Prevista para acontecer nos próximos 60 dias, a pintura externa do prédio marca o fim de uma das fases do planejamento proposto em 2009 pela diretora Maria Inez Périco.
Com a conclusão das reformas previstas pela proposta em relação à infraestrutura do espaço e nova programação que foi sendo implementada durante o ano passado, o Ordovás fechou o ano de 2011 com número recorde de frequência: foram contabilizadas 81.286, e em 2010, 55 mil. Tal incremento se deve, por exemplo, à reinauguração da Sala de Teatro em março, que ofereceu aproximadamente 90 atividades culturais, totalizando cerca de 16.697 frequências.
A Sala de Cinema Ulysses Geremia também apresentou aumento de público e se consolidou por sua programação qualificada, composta por filmes fora do circuito comercial, consagrando-se como único cinema alternativo da região. Além disso, passou a oferecer os projetos: Matinê às 3h, Sua Escola no Cinema, CineKids, oferecidos nas férias escolares e o Ordovás Acústico, quando os músicos se apresentam na sala de cinema.
Na área de Artes Plásticas, o Centro de Cultura sediou 20 exposições na Galeria de Arte e na Sala Multiuso, além de trazer importantes acervos como de Iberê Camargo, AMARP (Acervo Municipal de Artes Plásticas), entre outros. De acordo com a diretora, o aumento dos números foi acontecendo de forma gradativa, conforme o centro foi proporcionando novas atividades, o público foi comparecendo. Por isso, Maria Inez Périco prevê fechar o ano de 2012 com uma frequência de público de 100 mil já que este ano marca a consolidação da primeira etapa de reestruturação do espaço previsto no planejamento. “A estrutura do Ordovás é multiuso, o que favorece a realização de ações que vão do tradicionalismo ao erudito”, reforça ela.
Na programação do Ordovás, destacam-se também, o projeto Grandes Nomes, que chega ao seu terceiro ano, consagrado; o programa de Visitas Mirante, que conta aos visitantes a história do patrimônio histórico que o Centro de Cultura ocupa, o prédio da antiga Cantina Antunes e o Projeto Ciranda do Pensamento. A maioria da programação é gratuita e as pagas possuem preços populares.
Todo o processo de mudança proposto pela diretora Maria Inez Périco também gerou polêmica durante o ano passado. Previsto em lei, o cumprimento do horário de encerramento das atividades causou revolta no qualificado público do Zarabatana. “Eu adoro esse espaço. Ficaria no Zarabatana até tarde também. Mas o Ordovás é um espaço público e cultural e não uma casa noturna”, explica ela, que acredita que gradativamente o público irá se adaptar ao horário de encerramento, às 23h. Polêmica à parte, o importante é entender que a arte traz em si a subversão.
Zarabatana formou um público cativo e ardoroso
O Zarabatana acompanha a trajetória do Ordovás desde sua inauguração, em 8 de dezembro de 2001. É o cartão de visita do espaço, fica em frente à principal porta de acesso. Possui um público cativo, que reagiu diante das mudanças naturais que um espaço público enfrenta na transição de governos. Iniciou no governo do PT, com Pepe Vargas e agora vive a gestão do PMDB com José Ivo Sartori. Nessa trajetória, o Café atraiu um público qualificado, ainda mais crítico, ligado à arte e à cultura. A propaganda, boca-a-boca, gradual e verdadeiramente eficaz, logo tornou o Zarabatana ponto de encontro de artistas em geral, produtores culturais, escritores, jornalistas, pesquisadores.
O Zarabatana, além de oferecer um serviço primoroso com o café, é aberto a todas as manifestações artísticas que seu espaço pode abrigar. Sedia lançamentos de livros, exposições, shows, gravação de programas, esquetes, saraus. Criou projetos literários como Será o Sarau, estabeleceu uma programação nos finais das tarde de domingo e teve iniciativas como a Gafieira, que logo foi extinta tamanha repercussão: superlotou o espaço e extrapolou no horário.“Ficamos impressionados”, comenta o Gê, criador e proprietário do Zarabatana em parceria com sua mulher Lucy Maitelli, quando relembra que a Gafieira foi criada como mais uma opção de show com música específica. Nos altos e baixos do Centro de Cultura , o Zarabatana sempre se manteve firme em sua proposta, adaptando-se às mudanças exigidas pelo espaço, atendendo às demandas que se apresentam, reinventando-se espontaneamente e amadurecendo como ponto de referência entre a comunidade artística e intelectual da cidade. “A gente preza muito a identificação que o público tem com o Zarabatana” revela Lucy, o que talvez seja a síntese de seu sucesso.
O complexo abriga:
- Zarabatana
- Espaço Online
- Memorial Cantina Antunes
- Sala de Cinema
- Sala de Teatro
- Unidade de Artes Visuais
- AMARP - Acervo Municipal de Artes Plásticas
- Galeria de Arte – Sala Multiuso
- Unidade de Dança
- Cia. De Dança e a Escola Preparatória de Dança
- Unidade de Música
- Coral Municipal
- Orquestra Municipal
- Unidade de Teatro
- A.A.M.O.R - Associação dos Amigos do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
- Academia Caxiense de Letras
Informe-se:
O Centro de Cultura Ordovás fica na Rua Luiz Antunes, 312
bairro Panazzolo
www.caxias.rs.gov.br/centrodecultura
centrodecultura@caxias.rs.gov.br
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