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04/11 às 16:29 REIVINDICAÇÃO
 

Federalização da UCS volta a entrar em pauta

Mesmo com a eminência da divulgação de qual cidade da serra irá receber um Campus da UFRGS, existe um movimento que volta a mostrar as caras em Caxias do Sul, o pró-federalização da UCS.

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Por Gerson Felippi Junior

 
Foto por Divulgação
Movimento pró-federalização da UCS volta à tona em Caxias
Porém este assunto é antigo, desde os anos 70 e 80 já existia um forte apelo do DCE e da ala esquerdista de Caxias do Sul buscando a federalização da UCS. Os deputados por Caxias faziam promessas, especialmente em anos eleitorais, de transformar a UCS em uma instituição federal. Muito se comentou que o presidente da época, o general João Figueiredo, chegou a ter em sua mesa projeto para federalizar a UCS e por motivos não esclarecidos o documento não teve prosseguimento.
Pulando para anos mais recentes, houver movimentos pró-federalização da UCS em 2005 e 2010, mas em ambos os anos o MEC descartou a possibilidade.
 
 
Federalização é prevista em estatuto do DCE da UCS
 
O DCE atualmente busca em primeiro lugar uma democratização da universidade. A federalização faz parte de nosso estatuto e é vista como positiva, mas hoje esta situação é um pouco utópica, de toda forma o DCE se posiciona a favor de uma possível federalização, afirmou Valda Neves, Coordenadora de Campi e Núcleos do DCE UCS.
Um dos líderes desse movimento que volta a colocar em pauta esse debate acerca de federalização da UCS é Arino Maciel, que falou sobre o projeto e os motivos desta ação.
Gazeta: Neste momento que pode marcar a vinda de um Campus da UFRGS para Caxias do Sul, por que a opção pela federalização da UCS?  
Arino: A UCS já possui uma estrutura de federal e as notícias de que ela opera no vermelho aparecem aos montes. A cidade necessita de uma instituição de ensino a nível superior pública pelo aumento da população e desenvolvimento da região, além disso, já li em algumas entrevistas que a UFRGS viria para Caxias apenas para complementar a UCS, quando na verdade precisamos de uma instituição federal plena com variedade de cursos, visto que o número de bolsas que a UCS oferta é insuficiente para uma cidade que cresce como a nossa. Cursos como medicina, engenharia e outros têm valor total superior a 300 mil reais, o que permite que apenas uma parcela seleta de pessoas possa cursá-los.
 
 
“UCS possui déficit, mas tem uma boa estrutura.  Por que não federalizar”
 
 
 
Gazeta: O que o movimento pró-federalização está fazendo de concreto?
Arino: Estamos realizando ações como panfletagens, abaixo-assinado, protocolos na câmara e conversando com políticos como, por exemplo Assis Melo (PCdoB), Rodrigo Beltrão (PT) entre outros, que podem nos ajudar nessa missão.
Gazeta: Este movimento de federalização não pode, talvez, atrapalhar a vinda de um Campus da UFRGS para o município?
Arino: Acho que não, isto vem a somar. A UCS possui déficit, mas tem uma boa estrutura, então por que não federalizar?
Gazeta: Este movimento que, já ocorreu outras vezes sem êxito, por que volta agora?
Arino: Realmente a federalização da UCS já foi debatida muitas vezes, até pessoas como o nosso prefeito Sartori e o hoje deputado Pepe Vargas antigamente levantaram esta bandeira, mas com o tempo e o poder desistiram de lutar nessa frente, talvez pelo jogo de interesses que existe por trás da UCS que é uma instituição capitaneada pela mitra diocesana de Caxias do Sul e sofre influência de grandes empresários.

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