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Vereador quer tratamento político para resolver impasse
Diante do impasse entre médicos do SUS e Prefeitura, que originou em mais uma greve da categoria, o vereador Rodrigo Beltrão (PT) acredita que a administração deveria usar do que chamou de tratamento político para resolver a paralisação parcial do sistema de saúde municipal.
Por João C. Garavaglia
“Até porque o Ministério Público está cobrando dos médicos o cumprimento da carga horária mínima de trabalho. No entanto, a prefeitura opta por, na esfera judicial, exigir a retomada dos trabalhos desses colaboradores”, comentou Beltrão.
Posicionamento
O vereador Renato Oliveira (PC do B) fez duras críticas à greve dos médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Caxias do Sul, retomada na última segunda-feira (30). Ele pediu, também, posicionamento do Executivo. Em abril, a paralisação da categoria havia sido encerrada por uma decisão judicial, depois de a prefeitura ter entrado com ação contra o movimento.
Questionamento
O Sindicato dos Médicos reivindica plano de carreira, além de salário de R$ 7,5 mil, para 20 horas semanais de trabalho. Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Renato questionou o papel do poder público em outras demandas de saúde pública, como o déficit de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, tanto em hospitais públicos quanto em privados. ”A prefeitura precisa tomar uma atitude. Não pode ignorar a necessidade de diálogo com a categoria. A situação é um caos, observou”. Ele sugeriu aos membros da Comissão de Saúde visita ao Executivo.
Intermediação
A vereadora Ana Corso (PT) considerou que o Executivo peca ao não promover um diálogo com a categoria. Membro da Comissão de Saúde defendeu que ela faça o intermédio da negociação com os médicos. “Que é inviável o reajuste de R$ 7 mil, todos já sabem. Mas o problema é anterior a isso. Consultas especializadas levam meses. Uma cirurgia pelo SUS demora mais de ano, ressaltou”.
Lógica
Segundo Elói Frizzo (PSB), nunca houve falta de diálogo por parte da prefeitura. Questionou o caráter legal da paralisação e defendeu a criação da Fundação Municipal da Saúde. Para ele, a medida daria fim a qualquer impasse sobre o salário dos médicos servidores. “A lógica, adotada pelo Executivo, é a correta. Primeiro, focar na proposta do Sindiserv, que defende 8.93% de reajuste. E, só depois, avaliar a questão dos médicos, que são concursados e, por isso, precisam de anuência do Sindicato dos Servidores”, ponderou.
Em escala
O parlamentar observou, ainda, que, por serem servidores públicos, o aumento para os médicos acabaria atingindo, em escala, todos os outros funcionários de carreira. Geni Peteffi (PMDB) concordou com Frizzo, ao considerar que a prefeitura não falta ao diálogo. Porém, salienta que há divergência entre o valor solicitado e aquilo que pode ser feito pela administração municipal. “Acredito num desfecho positivo em breve, com cedências das duas partes”, afirmou.
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