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19/02 às 20:35 PARQUE DO SOL
 

O GIGANTE É NOSSO

O maior prédio do Rio Grande do Sul pertence a Caxias do Sul. Construído há mais de 30 anos, o Parque do Sol também pode ser chamado de o Gigante Gaúcho. Segundo o Arquiteto que o idealizou, Hugo Grazziotin, o prédio ainda possui o título de mais alto do estado, seja residencial ou comercial.

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Foto por Maiara Calgaro
Parque do Sol tem 36 andares e foi inaugurado em 1976
Não está na rota turística da cidade, bem que poderia fazer parte. O Parque do Sol chama atenção dos turistas e moradores assim como os outros pontos turísticos da cidade. Localizado no centro da cidade ele possui 116 metros de altura e 36 pavimentos.
 
História
Em junho de 1966, o proprietário do terreno procurou a firma EMGRAN Empreendimentos Imobiliários Graziotin Anzolin ltda para a possibilidade de construção num terreno de sua propriedade. Diante disso, foi pensando um projeto de sessenta apartamentos no centro do terreno, com a exigência que fosse aproveitada toda a quadra.
Planta inicial
Assim surgiu a planta do edifício, com trinta andares e com dois apartamentos iguais por piso, compreendendo ainda o projeto dois subsolos para estacionamentos, ocupando todo o terreno; dois apartamentos para zeladores e, um andar no meio dos pisos residenciais com um salão de festas e uma capela comunitária, perfazendo, ao todo, um projeto totalizando 36 pavimentos.
Mudança
Antes do fim da execução da estrutura residencial, houve um consenso entre os condôminos em eliminar a complementação da área comercial que ficava fora da projeção horizontal dos pisos residências, porquanto alegaram a inconveniência da circulação de veículos, pessoas e estacionamentos no entorno do edifício.
 
 
 
“Nem se pensou em
 ser o maior do estado,
 aconteceu naturalmente”
 
 
Altura
A altura do edifício projetado surgiu naturalmente pela proposta das economias pensadas, e, assim, proporcionando aos apartamentos residenciais uma aeração e insolação excepcionais com um parque frontal. E, constituindo-se, o projeto global, por conseqüência, numa relativa ousadia para a época, mas que foi aceita com naturalidade pelos condôminos pioneiros, os quais emprestaram todo o apoio financeiro e moral para a execução do empreendimento.
60 apartamentos
“Nem se pensou em ser o maior do estado, isso aconteceu naturalmente, queríamos construir os 60 apartamentos, dois por andar, e foi naturalmente. Simplesmente estabelecemos o número de apartamentos e construímos”, afirma Hugo Grazziotin, arquiteto do Parque do Sol.
Tempo
A obra foi executada em ritmo determinado pelas possibilidades financeiras dos condôminos. O sistema de preço de custo, sendo que algumas unidades foram executadas com a participação de uma financeira junto a alguns condôminos.
Vistas
As vistas do ponto mais alto do prédio são incríveis. Ao dia, é fácil localizar Farroupilha, o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, a área e a goleira situadas no lado do placar do Estágio Alfredo Jaconi, toda a pista do Aeroporto Regional de Caxias do Sul, a universidade, rodovias, entre outros pontos. À noite avistam-se as luzes de Nova Petrópolis, de Picada Café, de Gramado, de Canela, de Nova Milano e até mesmo de Veranópolis.
Dificuldades
Hugo Grazziotin conta que mesmo sem dispor das tecnologias existentes nos dias de hoje, eles não passaram por grandes dificuldades na construção do prédio. “Certamente hoje em dia, se fosse construir um prédio daquela altura, seria mais rápido e tranqüilo. Iria facilitar para transportar o concreto para a análise e o material a partir de certa altura do prédio”.
Curiosidade
O próprio arquiteto, Grazziotin, nunca teve vontade de morar na sua maior obra. “Eu cheguei a ter um apartamento lá, mas nunca morei, e não tinha vontade também, sempre gostei e preferi morar em casas. Só depois de anos, por causa da segurança acabei cedendo e indo morar em apartamento”.
Mais alto
Apesar das grandes construções e das tecnologias de edifícios nas cidades, o Parque do Sol mantém há 33 anos o sólido título de mais alto prédio de moradia do Rio Grande do Sul. Um dos maiores pontos de referência do município, o arranha-céu é conhecido até mesmo no Exterior.
 
Internacional
A história do Parque do Sol arrevesou fronteiras e cruzou continentes. O engenheiro Joaquim Blessman, que calculou a ação do vento sobre a maquete, apresentou o projeto em congressos na Inglaterra, no Japão, no Canadá, entre outros países.
 
 
  
  
   Moradores sentem
orgulho de morar no prédio
 
 
 
Para a maioria dos moradores do Parque do Sol, residir no edifício mais alto do estado é uma questão de orgulho. Berenisse Petri, moradora há 28 anos no 13º andar do prédio nos conta as vantagens de residir no Parque do Sol. “Sempre tive orgulho de morar aqui. Apesar de ser muito caro, ele oferece tudo o que um edifício pode proporcionar de melhor, desde segurança a faxineiro. É uma tranqüilidade imensa, uma segurança incrível”.
Balança
Ele diz ainda que “há muitos comentários que ele balança em dias de vendaval, mas é uma besteira. Em dias de temporal eu nem percebo. São 6 andares abaixo de viga de aço para sustentar e dar segurança. Acredito que não será fácil derrubá-lo. Outra vantagem é que não haverá edifícios a volta que farão sombra a ele e a paisagem é linda, com um parque maravilhoso na frente. Gosto muito de morar aqui” finaliza.
Segurança
contra incêndio
As pessoas devem se perguntar: E se ocorrer um incêndio no último 28º andar do Parque do Sol, o que os moradores farão? Pensando nisso a gazeta de Caxias foi ouvir os bombeiros, para saber como eles procederão em caso de incêndio em prédios altos.
 
Corta fogo
O comandante Márcio Leandro Silva da Silva nos explica que há uma lei, 37.380 de abril de 1997, da Norma de Prevenção de incêndios em prédios, que obriga os prédios que são construídos com mais de 12 andares a conter portas corta fogo nas escadas. “No momento em que a pessoa sai de seu apartamento e entra nas escadas, passando a porto de fogo, até chegar no passeio público, ou a chamada descarga, a pessoa está protegida”, afirma o comandante.
         
Adequação
Como a lei foi criada em 1997, ela exige que haja adequação dos prédios mais antigos, como é o caso do Parque do Sol. “Os prédios construídos a partir de 1997 já estão dentro das normas e os mais antigos devem adequar essas escadas. Caso venha ocorrer algum incêndio, as escadas serão o principal modo de fuga dos moradores”, comenta Márcio.
 
Extintores
Márcio lembra que essa é uma das exigências, sendo que extintores não podem faltar também.  “Até 12 andares, os prédios têm uma exigência, a partir dessa altura as exigências mudam, mas, todos os andares devem ter seus extintores, pressão hidráulica maior”.
 
Normas
A secretária do prédio Ivete Juliani, que trabalha no arranha-céu há mais de 20 anos, afirma que eles já estão se adequando às normas, “todos os andares do prédio possuem extintores e hidrantes com duas mangueiras” afirma.
 
BOX
Dados do gingante
-São 36 pavimentos sendo 33 de apartamentos e dois de garagem, com 171 vagas, sendo que cada condomínio tem espaço para dois ou três veículos;
-O valor do condomínio é de R$ 660,00;
-Cada apartamento tem em média 260 metros quadrados de área privativa;
-Cerca de 160 pessoas moram no arranha-céu;
-E 300 pessoas transitam diariamente no prédio;
-A obra foi iniciada em julho de 1967, sendo que a entrega do habite-se ocorreu em 5 de junho de 1976;
-Possui 5 salões de festa;
-Um apartamento custa cerca de R$ 300 mil;
-A maioria dos apartamentos é residida por proprietários, sendo que apenas quatro são alugados;
-Há apenas um apartamento vago;
-A área projetada para a obra era de 27 mil metros quadrados, mas ficou em 24,2 mil metros quadrados, pois eliminou-se o pavimento comercial;
-O parque do Sol tem 66 apartamentos - dois por andar- contando o do zelador,
3 caixas de água, no térreo, no meio e no terraço, abastecem o prédio;
-O edifício conta com 4 elevadores – dois sociais e dois de serviços, sendo um deles maior, para carregar até 1,3 mil quilos;
-Para ir do térreo ao 30º andar, onde ficam os apartamentos mais altos, os elevadores levam 56 segundos;
-Em caso de forte ventania, a oscilação do Parque do Sol é de 1,5 centímetro para cada lado, quase nunca notada pelos moradores;
-Para ser construído atualmente, o arranha-céu custaria em torno de R$ 15 milhões, conforme o engenheiro Hugo Grazziotin;
-Pelo menos 7 pessoas – entre zelador, porteiro e pessoas da limpeza e manutenção - trabalham diariamente no condomínio.
 
BOX II
Prédios mais altos de Caxias do Sul
Nome                                              Pavimentos
1-    Parque do Sol                            33
2-    Guarda-Lupe                              28
3-    American Garden                        23
4-    Estrela                                       23
5-    Vitória Park                                21
 
Legenda Hugo:
 Hugo: “eu sou aposentado, estou
aprendendo sempre, e apreciando a vida”.

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