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08/11 às 17:12 PRÊMIO
 

MÉRITO METALÚRGICO GIGIA BANDERA 2011

Elisa de Cecco Tramontina (In Memoriam), José Rubens de La Rosa e Norberto Fabris são os empresários homenageados deste ano

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Fonte: Chaiene Deiro

 
Foto por Julio Soares/Objetiva
Norberto Fabris, Getulio Fonseca e José Rubens de la Rosa foram homenageados
O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (SIMECS), Getulio Fonseca, apresenta os três empresários que vão receber o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera 2011: Elisa de Cecco Tramontina (In Memoriam), José Rubens de la Rosa e Norberto Fabris. Os nomes foram escolhidos por uma comissão especial do SIMECS e revelados hoje, dia 8 de novembro, durante entrevista coletiva no Sindicato
 
Para Clovis Tramontina, presidente do Conselho da Tramontina, receber o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera 2011, em nome de Elisa de Cecco Tramontina, traduz a dedicação de todos os que trabalham na empresa. “Sentimo-nos felizes, porque vimos que o esforço inicial de minha avó Elisa, frutificou. Ela foi uma grande visionária e muito corajosa. A minha avó Elisa entendia como ninguém que o apoio e a colaboração seriam fundamentais para chegarmos ao que somos hoje, uma empresa centenária construída com valores sólidos e que trabalha para chegar ao próximo centenário”.
 
 Para José Rubens de la Rosa, CEO da Marcopolo S.A., o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera significa um reconhecimento de extrema importância. Segundo ele, Caxias do Sul, por ser uma cidade empreendedora e vitoriosa, tem inúmeros executivos que também mereciam esta honra. “A Marcopolo me propiciou as oportunidades e me deu o voto de confiança necessário para desenvolver o meu plano de trabalho. Por isso, o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera pertence também aos mais de 20 mil colaboradores da empresa. Juntos, construímos a história de sucesso que dá base a esta homenagem”, comenta.
  
Receber o Mérito Gigia Bandera para Norberto Fabris, diretor executivo da Randon, é motivo de muito orgulho, pois considera esta homenagem como a mais importante distinção no âmbito industrial da região. “Dedico principalmente ao meu pai, que foi um grande incentivador da minha carreira, a minha família, e também a toda equipe Randon”, completa. De acordo com ele, estar na seleta galeria dos homenageados é um incentivo para enfrentar os próximos desafios e conquistar novos horizontes.
 
A solenidade de entrega da outorga acontecerá nas dependências do Clube Juvenil, dia 25 de novembro, às 20 horas. O Mérito Gigia Bandera chega à sua 19ª edição firmando o compromisso do SIMECS de homenagear empresários que tenham se destacado em seu segmento. Durante a outorga, será lançada a 12ª edição do Balanço Social do SIMECS. O objetivo deste material é divulgar os investimentos sociais realizados pelas empresas do segmento metalúrgico durante o ano de 2010.
 
Saiba mais sobre o Troféu Gigia Bandera
 
Desde 1987, o SIMECS faz de Gigia Bandera a síntese do Mérito Metalúrgico. Anualmente, reconhece com o Troféu Gigia Bandera personalidades que, com sua visão estratégica, representação institucional, empresária e de defesa da livre iniciativa, conseguem projetar suas organizações.
 
O Troféu Gigia Bandera é uma obra do artista plástico Jesiel Bellini e foi fundido em resina de poliéster, pintado com tintas e pigmentos imitando o bronze. Seu pedestal foi esculpido em madeira de imbuia e finalizado com plaquetas de metal identificando a homenagem e o homenageado. Obra de traços firmes e fortes, esculpidos no rosto de uma mulher, traduz a altivez, a experiência e o empreendedorismo de Luigia Carolina Zanrosso Eberle – Gigia Bandera.
 
Natural de Monte Magré, Província de Vicenza, Itália, Gigia Bandera nasceu em 2 de junho de 1854. Em 1878 casou-se com Giuseppe Giacomo Eberle, com quem teve 10 filhos. Em 1884 chegou ao Brasil, instalando-se com a família em Caxias do Sul. Em 1886, o marido Giuseppe, então agricultor, comprou de Francisco Rossi uma funilaria na Rua Sinimbu. Com o tempo, decidiu dedicar-se somente às atividades agrícolas, cabendo a Gigia Bandera o aprendizado na pequena indústria. Ela atendia ao balcão, trabalhava na oficina como funileira, fabricando e consertando peças para depois vendê-las, e cuidava dos filhos.
 
Como pioneira do seu tempo, a microempresária Gigia Bandera é reconhecida como uma mulher empreendedora, que impulsionou, desde a sua época, o desenvolvimento industrial regional.
Perfil
Elisa de Cecco Tramontina – In Memoriam
Tramontina
 
Algumas pessoas marcaram a evolução e o crescimento da Serra Gaúcha. Através da determinação dos descendentes de italianos e de outras etnias que vieram à região para construir suas vidas, houve prosperidade. Sabe-se de muitos homens que, na primeira metade do século XX deixaram sua marca. E eram raras as mulheres que conseguiram, uma dessas mulheres foi Elisa de Cecco Tramontina.
 
Filha de Davide De Cecco e Lúcia Filippi, Elisa nasceu em 2 de outubro de 1894, na Linha Santa Bárbara, secção do município de Bento Gonçalves. Elisa passou sua infância com seus oito irmãos na pequena localidade de Santa Bárbara até que conheceu Valentin Tramontina, que também nasceu em Santa Bárbara e era filho de imigrantes italianos. Casou-se com ele em 14 de fevereiro de 1920 e ambos passaram a residir em Carlos Barbosa, então distrito de Garibaldi. Da união, nasceram três filhos: Henrique, Nilo e Ivo.
 
Seu marido, Valentin Tramontina, desde 1911, já tinha uma pequena ferraria no centro da cidade. Diferente de outros ferreiros que se instalavam à beira de um rio para obter força motriz com uma roda d’ água, Valentin sempre foi “um ferreiro urbano”. Mas o destino colocaria muitas dificuldades no caminho da família Tramontina. Em 1936, Valentin adoeceu, vindo a falecer em 1939. Além de perder o marido, Elisa também perdeu os filhos, Henrique e Nilo, quando estes eram adolescentes.
 
Foi então que teve que tomar as rédeas de sua vida. Elisa Tramontina, viúva e com Ivo ainda criança, assumiu a pequena ferraria que havia se transformado em uma fábrica de facas. A despeito das imensas dificuldades, ela conseguiu fazer o empreendimento sobreviver até entregar a administração a seu filho Ivo, em 1949. A fábrica, com menos de 20 empregados, se mantinha em funcionamento apesar de todas as limitações geradas pela Segunda Guerra Mundial. A empresa na época chamava-se Vva. Valentin Tramontina.
 
Em 1 de janeiro de 1954, teve início a sociedade Viúva Valentin Tramontina e Cia. Ltda., formada pelos sócios Elisa Tramontina, Ivo Tramontina e Ruy J. Scomazzon. Pouco tempo depois, Elisa começou a adoecer, e faleceu em 21 de junho de 1961. A sua marca, sustentada com fibra e coragem, transformou uma fábrica então incipiente, hoje um dos alicerces de Carlos Barbosa e de toda a região serrana do Rio Grande do Sul.
Cem anos após a sua fundação, a empresa que é presidida pelo Conselho de Administração e tem como Presidente, Clovis Tramontina, neto de Dona Elisa, transformou-se em um expressivo parque industrial brasileiro, com 10 unidades descentralizadas, sendo oito no Estado do Rio Grande do Sul, uma em Belém, no Estado do Pará, e outra em Recife, no Estado de Pernambuco. A marca que conquistou os brasileiros também está, hoje, presente em mais de 120 países.
Atualmente, conta com mais de 6 mil funcionários e produz mais de 17 mil itens entre utilidades domésticas, ferramentas manuais e de alta especialização, equipamentos de jardinagem, móveis em madeira e plástico, materiais elétricos, pias, cubas, fornos, coifas, tanques e acessórios.
A inovação, o design, a tecnologia e, acima de tudo, o capital humano marcam a construção da empresa. Por isso, aposta no crescimento profissional e pessoal de sua equipe, na valorização da consciência social e no respeito ao ambiente.
Para Clovis Tramontina, presidente do Conselho da Tramontina, receber o Mérito Metalúrgico Gigia Bandera 2011, em nome de Elisa de Cecco Tramontina, traduz a dedicação de todos os que trabalham na empresa. “Sentimo-nos felizes, porque vimos que o esforço inicial de minha avó Elisa, frutificou. Ela foi uma grande visionária e muito corajosa. Acalentou um sonho que hoje é uma realidade, com premissas básicas que funcionassem bem, sempre com justiça social. Que fosse próspera e, por isto mesmo, assegurasse a todos os que nela trabalham e respectivas famílias, dias tranquilos e livres de incertezas mesmo diante de muitas dificuldades. Durante 10 anos ela manteve viva a pequena ferraria, ela tinha a visão de crescimento e uma meta, que era chegar com o galpão até uma determinada árvore. Ela pode ver a fábrica ultrapassar o sonho dela, tanto que falava: ”nossa ferraria já foi muito mais longe do que eu poderia imaginar”. As limitações da época, as dificuldades, o fato de ser mulher, não foram barreiras para levar adiante todas as metas estabelecidas. Se algum progresso foi conseguido, ele se deve exclusivamente ao muito que se trabalhou. Sim, porque o trabalho, fator absolutamente indispensável, nem é preciso pensar: é patrimônio de nossa empresa. Talvez na época, o que hoje chamamos de valores, não tivessem nomes próprios, mas nos foram passados com a mesma simplicidade que adotamos atualmente, e a minha avó Elisa sabia disso, entendia como ninguém que o apoio e a colaboração seriam fundamentais para chegarmos ao que somos hoje, uma empresa centenária construída com valores sólidos e que trabalha para chegar ao próximo centenário”.

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