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Editorial

Edição N.: 832

Dilma e as pesquisas


 


No passado, algumas vezes, as pesquisas erraram feio, inclusive aqui em Caxias, causando muitas frustrações e acusações e fazendo com que muitos defendessem inclusive o fim de suas publicações sob a justificativa de que mais prejudicavam do que ajudavam no processo democrático.


Pois bem, pelas pesquisas que estão sendo divulgadas por todos os institutos, a candidata Dilma Rousseff (PT) deve vencer ainda no primeiro turno derrotando seus principais adversários, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), com larga vantagem.


Uma das últimas, do Instituto Sensus, Dilma está com 46%, Serra 28% e Marina 8,1%, números que dão a Dilma a vitória ainda no primeiro turno.


A não ser que elas estejam totalmente equivocadas, o que seria algo escandaloso, a vitória da petista parece inevitável. No entanto, como todas têm dado praticamente números quase que iguais é muito difícil que possa haver erros.


Em todo caso, nos parece, que só se acontecerem fatos novos neste mês de setembro, algo que possa reverter a situação com Serra subindo e Dilma descendo, aposta que setores do tucanato ainda esperam que se concretize adotando uma tática mais agressiva para que os fatos atuais não se confirmem.


E se isso acontecer, com Dilma vencendo ainda no primeiro turno, não deixará de ser uma surpresa, pois Serra aparecia, antes das pesquisas começarem e depois no início delas, como um adversário temível para que o PT pudesse manter o governo. Não apenas como um adversário temível, mas o preferido em muitas pesquisas para ganhar as eleições, o que estava tirando o sono de Lula e do PT. Porém, no andar da carruagem isto não se confirmou e o tucano cai em queda livre semana após semana.


O PSDB e Serra, na verdade, estão sentindo o efeito Lula mesmo que Serra, equivocadamente, tentou e  continua tentando se vincular ao presidente esquecendo que o candidato, e no caso a candidata dele é a Dilma e não ele e o PSDB, que são, ou deveriam ser, oposição ao seu governo.


Este erro estratégico está minando Serra e sua candidatura que só poderá ter uma reversão caso ocorrer um fato novo e explosivo, o que não se acredita pelo que se tem visto nos programas obrigatórios na tevê ou no rádio.


Provavelmente, neste mês de setembro as críticas e os ataques deverão ser ainda maiores notadamente por parte de Serra que está sendo acuado pela cúpula do PSDB nacional que quer que ele mude sua estratégia e seu comportamento seja mais duro com Dilma e com Lula.  Nestas alturas, porém, segundo analistas políticos, mesmo que possa haver um tom mais crítico e contundente, o erro já foi cometido no início da campanha e apenas fazer críticas mais enérgicas pouco ou nada servirá para mudar o atual quadro. Pode ficar pior a emenda do que o soneto.



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