Fernando Schüler, da Justiça e do Desenvolvimento Social, apresentou estudo que coloca o País entre as 10 maiores economias do mundo
Por João C. Garavaglia
Oitava maior economia, quinto mercado consumidor, renda per capita de U$ 10,2 mil, população de 207 milhões, déficit habitacional próximo a zero e crescimento médio anual de 4%. Estes indicadores representam o Brasil em 2030, segundo estudos apresentados pelo secretário de Estado da Justiça e do Desenvolvimento Social, Fernando Luís Schüler, na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC).
Agenda
Na agenda de desafios obrigatórios apontados por Schüler destaque para a erradicação da pobreza, o fim das aposentadorias precoces, o estímulo da produtividade na terceira idade e investimentos para crescimento sustentável de longo prazo.
Pobreza
Ele explicou que o extermínio da pobreza é uma decisão estratégica fundamental para o Brasil e existem três fatores que devem ser trabalhados: o crescimento do PIB per capita, a redução da taxa de fecundidade e o aumento da taxa de escolaridade. “Nada atrasa mais o desenvolvimento de um país do que a pobreza. Nós somos a primeira geração que verá o fim da pobreza”, salientou o palestrante com otimismo.
Impacto
Com a modificação da estrutura etária do País, haverá nos próximos anos mais pessoas com idade acima de 65 anos e menos crianças de até 14 anos, ao contrário do que ocorre hoje. “Teremos um impacto direto na previdência social e no mercado de trabalho. Precisamos manter a população idosa mais ativa, por mais tempo”, justificou Schüler.
Reforma tributária
O professor defendeu ainda a reforma tributária, com a desoneração dos impostos, como forma de as empresas investirem mais e impulsionarem o desenvolvimento do Estado e do País por meio da geração de renda e empregos. “Precisamos urgentemente ampliar a capacidade de investimentos do Rio Grande do Sul, pois estamos perdendo espaços frente a outros estados”, afirmou ele, criticando a burocracia e lentidão que caracterizam atualmente a máquina pública, e como acontece, por exemplo, nas licitações de obras.
Governo enxuto
Schüler citou por fim as atitudes que o governo do Rio Grande do Sul deve adotar para progredir e ser mais competitivo: governo enxuto com responsabilidade fiscal; alta capacidade de investimento; inteligente para gerar políticas públicas; focado na consecução de metas de longo prazo; sistema eficiente de contratualização; cargos públicos apenas para carreiras do estado; nomeações políticas restritas a posições de núcleo estratégico; previdência pública com mais tempo de serviço; eliminação da pobreza e oferta de oportunidades básicas para todos.