Projetos Ecirs terá acervo fotográfico digitalizado
Foto por Mario André Coelho
Mais de 45 mil imagens fazem parte do acervo que está sendo digitalizado e será disponibilizado na internet para consulta
O projeto ECIRS - Elementos Culturais da Imigração Italiana no Nordeste do Rio Grande do Sul terá seu acervo fotográfico digitalizado e disponibilizado na internet, tanto para pesquisa como solicitação de uso das imagens. O trabalho está sendo realizado através do Instituto de Memória Histórica e Cultural da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e será lançado durante a Festa da Uva deste ano. São mais de 45 mil imagens compondo o maior acervo fotográfico disponibilizado pela internet no Rio Grande do Sul.
São imagens que contam uma trajetória de trabalho realizada pelo ECIRS desde 1978 com o objetivo de registrar a ocupação italiana no território mapeado e as comunidades extintas pelas barragens. Para o ano que comemora oficialmente a imigração italiana no Brasil, o acervo do ECIRS é precioso conteúdo sobre o tema no RS: etnias, costumes, figuras humanas, paisagens figuram nas fotos, slides e negativos que começaram a ser recuperados e digitalizadas em 2010. Os profissionais que realizam este trabalho, utilizam como metodologia de conservação e organização, os preceitos do Conselho Nacional de Arquivos.
O trabalho já atingiu na última contagem da semana passada 16 mil imagens.
O Sistema de pesquisa da base de dados conta com vocabulário controlado de palavras-chaves para facilitar a busca. Os interessados em usar a imagem precisarão apenas selecionar as imagens desejadas, como os usuários acostumados em comprar na internet, justificar a utilização da imagem e o formato que deseja. As fotos podem ser enviadas em qualquer formato e em alta resolução.
O ECIRS deixa um legado importantíssimo sobra a história da imigração italiana no Brasil, em especial na região de Caxias do Sul e se mostra como referência para o município sobre a importância de preservação da memória de um povo, de uma região. O projeto sempre entendeu que a “cultura é um processo em transformação permanente. Estudar a cultura não tem como objetivo petrificá-la, mas compreender o seu fluxo para, em última instância, cada indivíduo saber quem é, qual sua identidade”.
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