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22/06 às 17:09 120 ANOS: CAXIAS MUNICÍPIO
 

135 anos de imigração

Nesta semana comemoramos o Dia Nacional do Imigrante. Estamos em época de comemoração. Nada melhor do que relembrar os primeiros imigrantes que chegaram aqui há 135 anos, os italianos.

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Foto por Gabriel Rodrigues
Monumento Nacional ao Imigrante foi inaugurado em 1954, pelo presidente Getúlio Vargas
Foi no ano de 1875 em que chegaram os primeiros imigrantes italianos na região que hoje é Caxias do Sul. De lá pra cá a cidade se desenvolveu rapidamente. E hoje, completando 100 anos, Caxias recebe turistas de todo o mundo em busca da cultura italiana que continua preservada.
 
Início das Obras
 
A obra do Artista Plástico de Pelotas, Antônio Caringi, começou a ser construída em 1950. Foi durante a Festa da Uva de 1954 que o Presidente Getúlio Vargas inaugurou o Monumento. A estátua do casal de imigrantes representa a típica família italiana que aqui chegava. O homem com a enxada representa o trabalho e a mulher com o filho representa a família. 
 
Todas as Etnias
 
O Monumento que para muitos representa apenas a imigração italiana é muito maior do que isso. O monitor do Memorial, Fabiano Selau, reforça que “aqui é o Monumento que fala de todos os imigrantes que vieram pro Brasil, são índios, negros, japoneses, portugueses, mas com ênfase para os italianos já que estamos em Caxias”.
 
O Museu
 
No Memorial, que se encontra junto ao Monumento, o visitante encontra baús, cestas, documentos de imigração, instrumentos agrícolas e outros objetos típicos italianos. Uma peça que merece destaque são as estátuas de mulheres do interior, feitas pelo artista Paulo Nazareno. Essas peças foram partes de uma das edições da Festa da Uva e hoje são as atrações de maior destaque no Memorial.
 
Obelisco
 
O imponente Obelisco que faz parte do Monumento Nacional ao Imigrante possui três imagens em alto relevo que representam as diferentes etapas da imigração italiana. Em uma delas é relembrada a posse da terra, na outra o cultivo dessa terra, e no terceiro a aliança entre a força civil e militar.
 
Camponês de bronze
 
A porta do Obelisco tem a imagem de um camponês e seu gadanho (uma ferramenta usada no campo para cortar grama). A imagem do camponês era feita de bronze, mas foi roubada. Hoje a porta encontra-se dentro do museu junto com os moldes originais da estátua dos imigrantes. O camponês agora é de resina plástica e apenas a ponta do gadanho ainda é de bronze.
 
Família Eberle
 
No Museu também há exemplos de lamparinas e antigos instrumentos domésticos. Fabiano nos contou que “essa lamparina que temos no Museu é um dos produtos mais antigos da Família Eberle, e que, na verdade, quem fez a peça não foi o Abramo Eberle e sim a sua mãe Luisa que o ensinou a fazer as lamparinas”. Além das lamparinas o Monitor dá destaque para o trançado artesanal do garrafão de vinho que foi uma prática dos índios ensinada aos italianos.
 
Tanoeiros Portugueses
 
Outra prática comum dos italianos foi ensinada por outros imigrantes, os portugueses. Os barris de vinhos eram feitos pelos tanoeiros de Portugal e mais tarde os italianos obtiveram a prática. Ainda no museu é possível encontrar documentos como certidões, passaportes, e até mesmo certidões de posse de terra e demais documentos burocráticos de imigração com o selo do Rei da Itália.
 
Visitantes
Segundo Fabiano, o Monumento ao Imigrante tem uma média de 10 visitantes por dia durante a semana, podendo chegar a 160 nos fins de semana (80 em cada dia). “Já vieram pessoas de todos os cantos do Brasil, inclusive de outros países como China, Estados Unidos e Itália. Os italianos são os que mais gostam. Lá na Itália não se tem essa preservação da cultura como se tem aqui”, disse Fabiano. O Monumento ao Imigrante fica aberto de terça a domingo das 10h às 16h.

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