Cadastre-se na nossa newsletter e receba as notícias em seu e-mail.
Na noite do último domingo, um 1º de maio, os residentes da pacata cidade paquistanesa de Abbottabad foram despertados de seu sono pelos tiros e bombas que, depois souberam, acabava de por fim à vida de Osama Bin Laden, o mais procurado terrorista da face da terra. “É difícil de acreditar que Bin Laden estava lá”, disse um vizinho depois de informar que nos últimos dez anos naquela residência morava um velho muito tranqüilo e jamais ele ou a mulher haviam causado qualquer tipo de problema. “Acho que ninguém sabia, só os americanos”, completou, lembrando que dois dias antes o Chefe do Estado Maior do país, Pervez Kayani, fizera uma palestra na Academia Militar de Kehul, a poucos minutos dali. Laden de fato tinha o perfil de uma pessoa idosa, embora tenha vivido apenas 54 anos desde que nasceu em Riad, a capital saudita. Abbottabad, que deve o nome ao seu fundador, o inglês James Abbott em meados do século XIX, é uma bela cidade de clima temperado e frios invernos ao pé da montanha na Província do Noroeste, onde estão algumas das melhores escolas infantis do Paquistão. A mansão atacada pela tropa de elite norte-americana se destaca pela discrição de seus três pavimentos, altos muros de três a cinco metros em volta com arame farpado em cima, quase sem janelas e nenhuma linha de comunicação, seja por telefone seja por internet. No outro lado do mundo, Barack Obama lançava à mesa uma carta de valor incrível que arrasa, ao menos por ora, com a oposição republicana.
Não há dúvida de que a remoção do elemento central de sustentação da Al-Qaeda é um fator de altíssima importância, que não pode ser desprezado em qualquer análise. No entanto, é difícil afirmar que a rede terrorista esteja se desintegrando. Ainda que não pareça ser capaz de repetir atentados como o das torres gêmeas de 11 de setembro de 2001, é provável que se dedique agora a uma série de ataques pontuais para demonstrar que segue viva e quer vingar seu maior ícone. Um exemplo foi o atentado a bomba perpetrado na semana passada no quarteirão Djemma El-Fna, tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco, no Marrocos, deixando dezoito mortos. Ultimamente, sob intensa pressão, a Al-Qaeda tem funcionado quase como um sistema de franquias, com base na estratégia de descentralização desenhada por Bin Laden. Há três grupos principais em atuação, no Magreb (basicamente na Argélia), no Iraque e na Península Arábica com sede no Iêmen, mas funcionam como organizações independentes tendo escassa ligação com o núcleo central que está no Paquistão e no Afeganistão com o Taleban.
Não há um líder natural para substituir de imediato a Bin Laden. O médico pediatra egípcio Ayman al-Zawahiri, responsável pelo assassinato de Anuar El Sadat em 1961 e pelos atentados doze anos atrás às embaixadas americanas da Tanzânia e do Quênia (240 mortos), já está com 60 anos e reconhecidamente não tem o carisma do chefe que se foi. Os mais jovens, Abu Yahya al-Libby de 45 anos e o iemenita Anwar al-Awlaki de 40 anos, são admirados na militância por sua crueldade, mas ainda não pelo poder de mando. A coesão interna da Al-Qaeda viu-se comprometida pelas delações dos que foram presos. Ao que tudo indica, as pistas que conduziram à localização dos dois acompanhantes de Bin Laden e ao ataque fatal de domingo foram inicialmente dadas por duas figuras da mais alta proeminência, o curdo Abdul Hadi al-Iraqi e Abu Faraj al-Libby (capturado em 2005 no Paquistão), ambos na prisão de Guantânamo. Resta um terceiro e relevante fator: a questão ideológica que continua sustentando o extremismo violento do islamismo sunita. Há diferenças não superadas que separam o Islã do Ocidente há séculos e vem alimentando o jihadismo radical (guerra santa contra os inimigos da religião) que gera uma oferta ilimitada de “suicidas pela causa”.
A guerra no Afeganistão recrudescerá e se ampliará, dizem os muhajidins do Talebã, mas tudo agora dependerá da capacidade que demonstrarem de estender o martírio de Bin Laden, transformando-o num novo Muhammad, o profeta, o que não se afigura como uma tarefa fácil, considerando que a morte do líder máximo se dá num momento de decadência da Al-Qaeda, como bem o demonstra sua ausência seja na liderança, seja nas reivindicações ou no coração dos revolucionários na atual primavera árabe. Não obstante, o fracasso da OTAN na sua tentativa de remover Gadaffi do poder na Líbia pode fazer com que o movimento volte a se fortalecer. Logo em seguida ao 11 de setembro, Bin Laden declarou que “minha vida ou morte não interessam. O despertar começou”. Talvez o futuro seja diferente: se os ataques terroristas, esperados a partir de agora, não tiverem sucesso, terminarão por perder a razão de ser, debilitando a própria causa do terrorismo internacional.
Para esta segunda semana de fevereiro está, ao que tudo indica, acertada a liberação de mais cinco seqüestrados em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, com uma ativa participação da Cruz Vermelha e do Brasil que cederá dois helicópteros e pessoal de bordo. Com a intermediação de última hora da ex-senadora colombiana Piedad Córdoba (recentemente perdeu o mandato e teve seus direitos políticos cassados pelos próximos 18 anos), a guerrilha, sem nada pedir em troca, entregará seus reféns em quatro pontos distintos: o vereador Marcos Vaquero no aeroporto de Villavicencio; o vereador Garzón Acuña e o oficial naval Henry López em Florencia; o major da Polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército, Salín Sanmiguel,
Criadas em 1966, nos primeiros vinte anos as Farc tiveram reduzido crescimento e pouca relevância, mas isso mudou nos anos 1980 quando o boom do negócio do narcotráfico deu-lhes uma inesgotável fonte de financiamento que se somou às tradicionais rendas por seqüestros e taxas de proteção em lugares sob seu domínio ou simples presença. Alfonso Cano é o líder desde março de 2008 quando o grupo sofreu dois grandes golpes com a morte por causas naturais de Manuel Marulanda, o “Tirofijo” e de seu segundo, Raul Reyes, este num ataque fulminante das Forças Armadas colombianas ao acampamento no Equador onde vivia. De lá para cá, entre vários dirigentes de primeiro escalão, caíram Jorge Briceño (Mono Jojoy), Iván Ríos, Didier que era o cérebro da extorsão no sul do país e o comandante Fabián Ramírez, este num ataque radical ao seu acampamento no último 31 de dezembro. Em 2010 um total de 2831 guerrilheiros (71% das Farc) optaram por entregar-se ao governo recebendo suporte educativo e financeiro num programa de reintegração à sociedade.
Estes fatos significam que a maior guerrilha colombiana está condenada à morte? A resposta, por ora, é “não”. Juan Manuel Santos, ex-Ministro da Defesa e atual presidente (sua família é dona do maior complexo de comunicação nacional, incluindo o jornal El Tiempo e a revista
A entrega espontânea de prisioneiros, desistindo de usá-los como moeda de troca e ao mesmo tempo livrando-se do tremendo peso de ter de mantê-los com vida e alimentá-los, parece significar uma mudança de estratégia do movimento, que ao invés de quantidade de combatentes volta a atuar com pequenas brigadas de alta movimentação que utilizam táticas guerrilheiras, atacando e se escondendo em regiões onde têm maior presença e esconderijos seguros. A principal concentração das Farc é no norte de Cauca onde têm presença histórica relevante e conhecem com a palma da mão suas escarpadas montanhas, tirando vantagem das duras condições climáticas locais. Outros departamentos (estados) que dominam ou têm peso significativo, sobretudo no sul e no oriente do país, são Putumayo, Tolima, Nariño e Valle Del Cauca. No entanto, de alguma maneira estão em 24 dos 32 departamentos colombianos. O financiamento, agora mais do que nunca, passa a depender do tráfico de coca, pois o dinheiro obtido com extorsões, cobrança de proteção e seqüestros necessariamente se reduzirá.
Esta é uma situação nova que terá de ser enfrentada de maneira distinta (em relação ao que fez Uribe) pelo governo Santos e por seus apoiadores norte-americanos. A questão do narcotráfico não se resolverá com um eventual fim das Farc, uma vez que a produção de coca e sua transformação em cocaína exigem soluções estruturais bem mais difíceis de concretizar em países como Colômbia, Bolívia e Peru. Um acordo de paz segue, por ora, sendo uma possibilidade longínqua como atesta a revista Foreign Police que incluiu a Colômbia como um dos focos de guerra no mundo para este ano, ao lado de Costa do Marfim, Iraque, Zimbábue, Iran, Sudão, Haiti e Somália. Não obstante, Juan Manuel Santos e Alfonso Cano podem surpreender, livrando os colombianos e a América Latina de novas tragédias políticas cada vez mais sem sentido.
O presidente Dmitri Medvedev quer ser mais cruel que seu orientador mor, o 1º Ministro Vladimir Putin, mas dificilmente o conseguirá, pois escolheu as mesmas vítimas, já mil vezes quase destruídas pelo verdadeiro czar da Rússia. “Não deve haver cerimônia com os bandidos, eles devem ser destruídos”, disse, referindo-se ao ataque da semana passada perpetrado por um grupo muçulmano radical liderado por Doku Umarov em Vladikavkaz, capital da Ossétia do Norte, no Cáucaso, região que tem sido um foco permanente de problemas para o Kremlin. Os muçulmanos são minoria no país (20 milhões em uma população total de 143 milhões), mas predominam nas montanhas do Cáucaso, principalmente na Chechênia, Ingushetia, Daguestão e Kabardino-Balkaria. Ali a violência é parte do dia-a-dia e nunca cessou mesmo depois das duas guerras entre russos e chechenos que destruiu Grozni, a bela cidade de Ivan, O Terrível. Desta feita, no mesmo mercado central onde 60 pessoas pereceram num ataque há onze anos, um suicida entrou pelo portão principal com sua camioneta Volga e detonou um poderoso explosivo recheado com rolamentos e parafusos que lhe aumentaram o poder destrutivo, provocando dezoito mortes e 107 feridos. A cidade estava em calma desde que o exército russo bombardeou a escola de Beslan em setembro de 2004, invadida por um grupo insurgente, matando 335 pessoas, a maioria crianças.
A Ossétia do Norte, o menor dos territórios russos (tem 8 mil km2 e a maior distância entre suas fronteiras é de 130 km) com 730 mil habitantes, é um reduto cristão-ortodoxo visto como ponta de lança do domínio militar de Moscou que ai instalou suas bases para enfrentar recentes rebeliões na Geórgia e na Ossétia do Sul, esta transformada num estado independente que até hoje é reconhecido apenas pela própria Rússia que o criou e por outros três países: Nauru, Nicarágua e Venezuela. Suas origens remontam aos tempos de Catarina, A Grande, quando era um pequeno Forte às margens do rio Terek. Logo depois da revolução de 1917 viu-se incorporada à União Soviética de Lênin, nunca mais se livrando do seu domínio. Hoje, a Ossétia do Norte continua assolada pela pobreza e principalmente pela corrupção oficial agravada, segundo acusações de grupos defensores dos recursos humanos, por casos freqüentes de execuções extrajudiciais e tortura.
Ao que tudo indica, o ataque ao mercado de Vladikavkaz é o resultado de uma disputa entre facções pela liderança dos rebeldes muçulmanos. Em agosto último Doku Umarov perdeu o comando para Aslanbek Vadalov, um veterano comandante checheno que logo tentou destruir Tsentoroi, a cidade natal de Ramsan Kadyrov, o odiado presidente da Chechênia nomeado por Putin. Kadirov tem uma longa história de barbarismos, sendo conhecido pela divulgação de vídeos que o mostram num bacanal com prostitutas e pelo decreto que assinou permitindo o assassinato da mulher pelo esposo por razões de honra. Agora, no entanto, Umarov recuperou o poder e o atentado é um indicador, segundo declarações ao jornal londrino The Guardian do professor Cerwyn Moore da Universidade de Birmingham e especialista em violência política no norte do Cáucaso, de que radicais e moderados continuam lutando pela supremacia num meio em que as demonstrações de coragem e valentia precisam ser expressas pela fúria com que os inimigos são tratados.
Acima dos interesses econômicos gerados numa área petrolífera por excelência, está a obsessão de Putin – agora incorporada por Medvedev – em dominar as montanhas do Cáucaso. Ali estão os muçulmanos, o grupo populacional que mais cresce num país que está perdendo entre 700 mil e 800 mil habitantes a cada ano. Estima-se que logo tornar-se-ão maioria na Rússia, um quadro longe de ser aceito por Putin que não quer passar à história com essa marca. Ataques contra mesquitas e discriminação a muçulmanos tornam-se cada vez mais comuns numa sociedade que não sabe como deter a contínua redução dos índices de natalidade diante de jovens casais que não admitem ter mais do que um filho.
Ainda não se pode falar em uma corrida dos viticultores brasileiros pelos certificados de Indicação Geográfica (IG), nem se sabe se o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, o INPI, terminará por adotar uma política permissiva que permita a sua multiplicação, mais ou menos como ocorreu em relação aos certificados ISO de qualidade, aparentemente difíceis de obter, mas que se tornaram uma febre no Brasil que hoje tem milhares de empresas detentoras desses selos, surpreendendo o mundo que, em conseqüência, perdeu a confiança no prolífico sistema nacional. O fato é que, por enquanto, o assunto vem sendo tratado muito mais por seus aspectos comerciais do que como uma ferramenta de melhoria da qualidade dos nossos vinhos. Numa reunião realizada em Garibaldi com empresários produtores de vinho, o presidente do INPI, conforme release divulgado no Portal do Instituto, sugeriu uma marca de certificação para todos os espumantes produzidos com uvas vitiviníferas, várias indicações de procedência e algumas denominações de origem. A idéia seria seguir o exemplo do Vale dos Vinhedos onde nos cinco anos após a conquista da IG as propriedades rurais teriam se valorizado em 500%. Verdade que uma IG não é garantia de qualidade nem aqui nem nos países que tradicionalmente a adotam, como nos casos das Denominações de Origem Controlada que vigoram na França, Espanha e Portugal, entre outros. Na Itália, as regras são mais rígidas para os vinhos de Denominazioni di Origine Controlata e Garantita (DOCG), que devem ser provados por uma Comissão Técnica.
No caso do Brasil, o INPI estabelece duas espécies de IG. A primeira é a Indicação de Procedência (IP), apenas uma comprovação de que a localidade é um centro de produção reconhecido. A segunda é a Denominação de Origem (DO) que exige uma especificação das qualidades e características do que é produzido, devidas exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico e também uma descrição do processo ou método de obtenção do produto ou serviço que devem ser “locais, leais e constantes”. A prática é recente e até hoje somente sete IP foram concedidas: café da Região do Cerrado Mineiro (de janeiro de 1999); vinho tinto, branco e espumantes do Vale dos Vinhedos; uvas de mesa e mangas do Vale do Submédio São Francisco; couro acabado do Vale dos Sinos; carne bovina e seus derivados do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional; Aguardentes tipo cachaça e composta azulada de Paraty e, em concessão de 13 de julho de 2010, vinhos tintos, brancos e espumantes de Pinto Bandeira, a segunda IP para o setor vinícola nacional.
A chancela foi dada em nome da Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (distrito de Bento Gonçalves e município a partir de 13 de julho último), a Asprovinho, integrada por seis vinícolas: Cave Geisse, Cooperativa Pompéia, Cooperativa Aurora, Don Giovanni, Valmarino e Terraças. Foi decisivo, na última hora, a medalha de ouro ganha pelo espumante Cave Geisse da Amadeu no Vinalies Internationale, tradicional amostra francesa. De acordo com o grupo que preparou a certificação – Embrapa, Universidades de Caxias do Sul e Federal do Rio Grande do Sul - os vinhos de Pinto Bandeira têm as mesmas características dos produzidos na serra, com um só diferencial: a altitude, um pouco inferior à do Vale dos Vinhedos e favorável a bons espumantes.
No Rio Grande do Sul as regiões da Campanha, Monte Belo, Flores da Cunha , Garibaldi e Farroupilha (uvas moscato) também ambicionam uma indicação geográfica, enquanto o Vale dos Vinhedos luta para se transformar numa DO, embora restrita à casta merlot para os tintos, chardonnay para os brancos e chardonnay ou pinot noir para os espumantes. No INPI, acabam de entrar pedidos de DO para três áreas extrativas de pedras decorativas do Espírito Santo, numa evidência de que pelo menos comercialmente a idéia está progredindo, da mesma forma que os preços.
O PRI, Partido Revolucionário Institucional, está demonstrando que na verdade nunca deixou o poder no México. Governou ininterruptamente de
Tentando tirar proveito da salada em que se transformou a política mexicana, Manuel Obrador declarou-se contrário à aliança espúria de seu partido com o PAN, informando que buscará um novo partido para candidatar-se contra todos nas próximas eleições nacionais de 2012. Os outros candidatos oposicionistas serão, provavelmente, o governador do Estado do México, Enrique Peña Nieto pelo PRI e o prefeito da capital, Marcelo Ebrard pelo PRD, enfrentando – caso não se alie a ela - a deputada Josefina Vásquez (luta contra uma série de pelo menos cinco outros sérios postulantes ao posto) pela situação. Quem vencer receberá um México em crise, com um PIB que decresceu em 6,7% no ano passado (redução de 1,8% na América Latina e crescimento de 0,3% no Brasil) e perdendo a luta contra o narcotráfico. Felipe Calderón no dia seguinte à sua posse mandou 45 mil soldados para os estados mais corroídos pelo tráfico e o resultado foi o aumento dramático da violência que hoje atinge níveis altíssimos no país inteiro.
Os principais Cartéis da Droga – Tijuana, Sinaloa, do Golfo, Los Zetas, Beltrán Leyva,
Calderón embarcou na canoa de George Bush e tentou dominar o tráfico sem reduzir as desigualdades sociais, antepondo a violência do Estado à violência dos Cartéis da Droga. Fracassou e hoje é consenso entre os mexicanos de que as causas principais que alimentam o narcotráfico são a corrupção das autoridades em todos os níveis de governo e a impunidade. Recentemente o Subprocurador da República e três diretores do escritório local da Interpol foram presos por suas ligações com o tráfico. Famosa tornou-se a festa de arromba promovida por um dos maiores chefes do crime organizado, “Joaquin El Chapo Guzmán” para comemorar o 15º aniversário do filho e seu terceiro casamento, com a segurança a cargo de helicópteros do Exército. De acordo com Ricardo González Bernal da ONG Liberdade de Expressão, no ano passado de 244 casos de agressão contra jornalistas (12 assassinatos), nenhum foi julgado. “Eles investigam por um tempo, mas logo abandonam”. Em Washington, na semana passada, Obama e Michelle receberam num jantar na Casa Branca a Calderón e sua esposa Margarita Zavala. A cooperação entre os dois países nunca foi tão intensa. Obama pediu mais US$ 310 milhões ao Congresso em ajuda para o programa Fronteira Inteligente nos
