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17/10 às 18:02 MERCADO INTERNACIONAL
 

Crise na Europa coloca Brasil em evidência no mercado internacional

Conselheiro de Administração da Marcopolo José Antônio Fernandes Martins salientou em palestra na CIC que grandes potências europeias vão usar o País para sair da crise

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Fonte: Assessoria CIC

 
Foto por Júlio Soares/Objetiva

O mercado doméstico brasileiro será alvo de um ataque sem precedentes. A previsão foi feita pelo Conselheiro de Administração da Marcopolo S.A. José Antônio Fernandes Martins durante palestra na reunião-almoço desta segunda-feira (17).

De acordo com ele, a crise nos Estados Unidos e Europa está diminuindo o Produto Interno Bruto (PIB) das grandes potências mundiais, e, para manter o desenvolvimento, eles vão explorar países emergentes como o Brasil. “Nossas empresas precisam estar preparadas, pois todos querem sair da crise e para sair é preciso vender mais, exportar e crescer”, salientou Martins.

Conforme Martins, poucos mercados internacionais estão mais bem posicionados que o Brasil para resistir à crise mundial porque o País possui estabilidade política, reserva de moeda estrangeira de US$ 352 bilhões, endividamento externo zero, sistema financeiro sólido e capacidade significativa de tomar medidas de estímulo à economia, como as adotadas no Programa Brasil Maior.  

Quanto ao tema da palestra “mercados internacionais, é possível prever?”, Martins afirmou que devido, a instabilidade mundial, somente um vidente poderia arriscar uma previsão. Na avaliação dele, a crise é inteiramente de confiança, ou seja, não existe confiança nem nos líderes, nem nos resultados, o que resulta. “Há um receio de um efeito dominó na economia mundial”, observou.

O Conselheiro da Marcopolo lamentou a desindustrialização crescente, fruto da importação de produtos de países emergentes, especialmente a China, defendeu a desoneração de tributos para todos os segmentos da economia e cobrou maiores investimentos em logística e infraestrutura para aumentar a competitividade das empresas. Para ele, os exportadores precisam concentrar-se em produtividade, modernização de equipamento, internacionalização e principalmente em inovação. “Nós temos que ser diferentes do que éramos no passado.

Embora em crise, os Estados Unidos é a maior economia do mundo e o mais confiável ‘porto seguro’. Eles têm mil Steve Jobs por lá”, definiu Martins. O evento encerrou a programação do 10º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha, realizado pela CIC na manhã de segunda-feira.

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