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Criticados valores cobrados pelas contas de energia elétrica
Tarifas do último mês podem ter sido cobradas acima da média. Os valores das contas de energia elétrica de Caxias do Sul, com vencimento em agosto, provocaram intenso debate na Câmara. As tarifas teriam vindo com valor acima da média.
Por João C. Garavaglia
O vereador Renato Nunes (PRB) diz que esteve no bairro Reolon, onde ouviu diversas reclamações da população daquela localidade, no que se refere à cobrança de valores considerados abusivos pelo vereador Renato. O parlamentar citou o exemplo de 30 famílias daquele bairro. Elas usavam energia clandestina e foram cadastradas pela empresa concessionária de energia, Rio Grande Energia (RGE), para serem encaixadas em programa de renda mínima da empresa, possibilitando o pagamento de uma taxa simbólica de R$ 4,46.
Humildes
De acordo com Renato, a primeira conta obedeceu ao valor prometido pela empresa. Entretanto, a fatura com vencimento em agosto teve cobrança em torno de R$ 400. “Essas famílias são humildes, trabalham com reciclagem de lixo. Como vão ter condições de pagar isso e, ainda, comprar remédios e cesta básica? Isso é um absurdo”, protestou.
Audiência Pública
O vereador mencionou, ainda, outros exemplos de faturas que tiveram cobrança com o dobro e, até, o triplo do valor cobrado no mês anterior. Também presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança, Nunes informou que proporá audiência pública, com a presença do Procon (órgão de defesa do consumidor), Ministério Público, empresa concessionária do serviço de energia e pessoas que se sentirem lesadas pelo problema. A data da audiência ainda precisa ser confirmada.
Indignação
A vereadora Ana Corso (PT), que também faz parte da Comissão de Direitos Humanos, demonstrou a sua indignação para com a situação e apoiou o colega Renato, na realização da audiência pública. Informou que os serviços de distribuição de energia elétrica e de telefonia são os que mais têm reclamações registradas junto ao Procon.
Demissões Para amenizar a polêmica, Mauro Pereira (PMDB) disse que houve diversas demissões no setor de medição dos contadores de energia, o que forçou a empresa a realizar o cálculo de cobrança pela média de consumo. “Infelizmente, esse cálculo é feito puxando a média para cima”, argumentou. Em seguida, Nunes rebateu e disse ser um absurdo que a média seja calculada para cima, prejudicando as pessoas mais humildes.
Sete vezes
Juntaram-se ao debate os vereadores Ari Dallegrave (PMDB), Elói Frizzo (PSB) e Geni Peteffi (PMDB), que mencionaram casos que tomaram conhecimento por meio de pessoas que enfrentam o mesmo problema. Citaram, inclusive, casos particulares. ”Neste mês, o valor cobrado é sete vezes acima do que eu costumava a pagar”, constatou Dallegrave.
Descumprida
Marcos Daneluz (PT) referiu lei aprovada pela Casa, em fevereiro deste ano. A matéria proíbe as medições de energia elétrica por média de consumo, no interior do município. O parlamentar mencionou que essa lei está sendo descumprida pela RGE. “O município precisa investir mais, em fiscalização, para que as legislações aprovadas por esta Casa sejam cumpridas”, reivindicou o vereador. Disse, ainda, que se a medição por média não pode ser feita nas localidades do interior, no perímetro urbano, a cobrança é absurda.
Judiciário
Ao final do debate, o presidente Moisés Paese (PDT) louvou a atitude da Comissão de Direitos Humanos, de promover uma audiência pública sobre o tema. Pediu para que a concessionária compareça, a fim de prestar explicações. Sugeriu, também, que membros do Judiciário participem do encontro.
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