograficamente, com sua obra, que pode ou não ser universal. E pregam a distinção entre autor e obra. Mas a contradição vai sem rédeas quando esses burocratas da literatura negam que haja uma fórmula para a arte e ao mesmo tempo dizem que não há caminhos duplos. Como assim? Se não há uma fórmula é porque existem vários caminhos, duplos, quíntuplos. A negação pode ser muito contraditória, cuidado!
            Sempre desconfiei de pessoas que vivem com o “não” na boca. Negam a terra, negam a liberdade, negam até a arte, criando fórmulas escamoteadas nas entrelinhas de seu discurso proibitivo.
            Por tudo isso, assim como fiz no ano passado, convoco a todos os escritores e artistas de nossa cidade para participarem do II Encontro do Escritor Caxiense, que ocorrerá durante a Feira do Livro, em outubro. É hora de assumirmos nossa identidade, planejarmos nossas ações e, de uma vez por todas, dizer SIM às nossas origens e à nossa literatura.  

A Era da Disputa

Enviado Sexta-feira, 07 de agosto de 2009 às 17:21:22 | Nenhum comentário »

 Vivemos em uma época difícil. Uma era de disputas. A competitividade que nos foi incutida desde a infância (às vezes antes) como modelo de força e inteligência, acabou nos tornando inimigos uns dos outros. Não temos tempo a perder, não há oportunidade que possa ser desperdiçada.  Olhos abertos, antenas ligadas e quantas máscaras forem necessárias para nos levar até nosso objetivo. Aprimorar-se é o verbo. Vencer é a ordem. Um bom guerreiro deve ter sangue frio, precisa calcular cada passo, cada golpe.

                        Vivemos em uma época realmente difícil. Mas é claro que houve períodos mais duros. Uma guerra, por exemplo, é infinitamente mais sofrível do que esta competiçãozinha que travamos diariamente. Mas talvez seja um dos poucos instantes onde o ser humano é realmente humano: bicho, porque mata para sobreviver; deus, porque se compadece com o sofrimento alheio e une forças pela vida. Nenhum momento da história do homem é tão lindo quando o das reconstruções; após uma guerra, uma desgraça, uma catástrofe natural. Só aí vemos o amor coletivo, a união total, ridículas vaidades sendo deixadas de lado em prol do bem comum.

                        Há alguns dias vi um filme que me chamou a atenção pela metáfora utilizada. Num futuro próximo as pessoas solitárias (e portanto tristes), passam a sofrer de uma doença do coração: ele simplesmente para de bater e congela, matando-as. Muitos morrem e corpos são encontrados a toda hora nas ruas, sem o mínimo espanto dos transeuntes. No final, pra lá de profético, o mundo inteiro vira gelo.

                        Solidão, tristeza e frio (interior e exterior); isso lembra algo, não lembra? Pais roubando filhos, políticos espoliando nações, homens e mulheres ignorantes, violentos e avarentos, incapazes de enxergar um palmo na frente do nariz. Inaptos para acender uma fogueira, já que sua própria chama interior apagou faz tempo.

                        Porque tanta frieza? Esse medo de ajudar o próximo? Porque não estender a mão, se custa tão pouco ou nada? Será que somos adversários, o tempo inteiro?

Só sei que eu tenho minha causa, que considero justa: a literatura. Esta pode mudar os homens e todo o resto. Pode impedir esse futuro trágico. Esta é a minha chama. Tenho um milhão de defeitos, mas este mundo aí de cima, que acabei de descrever, cuido para não perpetuar.

                       

                       

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