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07/06 às 10:34 POLÊMICA
 

Codeca tem dívida de R$ 10 Milhões. Câmara aprova repasse

Com a maioria de votos, Câmara aprovou o repasse de até R$ 3,8 milhões à Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), em três parcelas até 2012.

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Por João C. Garavaglia

 
Foto por Arquivo Gazeta de Caxias
Geni: "A codeca não trabalha para ter lucro"

Houve muitas críticas. A líder do PT, Ana Corso, denunciou que a Codeca tem dívida de R$ 10 milhões. Mas dois vereadores petistas votaram a favor da proposta.

 

A matéria, de autoria do Executivo, prevê que os recursos sejam encaminhados a título de adiantamento de capital, para complementar os valores necessários à operação que definiu a aquisição de seis caminhões e 1,8 mil contêineres. Dos R$ 10,8 milhões necessários, a Prefeitura arca com o valor proposto, enquanto a Codeca financia os R$ 7 milhões restantes. As aquisições dos novos equipamentos substituirão os utilizados atualmente, que são alugados, o que deve reduzir custos e permitir a expansão da terceira fase do sistema.

 

Arcar com custos

Segundo Ana Corso (PT), a bancada do Partido entende que uma empresa pública deve arcar sozinha com seus custos. A vereadora questionou o porquê dos equipamentos não terem sido comprados pela empresa desde o início, ao invés de serem locados.  

 

R$ 10 milhões

Ela lembrou que “os aportes financeiros constantes do Executivo não resolvem a questão da Codeca. Pelo contrário, fazem com que a dívida cresça, que com isso chega aos R$ 10 milhões. Com mais esse repasse, a propaganda de boa administração da Codeca cai por terra, pois o sistema de mecanização não pode ser ampliado sem o constante apoio financeiro da Prefeitura”.

 

Banco

Rodrigo Beltrão (PT) defende que os questionamentos feitos pelo PT focam-se nas mesadas da Prefeitura para uma empresa que é paga pelos serviços prestados. Ainda, segundo Beltrão, a ampliação do sistema de contêineres segue um processo de elitização, no qual regiões populosas da cidade ficam desamparadas.  Diz que “não há dúvida de que o sistema é benéfico, e juridicamente o negócio já foi implementado. Porém, o repasse recai sobre o caixa da Prefeitura, e a Codeca deve ser coerente com o discurso de autossustentabilidade que utiliza. A Prefeitura não pode servir de banco”.

 

Serviço útil

Marcos Daneluz (PT) defende que mesmo com problemas no passado, a Codeca realizou inúmeras obras na administração popular. “Sou contra repasses não-fundamentados, o que não parece ser caso. Há dúvidas na forma de expansão do sistema, o que é outra discussão. O fato é que a Codeca sai do aluguel dos equipamentos, e amplia um serviço extremamente útil à população” disse.

 

Aprovado

Para Denise Pessoa (PT), “é preciso avaliar a gestão, que não é das melhores, segundo os dados da própria Codeca, cujo discurso de empresa bem-sucedida se baseia nos aportes da Prefeitura. Porém, o serviço é aprovado pela população. E a aquisição dos contêineres e ampliação do sistema vêm ao encontro disso.

 

Escândalos

Eloi Frizzo (PSB) salientou que a Codeca é essencialmente uma empresa pública, por isso responsabilidade do município. Observou que “conhecemos os escândalos que ocorrem em municípios que optaram por parcerias com empresas privadas na manutenção do saneamento público. A gestão do PT teve vários problemas com a administração da Codeca, o que não aconteceu nesse governo”.

 

Maximiza

Para Gustavo Toigo (PDT), os investimentos em saneamento são claros, e a coleta mecanizada, um sistema inovador e vitrine para cidades em todo o país. Uma gestão deve ser focada em resultados, o que é o caso.

Mauro Pereira (PMDB) salienta que uma empresa pública forte maximiza os benefícios, e o repasse de recursos apenas fortalece um patrimônio que já é da Prefeitura.

 

Má-gestão

Ari Dallegrave (PMDB) afirmou que o governo Sartori assumiu a Codeca com impostos atrasados, segundo ele, fruto de má-gestão da administração petista. Os diretores atuais tiveram que fazer empréstimos em nome próprio para dar andamento ao trabalho da Codeca, lembrou.

 

Discordância

Geni Peteffi (PMDB) rebateu as críticas de má-gestão à Codeca, defendendo que o repasse é para investimentos, e não com o objetivo de tapar buracos financeiros da empresa. A vereadora ainda discordou dos argumentos que sinalizam elitização por parte da Codeca na distribuição dos contêineres pela cidade, explicando que é uma questão de logística a operação começar do centro em direção aos bairros. A Codeca não trabalha pelo lucro, e sim para se manter e prestar seus serviços. Quem vota contra não aprova os contêineres na rua, destacou Geni.

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