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Encontro no SIMECS debate protecionismo argentino a produtos brasileiros
O SIMECS realizou nesta segunda-feira, 15 de agosto, em seu auditório, o evento “Mercado Argentino e seus Desafios” reunindo um expressivo público composto por empresários e executivos do setor metalmecânico.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Simecs
Diversas empresas do setor metalmecânico de Caxias do Sul e região, representadas pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico – SIMECS estão sendo atingidas pelas medidas unilaterais adotadas pela Argentina no comércio exterior. Para esclarecer este assunto, o SIMECS realizou nesta segunda-feira, 15 de agosto, em seu auditório, o evento “Mercado Argentino e seus Desafios” reunindo um expressivo público composto por empresários e executivos do setor metalmecânico.
O encontro teve a apresentação de Luciano D´Andrea - Executivo do CONCEX – FIERGS e de Frederico Behrends, Coordenador do Grupo Temático de Negociações Internacionais – FIERGS. Os principais ítens abordados foram: As relações comerciais do Rio Grande do Sul, O fluxo de comércio Rio Grande do Sul – Argentina e as oportunidades, O protecionismo argentino e seus desafios e ações do governo e da FIERGS. Conforme Luciano D´Andrea, as práticas mais prejudiciais incluem restrições protecionistas contra diversos produtos brasileiros, sem contar os subsídios internos a determinados setores concorrentes, como é o caso de bens de capital. Cerca de 40% da pauta das exportações gaúchas estão sendo diretamente afetadas. Até agora o problema tem sido tratado caso a caso, na esfera da Reunião Bilateral Brasil-Argentina.
O posicionamento do setor industrial gaúcho em relação às barreiras argentinas foi encaminhado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No documento, foram solicitadas medidas urgentes para a retomada da normalidade. As estimativas são de que 12% dos embarques gaúchos estão no grupo de produtos afetados pelo licenciamento não-automático imposto pelo país vizinho, ou seja, um montante de vendas superior a US$ 200 milhões. Com isso, estão sendo afetados 8 dos 10 principais segmentos exportadores do Estado, entre eles máquinas agrícolas, móveis, metalmecânico, calçados, automotivo e alimentos.
O Rio Grande do Sul compra mais do que vende para os argentinos e em 2010, por exemplo, acumulou um saldo negativo na balança de US$ 1,8 bilhão. O Brasil, ao contrário, é superavitário e gerou no ano passado um saldo positivo de US$ 4 bilhões. Para acompanhar as dificuldades do intercâmbio e seus impactos, a FIERGS criou o Sistema de Monitoramento das Barreiras Argentinas (Simba). O objetivo, segundo Luciano D´Andrea,é detectar e avaliar os gargalos enfrentados através de levantamento de dados, sondagens e consultas diretas a empresas.
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