Em comparação com o ano de 2008, que teve 102 casos registrados de abuso sexual contra criança e adolescentes o número caiu para 77 no ano passado
O abuso e a exploração sexual são os piores crimes que alguém pode cometer contra crianças e adolescentes. Não seja cúmplice dessa violência. É o que apresenta o folder do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente com o slogan “Violência contra criança. Vamos acabar com essa vergonha”.
Pensando nisso a Gazeta de Caxias foi conversar com a delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Sueli Rech que freqüentemente recebe denúncias de casos de abuso sexual contra criança e adolescentes.
Origem
Segundo a delegada a maioria dos casos ocorre no ambiente familiar, partindo do pai, do padrasto, do avô, primos, tios ou até vizinhos. “Normalmente são pessoas que têm vínculo afetivo com a vítima” afirma a delegada.
Denúncias
As denúncias vêm dos mais variados órgãos. Muitas vezes de denúncias são anônimas ou do conselho tutelar. “A escola, os vizinhos e a própria família fazem os registros de ocorrência” aponta Sueli.
Procedimentos
Conforme a delegada, no primeiro momento precisa se gerar um registro e assim instaurar o procedimento e a realização dos encaminhamentos. “As crianças que são vítimas de violência sexual nós encaminhamos para o Apoiar, um ambulatório de atendimento a criança e ao adolescente” fala a delegada.
Vítima
Tirar a criança da família é a última opção, conforme a delegada. “O que procuramos é afastar a criança do abusador. Caso o agressor não queira sair de casa, é evidente que acabamos ouvindo conselho tutelar e encaminhamos a criança para um outro espaço. Não necessariamente um abrigo. Abrigo é a última das últimas opções” afirma.
Agressor
O agressor normalmente é alguém ligada a família, das mais variadas idades. Todos os casos passam pela DPCA que tem a missão de afastar o agressor da vítima e proporcionar melhor qualidade de vida para ela. Sendo que a pena do abusador é de 6 a 10 de prisão.
Delegacia
Conforme a delegada “a atribuição da delegacia é apurar o fato, não é nem aplicar medida nem fazer tratamento. Não é a delegacia que faz ao acompanhamento ao agressor nem à vítima, para isso existem os órgãos assistenciais. A delegacia apura e encaminha para o judiciário, quem vai ver a pena e o que será feito é o judiciário”.
Encaminhamentos
Segundo a delegada eles não são responsáveis diretamente pelos encaminhamos para abrigos, “nós acionamos o conselho tutelar e eles encaminham. É um trabalho em conjunto com o conselho tutelar, o judicial e o ministério público”.
Motivos
A causa dessas situações constrangedoras ocorrem por vários motivos, “pode ser por dependência química ou principalmente desvio de comportamento” acredita a delegada.
DICAS DE PREVENÇÃO
- Procure falar claramente com os seus filhos sobre as formas mais utilizadas pelos agressores sexuais.você poderá protegê-los de futuros traumas dolorosos e até da morte;
- É Comum o abuso ocorrer no meio familiar ou por pessoas próximas da vítima, de quem ela gosta e não desconfia;
- Oriente seus filhos a desconfiarem de pedidos para localizar endereços, caminhos, ou prestar ajuda para transportar objetos para carros ou residências;
- Ensine seus filhos para não aceitarem presentes de estranhos;
- Desconfie de brinquedos novos em casa ou de dinheiro que não saibas a procedências;
-Acompanhe seus filhos em entrevistas que exijam boa aparência e disponibilidade para viagens. Confira ofertas de empregos muito bem remuneradas ou com promessas interessantes;
- Invista na segurança proporcionada por grupo de colegas e amigos para ir ou retornar da escola ou da academia;
- Conheça os sites visitados por seus filhos quando estes navegam na Internet;
- Fique atento! Muitas crianças e adolescentes têm sido atraídos para rituais físicos e psíquicos que culminam em abusos sexuais.