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Eleger os melhores
Há três meses, exatos neste sábado, 03 de julho, das eleições de 03 de outubro, não se constata, junto à população muito entusiasmo pelo pleito que se avizinha. Parece que as pessoas mais esclarecidas e mais sensatas estão anestesiadas e cansadas da política e dos políticos diante de tantos desmandos e denúncias de corrupção, a maioria delas nem investigadas e muitas arquivadas, que têm assolado o país nestes últimos anos.
É preocupante, porque estamos defronte àquela que é a mais importante eleição no país, pois ela elege o presidente da República, os governadores, senadores, deputados federais e estaduais, que são a maior representatividade do executivo e do legislativo. Enfim, aquelas pessoas que definirão o futuro de milhões de pessoas.
Talvez o desencanto esteja relacionado especialmente pelas alianças feitas entre os partidos para apoiar determinado candidato e a falta de projetos nestes acordos. Há tantos comprometimentos em alianças espúrias que quem governa acaba ficando refém de interesses que nem sempre são os seus.
Os partidos, lamentavelmente, perderam seus discursos, tanto os que estão no governo ou como os que estão na oposição, esta, por sinal, fragilizada, e sem um projeto alternativo confiável.
Há apenas uma preocupação de se manter no poder ou chegar-se ao poder custe o que custar, sem ter-se uma definição clara do que se quer e do que se fará. As ambições pessoais e a falta de ética acabam pairando.
Quando os políticos ou os candidatos estão acima dos partidos e se tornam mais importantes é porque há algo errado. Os partidos que deveriam ser a referência, acabam apenas servindo de abrigo para interesses e projetos pessoais.
Mas, de uma maneira geral, este desencanto é fruto da perda da credibilidade dos políticos e dos partidos junto à opinião pública, especialmente dos setores mais bem informados do país.
Claro que existem exceções, não vamos dizer quer todos os políticos são ruins, mas os bons acabam, muitas vezes, sendo confundidos com os ruins.
Esta eleição de outubro é mais uma oportunidade que os brasileiros terão para tentar separa o joio do trigo e não eleger ou reeleger os comprovadamente maus políticos deste país.
E eles não são muito difíceis de ser identificados. Seus nomes estão quase sempre na mídia envolvidos em denúncias ou escândalos.
Eleger os melhores candidatos, aqueles que têm projetos, que são coerentes com o discurso que pregam é a grande saída para se tentar melhorar e regatar a imagem dos políticos e também dos partidos, porque na medida em que elegemos políticos coerentes com o que pregam os partidos também saem fortalecidos.
