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Projeto que tramita na Câmara prevê mais proteção aos usuários dos bancos
Por sugestão do vereador Vinícius Ribeiro (PDT), agências bancárias, postos de serviços e caixas eletrônicos deverão ter proteção visual.
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Segurança é a palavra chave. E este é um dos motivos que levou o vereador Vinícius Ribeiro (PDT) a apresentar à Câmara uma proposta que determina aos bancos restringir a visibilidade de quem está fora da agência, caixa ou posto de serviço.
Vinícius comenta que dois episódios fizeram com que ele tomasse a iniciativa de apresentação do projeto. Um deles foi a própria vivência, de ver alguém ser assaltado após sair de uma agência. O outro motivo é por estar dentro de uma agência, à noite, bem iluminada, mas não saber o que poderá acontecer do lado de fora. “Temos que nos preocupar com um mínimo de segurança. Quem está dentro da agência se torna um alvo fácil”, disse.
O vereador ressaltou que não há um prazo definido para a discussão do projeto e muito menos para a implantação, caso aprovada. “O plenário é muito dinâmico, então não há como ter certeza”. Há um prazo de regulamentação dentro da Câmara de Vereadores.
Ficará a cargo de cada instituição fazer a adequação caso a lei seja aprovada. “Se quiserem colocar cortinas, adesivos, películas, tanto faz. O que importa é o cumprimento da lei e a segurança das pessoas”. Cabe ao poder público criar a diretriz.
Vinícius acredita que os problemas na área de segurança resolvidos não são maiores por falta de discussões nessa área. “Precisamos oportunizar que os bancos façam a sua parte. Tenho certeza de que irão entender e atender às exigências”. Vale lembrar que os bancos se adequaram muito bem às necessidades do consumidor, por exemplo, com a instalação de câmeras de vigilância e a instituição do tempo máximo na fila.
Polícia diz que “olheiros”
ficam dentro das agencias
informando comparsas”
Quando questionado sobre a eficiência da nova lei, como, por exemplo, alguém permanecer dentro do banco e acompanhar quanto as pessoas sacam em dinheiro e depois saírem do banco para as assaltarem, o vereador pedetistas não admitiu que poderia haver um furo na lei, quando se trata do livre arbítrio das pessoas.
De fora para dentro, não haverá a possibilidade de enxergar, mas qualquer pessoa que bem entender, pode entrar na agência e observar. Quanto a isso, o vereador afirmou que dentro da agência há a segurança das câmeras de vigilância. “Em alguns bancos há câmeras em todos os terminais”.
E mesmo com todo esse monitoramento, os assaltantes não hesitam em assaltar. Na noite da quarta-feira (16), um rapaz foi assaltado na boca do caixa eletrônico, na agência do Banco do Brasil do centro. E ainda teve o carro levado. Segundo o delegado Ives Trindade, titular da DEFREC (Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas), os olheiros, como são chamados, ficam dentro das agências e avisam o comparsa que está do lado de fora. Dessa forma, não adiantaria nada a proteção visual. Segundo o delgado os números de assaltos a clientes de bancos não são muito relevantes.
Como sugestão para melhorar a segurança, Vinícius acredita que os investimentos em guardas de segurança não é viável. “Não podemos responsabilizar um serviço privado para a prestação de um serviço público. Não podemos obrigar o segurança a acompanhar o cliente até onde ele for. Para isso existem as transações eletrônicas”, afirmou o pedetista.
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